— Levará um tempo para ele se recuperar. — Luciana sorriu.
— Devemos levar a Mel, então? — Claudia perguntou.
— Fufufu~
— Não vejo por que não.
Esme riu.
Então, ela olhou para Melia.
— Mel, seu irmão precisa de algum tempo para digerir a notícia, deixe-o aqui. Você vai vir com a gente. Como faz um tempo desde que nos vimos, passe um tempo com a gente.
Ela falou.
— Honestamente, você deveria tê-lo trazido com as outras meninas. Agora que seremos uma família, teria sido melhor se todas pudéssemos ter a reunião das mulheres — Claudia comentou.
— Bem, não é como se fosse muito difícil elas virem. Elas só não precisam usar essa magia estranha de portal?
— Realmente. Melia, você deveria chamá-las. Seria melhor se o pai e a mãe também as encontrassem. Estamos bem, mas você não deveria contar esta notícia sozinha. Pelo menos leve o Nux com você.
Luciana falou.
— Espera!
Ao ouvir suas palavras, Melia finalmente saiu do devaneio.
Ela não tinha tempo para ficar envergonhada aqui.
Ela veio por um motivo.
Melia queria levar a mão ao rosto. Não conseguia acreditar que se perdeu desse jeito.
De qualquer forma.
— Irmão.
Melia, que se afastou de Luciana, chamou.
— Preciso de um Parasita Místico. Você tem alguns, não é?
Ela perguntou.
Ao ouvir isso, a expressão de Lazarus também mudou.
Ele ainda estava chocado pela notícia, mas Melia, que estava pedindo algo assim, era mais importante.
— Por que precisa de algo assim?
Lazarus questionou enquanto estreitava os olhos.
— Tem um inseto problemático que precisamos cuidar.
Melia respondeu com frieza.
A mudança na expressão dela foi bastante assustadora.
— Você precisa de ajuda? — Lazarus perguntou.
— Preciso.
Melia assentiu.
Um grande sorriso apareceu no rosto de Lazarus.
— Vamos l-
— Entregue um dos Parasitas Míticos.
Melia falou.
— … É isso?
— É isso.
— Posso ir com você também, sabia? Terminei meus deveres e estou livre pelo resto da semana.
— Seu dedo indicador treme quando você mente, irmão — Melia comentou.
— N-Não é grande coisa! Admito que não terminei, mas é algo que posso completar depois. Posso conseguir a tempo! — Lazarus tentou convencer Melia.
— Irmão, podemos resolver isto.
Melia respondeu.
— …
Lazarus ficou quieto.
— Não se preocupe, visitaremos você quando resolvermos isso. Não vai demorar.
Expressou Melia.
— Tudo bem…
Lazarus assentiu.
— De qualquer forma, você precisa de Parasitas Místicos, correto? De quantos precisa?
— Hm? Um é o bastante.
— Leve um monte deles.
— Não seria melhor se eu viesse sempre que quisesse? — Melia sorriu.
A expressão de Lazarus mudou.
Ele não esperava que sua irmã dissesse algo assim.
Um grande sorriso apareceu em seu rosto.
— Um, então. Certifique-se de vir se quiser mais. Hahaha~
Até um tolo podia dizer como Lazarus estava feliz.
Suas esposas balançaram a cabeça.
Seu marido realmente amava sua irmã.
Honestamente, elas estavam ansiosas para Lazarus encontrar aquele humano de novo. O sentido de suas esposas estava dizendo que conseguiriam ver algo interessante quando acontecesse.
— Além disso, desde que trouxe esta notícia, não contarei como um dos dois “pedidos” restantes que tem.
Lazarus comentou.
Melia, entretanto, inclinou a cabeça.
— Hã? Isso não é óbvio? Podemos conseguir um inseto se quisermos. Temos recursos o bastante, então só vim até você porque estamos com pouco tempo.
— Isso não significa que a Exceedo Genesis estaria usando o “pedido” por algo simples desse jeito.
Melia respondeu.
— …
— …
Lazarus e suas esposas olharam para Melia. Todos ficaram surpresos.
— C-Certo…
Lazarus assentiu.
Então, bateu palmas e uma figura encapuzada apareceu ao lado.
— Traga um Parasita Místico e certifique-se de que seja obediente.
A figura assentiu antes de desaparecer de novo.
Alguns segundos depois, a figura já havia voltado e, em sua mão, havia uma caixa transparente e na caixa, tinha uma criatura serpentina de cinco centímetros.
Melia segurou a caixa enquanto olhava para a pequena serpente.
É claro, para outros, pode parecer uma serpente pequena e insignificante que poderia ser esmagada com um pisão, mas era uma besta de onze estrelas.
O Parasita Místico não era tão forte quanto as outras bestas de onze estrelas, mas tinha uma habilidade extremamente aterrorizante. Uma habilidade que o tornava diferente das outras bestas estelares e que fazia as famílias nobres criá-las como animais de estimação.
— Estou de saída agora — Melia falou.
— Você não vai encontrar o pai e a mãe?
Lazarus perguntou.
— Me desculpe, mas ele precisa da minha ajuda.
Quando Melia falou aquelas palavras, um portal se formou na sua frente e, após assentir para seu irmão e cunhadas, entrou.
O portal desapareceu.
— Heh, ela realmente se misturou ao clã dele…
Luciana sorriu.
— Ela estava representando seu clã quando falou sobre como não estava pedindo um dos pedidos.
Esme riu.
— …
Lazarus não falou nada.
Sua mente já estava ocupada com outra coisa.
Ele precisava ver seus pais.
— Nux.
Por outro lado, Melia, que saiu do portal, chamou.
Ao vê-la aparecer assim, Rune ficou surpresa. Quanto a Felix, ele arregalou os olhos de horror.
Quem eram estas pessoas?!
Como estavam entrando na prisão subterrânea como se não fosse nada?! Ele tinha que ter muito cuidado sempre que encontrava as pessoas na Cidade do Falcão!
E o que era essa habilidade de teletransporte?! Como isso funcionava sem um portal?!
— Precisamos falar com o Aragorn.
Nux falou quando olhou para Rune.
Rune estreitou os olhos: — Por quê?
Ela perguntou.
— Amaya suspeita dele. Ela acredita que possamos descobrir algo por ele.
— É mesmo…?
Rune murmurou.
Ela sabia como Amaya era capaz. Ela testemunhou pessoalmente e não tinha motivos para duvidar dela ou parar Nux.
— Tudo bem…