Switch Mode

Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 7 – Capítulo 1

Batismo

… Assim que a pluma de fumaça se dissipou, Ram sentiu uma rara sensação de impotência.

Ram: “…”

Ela abriu seus pálidos olhos rubros, os forçando enquanto ela olhava na sala onde ainda havia fumaça pairando sobre ela. Entretanto, mesmo enquanto ela fazia isso, procurando por alguma coisa em meio ao vazio, aqueles que ela estava procurando não podiam ser vistos em lugar algum.

Ela procurava por aquelas pessoas na sala onde um grande buraco havia aparecido, alguma coisa se mexendo, ou alguma coisa de preto, juntamente com aquele adorável azul. Entretanto, eles não estavam em lugar algum…

???: “…Ram!”

O ombro de Ram foi segurado por trás enquanto ela tentava dar um passo à frente, o que a fez recuperar seus sentidos. Ela percebeu que ela estava prestes a dar um passo em um pedaço rachado do chão. Se ela não fosse parada, ela poderia ter caído.

Que atrapalhado da parte dela, literalmente não enxergar algo que estava embaixo de seus pés.

???: “Eu estou feliz que você esteja segura, Ram… E Patrasche-chan, você também está bem?”

Ram: “Emilia… sama…”

Ram mordeu o lábio. Enquanto isso, aquela que havia segurado ela pelo ombro era Emilia, que deveria estar nos andares superiores. Enquanto ofegava levemente, Emilia conferiu para se certificar de que Ram estava bem, e também como a Dragão Terrestre preta, Patrasche, que estava abaixada atrás delas, estava indo.

Finalmente, ao olhar para elas, Ram recuperou sua postura o suficiente para compreender o estado do ambiente em sua volta.

O corredor no que deveria ser uma robusta torre de pedra entrou em colapso, com ambos o chão e o teto esmagados em pedaços. Ela poderia ver o céu e o mar de areia através da parede, que agora tinha um buraco nele; uma brisa árida estava soprando como resultado.

Entretanto, o lugar que foi mais danificado era a sala onde Ram, Patrasche e companhia estavam há pouco tempo— Melhor dizendo, a sala que eles tanto denominaram como “Sala Verde”.

Ram: “…”

A sala era repleta de grama e hera cobrindo as paredes, chão, e indo até mesmo por todo o caminho até o teto. Seja como for, a sala agora estava irreconhecível em relação a seu estado original, com sua erosão natural de tantos e tantos anos de raízes e galhos destroçados.

Isso incluía suas camas, que era feita de tecelagem de grama e hera, e também à suave luz que a presença do Espírito dava; tudo isso.

Tudo isso, e o maior problema deles era…

Emilia: “Ram… Onde Subaru e Rem foram? Eles estão bem, certo?”

De pé ao lado de Ram, Emilia olhou para a área onde a Sala Verde ficava anteriormente. Ram não era capaz de responder a pergunta de primeira, apesar de que ela sabia que o silêncio doloroso dela servia como resposta.


???: “… Primeiro de tudo, vamos tentar esclarecer o que aconteceu. Nós não seremos capazes de conversar calmamente sobre as coisas a menos que a gente faça isso.”

Olhando em volta para todos que estavam reunidos na sala onde ela disse isso, Anastasia liderou a situação.

O cachecol raposa-branca de Anastasia— Echidna— ainda estava enrolado em volta dela. Ela penteou com os seus dedos o pelo levemente sujo dela enquanto ela falava.

Anastasia: “Então, sobre aquela sombra negra que atacou a torre agora há pouco…”

Julius: “Ela foi embora, pelo menos por enquanto. Graças ao poder do Dragão Divino, Volcanica, eu diria.”

Echidna: “Os movimentos tanto do Dragão quanto da sombra foram tão repentinos, que fez a gente realmente se preocupar o que diabos estava acontecendo, huh.”

Dentro da torre, aqueles que voltaram são e salvos começaram a discutir o que havia acontecido, começando com Anastasia, e então Julius e Echidna a acompanhou.

Assim como Anastasia e Echidna, o traje branco de cavaleiro também estava coberto de sujeira. Entretanto, isso não era apenas por causa da batalha calorosa que havia acontecido na torre, era também devido aos efeitos do evento já mencionado.

Seja como for, nenhum desses três acabaram tendo ferimentos extras; nesse ponto, você poderia dizer que isso era um alívio.

Isso é graças ao feito realizado pelo Dragão Divino, Volcanica, no andar mais ao topo da torre.

Beatrice: “Volcanica clivou a ameaça das sombras com seu sopro, eu suponho. Se não fosse isso, nós provavelmente estaríamos num mundo de feridas, de fato.”

Anastasia acenou com a cabeça para Beatrice em resposta do que ela acabou de dizer, enquanto a última cruzou seus braços pequenos.

Para ser honesto, quando Volcanica lançou seu sopro tão de repente, Anastasia atipicamente se entregou à morte. As coisas aconteceram tão rapidamente, que não havia uma força de lidar com isso.

Apesar de que claro, ela não poderia dizer que ela relaxou sua guarda completamente só por causa daquele único sopro.

Julius: “A resposta do Dragão Divino à crise caindo sobre nós foi simplesmente magnífica, mas mesmo assim, o estado em que ele está ainda não é bom, isso permanece inalterado… Apesar de que agora, ele parece estar se mantendo obediente e seguindo as instruções de Emilia-sama.”

Anastasia: “Por consideração a Julius, eu vô tentá pará de chamá ele de caduco… Mas, isso não muda o fato do Dragão Divino-san sê assutadô. De qualquer forma, sobre o que aconteceu, é exatamente o que Beatrice-chan disse.”

Beatrice: “Eu suponho.”

O único que poderia lidar com uma situação tão brusca como aquela era Volcanica. O que seria deles agora, se o Dragão não tivesse destruído as sombras por eles.

No entanto, eles não poderiam começar a pular de alegria…

???: “Tinha vá~rias dela. Mas, todas elas foram em direção ao Onii-san e tal…”

Anastasia: “Meili-chan.”

Meili: “… Ah, me des~culpem”

Anatasia: “…”

Meili não se preocupou com a escolha de suas palavras, quase como se ela estivesse aborrecida, e por isso, Anastasia repreendeu ela. Meili deu a ela um pedido de desculpas sincero enquanto olhava em direção a Ram e Emilia, ambas mantendo seu silêncio.

Em retrospecto, aqueles que receberam os danos da sombra foram os dois da Facção de Emilia— Subaru e Rem— Logo, o dano que a Facção de Anastasia sofreu foi praticamente zero.

Anastasia: “Apesar de que não é como se eu realmente pudesse dizer isso, já que nós estamos todos viajano juntos, afinal.”

Anastasia murmurou aquilo a si mesma antes de dar uma olhada em Julius e Echidna. Eles estavam cooperando com o grupo de Emilia durante o tempo em que ela trocou de lugar com Echidna, quando ela esteve dormindo nas profundezas de sua própria consciência.

Era perfeitamente claro para Echidna, com quem ela conhecia por aproximadamente dez anos, mas até mesmo o praticamente novo em folha Julius, pelo menos até onde vão as memórias dela, poderia facilmente perceber que ela estava abalada.

Nesse ponto, era uma surpresa para Anastasia que Beatrice, que deveria ser bem próxima a eles, tenha vindo a essa reunião.

Anastasia: “Beatrice-chan, cê tá beleza? Ah, espere, não, não é propriado de minha parte usar uma palavra como “beleza”. Mas ainda assim, cê não tá muito acostumada com pânico, né?”

Beatrice: “… Betty entrando em pânico não irá trazer Subaru e Rem de volta, de fato. Agora, a pior coisa que a gente pode fazer é estragar tudo na nossa primeira ação devido ao pânico, eu suponho. Eu especificamente gostaria de evitar isso, de fato.”

Anastasia: “Primeira ação? Com isso, você quer dizer…”

Emilia: “… Trazer de volta Subaru e Rem. Tomar ações pra isso, certo?”

Anastasia levantou suas sobrancelhas excentricamente enquanto ela tentava questionar Beatrice. Entretanto, Emilia interrompeu ela, enquanto ainda apoiava Ram pelo ombro dela.

