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Warlock Apprentice – Capítulo 393

Mudança de Planos

Enquanto a mulher dava seu último suspiro, a energia sombria ao seu redor penetrou imediatamente em seu corpo para dominar sua alma. Havia energia mais do que suficiente para criar um clone da alma da mulher — um clone mais sombrio e imundo.

No segundo seguinte, uma alma pálida e disforme de morto-vivo emergiu de seu cadáver e uivou. Esta nascera com um poder sombrio tão abundante que parecia um ser vivo.

Seu uivo era também um talento comum à maioria das criaturas mortas-vivas, o que chocou todas as outras almas próximas.

Embora Angor só tenha sentido um leve desconforto devido à sua propriedade especial, o uivo apenas acelerou a morte das outras mulheres que estavam penduradas nos ganchos.

A alma recém-nascida ergueu a cabeça e correu rapidamente em direção ao único alvo na sala — Angor — com suas garras afiadas erguidas.

Ela já não tinha mais sanidade, e Angor jamais esperaria que ela se lembrasse de seu “favor”. Angor já havia ordenado que sua imagem deixasse a sala, enquanto seu verdadeiro eu se escondia em outro lugar.

Ele planejava atrair o espírito para longe. O verdadeiro assassino da mulher ainda jazia inconsciente do lado de fora. Angor planejava deixá-los se confrontarem enquanto aproveitava a oportunidade para escapar.

De repente, uma série de padrões dourados na parede começou a brilhar. Eles giraram e saíram da parede, transformando-se em uma armadilha circular no ar, que rapidamente envolveu a alma da mulher e a dissipou.

“Algo que… captura almas e as teletransporta?” Angor examinou as runas e compreendeu seu efeito.

Fazia muito sentido que o Castelo das Trevas tivesse algo para mover os espíritos. Talvez as runas fossem usadas para transferir almas inúteis para aquelas florestas.

Angor suspirou em silêncio. Agora ele sabia de onde vinham os cadáveres e as almas femininas que choravam.

Um único homem não teria como utilizar tantos cadáveres. Ele supôs que havia muitas pessoas no Castelo das Trevas que tomavam “banhos de sangue”, o que gerava aquela quantidade de corpos espalhados.

Espere… banhos de sangue de virgem?

Angor lembrou-se de um livro que viu na biblioteca de Sunders; era o livro “Lendas Gloriosas”.

O livro registrava todos os magos lendários que haviam existido na região mágica do sul nos últimos 10.000 anos. Existiu uma bruxa lendária de 3.000 anos atrás, a “Rainha Sangrenta” Mary, que era originária do Castelo das Trevas. Ela era famosa por seu estilo de vida devasso e pelo hábito de manter inúmeros jovens amantes. Além disso, adorava banhos de sangue de virgem, algo que, dizia-se, ajudava a preservar sua aparência jovem. Mais tarde, provou-se que esse método era totalmente inútil. Ela simplesmente tomava esses banhos para satisfazer um gosto pessoal: o prazer de ver mulheres bonitas sofrendo.

Ao que tudo indica, esse costume macabro foi transmitido ao Castelo das Trevas ao longo dos séculos.

Hoje em dia, já se sabia que tais banhos não serviam para nada além de deixar a pessoa com um cheiro horrível. Talvez suas sucessoras acreditassem que alcançariam a mesma glória de Mary se copiassem seus hábitos?

Uma tolice, considerando a rapidez com que o Castelo das Trevas perdia sua fama. Aquela organização, outrora renomada, não contava com nenhum mago do nível “Buscador da Verdade” atualmente. O ser de maior poder era Isabella, que era apenas uma maga de nível 2. O Castelo das Trevas já teria sido tomado por outros se não estivesse sob a proteção da Cidade das Fadas.

Angor balançou a cabeça e fechou a porta atrás de si.

Ele viu a aprendiz que o havia emboscado ainda dormindo no chão. Sentiu imediatamente repulsa pelo que ela fizera, embora não fosse tomar nenhuma atitude imprudente por enquanto.

Por ora, ele não condenaria as ações alheias com base em sua própria moralidade. Não existia algo como uma “moral comum” no mundo mágico. Ele não tinha o direito de julgar o Castelo das Trevas.

Preparou-se para contornar o corpo dela e seguir em frente. Mas, pensando melhor, aproximou-se dela novamente.

Tivera uma nova ideia.

…

Venees teve um sonho muito longo. Depois de tomar banhos suficientes de sangue de virgens, ela finalmente se tornou uma bruxa lendária e conquistou inúmeras terras, além dos corações de muitos homens.

Antes de se entregar a mais um momento de intimidade com um cavalheiro, uma figura de sorriso malicioso surgiu de repente diante dela e a deixou inconsciente.

Venees abriu os olhos novamente enquanto massageava o pescoço dolorido.

“Droga. Aquele desgraçado do Diablo não basta? Mais uma mariposa voando para o fogo.”

Ela parecia extremamente irritada, provavelmente porque seu doce sonho fora interrompido ou porque fora nocauteada duas vezes seguidas.

Levantou-se e olhou para o sangue sob seus pés. “Nossa! Preciso fazer isso de novo! Ou o professor vai me dar uma bronca.”

Pegou um esfregão em algum lugar e começou a esfregar o chão no corredor, resmungando: “Quando vou aprender aquele feitiço de Limpeza? Isso é tão cansativo.”

Então, verificou todos os cadáveres acima dela. “Todos mortos? Quanto tempo fiquei desacordada? Maldito seja você! Seja lá quem for. Todo o sangue fresco, desperdiçado!”

Apertou um botão e o sangue quente na banheira escorreu pelo ralo. Enxugou o corpo, vestiu um vestido de seda translúcido e foi esfregar o chão do corredor.

Pum!

O som de algo batendo no chão ecoou de repente.

Venees olhou para o corredor e só encontrou mais escuridão.

“Taira? Larisa?” Ela chamou pelos nomes dos outros aprendizes que moravam no mesmo andar.

Nenhuma resposta.

Ela largou a ferramenta e levou uma lamparina na direção do som.

No final do corredor, viu alguém deitado no chão, completamente imóvel.

As vestes esfarrapadas do homem sugeriam que ele não era do Castelo das Trevas. A organização permitia aprendizes de ambos os sexos, mas este “verdadeiro” Castelo das Trevas só tinha mulheres.

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