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Warlock Apprentice – Capítulo 81

Chegando ao Continente

Angor se considerou sortudo por ter terminado de registrar os livros um dia antes do retorno de Sunders. Fora isso, nada de especial aconteceu. 

Angor ainda estava tenso sobre encontrar Sunders, temendo que seu professor pudesse ter maneiras de monitorar suas ações na sala dos livros. Suas preocupações logo se provaram desnecessárias. Sunders não estava interessado em quais livros ele leu. O homem apenas lhe disse uma coisa, “Uma vez que chegarmos na Caverna Bruta, tenha em mente que você não receberá nada tão facil.”  

Angor estava incerto sobre o que ele queria dizer. Depois, Flora lhe explicou em particular, “Eu estava lhe provocando no outro dia. Os livros que você leu voltados para aprendizes não são minimamente valiosos para magos. Mas ainda, deve obedecer a regra da troca equivalente. O professor estava lhe dizendo que se você quiser livros para ler na Caverna Bruta, deverá pagar com cristais mágicos.”  

… Então Flora exagerou sobre o valor dos livros apenas para assustá-lo.  

Flora não percebeu que não havia necessidade alguma de Angor entender os livros mais valiosos. Ele já havia armazenado todos eles. Se ele realmente seguisse a regra da troca equivalente, Angor precisaria pagar caro. Esse “se” não existia agora. 

Quanto a Angor, ele sabia que havia lucrado bastante ao registrar todos os livros. De agora em diante, ele nunca revelaria seu segredo sobre o tablet holográfico para que as pessoas não suspeitassem dele. 

Eles chegariam ao continente pela tarde. Depois de se despedir de seu professor, Angor voltou para sua tenda para empacotar suas coisas e as de Toby. Ele não tinha muita bagagem, mas as necessidades diárias de Toby tomaram muito espaço. Angor tentou ao máximo compactá-las, mas ainda tinha que carregar uma mala gigante. 

Foi uma coisa boa que Sunders soubesse que Toby era o pet de Greya. Mesmo que fosse Angor que estava tomando conta dele, Toby ainda era um convidado da Caverna Bruta também. Como tal, eles deveriam ajudar com as malas do pássaro também.  

“Mordomo Goode, me desculpe pelos problemas,” disse Angor enquanto passava a bagagem de Toby para Goode constrangido.  

 “Não se preocupe, Senhor Padt”, disse Goode enquanto tirava a bagagem do caminho. 

Angor carregou suas próprias coisas. Em primeiro lugar, Goode não se ofereceu para ajudar. E em segundo, Angor não queria deixar alguns de seus objetos valiosos nas mãos de outra pessoa. 

Quando a baleia nebulosa saiu completamente das nuvens tempestuosas, e a luz solar brilhou mais uma vez sobre o racho, Angor soube que eles finalmente chegaram ao Continente Feérico. 

…

Chegando em terra firme, Angor não seguiu Sunders. Ao invés disso, Angor se juntou aos outros ganhadores dos combates mortais e viajou para o continente num falcão demoníaco. Uma dúzia de gigantes falcões demoníacos decolaram, deixaram escapar vários gritos e partiram para a terra sem fim ao horizonte. 

Angor olhou para trás, em direção à baleia nebulosa. A criatura estava os assistindo partir silenciosamente com aqueles olhos gigantes e gentis. Angor acenou para a baleia para se despedir. 

A baleia nebulosa pareceu notar o gesto de Angor. Ela apertou os olhos um pouco como se estivesse sorrindo. 

Atrás da baleia estavam as nuvens de tempestade que se dissipavam e o mar sem limites. 

Bem distante naquela direção estava a belíssima terra em que Angor nasceu. Independentemente do que acontecesse no futuro, Angor sabia que seu lar sempre estaria lá.  

“Já com saudades de casa?” Uma indolente voz soou nos ouvidos de Angor pelo ar.  

Angor olhou para trás. Angor não notara que Nausica já havia se aproximado dele enquanto segurava em suas mãos as rédeas para controlar o falcão demoníaco. 

“Um pouco. Já estou fora há algum tempo. Imagino como minha família está indo,” Angor respondeu sem pensar muito. Ele não queria falar muito sobre isso, então ele optou por mudar de assunto perguntando, “Você pode manipular falcões demoníacos?”  

“Huh… Então esse pássaro gigante é chamado falcão demoníaco?”  Nausica acariciou seus cabelos, que estavam desgrenhados pelo vento. Até mesmo uma ação tão simples a fazia parecer extremamente sensual. 

Ela continuou, “Não estou manipulando. A rédea é usada para dizer a ele aonde ir, como cavalgar um cavalo de guerra.” 

Angor já andou a cavalo antes. No entanto, Leon estava sempre preocupado com sua segurança, então Leon escolheu apenas Mersons Anões de Cabelo Longo para ele montar. Esses cavalos não tinham mais de um metro de altura e não precisavam ser controlados por rédeas. Eles nem galopavam quando alguém os montava. Eles apenas passeavam lentamente. 

Angor não gostava de passeios tão chatos, mas como um irmão superprotetor, Leon sempre se recusava a deixar Angor cavalgar cavalos maiores a fim de que Angor nunca se machucasse. Angor nunca cavalgou em nenhum cavalo comum, quanto mais cavalos de guerra. 

Angor observou Nausica inclinando o falcão demônio habilmente e sentiu um pouco de ciúmes. Ele não pôde deixar de pedir instruções a ela. 

Nausica também não lhe escondeu nada. Ela ajudou Angor aprender algumas manobras básicas com as mãos e logo Angor estava se divertindo. 

Depois de um tempo, Nausica observou Angor guiando o falcão demônio alegremente e balançou a cabeça. 

“Haa. Crianças,” murmurou Nausica. 

Depois que Angor teve sua diversão, eles voltaram à rota normal.  

Nausica olhou de volta para as nuvens de tempestade à distância e murmurou, “Aquelas nuvens quase alcançaram a borda do Continente Feérico. Eles não estavam brincando sobre o clima extremo da Água do Diabo.”  

Nausica parecia estar surpresa com o clima. Contudo, por alguma razão, Angor sentiu êxtase em suas palavras. Por que ela estava animada com o clima radical? Angor sabia que eles não eram realmente próximos, então não perguntou. 

Olhando o Continente Feérico do céu, poderiam ver apenas uma floresta interminável e ocasionais montanhas distantes.  

“Então esse é o Continente Feérico!”  

Depois de viajar por nove meses, Angor finalmente chegou à terra dos magos.  

O falcão demoníaco pousou na costa leste do Porto do Crepúsculo. Ainda tinha um trajeto para a Cidade do Crepúsculo. 

Os outros vencedores dos confrontos mortais alcançaram o solo um depois do outro.  

Angor normalmente observava essas pessoas quando ainda estavam em suas tendas. Agora que estavam perto, Angor podia sentir auras familiares vindo deles. 

A maioria parecia altos e fortes, e cada pessoa tinha alguma característica única.  

Por exemplo, o primeiro que Angor viu ao deixar o falcão demoníaco foi um jovem usando um chapéu de veludo preto e branco, agachado na praia e brincando com um caranguejo. Atrás dele, havia uma espada de cavaleiro envolta em um pano. Sob um coqueiro próximo, um homem corpulento, com um bigode em forma de guidão, estava encostado na árvore, apreciando a luz manchada do sol que passava pelas folhas pinadas. 

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