O olhar dos olhos ametistas de Emilia pareciam perfurar por Anastasia, os olhos dela expandindo um pouco de surpresa devido à intensidade do seu olhar. Ela molhou os lábios com sua língua.

Anastasia: “Caramba, eu pensei que você iria ficar abatida pra caramba, mas esse é umbaitadum olhar que cê tem em seus olhos. O que cê qué dizer?”

Emilia: “Não é nada realmente complicado. Subaru e Rem foram engolidos por aquela sombra e foram tirados da gente… Volcanica afastou a sombra, mas ele foi só um pouquinho lento demais. Mesmo assim…”

Ram: “Eles não morreram daquilo. Eu estou certa disso.”

Enquanto ainda estava escorada em Emilia, Ram abriu os olhos dela e respondeu. E então ela gentilmente tocou a parte de sua testa— a parte onde presumidamente o Chifre do Clã Oni estava— enquanto ela exalava um suspiro de exaustão. Isso era o que serviu de base pras palavras delas, que pareciam estar cheias de convicção.

Anastasia: “A Tribo dos Onis… Ah, isso não seria a sinestesia entre irmãs? Então você está dizendo que você está conectada com Rem-san?”

Ram: “Sim, isso está certo. Rem está viva… Não tenho ideia quanto ao Barusu.”

Beatrice: “Subaru está bem também, eu suponho! Betty pode garantir isso, de fato!”

Beatrice gritou em raiva, com o rosto quase vermelho, em resposta às palavras “estilo-Ram” de Ram. Afinal, ela era Beatrice, o espírito que fez um contrato com Subaru. As palavras dela tinha algum tipo de credibilidade nelas.

Em outras palavras, isso queria dizer aqueles dois que haviam sumido tiveram suas sobrevivências confirmadas por dois ângulos diferentes.

Julius: “Quanto a Subaru, nós temos essa conexão dele com o contrato de Beatrice-sama, e quanto a Senhorita Rem, nós temos a sinestesia da Senhorita Ram… Ambas essas coisas valem a pena de se acreditar. Além disso, eu também gostaria de ter esperanças.”

Anastasia: “Quanta honestidade aí… Bom, de qualquer forma, eu também iria preferir que Natsuki-kun e Rem-san estejam são e salvos.”

Anastasia afagou o seu cachecol depois que Julius respondeu, como se estivesse dizendo que “se aproximar demais” fosse ser um problema.

Eles estavam trabalhando com o grupo de Emilia como colaboradores por enquanto— Mas o fato de que eles estavam competindo um contra o outro na Seleção Real não havia mudado. Ela não queria que eles tivessem a ideia errada sobre isso e aumentasse o número de problemas deles.

Apesar disso, era precisamente devido ao fato de que eles estavam competindo um contra o outro que eles deveriam pagar suas dívidas sem falta.

 Meili: “Be~m, e então? Digo, é super-duper legal que o Onii-san e tal estão vivos, ma~s, onde eles estão?”

Falhando em ler a atmosfera, Meili perguntou a eles enquanto brincava com o Pequeno Escorpião Carmesim equilibrado na cabeça dela. Julius abriu a boca dele em reação à pergunta dela, e começou a falar.

Julius: “Bem, apesar de que eu não seria capaz de explicar tudo em todos os detalhes, a sombra era produto de Magia Yin… Ou no mínimo, o Atributo Yin. Ela deve ser do mesmo tipo que está selando coisas como a Bruxa da Inveja no santuário dela, e Roy Alphard na Carruagem de Dragão. Se nós presumirmos que esse seja o caso, então nossa especialista da casa…”

Beatrice: “… Essa seria Betty, eu suponho. Meu prognóstico não é muito diferente do de Julius, de fato. Aquela coisa é um aglomerado de Yin, eu suponho. É próximo de um Shamac que foi dado um direcionamento, de fato.”

Echidna: “Shamac? Essa não é a magia básica do Atributo Yin? Como que ela foi tão poderosa então?”

Beatrice: “… Eu sabia que haveriam alguns humanos que iriam interpretar errado já que mal existem usuários disso. Entretanto, é problemático que até mesmo você pense nisso dessa forma, quando você é um espírito como eu, de fato.”

Echidna, que havia tomado sua forma de raposa-branca, foi encarada em tom de censura por Beatrice, o que fez com que ela encolhesse a sua cabeça. Vendo a reação dela, Beatrice levantou um de seus dedos e disse: “Eu posso, eu suponho?”

Beatrice: “A propriedade especial do Shamac é a “Separação”, de fato. Um Shamac de nível baixo separa um corpo de sua percepção, enquanto um Shamac de nível alto divide o espaço de ele mesmo. O Cruzamento de Portas de Betty é um exemplo dessa aplicação, conectando dois lugares um ao outro, e concretizando algo próximo de um teletransporte, de fato.”

Ram: “Essa era a engenhoca que a Beatrice-sama havia armado na antiga mansão. Era um saco ter que chamar ela na hora de comer, pra ser bem honesta. Eu estava de saco cheio daquilo.”

Beatrice: “Realmente incomoda a Betty que você diga isso tão honestamente aqui e agora, eu suponho. Eu acredito que eu esteja arrependida quanto a isso, mas os pedidos de desculpas podem esperar… De qualquer forma, o Shamac, em essência, pode separar o espaço do espaço se estiver propenso a isso; assim como também pode separar objetos, não importa o quão sólido eles sejam. É a especialidade da Bruxa de Inveja, de fato.”

Anastasia: “Pela sua explicação, você não está dizendo que Natsuki-kun e Rem-san foram estraçalhados em pedaços?”

Se aquela sombra era tão mortal assim, então o que ela disse parecia algo que rotulava a sobrevivência de Subaru e Rem, que foram engolidos por ela, como um caso perdido.

Beatrice, no entanto, chacoalhou a cabeça dela em reposta à pergunta de Anastasia.

 Beatrice: “O que eu mencionei agora foi uma alegoria, eu suponho. Pelo menos, aquela sombra não era algo que foi configurado para cortar Subaru e Rem em pedaços, de fato. Mas era para capturar eles e leva-los para outro lugar, eu suponho.”

Echidna: “Outro lugar… Através do espaço… Nessa situação, eu imagino que seja pra onde ela está?”

Ram: “… Afinal, tem a questão do miasma de Barusu.”

Echidna resumiu a exposição de Beatrice em termos mais simples, e no fim disso, Ram forneceu o motivo daquilo.

O miasma que envolvia Subaru, que havia agitado significativamente as Majuus na rota para a Torre de Vigia, agora era um fator bem-conhecido entre as Candidatas da Seleção Real.

Com relação a esse miasma, tanto sua causa, e seus detalhes melhores, eram desconhecidos.

Ram: “Tudo que eu sei sobre o miasma é de que ele atrai Majuus para ele, e que as pessoas que estão conectadas com o Culto da Bruxa costumam emaná-lo. É basicamente isso.”

Emilia: “Hm, apesar de que Subaru foi perseguido por Majuus várias vezes, ele não tem nada a ver com o Culto da Bruxa. Eu entendo que isso seja beeeeeeeem suspeito, mas…”

Anastasia: “Sem necessidade de se afligir, não se preocupe. Eu num tava lançano dúvida no ar agora, Emilia-san.”

Emilia: “Oh? Ainda bem. Subaru é um bom menino, então…”

Emilia acariciou seu peito em alívio, entretanto, o problema ainda estava ali.

Assim como Anastasia disse, a linha de pensamento envolvendo Subaru estar conectado ao Culto da Bruxa já não estava mais presente dentro dela. No entanto, o fato de que eles não conheciam as origens de Subaru ainda traziam dúvidas dentro dela

Ela não pensa em Subaru como alguém com más intenções. Entretanto, más intenções não intencionais é uma coisa que também existe.

Havia uma chance de que, por trás de toda essa boa intenção dele, a existência de Subaru era como uma bomba relógio por si só.

Anastasia: “Sim sim, logo sua preocupação é desnecessária, eu consegui perceber pela maneira que cê começou a frase. A sombra que engoliu Natsuki-kun e Rem-san era aquela que levou eles pá outro lugar. A verdadeira pergunta é, pá onde?”

