Slash!
Thyra apareceu e decapitou Fredgelord.
— Hã?
O mundo de Fredgelord virou de cabeça para baixo.
Ele não percebeu o que aconteceu. As duas mulheres, no entanto, não se importaram e saltaram para trás.
— Ele era bem irritante. Estava ferindo meus ouvidos — comentou Allura.
— Não gosto da maneira que ele estava me olhando — falou Felberta.
— Consigo entender. Rostos feios combinados com personalidade de merda podem ser um pouco irritantes. — Allura assentiu de acordo.
Enquanto as mulheres conversavam, os Generais inimigos arregalaram os olhos com surpresa.
— Tudo bem, garotas, parem com a conversa fiada. Eu já falei, não se contenham.
Ember expressou e correu na direção dos Generais.
As outras a seguiram.
Desta vez, Thyra não usou Ocultação. Segundo a condição de Nux, ela precisava deixar pelo menos quinze minutos de Ocultação para emergências.
Ela não podia usar tudo aqui.
— O-O padrão de ataque mudou!
Lexus reconheceu rapidamente.
— Não importa! Quando os soldados chegarão? — Armando perguntou.
— Levará quinze minutos.
— Precisamos aguentar até os soldados chegarem. Nossos soldados aqui não conseguem passar por causa da Névoa. Já perdemos doze mil soldados.
— Devemos recuar? — Lexus propôs.
Os outros Generais vacilaram.
Era uma boa decisão.
Um oito contra cinco era difícil, sem falar que o General Vidyut e o arqueiro ainda não haviam se mostrado.
Recuar era uma boa opção e poderia ser a única opção.
— Acha que aqueles soldados parados são decorações? Eles estão lá parados para nos impedir de recuar. Não podemos recuar.
Armando apontou.
— Hã? O que estes soldados podem fazer contra nós cinco? Tenho certeza de que podemos escapar — expressou outro General.
— É por isso que o desgraçado do Vidyut não atacou. Ele está esperando a gente. Mesmo que aguente por dois ou três segundos, será o bastante para as oito chegarem e, com as costas expostas, morreríamos.
— Então, devemos ficar parados e esperarmos pela morte?! — indagou outro General.
— É claro que não, idiota! É por isso que falei para esperar pelo reforço. Quando chegarem, eles romperão estas formações e recuaremos — respondeu Armando.
— E-E quando aos soldados? — perguntou outro General.
Ele era o Líder da Seita do Dragão Eterno. Seus membros, seu filho incluso, eram parte do exército de reforço.
Ao ouvir a pergunta, o rosto de Armando ficou solene.
— Sua sobrevivência dependerá da sorte e coragem.
Os outros Generais ficaram calados.
— Não podemos anunciar o que estamos planejando. Agiremos como se estivéssemos tentando recuar. Os soldados podem usar seus cérebros para entender nossos planos e terem sorte o bastante para escapar. Quanto ao resto… eles precisarão se sacrificar…
— Concordo com o plano do Armando.
Lexus falou com um olhar solene.
Ele continuou se defendendo dos ataques enquanto explicava.
— Só tem duas maneiras de reagir nesta situação.
— Primeiro, matar a mulher responsável pela Névoa, só que isto é impossível. Como pode notar, estas mulheres não estão dando tudo de si. Embora estejam atacando, elas estão realizando com tranquilidade. Acredito que seja porque pretendem proteger aquela mulher.
— O arqueiro está do mesmo jeito. Ele só ataca às vezes, mas se mirar naquela mulher, ele vai disparar com certeza. Esta é uma tática combinada que não pode ser derrotada, especialmente quando estamos despreparados.
— Portanto, a única opção que temos é recuar.
— …
Os outros Generais ficaram quietos.
— Concordo em seguir este plano — falou um General.
— Também concordo.
Outro General expressou. O último deles então assentiu.
Ele só podia rezar para que seu filho descobrisse.
Os Generais se decidiram.
Por outro lado, as mulheres continuaram atacando. Edda, então, perguntou.
— Eles são todos idiotas? Por que estão discutindo seus planos na nossa frente?
As outras assentiram.
— Não é culpa deles — Amaya falou.
— Aquele liderando a conversa, Armando, está falando alto e eles estão o acompanhando. Estão pensando que não conseguimos ouvir — ela explicou.
— Realmente, em situações críticas, sua mente não funciona direito e você tende a seguir aquele que está assumindo a liderança. — Ember também assentiu.
— Não que saibam que aquele na “liderança” nunca tenha estado do seu lado. — Allura riu.
As outras mulheres também riram.
— E cá pensei que só a Amaya e a sua mãe fossem monstros — Edda comentou quando olhou para Ember.
Ember apenas sorriu.
— Heh, quando se trata de guerra, sou bastante decente.
Edda e as outras reviraram os olhos.
Até Amaya ficou impressionada e, se ela estava impressionada com o plano, então você também era um monstro.
— De qualquer forma, devemos matar outro? — Thyra perguntou de repente.
— Hmm, o reforço chegará em dez minutos. Quantos temos que manter vivos mesmo? — Allura indagou.
— Três, incluindo Armando — respondeu Ember.
— Tudo bem, então mataremos um agora e outro em cinco minutos — propôs Felberta.
— Quem devemos matar? — Allura se perguntou.
— Hmmm, devemos escolher o mais feio? — Edda sugeriu.
— Deixe estes em paz. Sua vida já é ruim o bastante — comentou Felberta.
— Aquele de cabelo castanho! Escolho ele! Irmã Thyra está matando todos, isso é trapaça!
— Eu que vou atacar agora! — Skyla também se intrometeu.
— Tudo bem. — Thyra suspirou e recuou.
— Vou começar — Edda falou e avançou naquele de “cabelo castanho”; o homem se defendeu. Skyla, que já tinha ativado a Ocultação, correu e decapitou o homem.
Foi simples assim.
Honestamente, estas mulheres poderiam matar todos os Generais em questão de minutos. O único motivo de não fazerem isto foi porque, bem, não estava incluso no plano.
Elas tinham planos diferentes em mente.
A “batalha” continuou e, cinco minutos depois, outro General foi morto.
As coisas ficaram difíceis para os Generais da Terra Sólida e, assim que outro estava prestes a ser morto, o reforço chegou.
Os dez mil soldados correram e começaram a atacar.
Os Generais esperaram por um tempo e, assim que os soldados abriram o caminho e avançaram, Armando gritou.
— RECUAR!