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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 6 – Capítulo 52

Deus, Por Favor Me Perdoe

――Uma dança de espadas desagradavel começou a se desenrolar, com o palco sendo o átrio do quinto andar.

“――――”

Com o seu longo cabelo ruivo balançando, o homem com tapa-olho brandiu impecavelmente para a direita e para esquerda, com controle absoluto de seu corpo robusto, empunhando apenas uma curta e frágil vareta. Um espetáculo inacreditável estava se desenrolando no palco.    

“――KSHEEEEEEGHHH!!”

Uma Majuu em forma de Centauro correu para cima do homem ruivo, era meio-humano e meio, emitindo um urro parecido com um choro que um recém-nascido emitiria. Na parte de cima, a parte humana, a besta não tinha cabeça. Aquilo empunha duas espadas de fogo, nas quais carregava nas duas mãos — Se você tivesse contato com esse calor de ardência imensurável, mesmo que brevemente, seu corpo acabaria carbonizado. E ainda, como o homem fazia isso? Ele havia contorcido seu corpo nessa dança nesse calor abrasador, fazendo parecer brincadeira de criança, usando apenas apenas aquelas varetas tão normais como a luz do dia.  

Chamas não incendiaram os gravetos que tinham afastado as criaturas. Eles não pegaram fogo. Por que!?

――Talvez fosse porque ele estava balançando aqueles gravetos mais rápido que eles podiam pegar fogo e queimar.

O motivo pelo qual as varetas não pegaram fogo era porque ele os brandia mais rápido do que podiam pegar fogo. A razão pela qual ele repeliu aqueles golpes de fogo foi porque ele mudou seus flashes de espada, dando a eles a quantidade mínima de força necessária com o vendaval de suas lâminas. E parecia que a razão pela qual o homem achava isso tão divertido, ao mesmo tempo que a ar a sua volta se tornava vermelho com intenções assassinas, era porque ele era completamente insano. 

Aproveitando completamente essa situação maluca como se fosse o apogeu desse mundo, Reid, nesse estado de frenesi, continuou o 『Trial』.

Reid: “Olhaolhaolhaolhaolha Olhaolhaolhaolhaolha! Você, o que aconteceu?! Você, Cê tá de brincadeira?! Diferente de antes, agora tá na hora de ficar sério, você. Usa seus amiguinhos à sua volta. Hora de ter a sua vingança! VamoláVamoláVamoláVamoláVamoláVamolá!” 

Enquanto berrava com raiva, com saliva voando de sua boca para o meio das chamas, Reid segurava uma vareta em cada mão. De maneira semelhante  àqueles olhos azuis que o encaravam, Julius estava cercado pelas chamas ao seu redor.

Enquanto Julius lidava com as Majus a sua volta, com a sua espada em mãos, um sentimento repentino de tensão e espanto apareceu em sua face; ele não queria dar atenção às palavras de Reid, que, como esperado, estava tratando tudo isso como se fosse uma dança. E com a mesma expressão, Julius gritou.

Julius: “Que diabos. O que você está pensando? Todas essas Majuus vieram do porão! Isso é uma coisa bem importante para a torre, nós deveríamos combinar nossas forças!”

Reid: “UAU! Sendo um cara que é um espadachim todo pomponzinho,você com certeza também pensa desse jeito pomposo, huh. Você, tando assim, consegue aproveita’ a vida? Da minha experiência, caras que não fazem o que querem vivem vidas muito mais tediosas que caras que fazem o que querem, entende, você?”            

Julius: “O que você……”         

Reid: “Primeiro de tudo, o que você tem contra deixar esses cavalinhos flamejantes feios correr por aí? Pra mim eles são tão chatos quanto uma chuvinha. Na verdade chuvas são bem chatas, eu tenho um cabelo crespo, sabe” 

O argumento de Julius tinha vindo de um ponto de vista sensível, mas Reid riu como se fosse um absurdo despejado pela loucura vindo do raciocínio de um louco. Julgar a horda Majus que claramente tinham intenções assassinas com uma coisa no mesmo nível que uma chuva servia como prova que qualquer razão dentro de Reid já não existia mais. Não havia chances de que houvesse algum raciocínio decente por trás disso, sem nenhum significado a não ser encher as mentes daqueles que ouvem com confusão e caos.

Julius: “――hk!”

Quando Julius ouviu isso, ele foi perturbado por um pensamento que ele nunca considerou, e como um resultado, um traço de hesitação nasceu nele enquanto ele brandia a espada, e a sua defesa para o ataque do centauro foi tardia.