Emilia: “E também o que aconteceu devido ao sopro de Volcanica ter interferido com isso.”

Beatrice e Ram, que estavam conectadas com Subaru e Rem, respectivamente, provavelmente tinham uma boa ideia do paradeiro deles.

Procurar por eles iria ser uma tarefa árdua, se tudo que eles soubessem eram de que eles estavam vivos, sem saber exatamente para onde eles haviam sido lançados— Pelo menos, a opção de não procurar por eles não estava disponível para ninguém nesse local.

Emilia: “Por favor, vocês duas, onde estão Subaru e Rem? Me digam, por favor.”

Beatrice e Ram trocaram olhares, se virando em direção ao apelo sincero de Emilia. E então, após alguns segundos de silêncio de ambas as duas…

Beatrice: “… Ele está no sul, de fato.”

Ram: “Ram também sente que ela está nessa mesma direção. Eu não estou certa da posição exata dela, mas eu acredito que ela esteja bem longe.”

Emilia: “Sul? Sul daqui nós temos o, uhh…”

Emilia franziu suas sobrancelhas bem definidas logo depois de Beatrice e Ram mencionarem que eles estavam no sul. Apesar de que ela estava se esforçando ao máximo para visualizar o mapa do mundo na mente dela, Anastasia levantou a sua mão no lugar dela.

Atualmente, eles estavam nas Dunas de Areia de Augria situada na parte mais ao leste do mapa do mundo. Mais ao sul de onde eles estavam, Picoutatte ou Flanders, das cinco grandes cidades, eram as mais propícias, entretanto…

Julius: “Quanto a isso, o estado dessas duas é inescrutável.”

Parecendo ter chegado à mesma ideia, Julius falou o que estava na mente de Anastasia.

Da maneira que ele estava sincronizado com a velocidade dos pensamentos dela, Anastasia o avaliou como sendo o ideal como cavaleiro dela ainda mais, tudo enquanto fechava um de seus olhos dizendo: “De fato.”

Anastasia: “É um cado distante, mas se eles se encontrassem por essas partes, então nós podemos dizer que o dano sofrido é insignificante. No entanto, apesar disso, ambos os seus rostos parecem pálidos… Cês duas querem dizer que ele está ainda mais ao sul?”

Emilia: “Ainda mais ao sul, você não quer dizer…”

Meili: “… Eles acabaram indo até o Império de Vollachia no su~l?”

A surpresa de Meili era mínima comparada ao quão chocada Emilia estava. Mas dava para se dizer que a reação dela era devido ao fato de que ela não compreendia a escala das coisas.

Se Subaru e Rem atravessaram o país… E se eles atravessaram até o Império do Sul, eles tinham um grande problema em mãos.

Anastasia: “Se eu não estou enganada… O Reino de Lugnica e o Império de Vollachia no Sul assinaram um pacto de não-agressão que duraria toda a Seleção Real. Né isso, Julius?”

Julius: “Está correto. Eu imagino que você não saiba disso, mas eu também fui lá para definir o acordo. Eu, Reinhard e Felix encontramos o Imperador pessoalmente.”

Emilia: “Pelo que eu ouvi, nós estamos com uma relação beeeem ruim com o Império; mas se você fez isso, então nós estamos bem com eles agora? Então se nós fossemos e procurássemos por Subaru e Rem…”

Julius: “… Não, isso não vai funcionar.”

Julius abaixou suas sobrancelhas com um balançar de sua cabeça em resposta à pergunta tímida de Emilia. Ele suavemente lançou seus olhos para baixo, que brilhavam como joias, estampado em suas características atraentes.

Julius: “O Império proibiu viagem entre ele e o Reino há alguns meses, por enquanto. Devido à Seleção Real, a mesma coisa aconteceu com o Reino Sagrado de Gusteko no Norte, entretanto, eles já rescindiram o banimento…”

Anastasia: “Eu acho que isso significa que aquele que o Império definiu ainda não foi rescindido. Apesar de que nós viajamos para a Torre de Vigia, então nós não temos a informação mais atualizada… Então se a situação não mudou…”

Emilia: “Ir lá ajudar Subaru e Rem será difícil?”

Julius: “Sim, infelizmente.”

Apesar de que eles haviam trocado vários pensamentos sobre isso, Julius concluiu com essas meras palavras de lamento.

Anastasia também, podia apenas chegar a mesma conclusão que Julius. Seria impossível forçar a entrada pelo caminho de frente quando o assunto é entrar no Império de Vollachia.

Eles não teriam escolha se não procurar por uma entrada secreta, e somando a isso, eles também precisariam de tempo e contatos para isso.

Não havia uma solução rápida e fácil para entrar lá. Obviamente, Emilia estaria em uma pressa absoluta pensando nas duas pessoas cujo estados permanecem desconhecidos…

Emilia: “… Nós precisamos agir rápido. Nós iremos pegar o sangue de Volcanica e levar de volta para Pristella… E então nós levaremos a Gula que nós capturamos para a Capital, certo?”

Beatrice: “Emilia…?”

Emilia: “Eu sei, Beatrice. Não posso evitar de ficar beeeem, beeeem impaciente. Mas nós não poderemos ir ajudar Subaru e Rem, mesmo que nós nos apressemos aqui… Precisamos ficar calmos.”

Entretanto, a decisão calma de Emilia surpreendeu Anastasia, bem no momento que parecia que ela iria entrar em pânico. Ela deu um aceno com a cabeça de resolução, que estava igualmente surpresa. Os olhos dela estavam palpitando, a voz dela estava tremendo um pouco, no então ela estava dando tudo de si para manter o controle de si mesma.

Era como se ela estivesse dizendo “Eu não vou cruzar meus braços e me sentar nem por um segundo, se isso significa trazer Subaru e Rem de volta.”

Emilia: “Vocês duas, Subaru e Rem devem estar juntos, correto?”

Ram: “… Eu conferi de novo com Beatrice-sama, nós achamos que eles provavelmente estão.”

Emilia: “Tudo bem… Se esse é o caso, eu estou certa de que Subaru irá se esforçar muito para proteger Rem. Então nós não precisamos nos preocupar muito com Rem. Apesar de que o caso de Subaru é um pouco assustador.”

Apesar de que a fé nela em Subaru era forte, no que diz respeito a esse mesmo tipo de preocupação, Anastasia também concordava.

Natsuki Subaru havia perdido as memórias dele por um tempo na torre, como resultado de ter sido deixado por sua conta. Aquele garoto com uma tendência pra autopunição tinha um mau hábito de se considerar pouco com o objetivo de proteger as pessoas preciosas para ele.

Assim como às vezes isso encorajaria os outros, isso igualmente servia como causa de preocupação.

Anastasia: “Dito isso, acho que tudo que nós realmente podemos fazer é contar com o raciocínio rápido de Natsuki-kun. Emilia-san está certa, o que nós não podemos fazer é ficar aqui resmungano e gemeno dentro da torre. Nós precisamos agir.”

Julius: “Entendido, alto e claro… Beatrice-sama, nos informe se há mais algum elemento para nós nos preocuparmos.”

Beatrice: “… O corpo de Subaru, eu suponho. O portão de Subaru não consegue expelir mana sozinho já que ele está quebrado, de fato. Se nós o deixarmos sozinho por muito tempo, então ele irá estourar devido à obstrução de mana, eu suponho.”

Anastasia: “Eu entendo. Eu estou meio que no mesmo barco, então eu consigo entender Natsuki-kun aqui.”

O portão de Anastasia era defeituoso de nascença. Ela era incapaz de absorver mana apropriadamente; algo assim, por exemplo, seria um defeito crítico para um mago. No entanto, isso não influenciava na sorte e na aptidão para os negócios necessárias para um comerciante, então isso não a preocupava muito.

Echidna: “Ana…”

Anastasia: “Eu sei, eu sei. Quanto a nossos problemas, vamo falar sobre eles separadamente um pouco depois… Deixando isso de lado, não parece que a gente tenha tempo pá ficar de folga.”

Anastasia bateu suas palmas, com todos os outros acenando com a cabeça em resposta ao sinal dela.

