Apocalypse Hunter – Capítulo 27

Protótipo (1)

Antes de se aproximarem da fortaleza de Busan, Zin parou em uma cidade próxima. Mok-Gol foi destruída, mas Hewl-Jin, uma cidade sulista, estava a salvo.

Zin comprou suprimentos como comida, e reservou um hotel. A fortaleza velha ficava a um dia de distância, e não precisavam ficar em Hewl-Jin. Eles pararam nesta cidade por outra razão.

— Você precisa ficar aqui.

— Por quê?

— Apesar dela estar inativa agora, há um alto risco de exposição à VC no PCM. Se você não quer morrer ou se tornar um monstro, melhor ficar aqui.

— Eu acho…

Uma pessoa que for exposta ao Veneno do Caos (VC) iria se transformar em um vagabundo. Apesar do PCM estar inativo, havia uma alta quantidade de radiação assim como veneno. Pessoas comuns poderiam morrer ou se transformar em um vagabundo só de chegar perto de o PCM.

Leona perguntou:

— Quanto tempo vai levar?

— No máximo uma semana. Eu vou estar de volta antes disso.

— Hmm… tá.

Não era muito problema para Leona ficar sozinha por uma semana já que ela recebeu sua porção das lascas de Zin. Ela viajou sozinha e não sentia muito medo de ser deixada só.

— Tenha uma boa viagem.

Exausta do dia de viagem longo deles, Leona deitou no palheiro e estava pronta para dormir.

Zin saiu para as ruas de Hewl-Jin. Havia muralhas de lixo, e não havia monstros por perto. Havia muitas cidades como essa que desapareciam e emergiam.

Uma população de uns setecentos… cidade bem grande.

A praia era próxima, mas não o bastante para monstros marinhos atacarem. A Península da Coreia-Antiga não tinha muitos monstros, então uma cidade na praia era um lugar muito bom de se viver.

É por isso que eu não entendo como Mok-Gol foi destruída…

Mok-Gol e Hewl-Jin estavam a dois dias de viagem uma da outra. Se os Salteadores tivessem atacado Mok-Gol, seria estranho para eles não atacarem Hewl-Jin também. E seria o mesmo para os monstros. Mok-Gol foi destruída, mas Hewl-Jin estava segura. Conforme Zin andava por aí, ele não conseguia descobrir a razão.

Antes de ir embora, Zin parou em uma farmácia.

— Eu gostaria de comprar um pouco de medicamento anti-veneno. Você tem algo bom?

— Uma lasca por pacote.

Medicamento anti-veneno geralmente era um bando de ervas ou folhas que tinham propriedades para curar veneno. E havia muitos tipos de ervas que não eram nenhum pouco efetivas.

— Ei, essa artemísia não tem propriedades ativas para curar veneno. Por que você incluiu ela no pacote? — Zin criticou o dono, que só deu de ombros.

— Está aí para neutralizar a amargura das ervas anti-veneno. Deixa o gosto das ervas anti-veneno melhor e aumenta a eficácia delas.

Zin suspirou enquanto assistia o dono cospir mentiras sem qualquer hesitação.

Eu acho que ele realmente pensa assim…

Pessoas diferentes tinham conhecimentos diferentes já que não havia um método fácil para checar fatos. Zin pegou cinco pacotes de erva anti-veneno. Depois de pagar, Ele olhou para o dono.

— Você é um varredor? Quero te falar que não há nada para se achar no PCMB.

O dono aconselhou, achando que Zin estava indo em direção à fortaleza de Busan fechada. Muitos varredores paravam em sua loja para comprar ervas antes de irem lá.

Zin continuou encarando o dono.

— Eu não sou um varredor, mas você não deveria falar isso para os varredores antes de vender essas ervas?

O dono era sórdido no sentido que ele contaria imediatamente isso para os varredores logo depois de vender as ervas.

— Você sempre pode usar as ervas a qualquer momento. Acho que faço eles um favor porque se eles forem lá, vão acabar fritados pelo VC e a radiação. Eles deveriam me agradecer, ao invés disso.

O que o dono disse fazia sentido, e ele era intrometido o bastante para falar das condições da fortaleza para os varredores.

— Eu suponha que muitos varredores foram até o PCMB?

— Pode apostar. Depois que os caras do Armígero foram embora, os varredores foram lá aos montes. E você o que aqueles Armígeros fizeram? Não deixaram um puto para trás. Bom, quem sabe? Talvez alguém tenha encontrado um pote de ouro, e eles estão ficando quietos. A cada 1 ou 2 meses, varredores vão para a fortaleza, mas não ouvi ninguém falar que encontraram algo valioso.

— Hmm… entendo.

Zin pensou que era improvável encontrar alguma pista boa procurando na fortaleza. Mas ele estava planejando ir para Busan já que estava perto. Ele estava pronto para ver por si mesmo.

— Bom, deixe-me te perguntar outra coisa.

— Você pergunta demais sem nem me dar uma lasca.

— Você devia ser tão duro com um cliente que comprou cinco pacotes de ervas inúteis?

— Haha, você… fala sem hesitar. Claro, pergunte.

— O que destruiu Mok-Gol?

— Ah… Mok-Gol?

Com a pergunta de Zin, o dono parecia confuso.

— Sim, é um pouco estranho.

— Estranho.

— A uns dois anos atrás, os monstros atacaram a cidade de repente.

— … então é isso? — O rosto de Zin endureceu.

— Resultado, um monte de refugiados de Mok-Gol migraram para Hewl-Jin. Se você está curioso, pode perguntar para eles. Tem um bom número deles aqui. Uns cinquenta, eu acho.

— Ah… Certo…

— Eles disseram que foi um ato de uma bruxa.