Julius:  “Droga!”

Quando ele foi se virar, um coice acertou o ombro esquerdo de Julius. Houve um som abafado, e então um olhar de angústia correu pelo seu belo rosto. Ainda assim, ele usou o momento do coice para virar seu corpo, e com isso, faz um corte poderoso com a sua espada e cortou fora as patas dá uma Majuu, e com mais um golpe impecável de sua lâmina, abriu o resto do corpo da besta.

Centauro: “――!!”

E aí, ele esmagou o pomo da sua própria espada contra seu ombro ferido. O som de carne crua e osso reverberou, e era bem mais drástico de quando Reid tratou o ombro de Subaru, o ombro dele foi posto de volta no lugar.     

Reid: “Kah! E isso é isso. Heh, nada mal, essa tua expressão.”

Enquanto seus corpos gigantes em chamas e cascos pisoteantes transformavam o quinto andar em um inferno flamejante, apenas uma pessoa, Julius, ousou lutar contra o desespero de todos. Reid ficou satisfeito com isso, com um sorriso cruel tomando forma em seu rosto. As feras, incapazes de raciocinar, consideraram Reid e Julius oponentes igualmente prejudiciais; no entanto, a sua ameaça era mais clara do que as chamas, caso tivesse alguma inteligência.

Manchado de sangue, sem a sua elegância de sempre, a espada de Julius afastava os ataques das Majuus enquanto firmemente as cortava uma por uma. Enquanto isso, Reid não pareceu estar com problemas, tendo um nível de artes marciais comparável, ou maior que o de Julius, ele estava arrancando as vidas das bestas como se fosse um Shinigami. E, ao mesmo tempo—    

Julius: “――GH”

Reid: “Mas, olha onde cê pisa. Bem, pelo o que eu to vendo, cê tem que prestar atenção em todo canto aqui.”

Cutucando a sua orelha por conta do tédio, a perna longa de Reid esmagou as costas de Julius, que foi afastado dele. Quanto de força foi posta naquele chute? Tendo recebido o impacto, o corpo de Julius foi jogado para longe com facilidade, assim como uma pedra enrolada em um pedaço de tecido. O corpo dele bateu contra a parede da torre. A batida pode ser sentida reverberando por toda a construção, as Majuus um urro agudo, comemorando o ferimento de sua presa. Estando jogado no chão, a horda de bestas correram em uma disputa maluca na direção de Julius, que estava tossindo sangue.   

Julius: “Gh… aaa!”

Julius deslizou o torso para cima do chão e, ao chutar um dos cascos com as pernas compridas, ele voltou aos seus pés. Usando aquele impulso, Julius subiu usando os ombros e o torso de uma das feras que se adiantou como apoio para os pés e tentou romper o cerco. Ele apontou a mão esquerda para uma lacuna deixada entre as feras.

Julius: “――――”

Nada aconteceu. Apertando a sua mão esquerda, a face de Julius mostrou amargura. As Majuus haviam se virado, se aproximando ainda mais de Julius—

Reid: “――Mesmo agora, numa hora como essa, cê ainda não tá serio, você.”

Julius estava entre as Majuus, enquanto Reid bufava e balançava sua vareta enquanto se aproximava cortando tudo em seu caminho. Segurando um em cada mão, ventos violentos eram levantados enquanto ele balançava os paus de madeira, levando aproximadamente 10 Centauros ao ar. Uma sensação de não saber o que aconteceu surgiu nas feras quando elas sentiram seus cascos flutuando no ar.

Reid: “Morram, seus cavalos inúteis!”

Bem ali, Reid gentilmente deu um passo e pulou, em direção às Majus, uma por uma, ele cortou o torso pela metade, quebrou os torsos delas, destruindo todas as Majus, as massacrando, aniquilação total em diferentes condutas.

De flutuar no ar, ao espalhamento de seus corpos no chão, tudo ocorreu em cerca de dois/três segundos. As Majuus, conhecidas pela sua tremenda letalidade, foram mortas sem nem ter tempo de reação, todas destruídas. E depois, o quinto andar cheio de Centauros foi limpo, e nesse caso, parecia que havia espaço para se sentir aliviado――

Reid: “Eita, essas coisas não acabam. Uma depois da’ outra’, elas surgem dos seus ninhos.”

Reid estalou a língua, e, como se fosse para confirmar o que ele havia dito, da escadaria que levavam para o Sexto Andar abaixo, os sons dos cascos e choras das suas vozes que pareciam pertencer de uma criança estavam, mais uma vez, se aproximando do Quinto Andar.