O objetivo deles eram procurar pelo paradeiro de Subaru e Rem, que haviam ambos desaparecido. Para isso, eles precisariam retornar da Torre de Vigia Plêiades o mais cedo possível, com o objetivo de reunir um grupo de busca também.

No topo disso, eles precisavam realizar um dos objetivos principais pelo qual eles vieram para a torre para começar.

Meili: “As coisas ficaram tão frenéticas, ao ponto de eu sentir que vou desmaia~r…”

Emilia: “Eu sei. Mesmo assim, as coisas devem estar ainda mais difíceis para Subaru e Rem.”

Emilia firmemente cerrou seu punho, pensando em Subaru, que havia sido lançado para algum lugar bem distante. Vendo o rosto dela de perfil, Meili, com o Pequeno Escorpião Carmesim tombado em sua cabeça, estreitou seus olhos e disse um “Sim, claro”, encolhendo seus ombros.

E assim, o grupo começou a se ocupar para terminarem as preparações— Ou então, eles estavam prestes a começar.

Meili: “Parando pra pe~nsar nisso, Ram Onee-san, você contou a eles sobre aque~la coisa?”

Ram: “… Eu ainda não.”

Anastasia e os outros: “…? Aquela coisa?”

O rosto de Ram ficou amargo diante da pergunta brusca de Meili. Todos os olhares se viraram em direção à Ram, claramente não tendo ouvido nada a respeito.

Com todos eles olhando pra ela, Ram fez uma pausa por um breve momento, e depois disso,

Ram: “Emilia-sama, apesar de eu não estar cem porcento certa sobre isso… Aqueles engolidos por aquela sombra e lançados para o Império podem não ser apenas Barusu e Rem.”

Emilia: “Não apenas os dois… Mas você, Patrasche-chan, e Meili estão todos contabilizados, então esses não deveriam ser todo mundo que estava na Sala Verde?”

Meili: “Bem, uma garota apareceu do nada, antes daquela sombra vir entra~ndo. E tem mais, de acordo com o Onii-san, ela era a terceira Gula ou a~lgo assim.”

Anastasia e os outros: “A terceira Gula!?”

Anastasia e os outros ficaram completamente surpresos depois de terem ouvido essa informação que eles realmente não poderiam desconsiderar.

E então, a discussão aumentou de intensidade, no tocante a se eles devem modificar suas ações daqui pra frente e também quanto a pegar mais detalhe que Ram havia ocultado em relação a esse assunto dela.

Enquanto isso acontecia, em meio à balbúrdia na Torre de Vigia Plêiades, Emilia entrelaçou suas mãos na frente de seu peito, em oração, tudo enquanto olhava para o grande buraco onde a Sala Verde uma vez esteve.

Emilia: “Por favor, Subaru… Eu realmente espero que você e a Rem fiquem bem…”


――Enquanto a pequena prece de Emilia era engolida pelos céus secos sobre o mar de areia, ao mesmo tempo, muuuuito longe dali…

Subaru: “――――”

Sentado no topo de uma planície aberta e acariciado gentilmente pela brisa passageira, estava o garoto, e, em seus braços, uma garota.

O garoto possuía cabelos pretos e seus olhos eram tão penetrantes quanto a ponta de uma adaga, a parte branca sendo um tanto pronunciada, o infame sanpakugan; olhos que faziam com que você parecesse estar encarando permanentemente, dizem que encarar já é o suficiente para se matar um homem.

No entanto, naquele momento, seus lábios curvaram-se suavemente e os cantos daqueles olhos estavam umedecidos. Ele deu tudo de si para não cair aos prantos berrando.

Era um resultado natural, claro.

Ele estava aguardando por este momento há muito tempo. As memórias de cada dia que ele passou esperando e em luto, nenhuma delas permitiria que ele desviasse o olhar da garota em sua frente nem pelo mais breve dos segundos.

Aquela garota, abraçada com tanta vontade, olhou para ele através das mechas de seu brilhoso e azul cabelo.

Os olhos dela arregalaram-se, embora a força para resistir quase não estava presente em seu adorável rosto. Era como se ela tivesse acabado de acordar e ainda estava enrolada em sua sonolência.

Sendo sincero, este era de fato o caso. Ela finalmente acordara depois de um loooongo tempo dormindo, então ela obviamente sentiria-se meio desconectada da realidade.

Rem: “……He…rói…”

Seus lábios se mexeram, como se refletindo no que ele havia dito há pouco.

Enquanto ele olhava, o garoto――Natsuki Subaru acenava vigorosamente com a cabeça.

Subaru: “É, exatamente, é exatamente isso, Rem. Eu sou o seu Herói. Já faz tanto tempo que eu tô esperando…”

Rem: “――――”

Subaru: “Rem?”

Tentando acalmar sua própria voz vacilante, ele desesperadamente tentou ouvir a voz de Rem.

Talvez por causa de sede ou coisa do tipo, mesmo que seus lábios se mexessem e sua língua se agitasse dentro em sua boca, sua garganta não produzia nenhum som. Ainda assim, ele colocou sua orelha perto da boca dela, na esperança de captar pelo menos um fragmento do que Rem estava tentando dizer a ele.

Suas tentativas falhas de comunicar qualquer coisa o enchiam de imensa alegria.

Rem: “…m.”

Subaru: “Eu tô ouvindo, pode ir com calma, tudo bem? Rem, o que você tá tentando…”

Me dizer, é o que ele iria dizer, mas foi interrompido.

Assim que ele aproximou suas orelhas perto o bastante para ouvi-la, sua linha de pensamento chegou a um fim quando uma mão foi pressionada contra sua cabeça e queixo.

Em seguida, ele se sentiu sendo virado e caindo no chão.

E então――,

Subaru: “……Re…Rem?”

Subaru encontrou-se com suas costas contra a grama e com Rem montada em cima dele.

Perplexo, ele permaneceu imóvel no lugar. O encarando, os olhos de Rem o escaneavam de cima a baixo.

Ela então soltou um fraco suspiro e…

Rem: “Qual é o seu objetivo aqui? Me diz o que você planeja fazer comigo, agora!”

Subaru: “――――”

Rem: “Se chamando de Herói assim do nada e…… Quem é Rem? Me diz, agora!”

Com seus joelhos já pressionados contra os ombros de Subaru, suas mãos voaram para o pescoço dele. Com o seu peso sobre ele, Subaru tinha dificuldades em se mexer, suas pernas se contorcendo incessantemente.

No entanto, a habilidade com a qual Rem o havia segurado era um tanto impressionante. Ela não o deu oportunidade alguma de recuperar sua liberdade.

Subaru: “Gu… ah… ghk……”

Rem: “Se você se recusar a falar, eu vou simplesmente continuar até que mude de ideia. Por favor não prolongue seu próprio sofrimento. Fale. O que exatamente você…”

Subaru: “――Gha.”

Ele não sabia se ela fazia isso involuntariamente ou não, mas a força com a qual Rem apertava seu pescoço não o permitia respondê-la.

Assim que sua consciência começou a se esvair por conta da falta de oxigênio, ele percebeu que permitir que isso continue resultaria em sua morte.

Já fazia tanto tempo, e mesmo se fosse uma reunião unilateral, Subaru não poderia permitir que ela acabasse com Rem o estrangulando até a morte. Não assim.

Mesmo se não restasse nada de Subaru nas memórias dela.

Subaru: “A-Ah……”

Rem: “Se sentindo com vontade de falar agora? Se sim, eu vou, de boa-fé――”

Justamente quando Rem franziu as sobrancelhas vendo o rosto acabado de Subaru…

Louis: “Ah-! Ooh-!”

Rem: “――Kya-!?”

Subitamente, uma pequena sombra acertou com tudo a lateral do corpo de Rem―― Ou melhor, se jogou em cima de Rem, ficando emaranhada com ela na grama.

Com o peso tendo ido embora, ele se virou e começou a tossir, então olhou na direção de Rem com seus olhos lacrimejando. Lá, ele viu a silhueta de uma garotinha se debatendo junto a Rem.

Louis: “Uuuー! Uuuuー!”

