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The Author’s POV – Capítulo 102

Provas [6]

-Khuala! -Khuaka! -Khuaka!

Como uma onda de tsunami, criaturas esverdeadas de baixa estatura, menores que um ser humano, surgiram de todos os cantos da caverna. Tinham narizes longos e achatados em forma de gancho, orelhas de morcego e sorriso torto que lhe davam uma aparência maligna.

“O-O que é aquilo?”

“N-Não me di-diga que são goblins?”

“Nem fudendo!!”

Sem saberem como reagir com a situação inusitada, os alunos que estavam na frente pararam de correr e se aproximaram um do outro.

Com as costas um para o outro, todos sacaram suas armas e analisaram os arredores, nervosos. A cada lugar que olhavam, apareciam um grupo de goblin.

“O q-que vamos fazer?”

“N-Não sei.”

Apesar dos goblin serem considerados o monstro mais comum de aparecer em dungeons, ainda assim eram criaturas perigosas Com o seu olfato e audição aguçadas, sem contar sua tendência de caçar em grupo, muitos herois eram mortos por eles.

Então, nem vamos comentar, o que pode acontecer com um bando de alunos sem experiência nenhuma dentro da dungeon.

“E-Estamos cercados.”

Encarando os números enormes de goblin bloqueando o caminho, um dos alunos não se aguentou e comentou, com a voz toda trêmula.

“I-Isso n-não está certo. Como que existe essa quantidade enorme de goblins dentro de uma dungeon <Classe F>. N-Nós vamos morrer!”

E ele não era o único que estava pensando dessa forma, quase todo mundo que estava na vanguarda tremia de medo.

Porque tipo, embora esteja muito escuro, só a quantidade de goblins que estava na frente deles, já chegavam a milhares. Como eles vão lutar com tudo isso de monstros?

“Sai da minha frente, seus primatas miseráveis.”

Melissa surgiu caminhando calmamente à frente dos alunos, segurando um longa lança de metal, cuja a ponta era adornada por gravações em forma de chamas.

Sem dar uma chance para os outros processarem o que estava acontecendo, Melissa ajustou sua postura e lançou a lança em sua mão.

-Swoooosh!

Como um raio, a lança voou através do mar das criaturas esverdeadas, deixando uma trilha de chamar por onde passava…

-Kacha!

-Booom!

Em seguida, uma explosão ecoou pelas paredes da caverna, tremendo o espaço todo e fazendo com que alguns destroços e poeira voassem pelo ar.

Assim que a poeira baixou, os alunos ficaram perplexos com a cena que viram.

“C-Como?”

“Huh?”

A horda de goblins à frente deles tinha sumido por completo. Em seu lugar restava apenas um único goblin, usando um manto de mago e segurando uma esfera.

Bom… era assim que deveria ter aparecido.

Ao invés disso, o corpo já sem vida, estava no chão com uma lança perfurada no topo da cabeça.

“U-um goblin mago?”

“O-O que?”

“Então aquilo era uma ilusão?”

De alguma forma recuperando a compostura, todo mundo encarou o corpo do goblin sem vida no chão.

E logo entenderam o que aconteceu.

Tudo aquilo era trabalho de um goblin mago. Uma versão evoluída e rara da criatura esverdeada.

O goblin mago criou uma ilusão para assustar eles, fazendo pensar que teriam que lutar contra uma horda de goblins. Uma estratégia bem comum deles para poder caçar suas presas.

E também não era algo difícil de desvendar se prestassem atenção. Tudo que precisava fazer era encontrar o reflexo que a esfera fazia quando o goblin a usava.

No instante que achá-la, também encontrará onde o goblin mago está e matá-lo.

Eles haviam aprendido isso nas aulas, mas pelo jeito a maioria esqueceu…

Talvez seja devido a sua animação e nervosismo, mas parece que tinham esquecido tudo que aprenderam nas aulas.

Andando na frente de todo mundo, com um o sorriso mais gentil que Melissa conseguia fazer, ela olhou na direção dos alunos que estavam na vanguarda e falou.

“A próxima vez que ficarem com medo, não atrapalhem o caminho dos outros. Vocês não passam de peso morto, então, por favor, morram ou saiam do caminho. Muito obrigada.”

E com isso, sem nem olhar para trás, Melissa pegou sua lança e adentrou mais a caverna correndo.

Observando tudo acontecendo dos fundos, olhando a figura da Melissa indo embora, concordei com a cabeça diversas vezes.

Ah… ela nunca desaponta.

Yup… yup… yup…

Falando as palavras mais tóxicas possíveis e ainda com uma expressão gentil como aquela… só a Melissa para conseguir fazer isso.

