Second Life Ranker – Capítulo 142

As Três Nornas (1)

Ao mesmo tempo, Yeon-woo ativou seu Shunpo e direcionou Vigrid na direção do Rei Marcial.

— Ótimo!

O Rei Marcial exclamou e girou seu corpo. Ao empurrar Vigrid para o lado, ele atacou Yeon-woo.

Pensando rápido, Yeon-woo rapidamente bateu suas asas de fogo, recuando, mas o Rei Marcial estava em seu encalço, então Yeon-woo usou Aegis para tentar bloqueá-lo. Mesmo ele sendo muito forte, não havia como ele quebrar o Aegis.

Os seis escudos girando ao redor de Yeon-woo desaceleraram o Rei Marcial. Não perdendo essa chance, ele o contra-atacou em seu ponto cego. Ao perceber o que estava acontecendo, ele respondeu com Os Oito Punhos Extremos, desdobrando-os em ordem.

Rumble, Bang!

Boom!

Oito Punhos Extremos colidiram um com o outro. Vigrid foi confrontada por um punho, com Yeon-woo fazendo o seu melhor para balançar Vigrid ao redor. Sangue escorria de seus lábios mordidos e as veias em seus olhos draconianos estavam vermelhas como sangue. Seu circuito mágico estava superaquecido por estar sendo usado demais e o Rei Marcial não o dava descanso. Ele respondia aos ataques de Yeon-woo um por um sem sequer pestanejar e continuou a encurralá-lo. Seus ataques testavam seus limites e quase tiraram a vida dele.

Toda vez que ele fazia isso, Yeon-woo mal reunia seu Corpo Dracônico, evitando o perigo e se concentrando em uma chance para contra-atacar. De longe, Phante e Edora balançaram a cabeça olhando para a cena.

Eles estavam definitivamente treinando, mas seus arredores estavam sendo reduzidos a entulho e destruição. Paredes quebravam e colinas se tornavam planícies. O rio que fluía secou por conta do calor.

— Se eles não tivessem colocado Jinbup ao redor deles, então o território externo da Torre teria sido totalmente destruído…

— Ele se tornou um monstro ainda maior…

Phante soltou um suspiro profundo.


— Eu perdi…

Yeon-woo desceu com uma expressão extremamente cansada.

Cansaço e desamparo pesavam sobre ele. Seu Circuito Mágico super aquecido estava completamente vazio como se nunca tivesse sido preenchido com poder mágico antes. Uma semana já havia se passado desde que o Rei Marcial se ofereceu como parceiro de treino para ele.

Yeon-woo estava planejando escalar a Torre imediatamente após se recuperar.

Em todo caso…

— Discípulo? Mesmo se você for, você deve ser examinado por seu professor antes de ir, certo?

Pouco antes de sair, Yeon-woo concordou com o que o Rei Marcial disse.

Era difícil negar algo a seu professor, que queria ver o quanto ele evoluiu e ele queria ver o quão forte ele havia se tornado com o Corpo Dracônico.

Então ele começou a treinar com o coração leve.

“Mas eu não sabia que acabaria assim.”

O Rei Marcial exigia tudo de Yeon-woo.

Ele não falou, apenas o atacou com sua imensa força, o deixando indefeso. Como se sua vida estivesse em perigo se ele não desse tudo de si. O Rei Marcial realmente o forçou, pressionando-o como se ele fosse matá-lo.

Ele teve que revelar todas as suas cartas.

Mas Yeon-woo foi capaz de entender completamente seus limites e o que fazer quando se deparasse em tal situação. Assim, ele foi capaz de mostrar uma força maior do que antes.

Considerando profundamente se estava tudo bem em revelar tudo o que tinha.

Ele ainda não havia mostrado o poder da Pulseira Preta, que era sua última carta, mas mostrar o poder da espécie dracônica era muito para Yeon-woo.

Yeon-woo deixou esse pensamento de lado.

Ele pensou no que seu mestre disse no momento em que ele revelou que deixaria a tribo dos Unichifres, lembrando-o para não esquecer a relação entre um professor e seu discípulo.

Por um lado, era um alívio.

Ainda era um pouco desconfortável, mas o Rei Marcial quis ir a fundo. Como se não tivesse nada a ver com ele, ele não se interessaria e não se permitiria deixar se importar.

Ele só se concentrou em quebrá-lo durante o treino.

Então Yeon-woo foi capaz de testar confortavelmente seus limites. Ele evoluiu bastante graças a isso e mesmo que apenas uma semana havia passado, ele já se sentia mais forte. Os olhos do Rei Marcial estavam misturados com algo diferente de respeito quando ele olhava para Yeon-woo agora.

