Tradutor/Revisor: miggigibe
Impactos violentos ecoavam do lado de fora da capela, cada vez mais próximos. Katerina aguardava com uma das mãos erguidas. Uma força bateu contra a porta e fez a sala tremer. No segundo impacto, a porta foi arrancada das dobradiças e lançada para dentro.
Uma das freiras se colocou diante de Katerina e desviou a porta antes que ela a atingisse.
Jason estava na entrada da capela, as mãos nos bolsos do casaco. Seus olhos vermelhos estavam vazios, e o olhar que lançou sobre Katerina fez um arrepio percorrer sua espinha.
Naquele instante, ela teve certeza.
Aquele homem era o Rei.
Eu não vou sobreviver a isto.
O pensamento surgiu como um instinto, a certeza primitiva que atravessa qualquer criatura quando encara algo muito acima de si. A vida não era um filme, e a realidade não favorecia os desesperados. Um cervo encurralado não tinha chance contra um leão.
As freiras avançaram assim que viram Jason.
Katerina fechou os olhos e virou o rosto, incapaz de assistir.
Jason estendeu a mão e convocou uma das espadas de aço dracônico que havia recuperado da base dos Fantasmas. A primeira freira veio com uma lança, golpeando com um grito. Jason desviou com facilidade e cortou seu corpo pela cintura. A lâmina atravessou carne e osso como se não houvesse resistência, e a parte superior dela caiu antes que compreendesse o que acontecera.
Jason continuou andando.
A segunda freira empunhava adagas duplas e tentou uma rasteira para derrubá-lo. Jason simplesmente permaneceu onde estava.
BAM!
A perna dela bateu contra a de Jason e não o moveu nem um centímetro. Era como chutar uma árvore. Jason inverteu a empunhadura da espada e a desceu sobre o pescoço dela em um movimento limpo.
— Grk…
A terceira e a quarta atacaram ao mesmo tempo, vindo por lados opostos. Uma usou um Dom de fogo para disparar flechas flamejantes. A outra, uma Combatente de manoplas, avançou para esmagá-lo.
Jason nem diminuiu o passo.
Ele chamou Rosa e o cavaleiro de dragão, e os dois apareceram atrás das freiras, perfurando-as pelas costas. As duas soltaram sons sufocados ao sentir as lâminas atravessarem seus corpos. Jason dispensou os subordinados, deixando os cadáveres caírem.
A última freira permaneceu diante de Katerina com a espada apontada para Jason. Havia ódio nos olhos dela. Não importava o que acontecera às outras. Ela estava pronta para morrer protegendo Katerina.
Jason encarou aquela cena patética e continuou andando.
— Pare! Este é seu único aviso!
A freira avançou a espada em uma ameaça que ela acreditava ser intimidadora.
Jason estreitou os olhos, irritado, e liberou uma onda de mana pura.
DOON!
A freira engasgou quando a pressão a atingiu. Suas mãos tremeram. Ela recuou, cambaleou e caiu de joelhos quando o peso da mana se tornou insuportável. Nunca ouvira falar de um rank S com uma quantidade de mana tão absurda.
Jason parou diante dela e olhou para baixo.
Pela primeira vez naquela noite, viu medo nos olhos da freira.
SHLAC!
A espada cortou seu pescoço, e ela morreu antes de dizer qualquer coisa.
—
[O Usuário matou [5] super-humanas rank A.]
[+1500 Pontos de Abate]
—
— Ressuscitar.
A mana de Jason explodiu em direção aos corpos. Ele agarrou as almas com brutalidade e as puxou para fora. As cinco freiras surgiram diante dele e se curvaram em respeito.
—
[O Usuário obteve [5] subordinadas Classe Torre Rank I.]
[+4500 PM]
[+8,1% Força]
[+10,2% Estamina]
[+4,1% Agilidade]
[+6,3% Durabilidade]
[A habilidade rank B [Condutor da Horda] evoluiu para rank A.]
—
Jason sacudiu a espada para o lado, livrando a lâmina do sangue, e ordenou que as cinco freiras de batalha saíssem da capela para garantir que não houvesse outros super-humanos na área. Elas se curvaram mais uma vez, mergulharam nas sombras e partiram.
Eram todas Torres. Jason já conseguia imaginar várias aplicações para um grupo com trabalho em equipe tão refinado.
Uma força de ataque formada por freiras de batalha era a última coisa que eu esperava ter.
O pensamento trouxe um pequeno sorriso ao rosto de Jason, mas ele desapareceu assim que ele se virou para a mulher que viera encontrar.
Katerina Ford ainda mantinha os olhos fechados, desconfortável, com o rosto voltado para o lado. Jason deixou o olhar percorrer sua aparência régia. Era impossível negar que ela era uma mulher bonita. A pele caramelo brilhava sob a luz alaranjada das velas, e os cabelos brancos contrastavam de forma marcante com sua pele.
Mas também era uma covarde.
Jason se aproximou e agarrou seu rosto com força. Os olhos de Katerina se abriram de repente, tomados pelo medo. O terror aumentou quando ela encontrou o olhar cortante dele.
Jason posicionou a espada contra o coração dela.
— Espere! Você vai matar todos se me matar!
Jason estreitou os olhos.
— Do que está falando?
Katerina levou a mão à roupa e puxou a parte superior para baixo, revelando a tatuagem marcada no centro do peito, entre os seios. Era uma hidra negra de várias cabeças.
Jason ignorou qualquer outra coisa. Seus olhos se fixaram apenas na marca.
Katerina falou rápido:
— Esta é a [Runa da Separação Mortal]. Ela me permite compartilhar minha força vital com todas as pessoas que recebem meu poder. Eu concedi minha mana a mais de cinquenta mil pessoas nos últimos dez anos. Então, se você me matar agora…
Ela não precisou terminar.
Jason entendeu.
Katerina compartilhava a própria força vital com mais de cinquenta mil pessoas espalhadas pelo país. Se Jason a matasse, mataria todas elas junto.