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Supreme Harem God System – Capítulo 790

Isto está ficando problemático…

— Você parece sozinha, devo acompanhá-la?

— Existe um motivo para eu estar sentada aqui sozinha, Vossa Majestade.

Allura, que estava sentada no jardim real com tédio, respondeu sem nem olhar para Ricardus, que tomou a iniciativa para começar a conversa.

Isto era algo que Ricardus nunca fez e não só os Ministros e as pessoas à sua volta, até Allura, que sabia do futuro, ficou surpresa.

Ricardus nunca teve que perseguir uma mulher, afinal de contas.

Tudo que ele precisava fazer era mandar a mulher e ela provavelmente cederia. Se não cedesse, Ricardus falaria com a família e, no momento seguinte, a mulher seria sua.

Era simples assim.

No entanto, isto não poderia ser usado contra Allura.

Ameaçar sua família era o bastante. Eles eram meramente Condes, afinal de contas. Porém, Allura era apoiada por alguém que Ricardus nem podia sonhar em enfrentar.

E como ameaçar não funcionaria, a situação de Allura se tornou similar à de Arvina, a outra mulher apoiada por Astaria.

Portanto, Allura esperava um tratamento similar de ser ignorada por Ricardus.

Sim, uma vez que Ricardus percebeu que não podia forçar Arvina, ele desistiu e nem tentou se aproximar. Ele nunca carecia de mulheres lindas. Havia várias flores para colher, por que perderia seu tempo com uma só?

Essa era sua teoria.

Entretanto, por algum motivo, quando se tratava de Allura, Ricardus não desistiu.

Ele tentou se aproximar usando vários métodos, mas Allura rejeitou cada movimento realizado.

— Você está sempre sozinha, Allura. Por que não tenta passar um tempo com outros?

Ricardus, todavia, não desistiu e continuou sua perseguição.

Desta vez, Allura finalmente olhou para Ricardus e, com frieza, respondeu.

— Vossa Majestade, sabemos o que você quer e sabemos qual é a minha resposta. Portanto, em vez de me incomodar constantemente, sugiro me deixar em paz e ir coletar outras “flores”.

Ao ouvir suas palavras frias, Ricardus não ficou ofendido.

— Hehe~ Esse é o motivo de querer você, Allura.

Um sorriso apareceu em seu rosto, ele averiguou todo o corpo de Allura, olhou para seu rosto e, com os olhos brilhantes, enunciou.

— Seus olhos ferozes quando me encara, o ódio combinado com seu corpo atraente emite um charme hipnótico que não consigo esquecer mesmo tentando muito. E como não posso usar poder para consegui-la, me faz querer ainda mais ter você só para mim. E confie em mim, Allura, não importa o quanto tente resistir, no final, você será minha.

— Estou ansioso pela expressão que aparecerá neste lindo rosto quando finalmente estiver na minha cama.

Dizendo aquilo, Ricardus estendeu a mão e acariciou sedutoramente a bochecha de Allura.

Os olhos dela se arregalaram de surpresa.

Ricardus era um cultivador do Estágio Rei. Era muito mais rápido que ela, portanto, não conseguiu reagir aos seus movimentos. No entanto, no instante em que percebeu o que este homem fez, ela bateu em sua mão e saltou para trás.

— Como ousa me tocar?!

Ela gritou com raiva.

O grito foi tão alto que suas palavras causaram uma comoção. Os servos trabalhando no jardim e alguns guardas focaram na situação.

Ser o centro da atenção numa situação destas fez Ricardus se sentir humilhado.

Ele olhou para Allura e estreitou os olhos.

— Sua vadia, você percebe com quem está falando?

— Percebo, um homem desesperado que acabou de tentar me tocar. Estou avisando pela primeira e última vez, Ricardus. Não toque em mim de novo ou farei você pagar de maneiras que jamais poderá imaginar.

Allura declarou enquanto olhava para ele.

Ricardus, entretanto, não era alguém que permitiria uma pessoa falar assim.

— Só porque a Viúva apoia você, acha que pode falar comigo assim?

— Acho.

— Acha que a Viúva pode proteger você sempre?

