Toc Toc Toc
— Entre.
Nux bateu na porta e uma voz familiar foi ouvida.
Um sorriso apareceu em seu rosto quando entrou.
— Estou de volta, professora. — Ele curvou a cabeça.
Arvina olhou para ele com seus olhos castanhos-avermelhados e um sorriso então apareceu em seu rosto.
— Que bom que tenha voltado.
Logo, todavia, uma carranca apareceu no rosto dele quando perguntou.
— Por que está ocultando seu cultivo de novo?
— Tem muitos olhos aqui, professora — respondeu Nux.
— Não se preocupe, os servos trabalhando aqui são leais a mim — retrucou Arvina, mas quando seus olhos se fixaram em Nux, pausou.
Nux estava olhando para ela com um sorriso estranho.
Ela entendeu o que aquela expressão significava.
— Como falei, eles são leais a mim.
Ela repetiu.
— Tem cem por cento de certeza? — indagou Nux.
— Tenho — Arvina respondeu.
— Professora Arvina, um coração humano pode ser imprevisível. Você tem cem por cento de certeza de que estas pessoas são leais a você? — Nux perguntou de novo.
— Você tem cem por cento de certeza de que as pessoas morreriam sem hesitação se você as ordenasse?
— Tem cem por cento de certeza de que estas pessoas não revelariam nada, mesmo que sejam torturadas?
— …
Nux continuou a perguntar, deixando Arvina quieta.
Um coração humano era imprevisível mesmo.
Então, a menos que alguém tivesse o Selo de Escravidão de Nux, ninguém conseguiria confiar nos seus subordinados sem um pingo de dúvida.
— Tudo bem, eu entendo.
— Pode manter o cultivo oculto.
Arvina então suspirou.
Ela estava bem positiva de que seus subordinados eram leais, só que não tinha cem por cento de certeza.
Sempre havia variáveis.
E o segredo de Nux…
Honestamente, era muito mais perigoso do que ele pensava.
As coisas não eram tão simples quanto Nux fazia parecer.
É claro, Arvina não culpou Nux por isto.
Como ele devia saber do funcionamento interno do reino que a maioria dos membros da Família Real nem sabia?
— Sim, é sempre melhor ter cuidado. — Nux assentiu e Arvina concordou.
— Tudo bem, acredito que já tenha tido tempo o bastante para descansar. Que tal começarmos seu treinamento?
Arvina mudou de assunto.
Pequenas conversas não eram algo do qual ela era boa.
Em vez de falar, eles deveriam focar na espada.
Ou pelo menos era o que Arvina sentia.
— Ao seu comando, Professora Arvina. — Nux assentiu.
Arvina sorriu ao se levantar e alongar o corpo.
Nux sentiu que estava deliberadamente tentando provocá-lo, mas não desviou o olhar.
Ele seria um idiota se fizesse algo assim.
Tsk, tsk, ele preferiria aproveitar a vista deslumbrante diante de seus olhos.
Arvina também notou que ele estava olhando. Ela franziu a testa e parou de alongar. Em seguida, saiu do escritório sem dizer nada.
Nux a seguiu obedientemente.
Os dois entraram no jardim e Nux franziu a testa de repente.
— Professora…
— O que é? — Arvina perguntou.
— Onde está a toda poderosa Rainha da Academia? — Nux questionou.
— Ela saiu — Arvina respondeu.
— Hã? Ela saiu da academia? — Nux franziu a testa.
Ela estava tão envergonhada?
— Não, ela não saiu da academia, só saiu daqui.
— O diretor da academia voltou dois dias mais cedo e ouviu tudo que aconteceu.
— Ao ouvir que você derrotou a Candice, ele ficou chocado.
— Então, veio conversar comigo sobre a batalha e quando estava prestes a sair, Candice o abordou.
Arvina explicou.
— Hã? O que ela disse? — Nux perguntou com um olhar curioso.
— Ela disse que o motivo de ter perdido foi porque não a ensinei direito e só disse para praticar um movimento que a ensinei várias vezes.
— Disse que, como não tinha uma variedade de movimentos para enfrentar você, ela perdeu a batalha — Arvina expressou com um rosto inexpressivo. Ela não parecia muito incomodada com este incidente.
— Ahh, então ela culpou você.
— Por que não estou surpreso? — Nux riu e fez outra pergunta.
— Então, o que o diretor falou?
— Bem, não importa o motivo, Candice ainda tem afinidade de nível Excepcional com o elemento água. Ela tem um futuro brilhante.
— O diretor não a rejeitou e aceitou como sua aluna.
— Ahh, então agora ela é aluna do diretor. — Nux assentiu com um sorriso.
— Tsk, tsk, a única coisa mais ou menos na luta foi que seus movimentos pareciam bem praticados. Pensar que ela desistiria dessa vantagem~
— Que idiota.
— Na verdade. — De repente, Arvina murmurou.
— Hmm?
— O diretor veio porque queria aceitar você como aluno. Agora que voltou, acredito que ele venha tentar levar você.
— Você não precisa se preocupar, se você achar que ele é um professor melhor que eu, então pode ir com ele — Arvina enunciou.
— Pergunta…
— O que é?
— Professora Arvina, se você e o diretor lutassem sem o uso de mana, quem venceria? — Nux perguntou com um olhar curioso.
— Hã? Isso é mesmo uma pergunta?
— Eu espancaria aquele careca.
Arvina respondeu como se fosse um fato.
— Então, por que eu iria treinar com aquele careca? — Nux respondeu com um sorriso.
— Ei, ele é o diretor, você não pode chamá-lo assim.
— …
Nux olhou para Arvina com uma expressão séria.
— Tudo bem, tanto faz. Vamos começar seu treinamento.
— Treinarei você do básico. Se sentir que já sabe, aumentaremos o nível — Arvina expressou.
— Sim, professora. — Um olhar sério apareceu no rosto de Nux enquanto assentia.
— Tudo bem, vamos começar com sua postura. Não mudarei muito, mas tente reduzir as aberturas.
— Sim, professora. — Nux assentiu com um olhar determinado.
Ele estava muito ansioso por isto.
Afinal de contas, ele precisava impressionar Arvina.
E assim, o treinamento de Nux começou.