Se isso continuasse, por conta do acúmulo de cadáveres, seria apenas uma questão de tempo até que as Majus subissem. Se o deserto lá fora for o seu habitat natural dessas bestas, era impossível imaginar que elas acabariam. 

Reid parecia ter pensado algo parecido, e ele lentamente cruzou os braços.

Reid: “É hora dos homens irem pra’ fora e lavar o roupa suja lá, esses troços só vão ficar no meio da porra do caminho aqui. Eles são irritantes pra caralho, mhhhhh, Ei.”

Julius: “Espera, vá lá fora? Com as coisas nesse estado, e você continua dizendo que quer sair da torre?!”

Reid: “Você, me escutou, essa é a minha conclusão. Como eu disse. Esses caras são nada além de gotas de chuva, brica’ com isso é muito chato. ‘São nada de especial. Apenas as gostosuras são capazes de mexer comigo… O resto de ceis, você, não consegue chegar aos meu nível nem à pau.” 

Julius: “――Gnh!”

Apertando os dentes, Julius estava altamente insatisfeito com a atitude de Reid, mas ele hesitou em expressar isso. 

Se ele perdesse o seu temperamento aqui, uma discussão com Reid iria se iniciar. Nesse caso, a situação se tornaria em uma briga contra Reid Astrea e as Majus. Sim, isso era o que a razão de Julius havia deduzido. Olhando rapidamente, ele viu a hesitação de Julius em um instante, a angústia que era mais clara que o dia.

Reid: “Não tem nada que se possa fazer. É a natureza deles.”

Reid estava desapontado do fundo de seu coração, e ele expressou isso, o que fez com que as bochechas de Julius se contraissem. Quanta angústia estava concentrada ali? A de Julius, sua expressão e vórtice emocional excessivamente complexo, era como uma criança indo para o topo da montanha que estava coberta de nuvens.

A dor dentro de seu coração era absolutamente invisível para todos além dele.

――Porém, imediatamente depois disso, aquele fogo infernal que vinha de baixo subiu com a mira em Julius. Tudo que estava acontecendo lá embaixo era também visível para o『Cara Medíocre』que viu tudo lá de cima.

Subaru: “――Ahh”

Enquanto tudo havia chegado naquele ponto, Natsuki Subaru olhava a luta no quinto andar em de cima, ele percebeu que ele tinha se esquecido de respirar por conta da situação escadaria a baixo.  

“――――”

Em baixo de seus olhos, a luta entre Reid e Julius, com as Majus adicionadas na equação, era de uma dimensão absurda, na qual Subaru, concentração de banalidade que ele era, nem podia pensar em interromper.

Preso com uma admiração por Reid, que operava a partir de normal muito fora do padrão, ele não consegue sentir nada além de uma reverência recém-nascida em relação a ele. Mas, pela primeira vez, Subaru testemunhou o estilo de luta de Julius. Sua esgrima e habilidades, estavam em níveis que Subaru não podia nem pensar em tirar vantagem dele. 

Se Subaru o desafiasse, ele com certeza teria todos os membros cortados em um instante; seria uma derrota feia. O encarar sem seriedade absoluta, com apenas uma espada de treino de madeira, bem, aquela face despreocupada nunca mudaria; seria apenas uma derrota agonizante e esmagadora.

Não importa se fosse Emília, ou Julius, ou Ram, todas eram a mesma coisa.

Ou, vamos dizer Beatrice ou Echidna, sem mencionar Shaula, e todos nessa torre, o poder escasso de Natsuki Subaru não podia se comparar com o deles. Ele tinha considerado eles, as pessoas desse mundo, os habitantes desse mundo de fantasia, muito fracos.

Fraca e jovem, Meili era a única que ela havia matado. Mesmo nesse caso, foi 『Natsuki Subaru』que fez aquilo, o que significava que Subaru não tinha participação naquilo.

Ele não podia matar o que ele não conseguia matar. Natsuki Subaru percebeu que ele não tinha a força necessária para realizar o plano do『Livro dos Mortos』.

“――――”

Depois de perceber isso, o coração de Natsuki Subaru tornou- se hesitante. Incrédulo estado parado de pé, Julius perdeu a paciência, e foi lento demais para perceber as Majus atrás dele. Reid as notou, mas não mostrou sinais que iria alertá-lo.      

Nesse ritmo, Julius seria queimado até a morte pelas chamas das bestas, que estavam se aproximando por trás —-Uma realização de uma possibilidade que havia passado por sua mente antes. 

