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The Author’s POV – Capítulo 43

Conflitos Dentro da Escola [1]

-Pak! -Pak! -Pak!  

Dentro de um quarto espaçoso, uma figura solitária rodeava um saco de pancada. A figura parecia se mesclar com as sombras ao redor do local, aparecendo e desaparecendo constantemente. 

Cada vez que a figura emergia das sombras, seu punho acertava o saco, causando um pequeno buraco na superfície do saco. 

O impacto do soco era tão forte, que pequenas ondas de choques eram criadas todas às vezes que ele acertava o saco. 

Se não fosse pelo fato de o material do saco de pancada ser algo único, ele já teria quebrado milhares de vezes. 

“Huff, Huff, Huff…” 

Parando com os movimentos, o corpo esculpido a perfeição da figura ofegou pesadamente por ar. 

Gotas de suor desciam pelo seu tronco sem camisa, o dando um ar de selvagem e másculo. 

Pegando uma garrafa de água de água do chão, a figura bela tomou um grande gole de água. Logo suspirando em satisfação. Depois de matar a sede, a figura se jogou no chão exausto e encostou na parede. 

-Knock! -Knock! 

Ouvindo o som de batidas na porta, a figura falou casualmente. 

“…Pode entrar.” 

A porta se abriu revelando um indivíduo musculoso com cabelo estilo buzzcut. Sua figura que parecia ter quase dois metros de altura, o tornava intimidador. 

“Jovem Mestre Jin, me informaram que você estava me procurando.” 

Assentindo a cabeça sem emoção, Jin lentamente se levantou e pegou uma toalha na mesa ao lado. 

Secando o cabelo, o loiro aos poucos se aproximou de Arnold, que estava parado com as costas retas e respirando calmamente, não se atrevendo a fazer um som se quer. 

-Bam! 

Ao chegar perto de Arnold, Jin acertou o estomago dele com tudo, fazendo com que o corpo de Arnold se inclinar para frente enquanto seus olhos se arregalavam. 

“Guuuuaah…ghhhh.khhh.” 

“Você nem foi capaz de cuidar de um mero inseto.” 

Olhando para Arnold com desdém, Jin jogou a toalha encharcada de suor no rosto do grandalhão. 

“Levanta.” 

“khh” 

Com a mão na barriga, Arnold lentamente se obedeceu às ordens de Jin. 

“…Em pensar que você usaria truques estúpidos como aquele para assediar alguém que nem vale minha atenção.” 

“M-Mas!” 

“Cala a boca.” 

O humor de Jin estava horrível. 

Lembrando a figura solitária do lado direito da sala de aula, Jin rangeu os dentes. 

Ren. Ren Dover. 

Esse era o nome do aluno que estragou o seu humor. 

Antes, ele nem se importava em olhar para Ren. Ele só sabia que Arnold tinha um certo rancor pelo garoto… Mas, recentemente, ele recebeu informações que não gostou nem um pouco. 

Era sobre que Melissa concedeu a Ren uma chance de encontrá-la, e, além disso, parece que conversaram por mais de dez minutos. 

Nem ele podia falar com a Melissa por tanto tempo assim, mesmo morando no mesmo dormitório. 

Com uma expressão obscura, Jin disse. 

“Vou mandar Troy cuidar dele… pelo menos ele consegue completar o serviço.” 

Ouvindo o nome de Troy ser mencionado, Arnorld protestou na mesma hora. 

“Por favor, me deixe cuidar disso!” 

“…oh?” 

Ao ver a determinação de Arnold, Jin olhou em sua direção. 

“O que te faz pensar que conseguiria terminar o serviço depois de já ter falhado?” 

“Porque foi o Kevin que me impediu de acabar com isso.” 

“…Hm, você tem um ponto.” 

Dando um tapinha no ombro de Arnold, Jin disse, de modo sombrio. 

“Torne a vida dele uma miséria…”  

“Entendido.”  

Assentindo solenemente, Arnold saiu da sala de treinamento.  

-Baaam!  

-Tsshhhh  

Logo depois de Arnold sair da sala, Jin voltou para a máquina de soco e lançou um golpe com todas as suas forças. Uma onda enorme de choque espalhou-se pelo cômodo e pequenos grãos de areia começaram a cair do rasgo que apareceu no saco.  

“Como ousa se aproximar de Melissa!” 

  

…..  

“Whem, pensei que tinha me perdido.”  

Depois de trocar de ônibus quatro vezes, eu finalmente cheguei no local marcado. Uma placa elegante com as palavras <<Café Epsilon>> escritas imediatamente chamou minha atenção.  

Entrando no café, um cheiro forte de café invadiu minhas narinas. Cadeiras e mesas de madeiras estavam espalhadas por todo o lugar. Uma atmosfera relaxada e tranquila envolvia o lugar, o que acabou me deixando mais calmo.  

