— Hmph! Você ainda ousa fingir ignorância após ficar com Nux por oito horas direto? Tenha alguma vergonha.
Thyra bufou.
— Oito horas? — Amaya franziu a testa.
— Ainda fingindo? — Thyra levantou a sobrancelha.
— Não, espera… — Ember, todavia, franziu a testa.
— Edda está certa, como ainda está acordada?
Ela indagou e respondeu.
— Isto só poderia significar uma coisa. Você não fez sexo por oito horas, não é?
— É claro que não. Por mais que queira fazer isso, sei que desmaiaria muito mais cedo.
Amaya balançou a cabeça.
— Verdade, oito horas é demais, até para mim.
Edda assentiu consigo.
— Então, o que estavam fazendo lá dentro?
Thyra perguntou.
— Onde está o Nux?
Evane indagou.
— Bem, ele…
Amaya não sabia como responder, então abriu a porta.
As mulheres espiaram dentro.
— Aquele é… o Nux?
Ember vincou a testa.
— Já vi isto antes.
Thyra falou com um olhar sério.
— Não se preocupem, não é perigoso. Pelo contrário, é bom para ele.
— Quanto tempo ele está nisso? — Felberta perguntou.
— Seis horas.
Amaya respondeu.
— Como isso é seguro?!
Thyra gritou.
— Eu já disse, é seguro. Ele está no controle. Apenas pense que ele está cultivando e não perturbe — explicou Amaya.
— Heh, Nux cultivando… isso parece esquisito.
Felberta comentou.
— Verdade.
Lane, que normalmente ficava quieta, também assentiu.
— É porque não podemos mais ajudá-lo.
Thyra expressou.
O rosto de Ember também ficou solene.
— Também devemos cultivar.
Felberta sugeriu.
— Concordo.
As mulheres assentiram entre si e voltaram aos seus quartos, tirando Amaya…
Ela acabou de sair do quarto que Nux estava cultivando.
— O que está fazendo?
No entanto, quando estava prestes a fechar a porta, Thyra apareceu na sua frente e perguntou com um olhar duvidoso.
— Nada, só quero cultivar.
— Mas por que no quarto dele?
— É o meu quarto.
Amaya respondeu.
Thyra estreitou os olhos: — Ele está aí dentro, então é o quarto dele por enquanto. Você pode usar o quarto dele.
— Quero ficar no mesmo quarto que ele — Amaya expressou.
— Você não é especial. — Thyra estreitou os olhos.
— Eu sei, só estou aqui porque isto me ajudaria. — Amaya, é claro, tinha uma resposta.
— O que quer dizer?
— Você vê aquela Névoa? Sinto que posso ficar mais forte se observá-la, é diferente da Névoa Devoradora normal.
E, para mostrar que não estava mentindo, Amaya levantou a mão, liberando a Névoa Devoradora.
Thyra olhou para as duas Névoas e ficou em silêncio.
Então, olhou para o rosto de Thyra por um tempo.
— Você tem sorte.
Dizendo isso, ela se virou.
Ela sentiu que Amaya não estava mentindo. A Névoa ao redor de Nux era diferente.
Parecia… muito mais ameaçadora.
Thyra não sabia muito sobre isto, portanto, decidiu recuar.
Vendo isto, um sorriso apareceu no rosto de Amaya.
Ela fechou a porta e chegou perto dele.
Sentando-se de pernas cruzadas na sua frente, focou e logo começou a compreender a Névoa ao redor de Nux.
As outras começaram seus respectivos cultivos e a mansão ficou estranhamente silenciosa.
— Você pode entrar, professora.
No dia seguinte, Nux, que finalmente abriu os olhos, sentiu sua professora na porta do quarto.
Um segundo depois, Arvina entrou.
— Boa noite, professora.
Nux sorriu.
Arvina também sorriu e olhou para Amaya, que estava dormindo na cama de Nux com um sorriso.
— Não consigo acreditar que estou vendo esta expressão no rosto dela. Ela no Palácio Real, tinha uma máscara de inexpressividade no rosto.
Arvina comentou.
— Mhm, também vi essa expressão. Honestamente, tinha seu próprio charme, mas este sorriso combina mais com seu lindo rosto.
Nux sorriu quando olhou para Amaya, que estava dormindo sem se importar com nada.
— Acho que ela está aliviada porque não precisa mais voltar para o Palácio — falou Arvina.
— Ela voltará logo. — Nux, todavia, balançou a cabeça.
Arvina franziu a testa.
— Como Rainha, é claro.
— Você está pronto para se tornar o Rei, não é? — Arvina sorriu.
— Não, não estou. — Nux balançou a cabeça, sorriu e explicou.
— Os planos mudaram, não desejo me tornar mais o Rei. Só quero ficar com minhas esposas e aproveitar meu tempo com elas.
— Além disso, não desejo ir contra aquela sua professora monstruosa.
Ouvindo-o dizer isso, um sorriso apareceu no rosto de Arvina.
— Então, ela finalmente saiu, hein?
— Sim.
Nux assentiu.
— Então? Você a conheceu? — Arvina perguntou com um sorriso brincalhão.
Nux suspirou impotente: — Conhecer? Ela até me deu um presente.
— Um presente? Que presente? — Arvina franziu a testa.
— Ela quebrou minhas pernas.
— …
Arvina ergueu as sobrancelhas.
Nux então contou o que aconteceu e, após ouvir tudo, Arvina suspirou.
— Você tem sorte de não ter morrido.
— Bem, fiz o que me disse. Ganhei o interesse dela e, com a Evane me apoiando bem, sobrevivi. Pode não parecer isto, mas pensei por um longo tempo antes de decidir conhecê-la.
— E o que teria feito se ela insistisse em matar você lá?
Arvina estreitou os olhos.
— Teria fugido, é claro. Embora isso afetasse muito meus planos.
— E como exatamente planeja fugir de um Imperador?
Arvina questionou.
— Tenho meus métodos. — Nux sorriu.
— … — Arvina não sabia o que dizer.
— Ah, verdade, professora.
Nux falou.
— Sim?
— Estou planejando encontrá-la novamente, o que acha que devo dar como um presente de reunião?
Arvina não conseguia acreditar no que estava ouvindo.
— Você não valoriza mais sua vida?
— Será mais suspeito se não encontrá-la agora. Além disso, desta vez, estou planejando ser honesto com ela. Portanto, acredito que ela não me machucará.
— Não desejo me tornar mais o Rei, lembra?
— Não sou inimigo dela.
— Só sou uma pessoa que apoia sua neta.
— …
Arvina não sabia se deveria ficar impressionada ou envergonhada pela sem-vergonhice do seu estudante.
— Vamos, professora, me dê algumas dicas, que tal? Como acha que devo lidar com a Lady Astaria?
— Haahh…
Arvina suspirou.
Esta seria uma longa discussão.