— Por que não tenta? Consigo ver nos seus olhos, você está com tanta raiva que deseja me matar, certo? Por que não tenta? Desembainhe essa espada e me decapite. Eu te desafio, Ricardus.

Allura ameaçou e, sendo forçada a este ponto, Ricardus desembainhou a espada com raiva.

— Foi culpa sua, vadia.

Dizendo aquilo, Ricardus desapareceu e apareceu atrás de Allura, porém, quando estava prestes a atingi-la.

Clank!

Sua espada foi bloqueada.

— Quem ousa?!

Ricardus gritou, mas no instante em que avistou a pessoa, seu rosto empalideceu de medo.

— Você ficou corajoso, Ricardus.

Astaria falou enquanto estreitava os olhos.

— V-V-Viúva.

Ricardus gaguejou.

— Você ousa atacar minha estudante? Desde quando tem coragem para fazer algo assim? Ou você chegou num ponto em que não me teme mais?

— E-Ela me provocou — respondeu Ricardus.

— Então, está dizendo que você, um Rei do Reino de Skyfall, um cultivador do Estágio Rei, caiu nas provocações de uma garota de vinte e um anos e agiu de maneira imprudente? — Astaria inclinou a cabeça enquanto indagava.

— I-I-Isso…

Ricardus não tinha resposta.

— Tem certeza de que merece ser o Rei?

Astaria questionou.

— V-Você tem alguma outra opção?

Foi preciso todo esforço, mas no final, Ricardus ainda conseguiu responder.

No entanto, Astaria não gostou da resposta.

— Khhaawwwkkkkk!!

A mana ao seu redor se moveu e reuniu perto das pernas, então, chutou o abdômen de Ricardus. O corpo do homem voou e colidiu com a árvore, quebrando-a.

Ricardus tossiu sangue.

Astaria então caminhou na direção de Ricardus; a aura ao redor foi tão supressiva que Ricardus, que estava tossindo sangue, nem conseguiu erguer a cabeça.

— Preferiria ter este Reino governado por um cultivador do Estágio Grande Mestre ou Especialista do que alguém tão fácil de manipular quanto você.

— Portanto, antes de falar comigo desse jeito, mantenha algo em mente. Não sou como era antes. Se me der mais um motivo, eu matarei você, Ricardus Skyfall.

Astaria ameaçou.

O corpo de Ricardus tremeu de medo enquanto suava litros.

Só foi após Astaria sair que ele finalmente voltou a respirar e caiu no chão.

 A pressão que Astaria liberou era demais para ele aguentar.

Alguns minutos depois, os membros da Unidade das Sombras correram e o pegaram. Com seu apoio, Ricardus voltou ao quarto e os servos que viram tudo foram ordenados a ficarem calados.

A ordem era clara. Se este incidente vazasse, todos morreriam, independentemente de quem fosse o culpado.

Sim, isso mostrava quão cruel e rigorosa era a Unidade das Sombras, além de ter autoridade para isto.


Por outro lado, quando Astaria levou Allura para seu quarto, perguntou com uma carranca.

— O que foi isso, Allura?

— Haaaahhhh!

Allura, por outro lado, ajoelhou-se e começou a ofegar.

— Allura!

Astaria chamou preocupada.

Ela agachou para pegá-la, mas, de repente, notou os chifres roxos protuberantes em sua cabeça, orelhas compridas, olhos azuis-cristalinos que ficaram roxos-escuros e uma névoa púrpura ao seu redor.

Vendo isto, os olhos de Astaria se arregalaram de surpresa.

— A-Allura, você…

Allura continuou ofegante.

— Você… o que aconteceu com seus poderes?

Astaria perguntou com um olhar confuso.

— A-Astaria, você pode me deixar sozinha por um tempo…?

Allura pediu.

— C-Claro.

Astaria assentiu e saiu do quarto.

Quando ficou sozinha, a expressão de Allura ficou séria, suas mãos se moveram na direção de sua área privada e, quando tocou na calcinha, sua expressão mudou.

Isto está ficando problemático…

Ela pensou internamente enquanto observava os sucos em seus dedos.

Seu corpo estava tremendo, seu rosto ficou vermelho e, independentemente de como alguém olhasse, era nítido que ela estava sexualmente excitada.