Que o『Livro dos Mortos』do Julius também seria adicionado à biblioteca.

Subaru poderia fazer essa situação se realizar com as suas próprias mãos.

Seria uma tragédia, indo pelo ritmo da situação, Subaru empurraria Julius para a sua『Morte』 ――.

Subaru: “――ATRÁS DE VOCÊ, JULIUS!!”

Julius: “―Tsk!”

Após ouvir aquele grito, o corpo de Julius, por reflexo, diminuiu a sua rigidez. Sem hesitação, sua figura esguia voou para a direita, por cima do fogo infernal que havia sido libertado atrás dele, que havia varrido o chão do Quinto Andar, incinerando tudo em que tocava. Chamas explosivas que pintaram o ar de carmesim; a fonte dessa emissão contínua era uma Majuu que era muito maior que as outras que apareceram anteriormente. Adolescente e adulto —-Se havia ou não tal distinção entre as Majus, Subaru sentia tal discrepância entre seus poderes.  

“――――KSEEEEEEEEEEGH!!”

Coberto por chamas, o grande Centauro, que fez um som estridente, juntou vários outros centauros menores ao seu redor. Mais uma vez o quinto andar foi invadido por uma horda. A situação virou de novo um impasse. Tendo sido pego na trilha do fogo infernal, Julius jogou fora sua capa em brasas, na qual as chamas a incendiaram da bainha, sem se virar para as Majus… ou não, agora com uma figura ágil. Julius encarou Subaru, que estava desesperado e era incapaz de se mover.

Julius: “――――”

Subaru: ”Urkh…”

Naquele momento, mesmo com aquela distância entre ele, os olhares de Subaru e Julius se cruzaram. Mesmo com eles estando claramente estivessem distantes, em posições em que nenhum dos dois podia ver o rosto do outro claramente, Subaru sentiu a emoção complexo enterrado naqueles olhos amarelos, deixando escapar um som das profundezas da sua garganta. Dúvida, confusão, hesitação, preocupação, vários tons de emoções negativas rondavam dentro das profundezas daqueles olhos. Eles penetravam diretamente nas profundezas da culpa inexpressivel de Natsuki Subaru… e então,  

E então, logo após, falando isso para Subaru, que não queria fazer nada além de sair correndo, Julius disse. 

Julius: “ —Estou deixando Echidna, Anastasia-sama em suas mãos!!”

“――――”

Julius apontou a sua espada à Subaru —-Não, não foi à Subaru; Atrás dele, quando ele gritou aquilo, ele provavelmente apontou para o quarto andar. Confiante que estava completamente debilitado e cheio de cicatrizes, Julius se agarrou à essa súplica. Ou talvez, fosse mesmo a coisa certa a se gritar nesse momento, até mesmo o próprio Julius não conseguia ignorar todas as suas dúvidas. Essas eram palavras que ele gritou no meio de tudo aquilo. 

Duvidoso, confuso, hesitante, preocupado, ele ainda não parava, e tomou uma decisão.

Então――

“――!!”

Como uma bala, Subaru levantou suas pernas pesadas que estavam ligadas ao chão, e correu o mais rápido que conseguiu. Lutando para seguir em frente, enquanto tropeçava, ele correu desajeitadamente. Ele virou as costas para a escada em espiral e começou a correr. Ele não sabia o seu destino. Ele estava fugindo, ou não estava fugindo? Nem ele sabia mais. Ele não entendia seus sentimentos, mas mesmo assim ele não podia parar de correr.

Deixando Julius lá embaixo, no lugar onde havia uma horda de Majus e Reid, Subaru fugiu como um coelho.

Reid: “――Woah. Realmente, Realmente sem jeito, é a natureza deles.”

Na distância, Reid, que estava vendo toda a situação de longe, resmungou silenciosamente. Resmungos que pareciam idênticos ao anterior. Se havia ou não um toque de emoção naquilo era incerto.


Por que ele gritou? Por que ele não conseguiu deixar ele morrer?

“Haa, Haa…!”

Enquanto ele corria, quase sem ar restante, Subaru se questionou de novo e de novo em sua cabeça.

Por que ele gritou? Por que ele não conseguiu deixar ele morrer?

Meili:『Deixar ele morrer não seria diferente de matá-lo diretamente, né?』

Abraçando as costas de Subaru enquanto ele corria, a ilusão de uma garota resmungou sentimentalmente sua reclamação.

A ilusão não havia aparecido nem uma vez depois da aparição de Reid. A voz dela, 『Seu pescoço ter sido estrangulado』 estava torturando Subaru inteiramente como se fosse uma maldição.