Rem: “O-O que você está fazendo… Pare com isso, por favor! Isso não é hora de ser…”

Com seu cabelo loiro cobrindo totalmente Rem, a garotinha estava mostrando seus dentes e seu rosto estava totalmente vermelho, tudo isso enquanto uivava. Subaru parou, incapaz de pensar qualquer coisa ao presenciar esta cena.

Subaru respirou fundo e foi correndo até elas.

E então――

 Subaru: “Ei! Sai de perto da Rem, agora mesmo!”

Louis: “Ahー, Uuuー!!”

Rem estava tendo seus cabelos puxados, Subaru empurrou a responsável por isso, a garotinha―― Arcebispo Louis Arneb, e a pressionou contra o chão mantendo as mãos dela nas costas.

A leve『Gula』tentou resistir, mas foi em vão. O máximo que ela podia fazer no momento era chutar o ar. Ela se debatia e gemia de dor, mas nada mais além disso.

Louis: “Auー! Uuuー, Uuuuー!!”

Subaru: “Pelo amor de Deus, sua…….! Para de se debater…… Só fica parada! Rem, tá tudo bem!? Ela fez alguma coisa com você!?”

Rem: “N-Não, estou bem. Mais do que isso, eu continuo te perguntando isso sem parar…”

Subaru gritou enquanto segurava Louis contra o chão, e Rem respondeu com suas sobrancelhas franzidas. Com seus olhos fixados nele, ela tentou levantar-se――,

Rem: “――Hã?”

E caiu de volta no chão, seus joelhos haviam cedido.

O jeito estranho dela cair fez dúvidas surgirem na cabeça de Subaru. Ainda sem perceber que estava sendo observada, ela se apoiou em seus joelhos e mais uma vez tentou levantar-se. No entanto――,

Rem: “……As minhas pernas não…”

Subaru: “Calma lá, você não consegue se levantar?”

Rem: “N-Não, não é… não é verdade… nem um pouco…”

Sua voz tremia enquanto ela tentava refutar a forte hipótese. No entanto, não importa quanta força de vontade reunisse, ela não conseguiu levantar-se. Longe de ser capaz de equilibrar-se, não podendo nem fazer força com os pés.

Subaru: “Você tá se sentindo fraca por ter dormido por tanto tempo? Espera, isso não pode tá certo. Eu não chamaria toda aquela força que você usou pra me derrubar agorinha a de uma pessoa que ficou de cama por um tempão que nem você.”

Frequentemente falavam como uma pessoa acabaria ficando mais fraca durante uma longa estadia em um hospital, provavelmente devido à falta de exercício físico.

Era um fato até que bem conhecido que tais pessoas precisam de reabilitação para poderem levantar-se e andar novamente, mas isso realmente se limita só às pernas?

Não era como se Rem tivesse mexido seus membros superiores durante o seu “tempo hospitalizada”. Ela ficou dormindo por mais de um ano, então faria sentido ela se sentir fraca como um todo, não só nas pernas.

E ainda assim havia esta discrepância nela, no corpo de Rem. Era provavelmente porque――,

Subaru: “――Espera, será que é consequência da luta da Nee-sama?”

Enquanto sua mente examinava os possíveis motivos por trás do corpo de Rem agir desta forma, esta foi a conclusão tirada por ele.

Ele ouviu de Ram na『Sala Verde』sobre como sua batalha até a morte contra a『Gula』se desenrolou. Devido à condição de Subaru que não parava de piorar, Ram teve que mudar algumas coisas para evitar ser encurralada. Então escolheu repartir seu “fardo” com Rem como sendo sua carta na manga.

Como resultado, a maior parte do fardo de dor de Ram, que era dita como sendo a mais forte do Clã Oni, fluiu em Rem. Subaru se lembra de ter tido aquela conversa.

Se for esse o caso, então――,

Subaru: “……Foi tudo minha culpa.”

Ele soltou uma frase que certamente o faria ser repreendido por Ram caso ela ouvisse.

No entanto, na atual situação, Subaru foi incapaz de cumprir o dever que havia sido por ele mesmo concedido, resultando em Ram tendo que ir além, o que consequentemente afetou Rem. No final, tudo se ligava ao fato de ser culpa dele.

Jogado nessa situação, sem nenhum de seus amigos os quais podia confiar em sua volta, onde estavam apenas ele, Rem e Louis, que continua agindo de forma estranha por algum motivo, a responsabilidade que carregava era ainda mais pesada.

Rem: “Que foi tudo sua culpa, você diz… Você fez alguma coisa comigo!?”

Subaru: “Nadica de nada, era só jeito de falar; mas…”

Rem: “Vamos começar pelo começo! Quem é você!? E quem sou eu!?”

Subaru: “…”

Ao dar um firme golpe em suas pernas que não a obedeciam, Rem encarou Subaru com uma tempestade de fúria em seus olhos. Subaru sentiu algo um tanto quanto amargo, que sua hipótese havia se tornado realidade, ouvindo a reclamação dolorosa de Rem, que sentia-se prestes a perder a calma.

…Rem havia dito: “Quem sou eu?”

“Quem é você?” ainda era muito melhor. No entanto, ela perguntar sobre quem ela era ainda era algo extremamente angustiante para Subaru, levando em conta como ele estava há tanto tempo esperando pela chance de ver Rem novamente.

Ele tinha estado com um pulga atrás da orelha de que este seria o caso, por ela estar se referindo a si mesma como “Eu” ao invés de “Rem”.

(N/T: Em japonês, Rem está usando o pronome de primeira pessoa 私 ao invés de se referir na terceira pessoa com o próprio nome, Rem, que era o que ela fazia antes da amnésia.)

Subaru: “Eu acho que ela deve tá no mesmo estado que a Crusch-san…”

O『Nome』e as『Memórias』de Rem haviam sido tiradas dela, resultando em seu sono contínuo.

Haviam outros dois padrões encontrados nas vítimas da Gula; sendo estes, aqueles como Julius, que teve o seu『Nome』tirado dele, sendo esquecido por aqueles à sua volta; assim como Crusch, que teve suas『Memórias』tiradas dela, tendo perdida a si mesma.

Quando Rem havia acordado, ela o fez tendo perdido suas próprias『Memórias』; estando em um estado de amnésia.

Sua confusão era perfeitamente natural quando você levava em conta ela estar presa em uma situação incompreensível desse jeito, juntamente com um garoto com cara de mal-encarado e uma garota que não faz nada a não ser uivar e suas próprias pernas não estavam funcionando como ela queria que estivessem.

Louis: “Uwaa!”

Sem nem perceber que Louis havia ficado em silêncio, como se tivesse se cansado de ficar se debatendo por aí, ela desceu dos braços do exausto Subaru e caiu de bunda no chão, soltando um grito agudo.

Ela começou a rolar por aí enquanto esfregava seu traseiro. Subaru não se deu ao trabalho de dar qualquer atenção a ela, ao invés disso indo lentamente para o lado de Rem.

Enquanto Subaru aproximava-se, Rem manteve-se de olho nele ao mesmo tempo que mantia sua guarda altíssima.

Ao ver aquele olhar em seus olhos, Subaru lembrou-se da primeira vez que Rem havia sido hostil com ele.

Era fácil de esquecer, porque eles haviam ficado um tanto próximos depois que se abriram um ao outro, mas Rem inicialmente era bem reservada, sendo um tanto difícil de aproximar-se dela o suficiente.

Nesse quesito, com Ram era muito mais fácil, já que ela nunca mudou a forma como interagia com ele, seja antes ou depois de ficarem mais próximos.

A parte assustadora disso tudo é que, de acordo com uma teoria, havia a possibilidade de que eles não eram amigos.

Subaru: “De qualquer forma, deixando a Nee-sama de lado… Ei, você sabe…”

Rem: “O-O que foi? Só para você saber, se você estiver planejando fazer algo comigo, eu vou…”

Subaru: “…Rem.”

Rem: “Hã?”

A expressão facial tensa de Rem tornou-se uma de surpresa. Subaru parou no caminho até ela, mantendo uma pequena distância entre eles, de forma a estar mais de um passo fora de seu alcance.

Subaru: “É Rem. Esse é o seu nome.”