Mas tenho que dizer, apesar da Melissa ser apenas da <Classe F>, o poder dela não é brincadeira. Até mesmo eu teria dificuldades para defender uma ataque daquele.

Acho que dois ou três aneis seriam necessários.

“Vamos.”

“Seguem ela.”

Ao verem ela indo embora, alguns alunos acordaram de seus transes e imediatamente começaram a seguir.

“Huuuu…”

Observando o pessoal que seguia a cientista, respirei fundo e comecei a correr.

Não tinha tempo para moleza.

Já que o tempo era um dos pontos avaliados na prova, não posso ficar perdendo tempo chupando o dedo.

Ativando a mana de dentro do meu corpo, ativei o [Passos Aéreos].

Daí em diante, todo passo que eu avançava, os psyons de vento nos meus pés se intensificaram.

Não passando muito tempo desde que ativei o Manual, me vi correndo livremente pela caverna enquanto minha velocidade aumentava a cada passo que tomava.

-Wooosh!

“O q-que foi aquilo?”

“Huh?”

Como um raio, rapidamente ultrapassei alguns dos meus colegas que já estavam na frente. Mesmo ainda tendo distância entre os primeiros lugares, estava confiante de que conseguiria alcançá-los.

-Clank! -Clank! -Clank!

Enquanto corria pela caverna, consegui ouvir os sons das lutas entre os alunos e goblins vindo de toda parte.

Movimentando meu corpo com fluidez, de alguma forma conseguia desviar das lutas… mas sei que a qualquer momento se tornaria impossível.

E eu estava certo…

Alguns goblins conseguiram entrar no meu caminho, me impedindo de avançar.

E porque estava me movimentando muito rápido, não tinha tempo o suficiente para parar. E por esse motivo, depois de ter certeza de que ninguém estava prestando atenção, toquei levemente na bainha da minha katana.

-Click!

-Thud! -Thud!

Em seguida, duas cabeças verdes saíram rolando pelo chão. Tudo isso aconteceu de uma forma tão rápida, que até mesmo as câmeras presentes não conseguiram gravar o que aconteceu.

Morte instantânea.

Logo depois das cabeças caírem no chão, finalmente consegui parar de mover meu corpo depois de dez metros de distância dos corpos.

Caminhando até onde os corpos estavam, rapidamente peguei as cabeças e toquei duas vezes na área direita do meu peitoral. No segundo seguinte, as cabeças que estava segurando desapareceram.

Assim que as cabeças desapareceram, um [2] enorme apareceu no meu braço direito, onde tinha um faixa preta.

Vendo o número na faixa, assenti satisfeito e ao invés de ativar o Manual novamente, avancei correndo de leve.

Os túneis da caverna já começaram a ficar mais estreitos e, para piorar, o chão não era plano, o que dificultava acumular impulso suficiente sem fazer movimentos desnecessários.

…..

Durante os trinta minutos seguintes, continuei avançando, ultrapassando estudantes e eliminando goblins ou outros monstros que tentavam me atacar de surpresa.

‘Este é um bom ritmo.’

Enquanto corria de leve, no meu braço direito havia um grande [55] desenhado na faixa.

Apesar de ser muito, nem se comparava com a quantia que o Kevin e os outros devem estar. Se não me engano, na novel, o Kevin acabou com [215] pontos.

Ou seja, [55] deve estar na média para demonstrar minha força, sem chamar muita atenção.

Porém, [55] era bom o suficiente? Não, não era.

[79]

Essa era a minha meta.

Calculei que essa seria a melhor pontuação para conseguir subir nos Tops 100. E isso levando em consideração o resultado da minha prova escrita, que com certeza foi abaixo da média.

Apesar de ser difícil, não era impossível. Principalmente, porque posso usar livremente o [Estilo Keiki] sem ninguém descobrir… bom, usava quando tinha certeza que ninguém iria ver. Especialmente, nas áreas onde os alunos do segundo e terceiro ano estavam.

Depois de caçar mais um pouco, logo cheguei em uma bifurcação de três caminhos. Sem nem pensar muito, fui em direção ao caminho da direita.

“Ok, vamos lá…”

Contudo, no momento que estava prestes a entrar no túnel, escutei uma voz grossa vindo da minha esquerda. Olhando na direção da onde a voz estava vindo, avistei um indivíduo alto com o cabelo de corte mullet e um olhar intenso.

Era óbvio que ele estava esperando por mim…

“Aí está você…”

“Ah, como está você, Arnold?”

Nem importando em me responder, Arnold andou até o meio da caverna de braços cruzados, atrapalhando o meu caminho.

“Eu estive esperando por você…”

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