— Em outras palavras, eles podem estar bancando os corajosos, mas, na realidade, são os maiores covardes que encontrará na vida.
Ember falou enquanto olhava para Eliyard com um sorriso demoníaco.
— Não estou certa, Eliyard Kingson?
— Q-Quem é você?
Eliyard indagou enquanto tremia um pouco.
Ember agachou e, com o rosto próximo de Eliyard, sussurrou.
— Você não é quem faz as perguntas aqui, Eliyard.
— E-E-Ember… Você é a E-Ember Windstar…
Eliyard finalmente se lembrou.
Ele sempre achou Ember um pouco familiar, mas não se importou muito porque estava lidando com outros assuntos mais importantes. Só que, agora que a viu de perto, lembrou quem era.
— Oh, ho? Não sabia que você era tão popular, Ember.
Nux riu.
— O que posso dizer? Você não pode conter minha grandiosidade.
— Verdade. Concordo com isso.
Nux assentiu repetidamente e perguntou.
— Então? E quanto a ele? O que você falou sobre ele é realmente verdade?
— Não temos uma maneira melhor de descobrir?
De repente, Thyra se aproximou.
— Hmm? Quais são, Thyra? — Nux perguntou com um sorriso.
Thyra sorriu de volta e agachou-se na frente de Eliyard.
— Podemos fazer testes, não?
Dizendo isso, Thyra apunhalou uma faca na coxa esquerda dele.
— AAaaGGGGhHHhh!!
Eliyard gritou de dor.
— Hmmmmmmmmmm.
Thyra assentiu consigo.
— O que você descobriu, Detetive Thyra?
Nux expressou-se com um sorriso brincalhão.
Evane notou que ele estava completamente indiferente ao homem gritando e estreitou os olhos. Diferentes pensamentos sobre esta situação inundaram sua mente.
É claro, todos estavam alheios a este pensamento.
— Hmmm, estava me perguntando isto quando o apunhalei, mas agora tenho certeza. Seus gritos são mais altos que os que normalmente ouço quando apunhalo as pessoas.
— Isto é muito estranho. É quase como se ele sentisse mais dor que os outros.
— Hmmm, essa é uma teoria interessante.
Nux sorriu.
— Mas como isso prova meu ponto?
Ember perguntou curiosamente.
— Bem, por enquanto, não.
— Por enquanto? — Felberta franziu a testa.
— Sempre podemos fazer mais experimentos, não podemos?
— Existem muitos locais que não ameaçam sua vida em seu corpo. Temos muitas poções de cura em nosso estoque, então por que não descobrimos mais sobre isto?
Thyra propôs.
— Parece uma ideia interessante.
Nux e as mulheres assentiram.
— NÃO! NÃO! Vocês não precisam me ferir mais! Não precisam provar isto. Ela está certa! Tenho medo da dor, então não me machuquem! Por favor! Farei qualquer coisa, só não me machuquem.
Antes que o experimento pudesse continuar, Eliyard falou.
Ele finalmente percebeu.
Ele estava encurralado por um grupo de malucos.
Maníacos absolutos!
Como as pessoas poderiam não se importar com alguém gritando em agonia e continuavam falando como se fosse um dia normal?
Quão ridículo era isso?!
Eliyard não tinha intenções de enfrentar estas pessoas malucas.
Ele estava encurralado aqui e precisava de uma oportunidade para sair deste lugar. No entanto, faria isso depois. Por ora, não ser esfaqueado mais tinha prioridade.
— Oh? Bem, isto prova sua teoria, não é, Ember?
— Ele é um covarde.
— Nunca duvidei nem por um segundo.
— Acredito nisso.
— Bem, então acho que agora é minha vez, correto?
Nux sorriu quando se aproximou de Eliyard.
— Eliyard Kingson, está disposto a ser meu escravo?
— Sim, estou. Com certeza estou. Farei tudo que disser, não importa o que seja.
Eliyard respondeu sem um pingo de hesitação.
Até Nux ficou surpreso.
— Um simples sim teria sido suficiente.
— O-O que você fez comigo?
De repente, Eliyard perguntou em pânico.
Logo após dizer aquelas palavras, uma energia estranha entrou em seu corpo e, por algum motivo, teve uma sensação ruim sobre esta energia.
Por algum motivo, sabia que seja lá o que fosse, não era uma coisa boa.
E, é claro, ele estava cem por cento correto.
— Nada demais, sério. Só uma magia minha que garantirá que permaneça leal a partir de agora.
— Hã?
Eliyard franziu a testa.
No entanto, antes que pudesse perguntar, Thyra removeu as facas em seu corpo.
— AAaagghhH- Ummghgfgffff!
Ele abriu a boca para gritar, mas Thyra forçou uma poção de cura na sua boca.
O homem nem teve permissão para gritar.
As feridas começaram a se curar e, embora a cura não fosse muito rápida, a condição de Eliyard com certeza estava melhor que antes.
Thyra, Ember e Nux se afastaram, o deixando sozinho.
Ao ver isto, Arvina franziu a testa.
— O que estão fazendo? E se ele fugir?
— Hmm? Ele não aceitou ser meu escravo? Tudo ficará bem agora, não se preocupe.
Nux sorriu.
— Não é mesmo, Eliyard?
— S-Sim, é claro, sim. Jamais fugiria, como poderia fazer isso quando dei minha palavra? Não se preocupe, sou um homem de palavra.
Eliyard respondeu com um sorriso no rosto. Ao mesmo tempo, continuou a amarrar as feridas na perna com bandagens.
Como alguém que não gostava de sentir dor, ele tinha um conhecimento decente em primeiros socorros.
Logo, o anel em seu dedo brilhou. Outra poção de cura apareceu em sua mão e ele a bebeu.
Nux e suas mulheres não fizeram nada além de assistir ele fazer o que queria.
Era como se estivessem esperando algo.
Isto confundiu muito Evane e Arvina.
— Então? Devemos discutir como as coisas mudarão agora?
Quando Eliyard finalmente terminou e estava de pé, Nux perguntou.
Eliyard sorriu.
— Ah, claro. É claro, sou seu escravo agora. Você pode me dizer o que farei e com certeza…
Eliyard começou a caminhar na direção da porta enquanto falava, tentando parecer o mais natural possível.
— … Tudo que me mand- AAAGGGGHHHHHHHHHH!!!!!!
Eliyard gritou de agonia.
— Você pensou em fugir, não é?
Nux riu.