— Heh, aquele bastardo ousou ir atrás da mulher que gosto. Vamos ver quem é mais rápido, o Salão de Assassinatos aleatório ou a Sombra do Silêncio.
Um sorriso maligno apareceu no rosto de Atticus.
Em seguida, olhou para o prédio na sua frente e entrou. Era a Pousada Interestilo, uma pousada administrada pelo Clã Gume e um dos locais mais seguros para Atticus ficar.
É claro, não era tão seguro quanto a base do Clã Gume, mas a liberdade de Atticus estava restrita na base. Havia seus parentes que o intimidavam por causa do seu talento e até seu pai, que não gostava dele por causa de sua atitude displicente.
Tsk.
Pensando sobre tudo isto, Atticus apenas bufou.
Então, ele se virou.
— Jovem Mestre, seu quarto é naquela direção — falou Zypher.
— Preciso usar o banheiro. — Atticus bufou.
Zypher assentiu e seguiu atrás.
— O que está fazendo?
— Estou protegendo você.
— Estamos na pousada protegida pelos membros do Clã Gume. Tem um Meio-santo aqui também. Nenhum assassino ousaria vir aqui.
Atticus falou.
— Ainda não devemos abaixar a guarda. Me sinto inquieto por algum motivo — respondeu Zypher.
— Haah? Tem certeza de que sou o alvo e não você? Por que é tão covarde?
Porque se você morrer, eu também morro, desgraçado! Zypher bufou em sua cabeça. Ele realmente odiava a coragem de Atticus.
No final, Atticus bufou e entrou no banheiro.
— O quê? Você não vai me seguir?
— … Por favor, deixe-me checar o banheiro primeiro — Zypher expressou com estranheza.
— … Tanto faz. — Atticus se afastou. Zypher abriu a porta e espiou dentro; sua mana fluiu pelo local e, quando tinha certeza de que estava seguro, se virou.
— É seguro, Jovem Mestre.
— É claro que é.
Dizendo aquelas palavras, Atticus entrou e fechou a porta.
Da força que usou, sua irritação era nítida. Zypher, que notou isso, não sabia o que fazer. Ele apoiou o corpo na parede e esperou seu Jovem Mestre-
Bzzzz!
De repente, Zypher sentiu algo. Ele olhou para o anel em seu dedo e, ao ver a vibração, sua expressão mudou.
O anel então brilhou e alguns pedaços quebrados do que parecia um artefato apareceram em sua mão.
— !!!
Vendo aqueles pedaços, o rosto de Zypher empalideceu de pavor.
Ele entrou rapidamente no banheiro e viu o corpo de Atticus deitado no chão com sangue saindo do pescoço.
Zypher não precisava confirmar…
Atticus… estava morto!
— JOVEM MESTRE!
Ele não conseguia acreditar que algo assim aconteceu.
— O que aconte- — De repente, outra pessoa apareceu ao lado de Zypher, mas no momento em que notou o corpo de Atticus, seus olhos se arregalaram de surpresa.
— Como isto aconteceu? — ele questionou.
— S-Senhor Blaze! Eu não sei! O Jovem Mestre entrou no banheiro, que confirmei que não tinha ninguém, mas quando saí, por volta de cinco segundos, a Tabuleta de Vida do Jovem Mestre quebrou. Eu entrei e… vi esta cena… — Zypher contou tudo.
Ele sabia que não tinha que explicar para esta pessoa. Ele era Blaze, um Meio-santo que a mãe de Atticus enviou para ficar de olho nele. Até o próprio Atticus não sabia sobre ele, mas sempre estava lá de olho em tudo.
Este homem deveria ter visto tudo que aconteceu. Portanto, sabia que o que foi dito era verdade.
— Vá até o Meio-santo encarregado, diga para selar tudo. Não deixe ninguém sair ou entrar. Investigue todos. Não sei como o assassino entrou, mas ele não pode sair — Blaze ordenou enquanto seus olhos vermelhos brilhavam.
Ele estava com raiva.
Pensar que alguém ousou assassinar o Jovem Mestre Atticus.
Eles precisavam capturar o assassino, isso era o mínimo que podiam fazer.
Primeiro, usariam o assassino para se vingar e depois matariam o bastardo. Essa era a única chance de redenção.
Zypher, que entendeu a intenção de Blaze, reagiu rapidamente. Ele saiu do banheiro e logo, toda a pousada foi trancada.
Os guardas começaram a averiguar todos, procurando por pistas e tentando achar o assassino que fez isto.
A atmosfera da pousada ficou pesada e a pessoa responsável por tudo isto estava abraçando seu marido com um sorriso satisfeito.
— Como foi sua primeira missão? — Nux perguntou com um sorrisinho enquanto abraçava Thyra por trás.
— Completei a mais complicada primeiro — Thyra respondeu sem abrir os olhos.
O abraço de Nux era muito confortável.
— Hmm? Complicada? Aconteceu algo? — Nux perguntou com uma leve carranca.
— Não aconteceu nada, era só que o alvo tinha um apoiador forte.
— Quem era?
— Filho de um Santo, Jovem Mestre de um clã de alto nível, apesar de ser bem idiota — Thyra respondeu.
Ao ouvir isso, Nux deu de ombros.
Thyra também não reagiu muito. Não era grande coisa.
A Pousada Interestilo ou o Clã Gume poderiam procurar o quanto quisessem. Eles jamais encontrariam Thyra.
Até um cultivador do Estágio Divino não conseguia sentir o Núcleo, quanto mais Santo ou Meio-santo.
— Sinto que não fiz nada — Thyra murmurou de repente.
— Hm? Por que isso?
— Todo tipo de segurança ou vigia se torna inútil diante do Núcleo. O papel de um assassino é apenas aparecer ao lado do alvo e matá-lo. E se o alvo for muito fraco, é quase sem esforço. Me sinto inútil.
Thyra respondeu.
Ao ouvir aquelas palavras, Nux apenas sorriu.
Então, suas mãos se moveram na direção das coxas de Thyra.
— Heh, você se sente inútil?
Thyra olhou para Nux.
— Então, que tal usar este corpo para que possa se sentir útil de novo?
— Eu… preciso completar outras quatro missões… — Thyra respondeu com um leve rubor.
— Tsk, completarei metade delas. Primeiro, você precisa provar sua utilidade.
Nux bufou.
— Ao seu comando, Mestre.
Thyra riu levemente.
Nux então a beijou.