— Duque Fulvanius, houve um problema.
Smith, o mordomo do Duque Thornton Fulvanius, falou com um olhar solene.
— O que é?
O Duque perguntou.
— É sobre o que o Primeiro Príncipe falou.
Smith respondeu, fazendo a expressão de Thornton ficar séria.
— É sobre o Duque Merula e o Duque Vestalis?
Ele perguntou.
— Sim.
O mordomo assentiu.
— O que é?
— Após nossa investigação, notamos que realmente houve cartas secretas trocadas entre os Duques.
— Os dois definitivamente estão se comunicando e estão sendo muito secretos.
— …
Ouvindo estas palavras, Thornton estreitou os olhos.
Ele era o mais forte dos quatro Duques, porém, na realidade, não significava nada. Ele podia ser o mais forte quando se tratava de lutas mano a mano, mas não significava que a Casa Ducal Fulvanius era a mais forte de todas.
O verdadeiro poder da Casa Ducal dependia de seus Protetores.
Os especialistas do Estágio Rei estavam protegendo sua casa em segredo.
Assim como o cultivador do Estágio Imperador apoiando os reinos, estes Protetores não apareciam. Portanto, pouco se sabia sobre eles e, como os mais fortes das Casas Ducais eram um mistério, ninguém sabia qual Casa Ducal era a mais forte.
Nem mesmo as próprias Casas Ducais.
Todas as Casas Ducais estavam cautelosas uma com a outra e todas presumiam estar no mesmo nível.
Portanto, quando os Duques Merula e Vestalis decidiram se comunicar em segredo, ninguém conseguiu descobrir. Porém, no momento em que o Duque Fulvanius tentou averiguar com a certeza de que as duas partes estavam se comunicando, ele descobriu a verdade.
— Você descobriu o conteúdo das cartas? — Thornton questionou.
O mordomo balançou a cabeça.
— Não, eles foram muito sorrateiros. As cartas provavelmente foram queimadas no momento em que foram entregues e lidas.
Thornton ficou quieto.
Isto não era bom.
Dois Duques estavam se comunicando.
Essa definitivamente não era uma boa notícia para ele.
Pensamentos similares aos de seu neto começaram a surgir em sua mente.
Isto não é nada bom.
Com um olhar tenso, o Duque começou a pensar.
— …
O mordomo não falou nada também.
Ele sabia melhor que ninguém que perturbar seu mestre enquanto pensava não traria um bom resultado.
Ele permaneceu ali com a cabeça abaixada e orelhas atentas, pronto para responder se o Duque perguntasse.
Ele era um mordomo leal.
À medida que o tempo passava e o Duque permanecia com os olhos fechados sem dizer nada, mostrava que estava pensando nas possibilidades e no pior cenário. No entanto, no final, ele abriu os olhos e balançou a cabeça.
— Não, não pode ser isto.
— Hmm?
O mordomo franziu a testa.
O Duque então explicou.
— Estamos levando isto a sério demais. Os dois Duques estão conversando entre si em segredo. Essa conversa poderia ser sobre qualquer coisa.
— Não devemos presumir nada sem saber o conteúdo das cartas.
— Mas aquelas cartas provavelmente viraram cinzas e, mesmo que existam em algum lugar, duvido muito de que consigamos encontrá-las rápido.
— Desta vez, os alvos são os Duques. Precisaríamos de meses só para conseguir pistas e nem saberíamos se essa pista levaria a uma armadilha montada pelos nossos oponentes.
O mordomo expressou.
— Heh, é por isso que eu sou o Duque e não você, Smith.
Thornton zombou.
Smith franziu a testa em confusão.
Vendo sua expressão, Thornton apenas sorriu e começou a explicar.
— Você está correto, as cartas provavelmente já viraram cinzas e, mesmo que não tenham virado, não teríamos tempo o bastante para descobrir onde elas estão.
Ouvindo estas palavras, o mordomo ficou mais carrancudo.
Por que o Duque estava repetindo suas palavras?
O que aconteceu?
Ele se perguntou.
E, como se soubesse o que se passava na mente dele, o sorriso do Duque aumentou.
— Entretanto, quem falou que precisamos encontrar as cartas para saber seu conteúdo?
— Você está dizendo que precisamos capturar os servos que leram as cartas?
O mordomo finalmente percebeu.
Eles não conseguiriam capturar o Duque, mas capturar um servo não deveria ser difícil.
O Duque, todavia, balançou a cabeça.
— É impossível aqueles bastardos deixarem algum servo ler aquelas cartas.
— Então, o que devemos fazer?
O mordomo questionou.
— Aqueles dois velhotes perceberam que estamos os averiguando?
O Duque respondeu com uma pergunta.
— Se procurarem, vão descobrir, mas não acho que saibam ainda.
O mordomo balançou a cabeça.
— Isto é bom o bastante.
O Duque sorriu e mandou.
— Escreva uma carta para o Duque Vestalis.
Assim que disse aquelas palavras, um papel e uma caneta apareceram nas mãos do mordomo.
Não importa quão confuso estivesse, quando o Duque mandava algo, ele deveria garantir que não o deixasse esperando por mais que o necessário, caso contrário, ele seria uma falha como mordomo.
O Duque assentiu, limpou a garganta e começou.
— Para o Duque Leofric Vestalis.
— Não desejo desperdiçar o seu e o meu tempo com conversas insignificantes, portanto, vou direto ao ponto.
— Como já sabe, o Rei logo elegerá o Príncipe Herdeiro e este Jogo dos Tronos está prestes a chegar à sua conclusão. No entanto, mesmo tendo chegado tão longe, você, um dos jogadores principais desta batalha, não começou a participar.
— Honestamente, é surpreendente ver que um homem esperto como você não se beneficiará deste jogo.
— Porém, não se preocupe, pois tenho uma maneira da qual você também pode se beneficiar desta batalha.
— Uma aliança entre mim e você.
— Os termos são simples, deposite o apoio ao meu neto, Raguel Skyfall e, em troca, quando Raguel se tornar o Rei, sua casa receberá benefícios diretos.
— Como uma demonstração da minha boa vontade, enviarei dez mil moedas de ouro com esta carta e não só isso, quando formarmos uma aliança, a mina de ouro que sempre quis será sua.
— Espero que faça uma escolha sábia.
— Duque Thornton Fulvanius.