“Prudência.”

Não de um professor para seu discípulo, mas de um jogador para um jogador. O desejo de destruí-lo com suas habilidades foi capaz de ser visto.

O Rei Marcial sorriu ao ver que Yeon-woo havia lido sua mente, satisfeito em ver que seu discípulo era inteligente e aprendia mais do que o que ele ensinava.

Mas, por um lado, ele também se sentiu um pouco ofendido.

Ele não tinha mais nada para ensiná-lo.

Pensando nisso, ele cruzou os braços e sorriu.

— Cain.

— Sim.

— Você já pode ir.

Com as palavras de seu professor de que ele agora poderia cuidar de si mesmo, Yeon-woo arregalou os olhos e se curvou.

Com uma curta despedida e um obrigado.


— Você já está indo, Oraboni? Seria bom se fossemos juntos.

— Sim. Por que a pressa?

Olhando para Edora, que estava chateada, e Phante, que reclamava com um beicinho.

Yeon-woo sorriu inconscientemente ao ver os irmãos.

Eles eram monstros assustadores para outros jogadores, mas para ele, pareciam cordeiros inocentes, ele os via como seus irmãozinhos. Após o Rei Marcial anunciar que não tinha mais nada para ensiná-lo, Yeon-woo começou a preparar-se para subir a Torre imediatamente.

Claro, o Rei Marcial provavelmente ainda tinha algumas coisas para ensinar a Yeon-woo, mas ele sabia ser mais importante que Yeon-woo aprendesse na prática. Já que ele  havia estabelecido uma base firme para ele, cabia a Yeon-woo construir sobre ela.

Então Yeon-woo começou a se mover conforme as ordens de seu mestre.

No entanto, Phante e Edora não podiam acompanhá-lo, pois tinham que terminar seu desafio de criar uma Besta Lendária.

Se eles quisessem simplesmente desistir do desafio, eles poderiam facilmente fazê-lo, mas muito era exigido para criar uma Besta Lendária e eles não poderiam simplesmente desistir. Então, enquanto os dois permaneciam na aldeia para cuidar de seus ovos, eles estavam planejando continuar com seu treinamento também.

Observando os jogadores, a Rainha do Verão e o Deus da Espada lutarem entre si, eles sentiram a necessidade de darem tudo de si.

Phante e Edora não desistiram facilmente, pois era uma pena não poder acompanhá-lo.

Olhando para eles, Yeon-woo riu e dando um tapinha no ombro de Phante, ele falou:

— Vou subir devagar, então venha rápido.


Yeon-woo os deixou e desejou boa sorte para todos os membros da tribo ao partir.

Mas Yeon-woo não foi direto para a Torre. Ele teve que visitar o mercado fora da Torre primeiro. Passando pelas multidões, seu objetivo era a oficina de um ferreiro humilde decorada com martelos e bigornas.

Não estava muito diferente da última vez que a viu, mas ao contrário da aparência pobre de antes, agora, emitia ruídos altos de martelo e calor.

“Acabei vindo para cá. Devo voltar?”

Yeon-woo ficou parado na frente da porta e estava profundamente pensativo.

Era a oficina de Henova.

Na verdade, quando ele tinha deixado este lugar antes, ele não planejava voltar. Pensando no caminho perigoso pelo qual ele caminharia, ele não queria machucar Henova, como com o que havia acontecido com seu irmão.

O motivo de seu retorno era simples…

“Espero que ele esteja bem.”

Ele estava curioso, pensando que Henova poderia estar entristecido com a morte de Bahal.

Henova disse que havia cortado os laços, mas Bahal era um de seus discípulos a quem ele havia ensinado a lidar com metal e fogo. Por mais que ele fosse carinhoso com seu irmão, ele também havia aberto seu coração para Bahal.

Yeon-woo tinha matado Bahal e a notícia de que ele tinha morrido em batalha contra o Cheonghwado já havia se espalhado por toda parte. Henova teria definitivamente ouvido a notícia. Mesmo que ele não pudesse confessar o que fez a Bahal, ele não podia deixar de se preocupar se ele estava triste ou não.

Mesmo preocupado, ele hesitou.

Yeon-woo repetidamente agarrou e soltou a maçaneta da porta e eventualmente se virou com um suspiro. Ele pensou que nada de bom viria de encontrá-lo agora.

Mas…

Creak.

A porta de repente se abriu, e ele estava de frente para Henova.

— O que é isso? O que faz aí?

Henova franziu a testa.

Yeon-woo coçou desconfortavelmente a bochecha com olhos estranhos sob a máscara.

Ele estava constrangido por ser pego.

— Já faz um tempo, Henova.

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