Flap! Flap! Flap!
Dois morcegos entraram numa sala luxuosa e viraram figuras humanoides. Os servos escondidos arregalaram os olhos quando notaram o homem que estava com seu lorde.
Os quatro servos rapidamente revelaram suas localizações e instantaneamente se ajoelharam no chão com as cabeças curvadas.
— Vossa Alteza.
Eles cumprimentaram.
Alaric apenas assentiu com um sorriso.
Seu rosto gentil transmitia uma vibração visível.
— Chame a Lady Ambrosia, Melia e o Nux. Diga que Sua Alteza Real está aqui para vê-los.
Orpheus ordenou.
— Agora mesmo, Lorde Orpheus.
OS servos assentiram e desapareceram.
Alaric olhou para Orpheus com um sorriso significativo.
— Esta é a segunda vez que você o protegeu agora.
Orpheus não reagiu.
— Então, você finalmente decidiu aparecer!
Dois minutos depois, a porta foi aberta e uma mulher de cabelos brancos entrou com um olhar levemente enfurecido.
— Ambrosia. — Ao ver a mulher, Alaric sorriu gentilmente e a cumprimentou.
— Quem convidou você? Volte, você só é permitido aqui como Rei do Reino de Sangue. Um Rei só pode visitar uma Casa Ducal após um anúncio apropriado e você não pode invadir nossa casa desse jei-
Antes que Ambrosia pudesse completar sua sentença, Alaric apareceu de repente na frente dela e a abraçou.
Nem Ambrosia ou Orpheus conseguiram reagir ao movimento; quanto a Alaric, ele apenas abraçou sua irmã com um sorriso amoroso.
— Ei! Não me abrace desse jeito! Fique long-
— Senti sua falta, irmã.
Alaric falou num tom ansioso.
Ambrosia parou por um segundo, mas logo colocou a mão na cabeça de Alaric e tentou puxá-lo de novo.
— Entendi, entendi, agora se afaste! Não perdoarei você tão fácil!
— Ambrosia, você não pode ficar com raiva de seu irmão por tanto tempo.
— Você esqueceu meu centenário!
— Não esqueci, estava ocupado. Havia um local em que eu precisava estar!
— É? Claro, o ser mais forte do continente tinha um lugar para ir, tanto que nem conseguia visitar sua irmã por cinco minutos.
— Eu não sou burra, irmão. Pode não parecer, mas nada aconteceu para exigir sua atenção por volta daquela época.
— Você realmente acha que eu esqueceria o aniversário da minha irmã?
— Por que acha que estou com raiva? Não esperava isto de você.
— Queria ver você no momento em que voltei, eu não esqueci.
— A irmã Iliana deve ter falado. Não me trate como idiota.
No final, Alaric apenas se virou para seu salvador.
— Orpheus, me ajude. Diga que fui convocado!
— Você é quem convoca os outros, não o contrário. Quem poderia convocar você?
Ambrosia perguntou.
— …
Alaric ficou quieto.
Vendo isto, Orpheus soube que precisava intervir.
— Querida, você precisa ser a pessoa magnânima aqui. Você não pode ficar com raiva do seu irmão por muito tempo, pode? Olha, você nem está o afastando agora.
Ambrosia finalmente percebeu que Alaric ainda estava a abraçando e ela começou a empurrá-lo.
— Vá embora! Droga! Por que você é tão forte?!
Ambrosia gritou. Quanto a Alaric, ele nem se incomodou.
A cena parecia bem cômica, ninguém acreditaria que as pessoas da cena tinham milhares de anos.
Assim como Melia, Nux e suas esposas… que estavam vendo tudo de fora, não conseguiram acreditar no que estavam vendo.
Honestamente, eles haviam se preparado, especialmente Nux e suas esposas. Afinal, eles estavam prestes a conhecer o Rei do Reino de Sangue.
No entanto, no instante que chegaram… eles congelaram.
A porta já estava aberta e um homem de cabelos brancos, que era provavelmente o Rei, estava abraçando a mãe de Melia, enquanto ela tentava o empurrar.
— Ahem.
Toc! Toc!
Melia finalmente bateu na porta e anunciou sua entrada.
Alaric finalmente notou Melia e os outros parados na sua frente e se afastou.
Ambrosia se virou e notou todos também.
Ela corou de vergonha e, ao ver aquela expressão, Nux engoliu saliva.
A mulher que sempre tinha o sorriso brincalhão e aquela confiança encantadora… uma mulher como Ambrosia Bloodheart estava corando na sua frente…
Era uma vista que jamais poderia esquecer.
— Vocês chegaram.
Orpheus falou.
— Tio.
Melia cumprimentou quando entrou na sala e abraçou Alaric com um sorrisinho.
Nux e suas esposas, por outro lado, se curvaram.
— Vossa Alteza.
Ao vê-los, Alaric, que estava abraçando sua sobrinha, franziu a testa.
— Quem são eles?
— Aquele é o líder do clã da Meia, Nux Leander, e as lindas mulheres são suas esposas.
— Ele é um humano… — Alaric murmurou.
— É.
Orpheus assentiu.
Alaric então olhou para Nux, que sentiu uma força supressiva que dificultou a respiração. Ele olhou de volta e, ao ver a expressão curiosa no rosto de Alaric, soube que este homem não estava fazendo por querer. Era uma ação involuntária.
Seu olhar só era muito poderoso…
— Um cultivador completo.
Alaric murmurou com um sorrisinho.
— Agora consigo ver o que a Melia viu nele.
Ele então olhou nos olhos dourados de Nux, que sentiu seu corpo se mover por conta própria. A cabeça de Nux se abaixou e ele levantou devagar o olhar.
De repente, Nux percebeu que estava num local diferente. Ele estava parado num líquido vermelho que provavelmente era sangue.
Ele olhou ao redor e notou que estava num local enorme que parecia não ter fim. Havia sangue fluindo por todos os locais.
Passo! Passo!
Nux recuou; este movimento foi mais alto que o normal porque estava pisando em sangue.
Nux tentou contatar suas esposas, mas percebeu que não conseguia acessar a conexão telepática.
— Você é um estudante deles, humano?
Nux ouviu uma voz de repente.