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Supreme Harem God System – Capítulo  274

Tarde demais.

Sim, a Corte Real da Justiça foi quem estava tentando restringir Bourkee.

Não era um local tão sagrado quanto diziam ser.

No mundo do cultivo, onde a força reinava, algo como a Corte da Justiça não era nada mais que uma farsa.

Ninguém que era fraco venceria qualquer caso na Corte da Justiça.

Esta era apenas uma maneira “legal” para nobres cometerem os crimes.

E, é claro, como um Conde, Bourkee também sabia disto.

Contudo, nunca pensou que a corte não o apoiaria.

Ele jamais imaginou que a corte o trataria como o “fraco”.

Ele era incapaz de calcular sua posição apropriadamente.

Ele não estava pensando bem agora.

A decisão da Corte da Justiça era lógica, e ele era apenas um Conde em nome agora. Com seus subordinados mortos e braços cortados, ele não era nada mais que um aleijado mais forte.

E desde que era um Conde, naturalmente tinha muitos inimigos.

Eles jamais deixariam essa oportunidade passar.

É claro, ele também tinha aliados, mas eram nobres que se aliaram por interesses mútuos. Agora que não havia nada que Bourkee pudesse fornecer, não havia como eles ficarem do seu lado.

Porra, alguém pode até tentar se aproveitar desta situação.

Bourkee olhou para o guarda e avisou.

— Não se arrependa de sua escolha no futuro.

Dizendo isso, se virou e saiu da corte.

Ele precisava pensar em algo, só que agora estava cansado demais.

Portanto, decidiu voltar à sua mansão. Lá, um servo se aproximou e se curvou.

— Mestre Bourkee, você recebeu uma carta da Academia Real. Acredito ter sido enviada pelo Jovem Mestre.

Ao ouvir isto, os olhos de Bourkee brilharam.

Sim!

Seu filho tinha algumas conexões com a filha do Marquês Waters na academia, ele poderia ajudar.

— Leia, rápido!

Ele ordenou.

O servo assentiu e começou a ler. Bourkee ouviu tudo com um olhar animado, mas à medida que o texto continuava, sua expressão animada sumia e uma sombria tomava conta.

Então, rangeu os dentes com raiva.

Aquele bastardo! Como ele pode se desentender com aquela garota quando mais preciso!? Qual é a porra do problema com seu cérebro?!

E ele ousa pedir ajuda?

Ele quer que eu lide com o estudante que o derrotou? O estudante que agora está sob a proteção da Princesa do reino?

Como posso ter tido um filho demente destes?

Bourkee xingou mentalmente.

Então, balançou a cabeça e saiu.

Ele era um idiota por pensar em contar com seu filho.

Ele tinha que fazer algo sozinho.

Bourkee então entrou no quarto para descansar, só que antes mesmo que pudesse deitar na cama.

Toc Toc Toc

Uma batida foi ouvida.

— Mestre Bourkee, há pessoas que gostariam de falar com você.

Ele ouviu a voz do servo.

— Diga que estou cansado e que conversarei depois. — Bourkee balançou a cabeça e se sentou na cama.

— E-Ei! Você não pode entrar assim!

Bourkee então ouviu a voz em pânico do servo e franziu a testa.

Ele estava prestes a perguntar o que aconteceu, mas antes disso.

Bam!

As portas do quarto foram abertas e algumas pessoas entraram.

— Bastardo Bourkee! Você ousa agir como um tirano?!

Uma voz enfurecida foi ouvida.

— Conde Deniskee… — Bourkee franziu a testa.

Ele conhecia este homem.

Seu relacionamento não era bom.

Na realidade, poderiam até ser considerados inimigos.

— Por que está aqui? — Bourkee questionou com uma carranca.

Ele não gostava de onde as coisas estavam indo.

— Seu desgraçado! Você ousa bancar o inocente após agir como um tirano ontem à noite?! Devia se envergonhar!

— O que quer dizer? — Bourkee estreitou os olhos.

Ele não queria falar sobre a noite passada.

No entanto, Deniskee tinha pensamentos diferentes.

O anel em seu dedo brilhou e algumas cabeças apareceram no chão.

— Estes são seus subordinados, correto? — Deniskee indagou.

Bourkee olhou para as cabeças dos seus subordinados e seus olhos ficaram frios. Em seguida, fixou o olhar num velho que estava de pé atrás do Conde Deniskee, sorrindo para ele.

— Crook… — ele grunhiu.

— Você ousa enviar assassinos para atacar meu amigo?! — De repente, Deniskee elevou o tom.

— Seu amigo? — Bourkee franziu a testa.

Desde quando um bastardo como você faz amizade com um mero Barão?

Quão baixo você caiu?

Aquelas eram perguntas que ele queria fazer, só que não teve chance.

— Seu bastardo! Acha que é o Rei deste reino?! Acha que pode fazer o que quiser só porque é um Conde? Acha que é o único Conde no reino?

— Como ousa enviar assassinos atrás do meu amigo?

— O que você faria se eu não estivesse lá com ele?

— Hein?!

Deniskee elevou o tom e Bourkee entendeu o que estava acontecendo.

Um sorriso derrotado e irônico apareceu em seu rosto.

Já começou…

— Seu filho da puta! Quero uma compensação! Caso contrário, serei forçado a levar este assunto para a Corte Real da Justiça.

— …

Bourkee ficou quieto.

— Por que está calado, bastardo? Diga algo…

Então, Bourkee suspirou.

Ele não podia fazer nada sobre isto.

Estava acontecendo muito mais rápido do que esperava.

Ele então olhou para o Barão Crook, que estava sorrindo para ele, e rangeu os dentes com raiva.

Em seguida, balançou a cabeça.

— O que você quer? — ele perguntou.

Um sorrisinho apareceu no rosto de Deniskee.

Heh.

Era hora de saquear um Conde enquanto estava no chão.

Não havia como ele deixar esta oportunidade passar.

E ele não era o único, vários visitariam o Conde Bourkee logo.

Bourkee sabia bem disto.

Ele percebeu que era tarde demais para fazer algo. Não, na realidade, não era que fosse tarde demais, era mais como se tudo estivesse acontecendo cedo demais.

Era como se alguém tivesse planejado tudo isto.

É claro, no final, Bourkee não podia fazer nada e especulações eram inúteis.

Ele, o Conde Bourkee, e a Casa Bourkee estavam acabados.

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