Na verdade, era isso.

As ações de Subaru eram contraditórias. Seus pensamentos, suas ações, seus desejos e objetivos, nenhum deles se alinhavam.

O plano dos livros dos mortos estava constantemente no fundo de seus pensamentos, esperando ansiosamente por uma oportunidade.

A ilusão de uma garota morta podia ver os conflitos internos de Subaru, atenção por que ele, mesmo com ela dando um empurrão o avisando da oportunidade, desperdiçou essa chance? 

“――――”

Ele deu a oportunidade a Julius de escapar da linha de fogo.

Porém, no final ele permaneceu lá embaixo, onde o perigo de Reid e das Majus ainda estavam presentes. Era um jeito descompromissado de deixar alguém morrer. Era porque ele não queria se envolver diretamente com aquela cena?

Tendo estrangulado Meili com as próprias mãos, as profundezas de seu coração haviam sido encravadas por um medo impulsivo, ele poderia dizer que tão grande que não queria ver outra pessoa morrer na frente dele?

Foi por isso que ele fugiu tão desesperadamente?

Indiferente às palavras, e tudo, que haviam sido deixados por Julius à ele, confiadas por Julius――

???: “――Subaru!”

Enquanto ele estava imerso em pensamentos, os pés de Subaru foram parados por um chamado inesperado. Quando ele parou, se inclinado para frente, a voz que ele ouviu havia saído de uma passagem perpendicular à ele, na qual ele havia passado sem perceber.

Vindo do outro lado do corredor, uma sombra se apressou na direção de Subaru.

Era――,

Beatrice: “Eu estava procurando por você, de fato! Andar por aí agora é muito perigoso, eu suponho!”

Subaru: “B-Beatrice…!? E….”

Segurando a bainha de seu vestido, Beatrice se aproximou correndo com uma expressão séria. Seguindo Julius, Subaru sentiu alívio e surpresa por ter conseguido confirmar a segurança dela.

No entanto, as surpresas não pararam por aí. Outra pessoa a acompanhava por trás,

Subaru: “Echidna?! Por que você duas estão juntas….”

Echidna: “……Tinha que ser aqui onde eu te encontrei, Natsuki-kun.”

Com a respiração levemente alterada, a menina que estava atrás de Beatrice ――Echidna, resmungou isso.

Surpresa do encontro inesperado à parte, o que tomou conta do coração de Subaru ainda mais foi a emoção com que os olhos verdes pálidos de Echidna estavam olhando em sua direção.

“――Hk”

Aquela suspeita tão clara como o dia dizia se uma pessoa na posição de Subaru era desejada ou não.

Reid, é claro, não sabia de nada. O comportamento de Julius e Beatrice indicavam que eles também não sabiam completamente do que estava acontecendo. Porém, o comportamento de Echidna contava uma história diferente.  

――Echidna sabia.

Sobre a conversa que Subaru, Emília e Ram tiveram no quarto onde ele escondeu o corpo de Meili, onde ele foi preso em uma jaula de gelo.

E, possivelmente, isso não era limitado apenas a ela.

Ele lembrou de como Julius o olhou com uma emoção complexa nos olhos no final.

Todos eles supostamente compartilham a informação do que havia acontecido com Subaru quando ele acordou. Então, era natural o jeito que Echidna reagiu, —-

Subaru: “Beatrice, você…”

Beatice: “――hk! Agora não é hora para falar sobre isso, de fato! Vem aqui, eu suponho!” 

Porém, em contraste à Subaru, que estava relembrando a sua hesitação, Beatrice pegou a mão dele por conta própria. A voz trêmula de Subaru foi apagada, pega de surpresa pela ação dela, tendo sido agarrada por sua pequena mão. 

Na realidade, se eles foram informados pela Ram das suas circunstâncias, seria imensurável o nível de determinação para fazer essa ação. Era um movimento tão descuidado que fez Subaru questionar a sua sanidade.

Echidna: “Beatrice, você tá falando sério? Ele escapou da cela dele! Em uma situação como esta!”

Por tanto, Beatrice pegar a mão de Subaru fez Echidna ficar pálida e gritar com eles. Ela estava questionando o prós e contras da ação de Beatrice. Ela levantou a própria mão e apontou seu dedo na direção de Subaru. O olhar daquele gesto continha mais pressão.

Essa atitude aparentemente contida não parecia um blefe para Subaru. Para ele, a situação era a mesma de estar sob a mira de uma arma.