Olhando ao redor, finalmente encontrei o Pequena Cobra.  

Depois de pagar e receber meu latte, fui em direção a onde ele estava.  

Nós dois concordamos que pediríamos um latte para podermos nos encontrar, assim saberíamos se é a pessoa certa. Como nossos rostos estavam cobertos, não tínhamos a mínima ideia de como era um ao outro, então essa era a maneira mais fácil de fazer.  

“Yoo.”  

Ao me sentar num sofá verde em frente ao Pequena Cobra, coloquei o meu copo na mesa e apoiei meu braço no sofá.  

Ao me ver sentar, Pequena Cobra colocou o próprio copo na mesa e me olhou de forma estranha.  

“…você está usando uma máscara?”  

“Nop.”  

Ouvindo minha resposta direta, Pequena Cobra suspirou e balançou a cabeça. 

“Não está com medo de eu te dedurar e ficar com todo o dinheiro?” 

“Não, eu tenho bom olho pra pessoas e meus instintos estão falando que você não é tipo de pessoa que faria isso só por migalhas.” 

Bom, eu não estava mentindo quando disse que tenho bom olho pra pessoas. Conhecendo bem a minha novel, sei muito bem o tipo de pessoa que ele era… ele só não precisava saber desse detalhe. 

“Eu não chamaria esses ganhos de migalhas… você é estranho.” 

Rindo um pouco, Pequena Cobra balançou a cabeça e lentamente tirou o chapéu e a máscara. 

“Se está disposto a confiar tanto assim em mim, também tenho que confiar em você.” 

Logo, seu rosto foi revelado: ele tinha cabelos pretos curtos, olhos verdes profundos e uma aparência jovem. Porém, apesar do rosto jovem, seu jeito de agir não era nada com a de uma criança. Ele parecia alguém que já tinha passado por uns mal bocados na vida; alguém que sobreviveu nos lugares mais imagináveis da Terra… 

“Estou feliz por ter ganhado sua confiança… então, por que queria falar comigo?” 

Depois de tomar um gole do meu latte, fui direto ao ponto. 

Olhando ao redor, Pequena Cobra inclinou-se para frente e sussurrou. 

“…Alguém está tentando me rastrear.” 

“As autoridades?” 

“Não, eu fui bastante cuidadoso e apesar deles estarem mesmo tentando me rastrear, não estão fazendo tão agressivamente quanto esse outro aí.” 

“Hmmm.” 

Me encostando no sofá, pensei por um momento antes de falar. 

“Acho que é a Farmacêutica W.V.” 

“Também pensei o mesmo, mas não tenho como confirmar.” 

“Não, são eles.” 

“…Como tem tanta certeza disso?” 

“Bom, porque foram eles que mandaram o assassinato do Thobias Church.” 

“Como é que é?!” 

Levantando num pulo, Pequena Cobra levantou a voz e olhou para mim, incrédulo. 

“Oe, mais baixo.” 

Ao perceber que todos estavam olhando na nossa direção, suspirei de leve e o mandei sentar. 

“…com-como você sabe disso?” 

“Relaxa, não sou cúmplice deles se é o que está pensando.” 

Tomando mais um gole, encarei o Pequena Cobra sentado à minha frente e esperando que eu continuasse. 

“Se quer saber como consegui essa informação, sinto muito, mas é confidencial.” 

Nem tinha como eu falar isso pra ele. Não é como se pudesse explicar que ele era apenas um personagem secundário de um mundo que criei. 

Um pouco desapontado, Pequena Cobra disse. 

“Eu entendo, mas isso é confiável?” 

“100% confiável.” 

Como fui eu que escrevi sobre o evento, obviamente sei quem é o culpado. A segunda maior empresa, W.V., contratou o Silent Creeper para matar o Thobias Church. A razão pela qual eles conseguiriam matá-lo sem deixarem nenhum rastro, é porque tinha uma pessoa infiltrada na C.B. e a usaram para facilitar o serviço. 

O motivo pelo qual eliminaram ele é obvio… queriam se tornar a número um. Tendo sida ofuscada desde do começo dos negócios, os superiores decidiram que já era o suficiente. Como não conseguiam derrotá-lo de forma justa, resolveram matar o melhor pesquisador da concorrência. 

“…O que planeja fazer com essa informação?“ 

“Nada.” 

“Hã?” 

Aumentando o tom de voz, Pequena Cobra olhou para mim como se eu fosse um idiota. 

Porque tipo, quem em sã consciência não iria querer tirar proveito dessa informação para fazer ainda mais dinheiro? Se eu pudesse provar que a W.V. estava por trás do assassinato de Thobia Church, as ações de deles iriam despencar. Sem contar, que com o dinheiro que ganhei, meus ganhos seriam imensos. 

