— Oh, olá, querida.
Um homem de cabelos castanhos, olhos verdes, orelhas de gato, feições afiadas, falou com um sorriso quando avistou uma mulher-gato de cabelos brancos extremamente linda.
— Hm? Você não falou que ia conversar com o líder do Clã Distinto hoje?
Rune perguntou enquanto inclinava a cabeça em confusão.
— Sim, irei daqui a pouco.
— Boa sorte. — Rune sorriu gentilmente.
— Bem, o Clã Distinto já é nosso aliado, então esta é apenas uma reunião formal. Não preciso de boa sorte aqui.
Aragorn, marido de Rune, falou com um sorriso caloroso.
Vendo-o agir assim, Rune sorriu.
— Não há nada de errado em ter alguma boa sorte, independentemente do que vá fazer — ela respondeu.
— Isso é verdade, mas preciso ter cuidado e não desperdiçar toda a boa sorte que tenho na vida. Já usei a maior parte dela ao me casar com você, afinal de contas. Só tenho uma quantidade limitada agora.
— Olhe para você, sendo todo romântico. O que aconteceu? — Rune perguntou enquanto ria.
— Hmm? Não aconteceu nada. Não sou romântico sempre? Vamos, me dê um beijo agora — expressou Aragorn ao estender os braços na direção de Rune enquanto se aproximava.
Rune, todavia, apenas riu alto.
— Você chegará tarde, não brinque aqui e vá logo.
— Minha esposa é cruel.
— Hahaha~
Rune riu alto.
— Vá logo — ela disse com um sorriso gentil.
— Tudo bem, estou indo.
No final, Aragorn coçou a cabeça e se preparou para partir.
— Cuide-se, querida.
Ele falou.
— Você também — Rune respondeu.
Aragorn saiu do quarto.
O sorriso de Rune desapareceu, ela sentou-se na cama com um olhar entediado. Em seguida, seus olhos caíram num pedaço de papel que parecia estar escondido sob o travesseiro de Aragorn.
Rune franziu a testa.
Ela rapidamente pegou o papel.
“Venha à Pousada Feline Prateado às três da tarde. Quarto oito, segundo andar.”
Rune olhou para a hora, eram duas e meia, faltavam trinta minutos, mas ela não tinha certeza se esta mensagem era para hoje ou algum outro dia.
No entanto, Rune não pensou demais sobre isto. Ela apenas se levantou, virou um gato e desapareceu.
Ela veria tudo pessoalmente.
Ela saiu rapidamente da mansão da cidade. Dez minutos depois, estava na frente da Pousada Feline Prateado.
Na sua forma atual, pouquíssimas pessoas conseguiam sentir sua presença. Honestamente, Rune não queria se gabar, mas só cultivadores do Estágio Divino eram capazes de fazer isso.
É claro, aquele Imperador era uma exceção.
Rune decidiu não pensar naquele homem.
Suas habilidades eram bizarras demais. O senso comum não se aplicava a ele.
Na sua Forma de Gato, Rune balançou a cabeça, entrou na pousada, atravessou por muitas pessoas, mas nenhuma pareceu notar sua presença. Ela simplesmente percorreu o local e logo apareceu na frente do quarto mencionado no papel.
Rune estendeu seus sentidos, mas para sua surpresa, o quarto estava vazio.
Rune franziu a testa, só que, no final, entrou.
Ela havia se decidido.
Ainda faltavam vinte minutos até a hora marcada. Ela ficaria aqui pelos próximos trinta minutos e sairia se nada acontecesse.
Rune entrou no quarto, não era nada demais, estava limpo e tinha uma mobília bonita, nada próximo do quarto de Rune, mas ela não se importava. Na sua Forma de Gato, saltou na cama e decidiu deitar.
— Pensar que você realmente viria. Então, eu estava certo.
— !!!
Os olhos de Rune se arregalaram de surpresa. Ela desapareceu rapidamente e apareceu bem ao lado da pessoa que falou com as garras apontadas para o seu pescoço.
A pessoa, entretanto, não entrou em pânico, apenas levantou as mãos em rendição com um sorriso.
— Há quanto tempo, Lady Rune.
Ele falou.
— Nux…
Rune falou ao liberá-lo e voltar para sua forma original.
— Falei que nos encontraríamos mais cedo do que acha, não é? — Nux perguntou com um sorriso brincalhão.
— Por que está aqui?
Rune questionou enquanto estreitava os olhos.
— Bem, tinha algumas dúvidas, então precisava confirmar — respondeu Nux.
— Quais dúvidas?
— Hmmm, vamos ver.
— Você achou uma carta escondida sob o travesseiro do seu marido, leu o conteúdo, uma mensagem direta sem segredos visíveis, chamando-a para longe do seu marido para um local em particular.
— Honestamente, só de olhar, parece um esquema, algo feito para afetar o relacionamento de vocês.
— Entretanto, você ainda decidiu visitar o local mencionado na carta. O quarto estava vazio, indicando que foi realmente um esquema sem nenhuma substância real por trás, mas em vez de partir, você decidiu esperar.
— Lady Rune… você não confia no seu marido, não é?
Nu indagou com um sorriso brincalhão.
— …
Rune não falou nada.
— É ele, não é?
Nux perguntou enquanto a encarava sem piscar.
— O que quer dizer?
— O motivo de não contatar nenhum clã grande para te proteger e ter decidido confiar num clã pequeno com habilidades peculiares é ele, não é?
Nux falou enquanto se sentava ao lado de Rune.
Rune o observou e assentiu.
— Bem, então, vamos ter uma conversa mais privada, que tal?
De repente, um portal se formou bem na frente de Rune após Nux falar.
Rune continuou o observando.
— Por que está me encarando? Vamos, entre. Não está com medo, está?
Nux comentou enquanto apontava para o portal.
— Tentei entrar da última vez e não consegui.
Rune respondeu.
Ela tentou entrar quando Alistair capturou os cinco assassinos da Exceedo Genesis, mas como disse, não conseguiu.
— Isso foi antes, agora estou aqui com você. Tente de novo.
Nux sorriu.
No final, Rune decidiu confiar em Nux; ela estendeu a mão na direção do portal e seu braço entrou.
A expressão de Rune mudou, ela tentou enfiar o outro braço e, como antes, também entrou.
— Você está mesmo com medo, não é?
Nux riu.
Os olhos de Rune estreitaram e ela então saltou no portal.