— Vencedora, Exceedo Genesis.
A supervisora então anunciou.
— O-O quê…?
— Acabou…?
— Como isso é possível…?
— Não, espera… o-olha para os membros da Bloodmoon…
Alguém apontou e o olhar da audiência se arregalou de medo quando viram os membros da Bloodmoon deitados no chão com os rostos pálidos, como se tivessem passado pela pior tortura possível. Nenhum deles ousava refutar as palavras da supervisora. Em vez disso, o olhar assustado em seus rostos só confirmava isso.
— P-Por que eles parecem assim? Só faz um minuto desde que a batalha começou…
As pessoas não conseguiam entender.
Suas mentes estavam cheias de perguntas. Todos queriam perguntar, mas Nux e suas esposas já tinham se virado.
— Visitarei o Clã Bloodmoon logo. Prepare tudo de acordo.
Nux falou com um olhar inexpressivo.
Darain, que estava deitado no chão, não respondeu. Ele nem ouviu o que Nux disse; seu cérebro estava ocupado registrando o que aconteceu.
O último minuto foi o mais aterrorizante de sua vida.
A dor extrema que sentiu… Darain não sabia quão assustadora era a morte… mas sabia que não poderia ser mais assustadora do que o que passou.
O Selo de Escravidão era uma habilidade aterrorizante de décima segunda classe. A dor causada era inúmeras vezes mais forte que antes. Não só isso, a habilidade deixava Nux fazer o que quisesse com seu “escravo”.
Ler sua mente, ver suas memórias, controlar suas ações e até controlar seus pensamentos.
Sim, o Selo de Escravidão de décima segunda classe o permitiria eliminar completamente a personalidade do escravo e criar uma nova da maneira que quisesse. Não era diferente de matar a pessoa e substituí-la por um robô.
Até o próprio Nux ficou surpreso quando soube que o Selo de Escravidão havia virado isso. Não que antes fosse uma habilidade moralmente melhor, mas isto era ir longe demais.
É claro, não significava que não ia usá-la. Ele nunca se importou com os escravos para começar e nunca pensou em si como uma boa pessoa e, se necessário, estava preparado para usar o Selo de Escravidão para a melhor de suas habilidades.
—… Ele se tornou mais monstruoso que antes.
Elijah, o Herói Vampiro, que veio assistir à batalha de seu “rival”, comentou com um olhar grave.
Ele sabia que Darain jamais conseguiria derrotar Nux; afinal, até alguém como ele poderia derrotá-lo se desse tudo de si.
Porém, era se desse tudo de si. Uma batalha contra um Santo teria sido uma batalha prolongada, mas isto…
Este tipo de domínio unilateral…
Encerrar a batalha em menos de um minuto…
Que tipo de existência monstruosa este homem virou?
— Uma batalha contra você e ele… seria bem interessante…
Um homem ao lado de Elijah comentou. Pela expressão em seu rosto, estava claro que ele ficou impressionado pelo desempenho de Nux.
Se fosse antes, Elijah teria sorrido e concordado, afinal, desde que foi derrotado, via Nux como um rival, um homem que precisava “superar” e, com isso em mente, continuou se esforçando e melhorou muito. Chegou ao ponto em que Elijah acreditava que sua próxima batalha com Nux seria “interessante”.
Contudo, a realidade era muito diferente.
Elijah sorriu quando a pessoa ao lado mencionou sua luta contra Nux. Porém, seu sorriso não era aquele cheio de confiança e vontade, e sim um sorriso de impotência.
— Duvido que duraria uma hora contra aquele monstro.
Elijah já havia aceitado sua derrota.
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— Um Meio-santo devia lutar assim?
Por outro lado, os executivos dos novos grandes clãs que vieram analisar que tipo de existência era Nux Leander franziram a testa em confusão.
— Tecnicamente, um Meio-santo completo habilidoso deveria conseguir derrotar um Santo incompleto, mas…
Outro falou, claramente chocado pela força de Nux.
— Nós… temos algum Meio-santo que possa derrotar um Santo desse jeito…?
—…
—…
O local todo ficou quieto.
A resposta era clara.
— Como devemos lidar com ele? — perguntou outro homem.
— Não, a pergunta mais importante é: quem é aquela supervisora? Não acho que seja a Rauna. Ela não foi designada para ser a supervisora deste desafio? Encontrei ela antes do desafio começar, então sei que ela viria, mas por que ela não apareceu na partida? Ela foi substituída?
— Substituída? Como isso é possível? Até nossos clãs não têm poder para substituir o supervisor. Porra, até a maioria dos Divinos não tem a autoridade necessária.
— Então, como a Rauna foi substituída? E quem é a nova supervisora? Ela é alguém que a Rauna conhece? Será que ela ficou preguiçosa porque a Ordem não tem mais tanta influência quanto antes?
— Se for a Rauna… consigo ver isso acontecer…
— Tudo bem, não faz sentido se preocupar com isso. Enviei um subordinado para averiguar o assunto; ele deve estar aqui logo-
Antes que o homem pudesse completar, as portas do cômodo abriram.
As pessoas dentro estreitaram os olhos, não gostando de como o servo não bateu e invadiu diretamente, mas logo suas expressões mudaram quando viram quem era.
— Rauna? Por que você está aqui? Não, mais importante, por que você não supervisionou o desafio? Poderíamos ter reunido mais informações se tivesse lá — reclamou uma mulher.
Rauna olhou para a mulher e um olhar azedo apareceu em seu rosto.
— Fui substituída.
— Substituída…? — Os executivos dos clãs franziram a testa.
De novo, substituir um supervisor não era tão simples.
— Quem? Quem era a nova supervisora? Não consegui ouvir a conversa deles, mas ela parecia ser bem próxima do Nux e suas esposas.
Ao ouvir isso, o rosto de Rauna ficou solene quando respondeu.
— Foi a Lady Vyriana.
— O quê…?
As pessoas no cômodo não conseguiam acreditar no que ouviram.