A masturbação não funcionava mais…

E… ainda faltavam oito anos até Nux nascer.

Então, ela também tinha que esperar por dezoito anos até Nux tomar conta do corpo do falso Nux.

No total, faltavam vinte e seis anos…

Allura… que estava nesta condição, precisava esperar por mais vinte e seis anos…

Agora entendo por que as súcubos ficam pulando de homem em homem…

Allura murmurou consigo quando fechou seus olhos para tentar se acalmar.

Ela podia voltar a ser um humano de olhos azuis, mas essa era apenas uma forte ilusão que lançou em si, fazendo os outros a verem desse jeito.

Na verdade, ela já tinha se tornado completamente numa súcubo e, junto de seus poderes, também herdou o louco desejo sexual quando fez dezoito anos.

Ela estava aguentando bem, mas Ricardus, que era um homem, atiçou seu desejo sexual a níveis absurdos quando tocou nela.

Naquele momento, mesmo que fosse Ricardus, o homem que mais odiava, seu corpo estava pronto para ele.

É claro, só seu corpo estava pronto para ele.

Seu coração já pertencia a outra pessoa.

Não importa quanto piorasse, Allura tinha certeza de uma coisa. Ela morreria em vez de dar sua primeira vez para outra pessoa.

Nux era o único para ela. Viver com um homem além de Nux era impossível. Súcubos tinham um forte apetite sexual, então precisavam mudar constantemente de parceiros e não podiam permanecer leais a uma pessoa?

Porra nenhuma!

Como você pode transar com alguém que não amava?

Allura jamais entenderia isto.

Enquanto pensava nisto, seu corpo se acalmou até certo ponto.

Ela se levantou, suas pernas ainda estavam um pouco fracas, portanto, teve que se apoiar na parede, mas recuperou a elegância rápido.

Seus chifres, orelhas longas e olhos roxos desapareceram e ela retornou a Allura que todos conheciam.

— Estou bem agora.

Ela expressou.

Astaria então entrou e, ao ver a condição de sua “futura” irmã, Astaria suspirou.

— Não tem que ser o Ricardus, sabia? Existem muitos homens capazes.

— O quê? Quer que eu encontre um homem? Você não falou que eram uma perda de tempo?

Allura riu.

— Se incomoda você ao ponto de não conseguir manter a sanidade, então usar homens por benefícios próprios não é errado.

Astaria respondeu.

— Heh, realmente quero que o conheça agora. — Allura riu.

— Ele de novo? Já ouvi você falar “dele” tantas vezes que agora quero conhecê-lo — Astaria murmurou.

— Claro, claro.

Allura falou antes de sua expressão ficar séria.

— Enfim, não preciso de ninguém agora. Estou bem como estou. Só perco meu controle algumas vezes porque ainda não o dominei totalmente.

— Bem, contanto que esteja bem.

Astaria deu de ombros.

— De qualquer forma, vou brincar com a Felzinha, é o aniversário de dois anos dela hoje.

Allura falou quando se virou. Ao vê-la sair e seu estágio de cultivo, Astaria bufou.

— Tsk, onze anos para se tornar uma cultivadora do Estágio Grande Mestre. Monstro maldito, faz sentido a Esfera de Afinidade não conseguir estimar seu talento. Ele é alto demais.

— Heh. — Allura apenas riu.

Onze anos.

Aquele homem nem cultivou por tanto tempo.

Bem, não era como se ele precisasse cultivar mesmo.

— Tem certeza de que eu não deveria conhecer esta Felberta? — Astaria perguntou.

— Hã? Não, já estou mudando demais as coisas após conhecê-la. Não posso assumir riscos desnecessários. Este também será meu último encontro com ela. Eu me apresentei, então não seria estranho se eu a abordasse no futuro, quando ela estiver prestes a conhecê-lo.

— De qualquer forma, não pense demais sobre isto. Eu cuidarei de tudo. Você deveria apenas focar na sua espada. Consigo ver que quer nada mais que isso agora. Pratique sua esgrima, estou de saída.

Dizendo aquilo, Allura finalmente saiu do quarto de Astaria e, como previu, Astaria pegou a espada e a mana à sua volta se moveu.

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