Nux então estendeu as mãos na direção dela e sorriu.
— Devemos ir agora?
— T-Tudo bem.
Evane não sabia o que estava acontecendo, mas, por algum motivo, quando ouviu que esta questão era exclusiva para ela, corou e recuou.
Ele então se moveu para frente e estendeu as mãos, fazendo o coração dela acelerar por algum motivo estranho.
Ele era apenas um estudante oferecendo uma refeição à sua professora após vencer um duelo, por que ela estava agindo assim?
E, desde que sua mente estava preocupada com estes pensamentos estranhos, não conseguiu pensar direito e aceitou a oferta de Nux para que pudesse lidar com a estranheza.
Em seguida, ela pegou a mão que Nux estendeu e os dois começaram a caminhar na direção da cantina da academia, enquanto seguravam a mão um do outro.
Isto fez Evane corar ainda mais, só que como já tinha aceitado a mão dele, não podia voltar atrás. Ele se sentiria estranho se ela fizesse isso.
Portanto, Evane apenas fechou os olhos, apertou mais a mão de Nux e continuou caminhando com ele.
Vendo sua expressão, Nux sorriu.
Alguns minutos depois, os dois estavam sentados na cantina e, como a maioria dos alunos ainda estava no salão de batalha, o local estava bastante vazio.
Isto deu aos dois toda a privacidade que precisavam.
Isto também acalmou Evane.
Nux então pegou o cardápio e entregou a ela.
— Professora Evane, por favor, peça o que quiser.
Evane sorriu, pegou o cardápio e olhou para ele.
— E quanto ao seu irmãozinho? Ele está bem agora? Ou ainda está sofrendo agressão escolar? — Evane tentou ao máximo agir de forma normal.
Nux entendeu o que ela queria e sorriu.
— Sim, ele não está mais sendo agredido.
— Por que você não o trouxe aqui conosco? — Evane perguntou.
— Uma vela — Nux murmurou.
— O quê? — Evane não ouviu o que ela disse.
— Ah, nada. Só quero que ele fique sozinho por um tempo para pensar em seus passos futuros. Não posso ajudá-lo nesse processo.
— Fiz tudo que podia, lhe dei exemplos o bastante, então a partir de agora, é tudo com ele.
— Se ele vai sair da casca ou se vai permanecer lá pelo resto da vida, depende dele mesmo.
— Claro, planejo levá-lo até sua mãe logo.
Nux respondeu.
— Hmm? Você vai sair com ele?
— Sim, estou planejando sair por alguns dias para ir com ele. Eu poderia muito bem ir vê-la agora.
Evane assentiu: — Quando vai partir?
— Em dois dias, após me encontrar com a Professora Arvina.
— Hã? — De repente, Evane franziu a testa.
Ela já tinha saído quando Nux venceu porque não tinha coração para ver um estudante ficar de joelhos, mesmo que tivesse a desrespeitado.
Portanto, ela não sabia nada sobre as instruções de Arvina.
— Por que você iria lá? — ela perguntou.
Nux então contou tudo que aconteceu, fazendo Evane franzir ainda mais a testa.
— Por que ela chamaria você para ir ao escritório…?
Vendo sua expressão, Nux franziu a testa.
— Hm? Por que está agindo estranha assim, Professora Evane? A Professora Arvina não planeja fazer nada comigo, né?
Ele indagou.
Ao ouvir a pergunta, Evane balançou a cabeça.
— Não se preocupe, ela é justa e não fará nada com você. Ela é a última pessoa que incomodaria alguém só porque sua aluna foi derrotada.
— Mas ouvi que ela era uma odiadora de homens… — comentou Nux.
— Você é bem-informado… — Evane olhou para Nux e continuou.
— Bem, ela pode ser chamada de odiadora de homens, mas, como falei, ela não lhe fará nenhum mal se você não a provocar.
— Normalmente, ela apenas ignora qualquer homem, mesmo que seja seu aluno. É claro, se tiver alguma dúvida, ela responderia suas perguntas, independente do sexo; porém, se disser algo inútil, ela o ignorará.
— O motivo de eu estar tão surpresa é que ela nunca chamou um estudante para o seu escritório. Esta é a primeira vez.
— Ahh, ela ficou encantada pela minha beleza? — Nux perguntou com um sorriso brincalhão.
Evane olhou para ele com uma expressão neutra quando avisou.
— Sim, este é um bom exemplo. Ela normalmente ignora declarações assim. Portanto, não diga nada assim com ela se não quiser ser ignorado.
— Hm hm, entendi. Então, em suma, a Professora Evane é a melhor professora que alguém pode ter. — Nux assentiu.
— … Não sei como você chegou a essa conclusão, mas obrigada. — Evane sorriu um pouco.
— Professora Evane, você pode me dar algumas dicas de como não irritar a Professora Arvina? Isso seria útil.
— Eu preferiria não perder minha vida lá.
— Olhe para você, bancando o medroso. — Evane riu.
— Ela não é um monstro sanguinário, então não se preocupe, ela não machucará você.
— Não quero ser tratado com frieza também — murmurou Nux.
— Vamos, Professora Evane, ajude seu estudante favorito — pediu ele.
Evane balançou a cabeça em derrota e suspirou.
— Olha, lidar com a Professora Evane é fácil.
— Quando for lá, ela fará uma pergunta e você responderá da forma mais curta possível, sem dizer palavras inúteis.
— Depois, ela perguntará mais algumas coisas e você responderá todas antes de ir embora.
— Simples.
— Hmmm, isso é muito vago… — Nux expressou com uma carranca.
— Bem, essa é a única maneira de fazer as coisas. Como falei, contanto que não diga nada inútil, você ficará bem.
— Não é como se eu dissesse algo inútil toda hora, certo? — Nux sorriu inocentemente e ao ver aquele sorriso, Evane balançou a cabeça.
— Por que sinto que a reunião de vocês não será boa…?
— Ahh, não se preocupe, Professora Evane.
— Eu prometo, esta reunião será tão boa que a Professora Arvina até me elogiará inúmeras vezes.
Nux sorriu e Evane…
Ela sentiu que aquelas palavras tinham outro significado.