No entanto, a ameaça à sua vida, Subaru tomou isso como algo natural.

Do ponto de vista de Echidna, estar cauteloso em relação à Subaru era algo óbvio. Beatrice estava, por alguma razão. —Até agora, protegendo Subaru e ficando contra Echidna.

Echidna: “Espera, Beatrice! Com um comportamento tão bizarro, ficar do lado dele, é uma escolha perigosa, então eu não posso permitir! É como Ram avisou, ele não é Natsuki Subaru!”  

Beatrice: “Isso não é verdade, de fato! Segurar a mão dele assim… Betty que ficou em contato com ele assim sabe, eu suponho! Subaru e Betty ainda estão conectados pelo nosso contrato, de fato. Você entenderia isso se estivesse na mesma posição de Betty, eu suponho!”

Echidna: “…Mesmo se esse fosse o caso, ele ainda não é confiável! Escapando da jaula em uma situação como essa! Como eu posso confiar nele? Não tem explicação válida para isso!” 

Enquanto Echidna gritou isso, a sua expressão tinha a expressão mais forte que Subaru já viu naquele rosto. Até hoje, ele sempre reprimiu seus sentimentos habilmente—a ela que sempre exalava aquele ar agora parecia dolorosamente ansiosa. Continuamente enérgica, ela tentou desesperadamente eliminar a ameaça diante dela. Desesperadamente, fazendo isso.

“――――”

Um número esmagador de Majus estavam enchendo as escadarias, cada coisa que estava acontecendo naquela torre era temível. É natural que ela explodiria quando jogado nessa situação impossível, quando olhava isso, ele pensou.

Subaru: “Só, e daí”

Beatrice: “Subaru?”

Beatrice que segurava a mão dele, ouvindo o sussurro de Subaru, abriu os olhos em choque. A mão pequena e macia de Beatrice foi solta. Com um som alto, algo que estava sendo reprimido, quebrou. Quebrou, assim. 

Echidna: “….O que você está tentando fazer?”

Com Subaru tendo empurrado os ombros de Beatrice, Echidna franziu as sobrancelhas enquanto ele deu um passo à frente. Perplexa, o cuidado dela era maior que isso. Mesmo assim, o coração não hesitou.

Subaru: “Como você tá vendo, eu to desistindo… Só, faz o que você quiser comigo.”  

Ele sentiu que suas emoções não poderiam se transformar em mais nada agora, além de fazer o que quer que aconteça.

Ele cometeu um crime que ele não se lembra, ele queria desesperadamente esconder tudo isso, o que causou dúvidas nas pessoas a sua volta, ele apenas tentou manter calma, mas sua vida foi ameaçada, tudo isso enquanto estava continuamente ameaçado pela sombra de『Natsuki Subaru』.

Echidna: “Com essa atitude tão admirável, você pensou que nós abaixariamos nossas guardas? Se sim, você está cometendo um grande erro. Do fundo do meu coração, eu não posso confiar em você.”  

Subaru: “Ok, o que você quiser. Você tá livre pra adicionar isso também. Essa torra tá acabada…”

Subaru não conseguia lidar com isso.

Ele foi além da sua capacidade mental, tendo passado por muitas situações impossíveis. Isso era apenas ele querendo reclamar de seu bloqueio.

Porém, parecia que Echidna pensava diferente. 

Echidna: “Essa torre está…? Em outras palavras, você já atingiu o seu objetivo?”

Subaru: “…Meu objetivo?”

Echidna: “Não finja ignorância! Seu objetivo, é a『Bruxa』no santuário, não é?! Porque seu objetivo está concluído, a natureza verdadeira de tudo se revela… Eu devia ter seguido a intuição da Ana. Eu não devia ter trago mais ninguém para cá.” 

A voz de Echidna, falando com angústia, estava cheia de contrição e remorso. Era como se Subaru não soubesse de suas origens.

Agora, ela estava vendo algo que Subaru não podia ver. Ainda mais, ela suspeitava que Subaru estava ligado com isso. ――Mas isso importava? O fim do mundo estava se aproximando.

Beatrice: “Subaru, Subaru! de fato, o que está de errado com você!? Do jeito que você está falando, não é nada parecido com Subaru, eu suponho! Você não pode parar em um lugar como essa assim de fato!” 

Subaru: “Como…Eu?”

Beatrice apelou e puxou a manga de Subaru, cujas expressões haviam desaparecido completamente. A voz trêmula sacudiu seus ouvidos, e Subaru olhou para Beatrice.

