— Esta informação não está à venda.
Amaya respondeu quando se virou e fechou os olhos.
O Primeiro Príncipe não sabia como reagir a isso.
Se fosse uma rejeição normal, ele provavelmente teria saído em silêncio, mas essa pequena observação que Amaya fez antes de responder… o irritou.
Era como se Amaya estivesse tentando dizer: “você não é digno para comprar esta informação de mim.”
E, é claro, como o Primeiro Príncipe do Reino mais forte, Raguel não gostou da resposta.
Uma veia inchou na testa de Raguel. Assim, avisou.
— É melhor me responder quando estou pedindo com gentileza.
Ouvindo aquelas palavras, Amaya abriu os olhos de novo.
— Oh? E se eu não quiser?
— Não é difícil machucar uma aleijada que não pode se mover.
Raguel ameaçou.
— Está me ameaçando?
Amaya estreitou os olhos.
— Não, só estou dizendo que não deveria fazer inimigos, especialmente nessa condição.
— Heh.
De repente, Amaya riu.
Raguel franziu a testa em confusão e um sorriso apareceu no rosto de Amaya.
— Você nem tem coragem de admitir que acabou de ameaçar uma aleijada como eu e quer se tornar o Rei? Que risível!
Desta vez, Raguel perdeu o controle das emoções e tentou agarrar o pescoço de Amaya.
— Claro, vai, tenta me tocar. Gostaria de ver quantos segundos esta Névoa precisa para obliterar completamente o Primeiro Príncipe do Reino mais forte.
No entanto, as palavras de Amaya o fizeram parar.
Raguel cerrou o punho com raiva e ameaçou.
— Não pense que é invencível só porque não posso tocar em você.
— Ainda tenho várias maneiras de matar você.
— Está me ameaçando, Primeiro Príncipe?
Amaya repetiu a pergunta com um sorriso.
Desta vez, todavia, Raguel não recuou e respondeu num tom frio.
— Estou. Você pode fazer algo sobre isto?
Ouvindo aquelas palavras, Amaya riu de novo.
— Está ameaçando uma Consorte Real? Não sabia que era tão corajoso. Me pergunto o que o Rei diria sobre isto.
— …
Raguel ficou quieto.
Ele esqueceu completamente que a mulher na sua frente era a esposa de seu pai.
— Gulp
Raguel engoliu quando olhou para Amaya com um olhar cauteloso.
Esta mulher… estava brincando com suas emoções!
Raguel finalmente percebeu por que sua mãe era tão cautelosa com esta mulher.
Ela o fez dizer coisas que normalmente não diria, especialmente para uma consorte.
O Primeiro Príncipe estreitou os olhos e observou Amaya.
Por outro lado, Amaya estava fazendo o mesmo.
Arrogante, esquentado e… idiota.
E, em segundos, ela formou um gráfico de personagem em sua mente.
— Posso não conseguir ferir você agora, mas ainda sugiro não me subestimar.
Alguns segundos depois, Raguel se expressou.
Amaya olhou para ele e sorriu. Ela claramente não estava o levando a sério.
— Quando me tornar o Rei, sua posição como Consorte Real não salvará mais você.
— Heh. Isto teria me assustado dois dias atrás, mas não agora.
Amaya largou uma bomba.
O Primeiro Príncipe estreitou os olhos.
— …
Amaya olhou para ele, esperando pela próxima pergunta.
— …
Raguel, todavia, não falou nada.
Haahhh…
Acho que preciso alimentá-lo.
— Você se tornar o Rei é impossi-
Amaya queria dizer algo, mas parou no meio da sentença e se virou.
Era como se estivesse escondendo algo.
O Primeiro Príncipe finalmente percebeu.
— Você sabe de algo, não é?
Ele indagou enquanto estreitava os olhos.
Amaya suspirou.
— Não responderei às suas perguntas.
Ela repetiu.
— Lady Amaya, por favor, preciso da sua ajuda.
Raguel falou com sinceridade brilhando em seus olhos.
Amaya olhou para ele por um tempo.
— Por quê? Você não falou que me mataria quando se tornasse o Rei?
— Dou minha palavra de que não farei isso.
Raguel respondeu com um olhar sério.
É claro, normalmente, sua “palavra” não teria sido o bastante.
Porém, isso só quando Amaya estava realmente assustada.
Ela poderia matar alguém como Raguel com o pensamento.
Ele não era uma ameaça.
Ela olhou para Raguel por um tempo e finalmente largou uma bomba.
— Sabe, realmente odeio o Ricardus.
O Primeiro Príncipe estreitou os olhos.
— O que quer dizer?
— Tenho certeza de que sabe o que significa, não é?
Amaya respondeu enquanto seus olhos negros brilhavam.
— Você… quer que eu mate o Rei?
Após alguma hesitação, o Primeiro Príncipe perguntou.
Hã?
Amaya franziu a testa.
Ela admitia, isto não era algo que esperava quando estava jogando seu joguinho.
Então, um sorriso apareceu em seu rosto.
Ela não esperava isto, mas definitivamente percorreria esta nova estrada de possibilidades.
Em segundos, um novo conjunto de perguntas surgiu quando Amaya continuou.
— Olha, serei honesta com você, Raguel.
— Não importa se este novo rumor sobre o Rei favorecer Lovis é verdade ou não, existem alguns eventos acontecendo neste reino que não te favorecem.
— Se as coisas continuarem como estão, o trono jamais será seu.
— O que são estes “eventos” de que está falando?
Raguel perguntou.
Amaya, todavia, riu.
— Agora, me ouça, ok?
— Por que você precisa saber quais são estas “coisas”?
— O que quer dizer?
— Responda-me, quem se tornaria o novo Rei se Ricardus morresse do nada amanhã?
Amaya questionou.
Agora, seus olhos estavam completamente focados em qualquer mudança que aparecesse no rosto de Raguel.
Os olhos de Raguel se arregalaram, mas logo, ele respondeu.
— Esse seria eu.
— Sim, seria você.
— Você é o mais forte dos Príncipes, é o mais velho e agora, é a única opção possível.
— No entanto, a pergunta é: está disposto a dar o próximo passo?
— Está disposto a trair seu pai para fazer o trono ser seu?