Mais uma vez, ele disse seu nome.

Rem: “…”

Rem ficou em silêncio, incapaz de esconder sua perplexidade ao ter aquilo gentilmente despejado sobre ela. De qualquer forma, ela mexeu sua língua, que mal estava visível por entre seus lábios, e repetiu “Rem”, como se para confirmar.

Era como se ela estivesse se familiarizando com seu próprio nome novamente.

Subaru: “Sinceramente, eu também não faço ideia do que aconteceu exatamente. Só que a gente acabou se separando dos nossos amigos, e cá estamos, onde Judas perdeu as botas. Você deve ser capaz de entender que é uma bagunça que só, né?”

Rem: “Bem, eu…”

Ainda perplexa, os olhos de Rem examinaram a campina ao redor deles ao invés de Subaru.

Uma leve brisa passava pelo lugar, o sol estava bem lá no alto e ele sentia umidade em sua pele. Uma sensação quente e úmida que era bem diferente do ar seco das Dunas de Areia de Augria.

Ele estava em um lugar tão diferente que até a sensação passada pelo ar havia mudado.

Em outras palavras…

Subaru: “É de se esperar que a ajuda não chegue imediatamente. A gente vai ter que fazer o que for necessário pra sair daqui, de uma forma ou outra. É por isso que…”

Rem: “É por isso que o quê? O que você vai falar para eu fazer? Eu e as minhas pernas que mal conseguem se mexer.”

Subaru: “…Acho que você vai ficar com um pé atrás se eu falar esse tipo de coisa, mas eu estaria contente só por você estar aqui. Respirando, falando comigo, olhando ao redor com seus olhos; estaria contente só com isso.”

Rem: “…? Você quer dizer olhar ao redor com os meus olhos e dizer para você se está tudo tranquilo?”

Subaru: “Não exatamente, mas tá tudo bem com isso também.”

Ele já estava bem contente com Rem estar acordada, respirando e falando com ele.

Embora seja algo um tanto altruísta, o que Subaru implorava da Rem que acabara de acordar era apenas que ela continue saudável, sendo assim, estas eram, sem nenhum exagero, suas verdadeiras intenções.

Claro, ele precisava resolver o problema das memórias dela. Isso e Emilia, Beatrice, Ram e todo mundo que havia ficado na torre, frente à realidade de que Subaru e companhia separaram-se deles, deveriam estar bem preocupados.

Ele queria reunir-se com eles o quanto antes. ――Ele queria fazer Ram reencontrar-se com Rem, já que ela sentia tanto afeto pela sua irmã mais nova, a qual não recordava-se mais.

Subaru: “Por favor, não vai acreditar em mim? Mesmo se for pra eu dar a minha vida em troca… Não, se eu morresse ia ser sem sentido, então eu irei proteger você a todo custo. Eu juro. É por isso que…”

Rem: “――. E, digamos que se eu aceitar sua proposta, o que você vai fazer?”

Subaru: “Ah, certo. Não ia fazer sentido agir sem um plano, e, quando se trata de bolar um…”

Ao ouvir a prudente pergunta de Rem, Subaru buscou pela informação necessária para pensar em um plano.

Como já havia sido mencionado, Subaru e companhia estavam um uma vasta campina, no entanto, conseguiam ver grandes árvores próximas umas das outras, a rodeando.

Vendo que eles eram interceptados pelas copas das árvores antes de poder ver o horizonte e as árvores que os cercavam por todas as direções, tudo dava a entender que estavam em uma clareira no meio da floresta.

Realmente, aventurar-se em uma floresta em território desconhecido não era nada a não ser perigoso, mas――,

Subaru: “Primeiramente, a regra inquebrável pra quando você se perde numa floresta é deixar os seus amigos saberem a sua posição usando um GPS, mas…”

Rem: “‘Gê, pê, ésse’?”

Subaru: “Eu sei. Não existe nada desse tipo…… É só que a Beako tem aquela conexão comigo, então ela possivelmente consegue determinar onde eu fui parar com algo parecido. Assim dizendo, a minha existência é meio que um GPS.”

Dependendo da situação, havia também a possibilidade da Sinestesia de Ram detectar a localização de Rem. Nesse sentido, tanto Subaru quanto Rem estavam cumprindo seus papéis como um GPS conectado a seus aliados.

Subaru: “O que falta é assegurar uma fonte de água…… É importante encontrar alguma água, não importa como. Provavelmente seria uma boa a gente escolher onde vai ser nossa base e começar a aumentar a nossa área de procura a partir dela. Grama e frutas comestíveis são… ahh, eu tava certo em ter aprendido isso com o Clind-san. Tenho que agradecer o meu mentor……”

Durante o processo no qual aprendeu a fazer parkour e a manusear um chicote, Clind havia gravado várias técnicas e conhecimento na cabeça de Subaru. Houve tempos em que ele quase desistiu dos ensinamentos do versátil mordomo, mas por serem benéficos a ele, Subaru conseguiu lembrar seus princípios apesar de estar nesta situação.

De qualquer forma――,

Subaru: “Tem várias outras coisas também, mas não é como se eu tivesse tentando agir sem um plano. Tá conseguindo me entender agora?”

Rem: “…Até certo ponto. Mesmo que eu quisesse resistir, estou nessa condição, então……”

Subaru: “……É de comentários assim que eu consigo captar um pouquinho do que você genuinamente pensa.”

Subaru tenta sorrir e deixá-la mais aliviada, mas sua reação não foi tão boa quanto ele esperava que fosse.

Tendo perdido suas『Memórias』, não havia um alicerce no qual Rem construíria uma relação de confiança com Subaru. Se ela pudesse mexer suas pernas livremente, provavelmente já teria fugido dele há muito tempo.

Mas ele não queria pensar no infortúnio que ela sofreu como algo bom.

Subaru: “As suas pernas. Espero que consiga voltar a mexer elas logo logo.”

Rem: “――hk, mesmo você tendo me dito aquilo, eu não sei. O que vai fazer comigo?”

Subaru: “Já te disse. Primeiro, tô pensando em ir atrás de água. Também tem que ver esse negócio das suas pernas, então eu ficaria muito grato se você não fizesse nada contra mim, se possível…”

Ao dizer isso, Subaru deu um passo em direção a Rem, fechando a distância que havia entre eles, abaixou-se e virou-se de costas para ela.

Olhando para a postura dele, até Rem saberia o que ele estava tentando fazer.

Rem: “Está planejando me carregar nas costas?”

Subaru: “Também tem a opção de eu te levar nos braços tipo uma noiva, mas não vou aguentar por muito tempo não. Se você deixar eu te levar nas costas, pessoalmente, acho que ajudaria um monte.”

Rem: “――――”

Ela ficou em silêncio por um momento, encarando o rosto miserável de Subaru. Após isso ela lentamente soltou um suspiro, logo em seguida indo em direção às costas dele de forma hesitante.

Os braços finos de Rem firmaram-se sobre seus ombros, juntando-se em frente ao peito dele. Sentindo o delicado peso em suas costas, Subaru levantou-se com calma, certificando-se de não abalar Rem, que estava agarrada a ele.

Ele sentiu seu peso. No entanto, o que ele estava pensando enquanto a carregava nas costas é que ela era leve.

Ao longo desse último ano, ele teve várias oportunidades de carregar a imóvel Rem, mas, cada vez que ele o fazia, experienciava em primeira mão o quão difícil era carregar uma pessoa inconsciente.

Não era a mesma sensação com a Rem que estava segurando-se nele por vontade própria.

Rem: “――? Algo de errado?”

Subaru: “Não, é só que foi bem comovente, por mais estranho que pareça. Então, é sobre a busca por água, mas…”

Rem: “Antes disso…… o que faremos quanto a aquela garota?”

Subaru: “……Ah.”

Olhando para o lugar o qual Rem apontava com seu queixo sobre seu ombro, Subaru lembrou-se do problema.

Na campina, esticada na grama enquanto acariciava seu traseiro, que foi onde ela bateu com tudo no chão, estava Louis, enredada em seu próprio cabelo longo e loiro. ――O que ele deveria fazer quanto a esse Arcebispo do Pecado que estava agindo de forma tão estranha?

