Após o Soldado montar a tenda para Nux e Thyra, ele saudou e saiu.
O Vice-general, que ainda estava amargo pelo que aconteceu, não falou nada e também saiu.
Agora, somente restavam Nux e Thyra.
— Hehe~ Vamos para outra rodada? — Nux perguntou com um sorriso brincalhão.
Thyra, todavia, balançou a cabeça.
— Não esqueça pelo que estamos aqui.
— Hã? Não há guerras aqui? Não estamos livres até a próxima batalha? — Nux perguntou com confusão.
— Não estamos aqui só pela guerra, estamos aqui para continuar seu treinamento.
— Ah, pensei que continuaríamos meu treinamento enquanto estamos no campo de batalha.
Nux comentou.
— Não tem como eu deixar você entrar no campo de batalha da maneira que está agora.
Thyra expressou com um olhar solene.
— Hã? Por que não? — Nux franziu a testa.
— Você tem que se acostumar a matar primeiro.
A carranca de Nux aprofundou.
— Matar um humano é diferente de matar uma besta, Nux. Você não pode entrar numa guerra sem ter experiência prévia de abate e não posso deixar você perder o foco só porque tem sangue humano no rosto.
— Este será o segundo estágio do nosso treinamento, Nux.
— O caminho de um assassino.
— A partir de agora, tudo que aprenderá será da experiência prática.
Thyra explicou enquanto seus olhos brilhavam em determinação.
Nux sorriu e então beijou seus lábios antes de sussurrar sedutoramente.
— Você pode fazer o que quiser comigo, meu amor~
— Sou todo seu~
Um pequeno rubor apareceu no rosto de Thyra, mas rapidamente voltou ao normal e ficou inexpressiva.
Thyra entrou no modo sério.
— Siga-me.
Ela instruiu e se virou.
Nux não perguntou onde estavam indo, apenas seguiu sua professora com um sorrisinho no rosto.
Ele estava ansioso por isto.
Alguns minutos depois, Nux notou que haviam entrado na cidade da Dinastia Woods. Desta vez, não estavam usando Ocultação, em vez disso, estavam usando a noite para se esconder, como assassinos normais faziam.
Seus passos eram leves e faziam o menor som possível.
Alguém não atento o bastante jamais conseguiria ouvir.
No meio da noite, Nux e Thyra vagaram pelas ruas desertas e silenciosas. Após explorarem toda a cidade, finalmente pararam.
Do teto de uma casa, Thyra apontou para a rua.
Nux olhou e encontrou dois homens cercando uma mulher.
Um tinha coberto sua boca enquanto o outro levantou suas pernas e estava a levando para um beco deserto onde ninguém os encontraria.
A mulher resistiu o máximo que pôde, mas no fim, não conseguiu fazer muito contra eles e foi levada.
Lá, o homem finalmente removeu a mão da boca da mulher e ela gritou com todo seu poder.
— SOCORRO! SOCORRO!
O pânico era nítido em sua voz, só que os homens não se importaram. Aquele cobrindo a boca dela agora segurava suas mãos em cima da cabeça.
Enquanto o outro estava prestes a remover suas roupas.
— Por favor! Não faça isto! Tenho marido! Estou implorando, não faça!
Com lágrimas pelo rosto, a mulher implorou, mas os homens não se importaram e continuaram o que estavam fazendo.
O homem estava prestes a rasgar o vestido da mulher, contudo, antes que pudesse, seu mundo girou.
Hã?
Ele notou que tudo começou a se mover para cima. Então, olhou para seu amigo, que estava olhando com a boca arregalada de choque e, antes que entendesse o que aconteceu, uma adaga também perfurou seu pescoço.
O homem finalmente percebeu, ele foi morto por aquele que matou seu amigo.
O mundo não estava se movendo para cima, era sua cabeça que estava caindo.
E, como se confirmasse seus pensamentos, seus olhos ficaram pesados e sua consciência sumiu.
A mulher, que estava prestes a ser estuprada, empalideceu de horror quando viu um homem usando roupas pretas na sua frente.
— Você não viu nada, fui claro? — enunciou o homem.
A mulher piscou algumas vezes e finalmente percebeu o que aconteceu. Seus olhos brilharam quando se levantou rapidamente e se curvou.
— O-Obrigada! M-Muito obrigada!
— Saia.
— S-Sim!
A mulher então fugiu. Poucos segundos depois, tropeçou e caiu, mas se levantou rapidamente e continuou correndo enquanto cambaleava.
Ela ficou grata pelo homem que a salvou, mas estava com muito medo.
Seu coração ainda estava acelerado. Ela realmente evitou uma grande calamidade.
Após a mulher fugir, Thyra apareceu e olhou para Nux com indiferença.
— O quê? Você não achou que eu ia esperar até removerem suas roupas para salvá-la, né?
— Honestamente, odeio roteiros assim.
— …
Thyra, todavia, não respondeu e apenas o encarou.
— Por que está me olhando assim? Pareço um pouco lindo demais hoje? — Nux perguntou com um sorriso brincalhão.
— Você não sente nada? — Thyra perguntou.
O olhar de Nux então ficou sério. Ele olhou para suas mãos e balançou a cabeça.
— Não.
Thyra franziu a testa.
— Tem certeza de que não matou antes?
— Bem, matei bestas, mas esta é a primeira vez matando um humano. Talvez tenha sido porque já estava preparado?
— Esse pode ser o motivo pelo qual não sinto nada, certo?
Thyra pensou um pouco e instruiu.
— Tudo bem, agora arraste os corpos e enterre-os em algum lugar.
— Hmm? Por que não usamos os anéis de armazenamento?
— Não, preciso que faça sem um anel de armazenamento.
— Tudo bem.
Nux assentiu e agarrou as pernas dos dois cadáveres.
Então, ele olhou para Thyra.
— Você vai vir?
— Não irei com você, faça sozinho.
Nux assentiu e saiu.
Então, continuou a arrastar e logo encontrou um local perfeito para enterrar os dois corpos.
Ele começou a cavar e sentiu algo estranho.
Ele acabou de perceber que matou um humano e a realização bateu.