Subaru: “O que, a pessoa como eu? Só onde tá aquele como eu, que vocês todos ficam vendo.”

Echidna: “…Amnesia. Você pretende continuar com essa farsa nojenta? Você sabe que Ram perdeu as memórias de sua irmã mais nova, ou que Julius que foi esquecido pelo mundo, e o fato que muitos tiveram as memórias de entes queridos apagadas, e ainda assim você continua com essa atuação maligna.” 

Subaru: “Atuação?! Atuação você diz?! Me dá um tempo! Se fosse uma atuação, então obviamente eu atuaria com muita mais determinação! Que ia querer… quem ia querer se tornar『Natsuki Subaru』, por escolha própria! Quem ia querer virar aquele cara nojento!!”

Com seu cérebro estando em caos total, Subaru explodiu em raiva com Echidna,       

Se ele tivesse liberdade de escolha, se ele tivesse a luxúria de ser exigente, quem iria querer se tornar『Natsuki Subaru』. Depravado, insuportável, esse era o tipo de existência que ele era. Apenas quem iria querer ser isso?  

――Apenas quem, iria desejar se tornar 『Natsuki Subaru』?

Subaru: “Vocês só tão caindo em cima de mim! Quem vocês acham que são! Eu perdi tudo! Eu só tava voltando da loja de conveniência! Tudo que eu lembro é que o balconista tava comigo! Dai, do nada um mundo diferente? Torre no deserto? Cadáver! 『Desafio』! Atuação! 『Natsuki Subaru』! Não brinca comigo! Não brinca comigo!”

Echidna: “――――”

Subaru: “É isso mesmo! Deve ser culpa minha! Eu vim aqui quando eu não devia! Eu não queria voltar pra casa! Eu tava com muito medo de incomodar minha mãe e meu pai fazendo uma expressão falsa! Então eu tava todo animado no começo, mas SÓ no começo!”

Beatrice e Echidna estavam encarando de olhos esbugalhados para a explosão de emoções vindas de Subaru.

Elas com certeza não entendiam o significado delas. Para elas, a angústia de Subaru não tinha significado. 

Ele também tinha confessado que esse era um mundo diferente para ele.

Porém, elas não entendiam o significado de『Mundo Diferente』no seu sentido verdadeiro. —Tinha um vão inquestionável entres os entendimentos deles.  

Subaru não era o 『Natsuki Subaru』que elas buscavam.

Da mesma forma, elas também não se tornariam a salvação que Subaru procurava.

Subaru: “Vocês duas devem ta pensando que eu to explodindo do nada, né? Eu também não sei! Mas, eu cheguei no meu limite do nada! Porque eu sou assim, algo que tava perfeitamente bem quebrou! Mesmo que me implorem, não posso fazer nada! Nem uma única coisa!”

“――――”

Subaru: “Então… Só me perdoa agora. Por Favor me perdoa. Por favor, me manda de volta pra casa…. Se Deus, quisesse, me punir, então eu, eu entendo…. foi minha culpa.”  

Subaru disse, sobrecarregado, com uma voz que gradativamente ficava mais baixa e segura a sua amargura.

Ele pediu por perdão, enquanto esfregava a testa no corredor. Ele não sabia pra quem ele deveria pedir, então ele rezou para Deus. Pensando em todos os nomes de Deus que ele conhecia, ele rezou.

Ele desejou por perdão pela punição dada a ele, para o seu eu preguiçoso. Reflexão e arrependimentos, ele tinha o bastante dos dois para mudar a sua vida.

Então, por favor me perdoe.     

Ele não queria mais que mais pessoas se envolvessem nessa sua punição que resultou da tolice de Natsuki Subaru.

Ele não queria mais se machucar, ele não queria machucar mais ninguém.

“――――”

Encolhido, Subaru desesperadamente e aos prantos recorreu à silenciosa Echidna e Beatrice.

A palma de Beatrice gentilmente acariciou as costas de Subaru, que estava agachado próximo às duas.

Aquele sentimento da palma de alguém que não tem a mesma incorrigibilidade que ele, por que ela ainda continuava com ele?

Ouvir a resposta dessa pergunta era muito doloroso para Subaru.

Echidna: “… Eu não acredito em você”

Beatrice: “Echidna…”

Beatrice chamou Echidna, que bufou a sua conclusão. Perante a voz dela, Echidna balançou a cabeça.

