— Reeve, você tem que me ajudar.
Por outro lado, Kelton, que já estava em pânico por causa do sumiço repentino de Amaya, decidiu falar com Reeve.
Assim como Keeve, Reeve era um dos líderes da Unidade das Sombras que era leal somente ao Rei. Ele também era um cultivador do Estágio Rei e, diferente de Keeve, que se envolvia em assuntos diferentes e até aceitava missões do Rei, a única responsabilidade do Reeve era proteger o Rei.
Aos olhos dos outros, Keeve era o subordinado mais forte do Rei, mas na verdade, Reeve era mais forte que Keeve e só não aparecia na frente de todos.
Poucas pessoas o conheciam, até os Ministros do Palácio Real não sabiam de sua existência.
Kelton, todavia, era diferente dos outros. Como subordinado de Amaya, ele sabia muitas coisas que os outros não sabiam.
— Eu te devo um favor, por isso vim aqui quando me chamou, só que é impossível o que está pedindo. Como você sabe, além da segurança do Rei, não mexo com mais nada. O Keeve que resolve.
— Porém, mesmo que peça a ele, posso garantir que ele não conseguiria ser de muita ajuda.
— Você precisa saber, Kelton, um Príncipe morreu.
— Precisamos encontrar o culpado logo. Sinto muito dizer isso, mas não podemos perder nosso tempo com a Consorte Amaya.
— E você conhece a Consorte Amaya, não é? Este sangue todo no quarto dela e seu sumiço podem ser uma de suas brincadeiras normais.
— Não é!
Kelton tinha certeza.
— Você precisa acreditar em mim, não é uma brincadeira. A Lady Amaya está desaparecida! Ela pode estar em perigo.
Reeve balançou a cabeça.
— Não posso fazer nada, Kelton. A Lady Amaya é apenas uma consorte, o Príncipe Lovis é o Terceiro Príncipe, alguém que poderia ter muito bem se tornado o próximo Rei. Precisamos investigar isto primeiro, só após esta investigação ser concluída é que mudaríamos para a Consorte Amaya.
Kelton cerrou o punho de raiva.
No final, não falou nada e se virou.
Com um olhar determinado, decidiu-se.
Investigarei tudo sozinho.
Com este pensamento, voltou ao quarto de Amaya.
Ele então viu o rastro de sangue e caminhou na direção da janela. Em seguida, saltou.
Após olhar ao redor, notou mais sangue no chão.
Um grande borrifo.
Obviamente pelo impacto do salto da janela.
Provavelmente foi a Lady Amaya.
Kelton pensou internamente e seguiu novamente o rastro de sangue.
Enquanto seguia o rastro de sangue, logo apareceu na frente da muralha do palácio. Lá, notou uma marca ensanguentada na beira da parede.
Ela estava tentando escalar.
Kelton notou.
Ele fez o mesmo que Amaya e escalou e saltou do Palácio Real.
Vários soldados notaram ele fazendo isto, mas não se importou.
Nada mais importava.
Ele já conseguia imaginar o que aconteceu.
Lady Amaya foi atacada pelos assassinos, mas estes a subestimaram porque ela não conseguia se mover. Porém, felizmente, Lady Amaya deve ter ganho suas horas de liberdade bem quando foi atacada.
Então, de alguma forma, deve ter impedido seus oponentes e, aproveitando esta chance, fugiu.
No entanto, enquanto fazia isso, estava ferida e sangrando, o assassino até lhe deu uma chance de beber uma poção de cura e continuou a perseguindo.
Só de pensar nisso, fez seu sangue ferver de raiva.
Kelton então olhou ao redor, tentando encontrar o rastro de sangue, só que desta vez, não conseguiu encontrar nada.
Ele franziu a testa.
Ela foi pega aqui?
Contudo, balançou a cabeça.
Se ela fosse pega aqui, deveria ter mais marcas na parede, não só uma marca de mão.
Kelton pensou e começou a olhar ao redor novamente. Na segunda busca, ele finalmente percebeu por que não viu mais sangue.
O rastro foi apagado.
Se fosse outra pessoa, eles ficariam sem opção, mas Kelton decidiu seguir este “rastro eliminado”. Foi um pouco difícil, mas para alguém como ele, não era difícil.
Kelton seguiu o rastro e, após caminhar por um tempo, notou que os sinais de limpeza eram fortes demais. Ele franziu a testa e decidiu agachar para escavar.
Ele não precisou cavar muito, porque terra vermelha apareceu após dois segundos.
O rosto de Kelton ficou solene.
Para a terra ficar vermelha, o sangue derramado deve ter sido muito e fresco.
Kelton olhou ao redor e seu rosto ficou ainda mais solene quando notou que não havia mais rastro de sangue. Nem mesmo as marcas “apagadas” estavam lá.
Muito sangue, mais nenhum rastro de sangue.
Isto só podia significar uma coisa.
Havia uma probabilidade alta de a Lady Amaya ter sido capturada ali.
Kelton olhou ao redor, tentando encontrar algo que iria contra sua suposição e então avistou uma árvore.
A terra sob aquela árvore estava um pouco estranha.
Kelton correu na direção da árvore e começou a cavar. Logo, a terra ficou preta.
Algo foi queimado.
O corpo inteiro de Kelton tremeu.
Ele supôs o pior cenário.
Entretanto, em algum local da sua mente, ele esperava estar errado.
Para confirmar sua esperança, precisava investigar mais.
Logo, alguns documentos apareceram em sua mão. Ele não perdeu tempo, sentou-se no chão e começou a averiguar os documentos.
Cinco minutos depois, finalmente encontrou o que estava procurando.
O cronograma dos guardas noturnos.
Ele começou a procurar e descobriu os nomes dos guardas que poderiam ter visto Amaya na noite passada.
Rapidamente, mais documentos apareceram na sua frente e começou a analisá-los.
Uma hora depois, Kelton já havia conseguido o endereço de todos os guardas e, no momento seguinte, já havia corrido para a casa do primeiro alvo.
Toc Toc Toc
Ele bateu na porta do guarda agressivamente.
Alguns segundos depois, uma mulher abriu a porta.
— Sim?
— Jimmy Decker está?
Kelton perguntou.
— Sim, quem é você?
A mulher respondeu.
— Preciso falar com ele.