Tradutor/Revisor: miggigibe
O líder dos Portadores da Luz ergueu a mão antes que um de seus membros atacasse a formiga.
Se aquela criatura quisesse matá-los, já estariam mortos. Ela guinchou outra vez, virou-se e começou a andar. Com um movimento da cabeça, indicou que eles deveriam segui-la.
Aquilo era absurdo.
Obedecer a um monstro?
O líder olhou para onde a guilda Vespa estivera e viu que eles já seguiam outra Formiga Adamantina. Respirou fundo.
— Vamos.
Os membros hesitaram, mas o seguiram.
Enquanto isso, o massacre continuava.
—
[O Usuário matou [20] Víboras do Pântano.]
[+1400 Pontos de Abate]
—
[O Usuário matou [41] Víboras do Pântano.]
[+2870 Pontos de Abate]
—
[O Usuário matou [30] Víboras do Pântano.]
[+2100 Pontos de Abate]
—
[O Usuário matou [25] Víboras do Pântano.]
[+1750 Pontos de Abate]
—
[Terra]
[Apartamento de Jason]
Jason abriu os olhos lentamente, despertado pelo fluxo de notificações. A luz da manhã atravessava a janela do novo apartamento. Por um instante, ele se perguntou onde estava, até as lembranças voltarem.
Estalou o pescoço.
— Mmh…
Ao lado dele, Riyala dormia sentada no chão, com a cabeça apoiada em seu ombro. Jason lembrava vagamente de quando ela descera durante a noite, mas estava cansado demais para mandá-la voltar.
Ele ignorou a situação e abriu o [Olho do Rei].
Pelos olhos de Raya, viu a Rainha Formiga Adamantina enfrentando uma serpente negra gigantesca. A víbora tinha mais de vinte metros, presas enormes e olhos vermelhos. Lutava com ferocidade, mas não era páreo para Raya.
A serpente enrolou o corpo ao redor dela e tentou esmagá-la. Raya abriu espaço com pura força e rasgou o flanco do monstro com as mandíbulas. A víbora recuou, mas Raya avançou de novo.
Os Torres ainda estão vivos. Eles dão conta.
Jason desligou o [Olho do Rei] e estava prestes a acordar Riyala quando ouviu batidas na porta.
Toc! Toc! Toc!
Ele se virou de imediato. Tocou Riyala de leve e a mandou acordar. Ela abriu os olhos, confusa, e corou ao perceber onde estava.
— Eu sinto muito, eu não—
Jason cobriu a boca dela com a mão.
— Silêncio.
Riyala percebeu a seriedade dele e assentiu.
Jason ordenou que um subordinado verificasse a porta. O soldado draconato emergiu das sombras do lado de fora e deu a Jason a visão.
Que diabos?
Ele abriu a porta.
Do lado de fora estavam Juliet Rapha, de terno preto impecável e bolsa nas mãos, e Griselda, segurando uma pasta com confiança exagerada.
— Griselda?
Jason encarou as duas.
— O que diabos você está fazendo aqui? E como descobriu onde eu moro?
Griselda avançou com pose triunfal.
— Vi suas façanhas no noticiário e precisei vir antes que outras guildas tentassem levá-lo! Depois de tudo que aconteceu, estou pronta para aceitá-lo como membro da minha guilda!
Jason ficou em silêncio por alguns segundos, absolutamente perdido, então olhou para Juliet.
A expressão dele exigia explicações.