— Seu corpo está rejeitando, deve ter um motivo por trás disto.
— Se acalme e pense direito.
— Vamos esperar os médicos.
— Não seja imprudente.
Ember explicou com seriedade, fazendo Amaya finalmente se acalmar.
— T-Tudo bem.
Ela gaguejou.
Então, esperou pelo médico e não teve que esperar muito porque ouviu gritos vindo de longe.
— Coloquem-me no chão! No chão! Aagaaagggghhhhh!!
Todas se viraram na direção do grito e viram Lane carregando um homem enquanto corria.
Ela apareceu rapidamente na frente delas e colocou o médico bem na frente de Nux.
— Sua porta quebrada será reparada, mas dê uma olhada nele. Ele está inconsciente.
Lane falou.
— …
Iria e Phorus não sabiam o que dizer.
— El-Ela não era a mais calma de todas…?
Iria perguntou.
— T-Também achei que fosse… — Phorus assentiu com uma expressão estranha.
Espera…
De repente, ele sentiu que estava esquecendo de algo.
Seus olhos arregalaram-se de surpresa. Ele se virou rapidamente e viu Astaria sentada de joelhos, com um olhar chocado.
— Lady Astaria! — ele gritou e correu rapidamente.
Os olhos de Iria se arregalaram de choque enquanto também corria na direção de Astaria.
— Lady Astaria, você está bem?
Phorus perguntou.
Astaria finalmente voltou a si e se levantou.
— S-Sim, estou bem. Sem problemas.
Ao mesmo tempo, limpou a boca que ainda tinha um pouco de sangue.
Vendo isso, Iria e Phorus ficaram quietos.
Os dois olharam para o chão, onde Astaria vomitou sangue, e se viraram para Nux, que atualmente estava cercado por suas mulheres.
A Lady Astaria sangrou…
Os dois tiveram o mesmo pensamento.
Aquele homem fez a Lady Astaria, o ser mais forte do mundo, vomitar sangue… monstro, aberração…
Como diabos ele era tão forte?!
Eles não conseguiam entender.
Phorus então notou que Astaria tinha começado a caminhar na direção de Nux.
— Ele está bem?
Ela perguntou.
— Você ousa perguntar isso!?
Amaya se virou rapidamente e indagou. Ela estava fumegando de raiva.
Felberta rapidamente colocou a mão no ombro de Amaya e se virou para Astaria.
— Lady Astaria, me desculpe, ela está um pouco preocupada. Por favor, perdoe-a pelo comportamento rude.
Astaria olhou para Felberta e assentiu.
Em seguida, virou-se para o médico e perguntou novamente.
— Como ele está?
O médico rapidamente reconheceu a mulher que até os cultivadores do Estágio Rei tinham medo e respondeu com respeito.
— L-Lady Astaria, peço desculpas por n-não ser capaz o bastante, mas n-não consigo descobrir qual é o problema dele.
— Para mim, só parece que ele se sobrecarregou. Mas, se for completamente honesto, o tremor de seus músculos é demais para ser considerado um efeito de sobrecarga…
— Então, está dizendo que não consegue entender e diagnosticar o problema? — Amaya estreitou os olhos.
Vendo seu olhar, o médico respirou fundo.
— Amaya.
Ember chamou. Ela então deu um tapinha no ombro do médico e repetiu.
— Você não precisa ficar nervoso, pode dizer o que quer dizer.
— N-Não, Lady Amaya não e-está errada. Não posso dizer nada com certeza, nunca vi algo assim antes — respondeu o médico.
— Você tem alguma sugestão ou algum outro médico que possa saber sobre esta situação? — Felberta indagou.
O médico, entretanto, balançou a cabeça.
— Sou o melhor médico do reino e não consigo pensar em ninguém que possa ajudar vocês. Só posso sugerir que o coloquem numa cama e, como seu corpo não aceita poção de cura, por favor, não forcem.
— Pode ter efeitos ruins.
— Então, só podemos esperar…?
Allura perguntou.
— Por enquanto, essa é realmente a única opção. Você pode colocá-lo na Enfermaria Real. Lá, posso ficar de olho nele o tempo todo e, se algo acontecer, posso resolver de acordo — respondeu o médico.
— Tudo bem, faremos como você disse. — Ember assentiu.
Ela então se levantou com Nux nos braços e correu para a Enfermaria Real.
O “teste” terminou.
Dois dias se passaram e, após ficar deitado, sem um movimento sequer, o dedinho de Nux finalmente se moveu.
Esta pequena reação foi o bastante para alertar as dez mulheres que estavam no quarto.
Sim, dez, não nove. Astaria também estava no quarto.
Todas então se viraram para Nux. Seus músculos pararam de tremer e sua respiração se acalmou. Segundo o médico, ele estava completamente bem, mas as mulheres ainda insistiram em ficar no seu quarto.
Os olhos de Nux finalmente se moveram e sob a observação desesperada de todas, finalmente os abriu.
— Nux!
A mulher falou.
— Essa é uma recepção incrível…
Nux respondeu num tom fraco.
— Você ainda tem humor para brincar, desgraçado — falou Felberta.
— Heeh? O que aconteceu? Por que estão agindo assim? — Nux perguntou.
— …
Suas mulheres olharam para ele com expressões vazias.
Nux então olhou ao redor e uma carranca apareceu no seu rosto.
Seus olhos então fixaram-se em Astaria, que estava parada atrás de suas mulheres, perto da parede, e finalmente se lembrou do que aconteceu.
— Ahh… a luta… eu desmaiei, hein…
— Quantas horas fiquei apagado?
Ele perguntou.
— Dois dias.
Edda respondeu.
— Hã? Dois dias?
Nux ficou chocado.
— Sim, dois dias, idiota.
Felberta reclamou.
— Vocês ficaram preocupadas? — Nux não deixou a chance escapar.
A boca de Felberta tremeu.
— Se você não tivesse acordado…
Ela xingou.
Nux riu.
— Você é tão fofa~ Tsundere~
— Não me importo! Nem sei o que esta droga de Tsundere significa! — Felberta retrucou, seus olhos estavam um pouco marejados.
Vendo isso, Nux parou de provocar.
— Não se preocupem, estou perfeitamente bem. É impossível eu morrer, vocês sabem disso, não?
— O contragolpe do movimento que usei foi um pouco maior do que pensei, é só isso.
— Certo, aquele movimento.
De repente, o rosto de Ember ficou sério.
— Nux, o que era aquilo?