— Então, você não será forçada a se casar com ele?
Thyra perguntou com uma carranca.
As expressões de Edda e Skyla mudaram. Amaya, todavia, tinha uma expressão de ridículo quando se virou para Thyra.
— Sobre o que estão falando? Estou morta, lembram?
— Ahh, verdade.
Thyra, Skyla e Edda se lembraram.
— Mas e se a Riona revelar a verdade? E se ela não estiver do nosso lado e for tudo apenas uma atuação? — Thyra perguntou.
— Bem, não acho que haja muitos problemas. O Rei tem várias esposas e duas são irmãs de sangue, o que dá ao meu irmão muitas escolhas. Além disso, sou a criança “amaldiçoada”, lembra? Se quisessem que me casasse com meu irmão, não teriam me vendido ao Ricardus.
— Se estiverem preocupadas, deveriam estar preocupadas é com a Riona revelando que descobri uma maneira de cultivar meu físico. Isso é algo que até tentaria o Amletus a fazer um movimento.
— E o que faríamos se algo assim acontecer?
Thyra questionou.
— Heh, não se preocupe, a Lady Astaria nos protegeria. O Nux já organizou isso. — Um sorriso misterioso apareceu no rosto de Amaya.
Thyra suspirou de alívio. Como já estavam preparados, eles não precisavam se preocupar com nada.
— Ainda não acho que a Lady Riona nos trairia — falou Skyla.
— Bem, vamos ver o que acontece — disse Amaya.
Honestamente, até ela esperava que sua mãe não a trairia de novo.
Seja lá o que Riona estivesse fazendo nestes últimos dias, embora não tenha dito alto e nem todos os gestos fossem apreciados por Amaya, ela ainda gostava de passar um tempo com sua mãe.
Bem, só um pouco.
Ela queria que isto continuasse e esperava que a mãe que a banhava com amor e carinho… não fosse falsa.
Sim, o que Riona estava fazendo, seja lá o que fosse, estava funcionando.
Amaya, que tinha defesa extrema, finalmente afrouxou um pouco e colocou seu coração em risco mais uma vez.
É claro, o que aconteceria no futuro dependia de Riona.
Por outro lado, Riona, que havia acabado de entrar no palácio, foi cumprimentada por uma serva.
— Lady Riona.
Riona assentiu, olhou para a empregada na sua frente e perguntou.
— Onde está o Rei?
— Vossa Majestade está no quarto.
A empregada respondeu com um olhar respeitoso.
— Tem mais alguém com ele? — Riona indagou.
— Sim, ele está com a Lady Athela — respondeu à empregada.
— Tudo bem, você pode sair. — Riona assentiu e a empregada se curvou antes de sair.
Com um olhar inexpressivo, Riona caminhou na direção do quarto do Rei.
Na frente da porta, estavam dois guardas. Estes guardas foram ordenados a parar qualquer um que tentasse entrar. O Rei estava claramente “ocupado” agora. Quaisquer questões que precisassem ser discutidas com ele seriam discutidas amanhã.
No entanto, quando Riona se aproximou, os guardas não ousaram dizer nada e se afastaram.
Riona não reagiu, abriu as portas e entrou.
— Quem ousa?!
Uma carranca apareceu no rosto de Riona no instante em que ela entrou.
Ela esperava isto, mas não importava quantas vezes visse, ainda era repulsivo.
Um porco como este bastardo, deitado em cima daquela vadia, pelados enquanto o quarto estava impregnado com o cheiro nojento de álcool, drogas afrodisíacas e fluidos corporais, era realmente repulsivo.
— Precisamos conversar.
Riona, todavia, ignorou o que estava sentindo e falou.
— Você não pode invadir assim quando estamos ocupados.
A mulher deitada na cama com o Rei declarou com um olhar raivoso enquanto cobria o corpo com os lençóis.
Assim como Riona, a mulher tinha cabelos e olhos negros. Era uma mulher linda com uma figura atraente, mas comparada a Riona, parecia… inferior.
O nome da mulher era Athela, a irmã do Rei e de Riona.
— Não me importo se vocês dois estão ocupados ou não, preciso falar sobre algo importante. Aconselho a conversa agora porque quanto mais rápido terminarmos, mais rápido podem retornar as suas… atividades.
Riona respondeu.
— Você não ouviu? Estou ocupado. Só porque você tem um pouco de poder, não lhe dá o direito de mandar em tudo. Eu sou o verdadeiro Rei.
— Agora saia.
O Rei, Eardwolf Skadi, respondeu com irritação. Assim como suas irmãs, ele tinha cabelos e olhos negros. Com suas características, ela teria sido um homem lindo, mas com toda aquela carne em seu corpo, parecia um porco.
Um porco estava encarregado e agora irritado com a mulher na sua frente.
Riona, entretanto, não se incomodou nenhum pouco com seu olhar, em vez disso, ficou enfurecida. Ela liberou a aura feroz que adquiriu depois de matar inúmeras pessoas e colocar a vida em risco por incontáveis anos.
— Não me faça repetir. Precisamos conversar agora.
Sentindo sua aura, Eardwolf se sentiu intimidado.
— Eu prometo, é algo bom.
Riona expressou com um sorriso. No final, Eardwolf era o Rei, ele poderia ser um covarde inútil, mas ainda tinha a coroa.
Ela não poderia usar a força, tinha que ameaçar e oferecer algo bom. Precisava atiçar sua curiosidade e fazê-lo ouvir o que ela tinha a dizer.
— Tudo bem… eu irei. Espere lá fora por um tempo.
Eardwolf assentiu.
Ao ouvir suas palavras, o sorriso de Riona aumentou.
— Estarei esperando.
Ela então se virou e saiu.
Não queria passar mais um segundo naquele lugar.
Athela, que a viu sair, cerrou o punho em frustração. Assim, se virou para Eardwolf e indagou.
— Você é o Rei! Como pode deixá-la mandar em você assim?
— Não estou a deixando “mandar em mim”. Este assunto parecia importante — respondeu o Rei.
— Assunto importante, coisa nenhuma! Apenas admita, você estava com medo. — Athela bufou.
— Athela.
De repente, a aura de Eardwolf cresceu. Ele olhou para Athela com um olhar ameaçador e avisou.
— Não passe dos limites.