“…Primeiro de tudo e o mais importante, eu não tenho nenhuma prova. Mesmo sabendo que a W.V. está por trás disso, não posso fazer nada sem uma prova completa. 

“Isso é verdade.” 

“Segundo, se a gente anunciar essa notícia sobre o que aconteceu, o mercado farmacêutico iria entrar em colapso o que resultaria no aumento dos preços das poções.” 

Assentindo, Pequena Cobra pensou por um tempo e concordou com o que falei. 

Mesmo se conseguirmos vazar essa notícia e provar que a Farmacêutica W.V. era culpada, isso só causaria caos na indústria, o que resultaria na inflação dos preços das poções. Resumindo tudo, ninguém queria isso. Eu não ganharia nada com isso e apenas em pensar que teria que interagir com a Melissa de novo para negociarmos os preços, já fazia minhas costas arrepiarem. 

“…Ok, acho melhor eu ir. Agora que sei quem é bisbilhoteiro, não preciso mais me preocupar em ser descoberto.” 

“Beleza.” 

Me levantando, peguei meu copo de latte e sai do café com o Pequena Cobra, mas logo nos separamos. 

Ao ver meu relógio e perceber que ainda tinha um pouco de tempo sobrando, decidi dar uma volta e ver se alguma coisa chamaria a minha atenção. 

Embora as ruas não estarem lotadas, conseguia ver pessoas saindo e entrando em várias lojas. Tinha apenas uma rua de mão única, onde as laterais eram cheias de lojas. 

Placas enormes com mulheres lindas e homens bonitos podiam ser avistadas por toda parte, cada um fazendo propaganda de diversos produtos. Perfumes, brinquedos, roupas, tudo que você imaginar. 

“…Hm?” 

Parando por um segundo, olhei para uma placa enorme florescente. 

<<Loja de Antiguidade>> 

“Loja de Antiguidades? Será que tem alguma coisa legal aqui.” 

-Dling! -Dling! 

Quando abri a porta, o som de sininhos ecoou pelo local. No segundo seguinte, um cheiro forte de madeira entrou em minhas narinas, me fazendo lembrar da casa do meu avô no meu antigo mundo. Era um cheiro estranho, por assim dizer. 

“Seja bem-vindo.” 

Me cumprimentando era um homem velho com uma barba comprida e cabelos brancos. Acenando com a cabeça na direção dele, observei os arredores. 

No mesmo instante, tudo chamou minha atenção. Tudo aqui eram coisas que usava no meu antigo mundo. 

Como estávamos nos anos 2055, as coisas eram muito mais avançadas comparadas ao meu antigo mundo, ou seja, o que eu usava agora é considerado antiguidade nos tempos atuais. No canto do cômodo, consegui ver revistas, jornais, controles de jogos e várias outras coisas. 

 Ver tudo isso aqui me fez sentir um pouco de nostalgia. 

“Oh!” 

Enquanto olhava ao redor, um objeto chamou minha atenção. O pegando da prateleira, um sorriso apareceu no meu rosto. 

“Ótima escolha! Esse é um dos meus favoritos.” 

Aparecendo atrás de mim, o dono da loja passou a mão algumas vezes na barba enquanto olhava o objeto em minha mão. 

“Quanto custa?” 

“Hmm…considerando que a empresa que fabricava esse aparelho não está mais aberta, diria 500 U.”  

“500 U?”  

Ao olhar para o Mp3 em minhas mãos, uma expressão de conflito apareceu no meu rosto. Tipo, quem em sã consciência pagaria 500 U por um Mp3 nesses dias? Mas isso era muito tentador.  

E ficou ainda mais tentador quando percebi que vinha com o próprio fone de fio junto.  

Sim, você ouviu certo. Fones de fio.  

Antes de eu reencarnar, meu mundo já estava começando a transacionar de fones de fio para fones sem fio. Sendo honesto, eu tentei usar fones sem fio, mas não me acostumei.  

Como eu amo escutar músicas para passar o tempo, comprei um fone sem fio para mim nesse mundo, mas não era a mesma coisa…  

“Muito bem, eu vou comprar.”  

“Ótima decisão.”  

Sorrindo de orelha a orelha, o dono da loja imediatamente foi para o caixa e passou o meu cartão. 

Depois da compra ser feita, sai da loja. E abrindo o meu mais novo Mp3, fiquei surpreso que já vinha com a própria lista de música junto.  

Passando pelo número incontáveis de músicas, parei em uma e coloquei os fones.  

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Seven Nation Army  

The White Stripes  

0:00 ?———————- 3:52  

+ Volume – 

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Ignorando os olhares estranhos vindo em minha direção, voltei para a escola alegremente enquanto escutava música no meu mais novo Mp3. 

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