Subaru: “――――”

Até Subaru sabia que a condição atual de Louis não era natural.

Ela era um oponente cuja estrutura mental não podia ser descrita como decente, mas era apenas por causa de sua falta de escrúpulos, não porque ele podia ver o seu lado antes oculto de regressão de idade.

Na realidade, ela era até que inteligente para sua idade, e também tinha espaço para ponderar sobre seus pensamentos diabólicos, algo que assemelhava-se a passar sua língua pelos fragmentos do coração de alguém.

E quanto à atitude da Louis atual?

Louis: “Aah, aauuhー”

Tendo lambido o rosto de Subaru quando ele acordou, rosnando feito uma criança que ainda não sabia falar e fazendo birra feito uma também.

Não há dúvidas de que algo imensurável havia ocorrido em sua mente.

No entanto――

Subaru: “Isso é motivo pra eu ficar com pena dela?”

Ela era repugnantemente má. Esta verdade nunca seria abalada.

Louis, quem ele havia enfrentado na sua última visita ao『Corredor das Memórias』, havia sido traumatizada por experienciar o『Retorno Através da Morte』, tornando-se apavorada não só de Subaru, como de tudo que neste mundo existia.

Naquele momento, ela já havia se tornado uma garota miserável o suficiente.

No entanto, Subaru não a salvou. Ele nem sequer pensou em querer salvá-la.

Apesar das várias diferentes opções na frente deles, eles continuamente escolhiam aquelas que iam contra a humanidade, até finalmente perder a oportunidade de se corrigirem, destruindo seus próprios caminhos de volta. Os Arcebispos do Pecado eram esse tipo de pessoa.

Seus dois irmãos mais velhos, assim como Louis, também não eram exceções.

Cometendo maldades imperdoáveis, Louis Arneb tornou-se uma degenerada digna de ir para o inferno.

――Por que Subaru precisaria salvar alguém assim?

Rem: “Você não vai ajudar ela?”

Subaru: “……É complicado. Eu tava junto com ela, mas ela não é exatamente um aliado meu. Pelo contrário, ela é o oposto de um. Meu coração não vai ser ferido, mesmo se eu abandonar ela aqui.”

Rem: “――――”

Ele ouviu Rem segurando o fôlego atrás dele, era uma reação inevitável.

Para Rem, que não sabia das circunstâncias de Subaru, Louis provavelmente parecia apenas uma jovem e desamparada garota, justamente como sua aparência ditava. Mesmo com sua verdadeira identidade sendo a de um dos seres profanos que brincou com um grande número de vidas.

É por isso que Subaru possuía apenas uma escolha.

Subaru: “Vamos deixar ela aí…… A gente não pode trazer um elemento perigoso assim com a gente, muito menos um peso morto.”

Ter salvo Louis das sombras que avançavam foi um erro de cálculo que ele fez na torre. Quem sabe se Subaru a tivesse abandonado aqui ou ali, haveria a possibilidade de que isso não teria ocorrido entre ele e Rem.

Certamente era o que as pessoas chamavam de causar cem problemas e não trazer nenhum lucro em troca.

{N/T: Expressão idiomática no Japão: 百害あって一利なし}

Rem: “Então…… é isso.”

Subaru: “É, isso mesmo. Digamos que o jeito que eu acordei não foi dos melhores também, mas…”

A prioridade de Subaru era Rem, e depois ele. Isso ele nunca se confundiria.

Com isso em mente, Subaru ignorou Louis, que estava deitada na grama, e foi em direção à floresta ao lado oposto d――

Rem: “――Bem que eu imaginei, mesmo estando vazia, eu estava certa em acreditar em mim mesma.”

Foi dito com um tom de voz terrivelmente gélido e incisivo.

Ao ouvir esta voz sendo murmurada bem próxima de sua orelha, Subaru soltou um “Quê?”. No entanto, o impedindo de reagir de nenhuma outra forma, um par de braços esguios serpearam para em volta de seu pescoço.

――Rem, que estava sendo carregada nas costas por Subaru, o estava estrangulando por trás.

Subaru: “――Gahk.”

Rem: “Dizendo coisas que parecem agradáveis para mim logo antes de me convidar para ir com você e então abandonando a garota. Como eu poderia acreditar em alguém assim, dizendo para eu confiar nele? Não seja ridículo.”

A força dos braços que estavam envoltos em seu pescoço definitivamente era a de um oni, ao contrário das pernas limitadas fisicamente.

Incapaz de livrar-se dos braços dela, a respiração de Subaru foi bloqueada por completo. Se inclinando para trás, não foi por querer, mas ele caiu de costas na campina.

Mas, quanto ao ser esmagado sob ele, Rem se recusou a tirar os braços de seu pescoço. Já que ela estava atrás dele, ele não podia ficar debatendo seus braços para tentar se soltar.

Por quê? As dúvidas e perguntas preenchiam sua cabeça.

Ele não deveria estar perguntando “Por quê?”, porque Rem já havia dito uma resposta a isso. Na frente dela, que não sabia de nada, Subaru foi afobado demais por causa de suas emoções impacientes.

Ele estava recebendo retribuição por isso, desta forma――,

Rem: “Dizer que não está planejando nada com esse fedor maligno flutuando por aí é uma mentira descarada por si só!”

Subaru: “――――”

Um fedor maligno. Subaru lembrou-se de uma coisa quando ouviu isso.

Durante o tempo no qual havia acabado de conhecer Rem, o maior motivo por trás dela suspeitar de Subaru e o considerar perigoso não era devido à má impressão que passou durante a primeira vez que se viram, nem a forma dos olhos com os quais ele nasceu.

――O miasma da Bruxa.

Tendo perdido suas『Memórias』, mesmo Rem não tendo mais nada a não ser a si mesma, ela ainda era capaz de percebê-lo.

Este o principal fator por trás das suspeitas de Rem.

Subaru demorou demais para lembrar-se dele, muito menos percebê-lo, e――,

Subaru: “――ah…”

Se debatendo e balançando seu corpo de um lado para o outro, Subaru tentou pensar em uma desculpa pelas suas ações, mas era impossível.

Assim sendo, a consciência de Subaru foi caindo no abismo da escuridão, lentamente e gradualmente.

A última coisa que ele queria era ser morto por Rem desta forma. Ele desesperadamente gritou isso.

Sua voz estava quieta, impossível de ser ouvida.


Subaru: “――hk, Rem!?”

O abrupto despertar de sua consciência fez Subaru levantar a parte superior de seu corpo como se tivesse sido acertado em cheio por ele.

Neste instante, tossindo violentamente por causa da dor latejante em sua garganta enquanto cuspia o catarro lá alojado, Subaru de alguma forma levantou-se e olhou em volta.

O lugar era a campina na qual Subaru havia sido jogado.

Eram estas suas circunstâncias. Embora ele estava em um estado no qual recordava-se de acordar desta forma, ele imediatamente discerniu que este déjà vu não era causado pelo『Retorno Através da Morte』.

―Porque nem Rem nem Louis podiam ser encontradas nos arredores.

Subaru: “Esse lugar…… sem sombra de dúvidas, é o lugar onde eu tinha ido parar. Eu……”

Relembrando-se dos momentos que se precederam, no momento em tocou seu pescoço, a dor trouxe de volta memórias repulsivas.

Sua garganta estrangulada pela Rem a qual estava carregando, e, desta forma, sua vida foi roubada dele. ―Não, não foi esse o caso.

Subaru: “Minha garganta, dói…… quer dizer que a Rem não me matou.”

Ela o estrangulou, mas não foi ao ponto de matá-lo.

Pasmo com o julgamento de Rem, que havia falado com aquela voz tão gélida, Subaru soltou um suspiro de alívio e então imediatamente repreendeu a si mesmo porque esta não era hora de sentir-se aliviado.

Ele não morreu. Em outras palavras, o mundo seguiu em frente depois daqueles acontecimentos horríveis de mais cedo.

Ele fez Rem duvidar da humanidade dele por causa do cheiro da Bruxa e ela sumiu com a pior impressão possível dele conservada. ―O motivo pelo qual aquelas duas não estavam aqui deve ser porque buscaram fugir de Subaru.

