Wade estava em conflito.
Seu cérebro dizia desesperadamente que a comissão era um pedido de morte. Ele não devia aceitar de forma alguma.
Porém, seu coração já estava na caixa de notas verdes.
Este era um grande negócio que valia cinco milhões.
Ele só recebeu duas propostas na casa dos sete dígitos na vida, e aquele velho Weyland só lhe deu um milhão. Não era nada comparado a cinco milhões.
— Não temos muito tempo, jovem — Luke falou casualmente.
Wade estava bem ciente.
Ele sabia dos hábitos de Vanessa. Ela sairia em um ou dois minutos, no máximo.
— Feito. — Ele rangeu os dentes e apontou para a caixa de dinheiro ao lado de Luke: — Agora, deixe-me dar uma olhada de novo. Isto aquecerá meu coração gelado.
Luke, todavia, balançou a cabeça: — Você pode olhar depois. Agora, vou dizer as partes importantes da missão.
Após dizer isso, ele abriu outra caixa grande à sua direita.
Wade olhou para os itens dentro: — Isso é o que você usa?
Luke: — Mais ou menos. Você deve começar usando esta noite. Deixei tudo que precisa saber.
Enquanto falava, ele fechou a casa de novo: — Não conte o dinheiro esta noite. Você só receberá a outra metade após completar esta missão. Além disso, só vou emprestar este equipamento no último minuto. Você tem que devolver após tudo terminar, entendeu?
Seria uma vergonha se um idiota como você morresse!
Wade não estava com vontade de falar com ele, então só assentiu: “Entendi, entendi. Você fala demais.”
Luke riu e olhou para o banheiro: — Se eu fosse você, pensaria em como sobreviver primeiro. Se morrer amanhã à noite, esta beldade pertencerá a outro homem.
— Boa sorte, jovem! — Com isso, ele saltou da varanda.
Naquele momento, a porta do banheiro rangeu.
Enquanto Vanessa secava o cabelo, ela perguntou: — Você achou as coisas…? — Seus olhos então pararam nas duas caixas pretas na frente de Wade.
Os lábios de Wade se moveram e olhou inconscientemente para a porta da varanda fechada: — Isso, isso… é a surpresa de Natal que preparei.
Vanessa achou estranho: — Já é noite. Tem empresa de entrega trabalhando a essa hora?
Wade riu: — Entrega particular.
Vanessa não se importava com o serviço de entrega de verdade. Ela parou de perguntar e olhou para as duas caixas com interesse: — Você pode abri- las?
Wade balançou a cabeça vigorosamente.
Que piada! Uma delas tinha uma montanha de dinheiro e a outra continha o equipamento exclusivo do V.
Se Vanessa visse, ela poderia não ficar surpresa, mas sim chocada.
Mais importante, como poderia explicar as origens destes dois itens?
— Eu falei, é uma surpresa de Natal! — O cara esperto pensou rapidamente numa desculpa: — É claro, temos que esperar até o Natal para revelar o presente.
Vanessa pensou por um momento e percebeu que fazia sentido. Ela parou de se importar com as caixas e olhou para ele: — Onde estão as coisas que você estava procurando? Você não quer encenar o caso?
Wade então se lembrou do que estava procurando e bateu na testa: — Droga, não tem mais o xarope de bordo que adoro; só tem ketchup.
Vanessa avançou com um sorriso: — Deve ficar tudo bem, certo?
Wade falou: — Você é meu docinho. Algo azedo com ketchup não combina.
Vanessa perguntou: — Então, você quer sair para comprar xarope de bordo?
Wade ficou com preguiça no mesmo instante: — Acho que sua doçura pode superar qualquer amargura.
Vanessa indagou: — Então, está esperando o quê?
Wade: — Ao seu comando, Srta. Vítima, vamos começar a reconstituição do caso!
Na janela, estava garoando na noite de inverno.
Na casa, as duas pessoas ocupadas brincando de detetive não prestaram mais atenção nas duas caixas.
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Às nove da manhã, o celular tocou num quarto quieto por um tempo antes de parar.
Porém, um momento depois, tocou de novo.
Sonolento, Wade procurou no chão ao lado da cama e pegou o celular da pilha de roupas: — Ei, baby, você esqueceu a chave de novo?
A voz de Vanessa veio e soou: — Estou no supermercado. Você não falou noite passada para ligar às nove? Você falou que tinha algo a fazer hoje.
Wade: — Obrigado. Tchau.
Vanessa balançou a cabeça.
Ela sabia que Wade não estava totalmente acordado, mas ligaria de novo em meia hora. Ele estava cansado do roleplay do caso da noite passada.
Pensando nisso, ela continuou pegando os ingredientes no supermercado.
No apartamento, o celular de Wade deslizou pela sua mão e caiu de novo.
Meia hora depois, tocou novamente e ele se sentou.
Olhando ao redor, atordoado, Wade pegou o celular: — Baby, você esqueceu a chave de novo? você quer que eu abra a porta?
Vanessa revirou os olhos: — Acordei você meia hora atrás. Você esqueceu que tem algo para fazer hoje?
Wade ainda estava perdido: — Hã? Que coisa?
Ele se lembrou de repente: — Ah, eu estava focado demais no caso da noite passada, que esqueci disso.
Vanessa o xingou e desligou.
Ela encerrou a ligação e não se importou mais com este cara.
Wade se levantou e olhou pelo local: — Cadê as caixas? Onde está meu dinheiro?
De repente, ele avistou um ponto preto pelo canto dos olhos.
Wade correu rapidamente e viu as duas caixas pretas no canto da sala.
Vanessa as moveu após acordar de manhã. Caso contrário, seriam chamativas no meio da sala.
Wade pegou as caixas e abriu aquela contendo o dinheiro.
A caixa que continha o dinheiro era muito maior. A diferença era óbvia.
Ele abriu a caixa e a fileira de notas verdes apareceu na sua frente.
Wade pegou uma mão cheia e colocou na frente do rosto: — Ah, que felicidade.
Ele riu enquanto olhava para o dinheiro, depois espalhou tudo no chão, deitou em cima, satisfeito.
— Finalmente, finalmente… — Wade murmurou: — Sou um homem rico agora!
Meia hora depois, ele finalmente acordou com o cheiro de dinheiro e voltou a atenção para a outra caixa.
Wade mexeu na caixa por um momento antes de xingar: — O que diabos é esta caixa? Como eu abro?
Naquele momento, sua mão tocou o painel de mental ao lado da alça e uma voz feminina gentil ressoou: — Você quer abrir a caixa secreta?
Wade ficou atordoado: — Abra. Por que está falando bobagem? Caixa idiota.