— Uhhh, Allura, ainda não entendo. Mesmo que o Nux tenha uma maneira de vir ao Covil dos Demônios, como saberá que está esperando por ele?
Aisha perguntou quando entrou no quarto atrás de Allura.
Este quarto era o que Aisha vinha com frequência sempre que queria passar um tempo sozinha.
Desde que o quarto ficava fora da mansão, Eisheth não tinha “olhos” aqui.
Até ela respeitava a privacidade de sua filha.
É claro, não significava que Aisha estava menos segura aqui.
Um sinal usando a placa de ligação e um exército todo cercaria esta casa em segundos.
— É claro que ele saberia, afinal, nos amamos. Tenho certeza de que ele teria sentido meu tédio e quanto sinto falta dele. Ele deve estar a caminho.
Allura riu.
— Allura, não sou uma criança.
Aisha, todavia, não estava comprando isto.
Ela queria uma resposta séria.
— Você não acredita em mim. — Allura percebeu.
— É claro que não acredito! Acha que sou uma criança? Ele pode sentir que você está sentindo falta dele, então vai vir aqui? Sério?! Acha que algo assim é realmente possível?
— Hmm? Claro que é. Do que está falando, Aisha?
— Oi! Não nasci ont-
Aisha estava prestes a retrucar, mas no meio da sentença, parou.
Aquela voz não era de Allura.
Além disso, Allura estava parada na sua frente, enquanto a voz veio de trás.
Aisha se virou e, no momento em que fez isso, seus olhos se arregalaram de horror.
— N-N-Nux?
Ela gaguejou.
— Sua expressão não parece muito boa. Você está infeliz em me ver? Isso machuca.
Nu sorriu enquanto olhava nos olhos de Aisha.
— Nux! É você!
Aisha gritou.
— Claro que sou eu.
Nux sorriu.
— Como esteve, minha amiga?
Ele perguntou.
— E-Estou ótima, mas como chegou aqui do nada?
— Minha esposa me chamou.
Nux respondeu.
Aisha então se virou para Allura. O olhar chocado em seu rosto era tão divertido que Allura quase caiu na gargalhada.
— O quê? Por que está me olhando assim?
Allura perguntou.
— …
Aisha não sabia como reagir.
— De qualquer forma, Aisha, você já viu, não? Deixarei vocês dois conversarem mais tarde, mas, por enquanto, pode nos deixar sozinhos? Não é por muito tempo, só preciso de… umas oito horas.
Allura pediu.
— É-É claro.
Aisha, que claramente não estava bem da mente, gaguejou enquanto assentia. Em seguida, se virou e saiu lentamente do quarto, tudo enquanto encarava Nux como se fosse um fantasma.
Nux apenas sorriu, achando sua reação fofa. Logo, todavia, ele voltou o olhar para sua esposa e seus olhos brilharam.
— Há quanto tempo, meu amor.
Um sorriso adorável apareceu no rosto de Allura quando entrou nos braços de Nux.
— Senti sua falta — ela murmurou quando enterrou o rosto no peito dele.
— Também senti sua falta — Nux respondeu ao colocar o queixo em cima de sua cabeça e fechar os olhos. Seus braços envolveram a cintura dela, puxando-a para mais perto.
Os dois ficaram nessa posição por um tempo; nenhuma palavra era necessária.
O alívio que sentiram após finalmente se abraçar após um ano foi esmagador. Sentimentos demais que estavam acumulados explodiram; palavras só deixariam a situação mais complexa. Portanto, os dois decidiram deixar seus corações conversarem.
Dez minutos depois, Nux finalmente moveu as mãos e esfregou gentilmente as costas de Allura.
— Mm.
Allura murmurou baixinho.
— Você parece diferente.
Nux comentou, ainda sem soltá-la. É claro, Allura não tinha intenção de sair do abraço.
— Como? — Allura perguntou. Sua cabeça ainda estava enterrada no peito de Nux.
— Hmmm? Não sei, você parece mais… sensual?
Desta vez, Allura finalmente ergueu as sobrancelhas, então exibiu um sorriso brincalhão. Em seguida, olhou nos olhos de Nux e perguntou.
— Tem certeza de que não são seus sentimentos reprimidos que estão dizendo isso?
— Bem, faz um tempo, né?
Nux riu e Allura também.
— Mas não, você definitivamente parece diferente de antes. É difícil de explicar… mas sua aura… parece mais encantadora… mais atraente… E, como falei antes… mais sensual.
— Está sentindo que posso roubar seu coração?
— Por que você roubaria algo que já tem? — Nux perguntou de volta.
— Mmmmm? Não sei? Para afirmar a dominância ou só porque quero? O que está me impedindo mesmo?
Allura perguntou.
Nux a encarou e assentiu.
— Como falei, você definitivamente parece diferente de antes.
— Hahaha~ Está intimidado?
— Heeeh? Está ficando confiante, não é?
Nux aproximou a cabeça da dela e sorriu.
Allura, entretanto, não recuou, encarou os olhos dourados de Nux.
— Nasci confiante.
De repente, Nux pegou Allura nos braços enquanto se encaravam. Nux sorriu e comentou.
— Acho que preciso mostrar quem é o chefe.
— Você é bem-vindo para tentar.
— O quê? Não acha que vencerá, acha?
— Esqueceu? Estou ficando com os demônios sexuais.
— E? Qual é o seu ponto?
— Eles são os melhores quando se trata de sexo, sabia?
— Nem você não acredita nisso, não é?
— Aprendi alguns truques.
— Uh-huh? Claro. Você aprendeu todos aqueles truques sem um parceiro, entendi.
— Quem falou que não tenho parceiros? Para sua informação, tive vários pretendentes.
— Oh? Tenho pessoas que preciso matar? Quem são?
— Olha para você, ficando todo enciumado.
— Quem está com ciúmes? Só estou dizendo as palavras que você queria que eu dissesse.
— Queria que você dissesse? — Allura ergueu as sobrancelhas em dúvida.
— Você teve “outros” parceiros? — Nux tinha uma expressão similar.
— Tsk.
No final, Allura bufou.
Nux riu.
Em seguida, saltou na cama com Allura nos braços e olhou para ela.
— Bem, vamos ver o que praticou com seus “outros” parceiros.
— Tudo bem, não vamos fazer isso. Isso parece nojento.
Allura parou o jogo.
Nux sorriu, selou os lábios de Allura e falou enquanto removia sua roupa.
— Ao seu comando, meu amor.