No final, Rem sentiu repulsa de Subaru por causa de sua decisão de deixar Louis para trás.

Deixando uma jovem criança em uma campina desconhecida, ele deve ter parecido um homem realmente sem coração.

Subaru: “Mesmo se eu disser que foi tudo um mal-entendido, ela provavelmente não vai me ouvir……!”

Enquanto lamentava-se por ter julgado mal as coisas várias vezes seguidas, ele então enrijeceu suas bochechas e levantou-se.

Ao olhar para o céu, ele conseguia dizer pela posição do sol que não se passou muito tempo. Ele não queria chamar isso de sorte, mas as pernas de Rem também não estavam na melhor das condições.

Com suas pernas naquela condição, ela não seria capaz de ir tão longe. Como prova disso―,

Subaru: “Tem marcas no chão de algo sendo arrastado……! Agora eu posso ir atrás delas!”

Caso ele fosse atrás daquelas duas que fugiram para a floresta que os cercava em todas as direções sem nenhuma pista, seria o início de um jogo de pega-pega com uma dificuldade insana.

No entanto, caso seguisse os traços deixados por elas na grama, então seria capaz de descobrir por onde elas haviam adentrado a floresta. No entanto, se ele conseguiria ir atrás delas dali em diante não passava de uma aposta…

Subaru: “Quando se trata de apostas não favoráveis, eu já bati de frente com uma várias vezes!”

Gritando algo que não era digno de elogios, Subaru ferozmente seguiu os traços deixados na grama. Com seu pé, Subaru foi capaz de identificar imediatamente por onde as duas haviam adentrado na floresta.

Com folhagem e árvores exuberantes, meio que combinava com a impressão que Subaru tinha de florestas tropicais.

Ele brevemente recordou-se de ver na televisão que a Floresta Amazônica significava quase que morte certeira para qualquer ser humano nela―

Subaru: “Se a Rem entrou num lugar assim, já é mais do que motivo pra eu não deixar isso passar.”

Tanto Subaru quanto Rem estavam ali completamente despreparados para adentrar em uma floresta.

Quando ele pensava em Rem, que escapara para dentro da floresta desesperadamente e com suas pernas debilitadas, ele se arrependeu de ter feito algo tão tolo, odiando imensamente cada parte de seu julgamento.

Subaru: “―Rem! Apareça! Por favor! Eu tava errado!”

Dentro da floresta, enquanto andava sobre o solo macio e a grama alta, Subaru a chamou em voz alta. Claro, sua voz possivelmente acabaria causando a Rem e companhia apenas ansiedade, as fazendo distanciarem-se dele.

Mas ainda assim, era muito melhor do que vagar sem rumo pela floresta, sem nenhuma pista a qual seguir, sem nada no quê contar.

Acima de tudo, ele deveria continuar agindo de uma forma a qual ele considerava como “procurar por Rem”, ou ele sentia que seu peito explodiria por causa da culpa e do ódio a si mesmo que sentia.

Embora tantas pessoas tenham se esforçado tanto pelo bem de Rem, caso algo acontecesse com ela, o que ele seria capaz de fazer para se desculpar?

Subaru: “Rem―! Cadê você!? Por favor me responde! Por favor, não me deixa pra trás!!”

Sem se importar se ficaria sem voz ou não, além das árvores da densa selva que obstruía sua visão, ele ergueu sua voz.

E seus membros, enquanto passava pela floresta, sentiam-se pesados e estavam acompanhados de uma tremenda exaustão. Agora que ele parou para pensar, o corpo de Subaru havia superado as ferozes batalhas que ocorreram na Torre de Vigia Plêiades e conseguiu apenas algumas horas de sono.

Mesmo com sua recuperação tendo sido ampliada pela cura do espírito da『Sala Verde』, não havia sido nem perto do suficiente.

Caso não tomasse cuidado, ele poderia acabar desabando de alívio assim que visse Rem.

Mantendo sua guarda alta contra tal possibilidade absurda, Subaru andou sem rumo pela floresta―.

Subaru: “Rem! Por favor, me respooonda! Eu te imploro, me desculpa!”

Colocando suas mãos em frente à sua boca, Subaru continuou gritando em voz alta.

Um chamado vindo do fundo de seu coração, mas a ausência de qualquer resposta fez com que seu coração estivesse à beira de se despedaçar.

Com as coisas permanecendo do jeito que estão, perseguindo a figura desaparecida de Rem, ele desesperadamente foi forçando sua vista em meio às árvores da densa floresta―,

Subaru: “―”

Quando ele mais uma vez abriu sua boca para chamar o nome de Rem, algo entrou na extremidade de seu campo de visão.

Houve uma leve mudança vista por trás das fendas entre as várias árvores e além das folhas caídas. Ao ver algo se mexendo de forma diferente de grama balançando ao vento―,

Subaru: “Re―”

No momento em que ele agarrou-se à esperança e virou-se para aquela direção.

―O impacto vindo com uma velocidade absurda capturou o peito de Subaru diretamente pela frente.

Subaru: “―hk!?”

Incapaz de sequer guinchar, suas pernas desequilibraram-se devido ao impacto e o corpo de Subaru voou para trás.

Subaru: “Gah…… o, quê…… hk!?”

Seus pensamentos ficaram confusos por causa do impacto que veio da fenda a qual ele havia visto entre as árvores diretamente à sua frente, fazendo com que ele se sentisse tonto.

No entanto, ao pensar sobre o impacto que acabara de receber, ele imediatamente percebeu que era um ataque. E então, antes mesmo de conseguir colocar sua cabeça no lugar, Subaru tentou saltar dali.

Mas acabou falhando. Porque―,

Subaru: “―Ah?”

Porque a grossa flecha que perfurou o peito de Subaru o havia prendido contra a enorme árvore atrás dele.

Subaru: “Guh, bhugh…… hk.”

No momento em que se deu conta dela, ele vomitou o sangue que transbordava de sua boca de uma só vez.

Tendo sido atravessado, uma quantidade massiva de sangue proveniente de órgãos rompidos e coisa do tipo começaram a transbordar sem parar. Vomitando sangue ao invés de exalar ar, Subaru mais uma vez sofria só para respirar.

Enquanto sofria, ele agarrou a flecha em seu peito e tentou arrancá-la.

Ele não conseguiu, nem um pouco. A flecha havia perfurado firmemente tanto Subaru quanto a árvore, impossibilitando todo movimento.

O que era esta flecha?

Sem esperanças, anormal, um golpe de uma espessa e poderosa flecha. Um arco cujo peso da puxada era realmente enorme, seu corpo que havia sido por ela perfurado foi costurado contra a árvore e imobilizado como um inseto, livre apenas para se debater de forma horrenda.

Subaru: “Egh, raegh, eem, gh……”

Através das aberturas entre o sangue transbordante, ele clamou pelo nome daquela pessoa que ainda estava nesta floresta.

Aquele clamor, incapaz de vocalizar palavras, estava carregado de um senso de aviso que dizia respeito à ameaça se espreitando pela floresta.

Armado com um arco e flecha, alguém à espreita na floresta estava atrás dele.

E, desta forma imprópria, incapaz de alcançar Rem, incapaz de realizar coisa alguma, Subaru―,

Subaru: “―m.”

Mas o que está acontecendo? Que lugar é esse? O que ele devia fazer?

Febre e dor que ele se deu conta após um leve atraso começaram a intensificar-se e a espalhar-se por todo o seu corpo, sangue jorrou dos olhos, nariz e orelhas de Subaru também.

Experimentando a sensação de você mesmo desaparecendo e se tornando vazio enquanto sentia a gélida『Morte』se aproximando, Subaru forçou seus olhos, fez sua garganta estremeceu e clamou por seu nome até o fim.

―Clamou por seu nome, até o fim.

Todo sujo de sangue.

Até o final do final, ele clamou, clamou e continuou clamando por seu nome.

Continuou clamando por seu nome―…

Comentários

5 4 votos
Avalie!
Se Inscrever
Notificar de
guest
1 Comentário
Mais recente
Mais Antigo Mais votado
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários

Opções

Não funciona com o modo escuro
Resetar