Echidna: “Mesmo se você chorar e espernear, nenhuma das minhas dúvidas será apagada. Minha resposta permanece a mesma. Eu sou… Eu tenho a responsabilidade de ter pego o corpo da Ana. Para o retorno seguro dela, não importa quem acha ruim, não importa quem me odeie, eu me manterei assim. “   

Beatrice: “――――”

Echidna: “…Porém, eu não quero fazer nada que me deixaria incapaz de olhar para a cara dela.”

Dizendo isso, Echidna gradualmente abaixou os dedos que estavam apontados para a testa de Subaru. Vendo os dedos perdendo a pressão que eles estavam mantendo desde que ele chegou nessa ala, ficou óbvio que o problema que aqueles dedos estavam fazendo a vida de Subaru de refém havia sido resolvido.

Mas, isso não tinha nada haver com a salvação que Subaru desejava.

Echidna: “Beatrice, você está livre para ir com ele. Eu planejo ir onde Julius está. Depois de eu me reunir com ele, se nenhuma surpresa aparecer, nós nos encontraremos de novo.”

Beatrice: “…Entendido, eu suponho. Ei, Subaru, levanta agora. Se você não consegue levantar, Betty está pronta para carregá-lo, eu suponho.” 

Echidna virou as costas para Beatrice e reconheceu que Beatrice respeitava suas crenças. Naquele momento, enquanto Beatrice tentou dar apoio com seu ombro pequeno, Subaru encarou as costas de Echidna, que estava tentando manter distância dos problemas dele.

――Estou deixando Echidna, Anastasia-sama nas suas mãos!!

Echidna: “―Com isso, o que você pensa que está fazendo?”

Echidna virou a sua cabeça e o encarou intensamente — para  a mão que agarrou a manga do seu braço esquerdo. Echidna perguntou a Subaru, cujo rosto estava todo bagunçado com as lágrimas e o nariz escorrendo, suas bochechas endureceram com a pergunta dela.

Ele era incapaz de responder o que ele estava fazendo.

Subaru não conseguia aguentar as acusações de Echidna. Mesmo assim, tendo ouvido a súplica feia de Subaru, foi o julgamento de Echidna de não botar as mãos nele.

Echidna: “Eu pensei que estava te entregando. Mesmo assim, como isso foi acontecer?”

Subaru: “….Julius, me pediu para fazer isso.”

Echidna: “Ele pediu?  Não brinca com isso. Ele podia ter… Feito isso, mas…”

――Naquele momento, Echidna, que era a razão das lágrimas de Subaru, reconsiderou o que ela iria falar, soltando um “Antes disso”,

Echidna: “Você encontrou com ele antes de vir aqui? Ele devia ter ido ver como está a situação do quinto andar. E se você encontrou com ele… Não, melhor do que isso, o que ele pediu pra você? Agora ele está…”

Subaru sentiu uma expressão esmagadora por conta da atitude ameaçadora, ouvindo aquelas perguntas em sequência.

As rachaduras em seu coração ainda não haviam se curado em primeiro lugar. Apenas porque, seu corpo agiu, por um mundo fora de seu controle, onde ele não podia fazer nada?

Por que, até ele lembrar do grito de Julius, que dificilmente podia ser chamado de promessa――,

Echidna: “É, a gente não está fazendo progresso. De qualquer forma, onde foi o último lugar que vocês se encontram, me fal….”

Subaru: “――Ah”

Echidna, motivada pela impaciência, escolheu palavras para continuar a conversa. Olhando para esse esforço, Subaru engoliu seco.

Não era porque ele estava hesitante em falar com ela.

Uma situação mais urgente, mais do que essa com Echidna, havia surgido.

“――――”

Atrás de Echidna, que estava encarando Subaru — Um ponto vermelho de luz flutuou através da ala. Subaru se distraiu por isso, se perguntando o que era.

O ponto de luz vermelha, flutuando na escuridão e se movendo lentamente, encarou diretamente os olhos negros de Subaru.

Subaru entendeu que essa era uma situação de “olho-no-olho” com alguém ou algo por mera intuição.

Ao mesmo tempo, os olhos daquele que tinha travado nos dele, sua figura era levemente visível através da escuridão. Um corpo negra estava lá na negritude, com um ponto de luz brilhante, e um par de pinças estranhamente desenvolvidas, e acima de tudo, uma cauda com um ferrão—,

Subaru: “QUE?”

――Um escorpião incrivelmente gigante, com sua cauda apontando para eles.

Beatrice: “SUBARU!!”

No momento que a cauda balançou, Beatrice, que estava do lado dele, o chamou.

――Luz varreu o corredor, e as ondas de choque emitidas quebraram violentamente as pedras que construíam o quarto andar.

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