— …

— Não é engraçado? Pessoas falam merda quando ficam assustadas. Em que era eles vivem? Bruxas não existem mais. Eles até disseram que uma bruxa vivia entre eles…

O dono estalou sua língua enquanto zombava dos refugiados, mas Zin não conseguia rir.

Zin saiu da farmácia depois de terminar de ouvir o dono. Ele parecia como se estivesse pronto para matar qualquer coisa. Ele andou de volta na direção em que veio, sem visitar os refugiados de Mok-Gol. Ele foi direto para o hotel onde Leona estava. Ela acordou assim que ouviu pessoas. Era um instinto parecido com um animal selvagem.

— O que está acontecendo, moço? Você ainda nem foi.

— …

— Qual o problema?

Zin olhou para Leona e disse:

— Eu vou te fazer uma pergunta.

— O que aconteceu contigo? O que é?

— Quando você foi embora de Mok-Gol?

— Por que você está perguntado?

— Me responda.

Conforme Zin a questionava, sua expressão facial mudou. Era difícil explicar o que se passava em sua mente. Então, ela respondeu com uma voz pesada.

— Faz uns dois anos.

— …

Zin ficou parado por um tempo sem falar nada. Leona olhou silenciosamente para ele. Zin não a questionou mais, e Leona fez o mesmo.

Depois de uma longa pausa, Zin tirou algo de seu casaco. Quando  Leona viu o que era, ela deu passo para trás com medo. Era o revólver que Zin havia mostrado para ela antes. Zin andou em direção à Leona, segurou a arma de fogo pelo cano e a deu para Leona.

— … Por quê?

— Pegue.

Confusa, Leona pegou a arma. Ela não sabia o que fazer com o revólver quando o recebeu.

— Parece que há sobreviventes de Mok-Gol aqui.

— …Sim.

— Provavelmente, eles pensam que você destruiu Mok-Gol. Vai ser perigoso aparecer na frente deles.

Leona foi chamada de bruxa e foi banida.

Zin tinha de ir para o PCMB, mas ele não podia levá-la com ele. Era mais seguro deixar ela ficar na cidade do que expô-la para os monstros. Ele não queria levá-la com ele.

— Se você encontrar qualquer perigo na cidade, use isso. Aponte para o inimigo, e puxe o gatilho. Até uma criança consegue fazer isso.

— Uh, eu sei… meio que sei como usar isso…

Era possível que os refugiados de Mok-Gol iriam reconhecer Leona e atacá-la. Para ajudá-la, Zin entregou-a o revólver. Dentro de um curto espaço de tempo, Zin ensinou a Leona como usar a arma.

— Há seis munições. Não use todas, e se houver inimigos demais, fuja.

— Se eu fugir… o que faço então? Onde nos encontramos?

— … te encontrar não vai ser difícil.

Então fique em qualquer lugar, eu vou procurar por você.

Zin manteve essas palavras para si.

Zin olhou para Leona, que retornou seu olhar. Ela mordeu seu lábio e começou a falar de novo.

— … moço.

— …

— Você acha que eu sou uma bruxa?

A voz de Leona possuía uma riqueza de emoções que era difícil interpretar. Com um sorriso, Zin respondeu dizendo outra coisa.

— Prometa-me.

— Prometer o que?

— Depois que eu voltar, você vai me contar tudo.

— …

Zin sabia que havia momentos em que Leona tentava esconder seu passado, mas ele não ligava muito. Leona olhou para Zin e fez uma pergunta, sem um traço de medo, ódio, ou ressentimento em seu tom.

— Eu te fiz uma pergunta. Responde primeiro.

Zin ficou quieto por um momento, e respondeu:

— Todas as bruxas estão mortas.

A resposta tinha muitos significados, e mesmo que Leona não soubesse de todos, ela assentiu.

— Sim.

Ela assentiu e concordou em falar a verdade toda quando Zin voltasse.

Depois de ouvir a resposta dela, Zin disse:

— Leona.

Zin não estava certo que tipo de emoções estava tendo. Ele não conseguia entender os sentimentos dentro dele. Leona lentamente assentiu enquanto olhava para Zin.

— Eu sou um caçador de malignos.

Zin disse enquanto se virava sem olhar para Leona. Ele não falou mais.

No dia seguinte, perto da área do PCMB. Zin estava na frente de uma muralha de concreto que era mais alta que quinze metros de altura. A fortaleza Armígero construída perto do buraco negro tinha grandes muralhas de concreto cercando-a. Nenhum monstro seria capaz de escapar e nenhum humano seria capaz de entrar. As muralhas da fortaleza costumavam possuir torres para atirar em invasores, mas agora não havia nada.

Não havia nada além de muralhas altas sem ninguém lá dentro. A fortaleza abandonada era inabitada, e ninguém ousava tomar a fortaleza vazia.

Alguns tolos viriam e ficariam na fortaleza só para morrer por exposição à radiação alta e VC. Era maluquice ficar perto do lugar sem nenhum tipo de equipamento.

A periferia da fortaleza, que tinha um nível relativamente baixo de radiação, provavelmente já foi saqueado a muito tempo atrás. Zin não tinha interesse em vasculhar a periferia.

As muralhas pareciam bem, mas as portas foram destruídas. Zin entrou na fortaleza. O dono da farmácia falou para ele que a fortaleza já foi saqueada, mas era uma informação incorreta. Fortalezas Armígeros possuíam muralhas internas e externas. Dentro da muralha externa, havia instalações militares, e soldados Armígeros caçavam os monstros que apareciam no PCM além da muralha interior.

Pessoas não sabiam sobre os Armígeros. E elas foram incapazes de saquear a fortaleza.

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