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Apocalypse Hunter – Capítulo 4

Monstro e Monstros (1)

Animado, Baek-Goo continuou a falar.

— Que outro monstro poderia fazer um Lobo Gigante formar uma alcateia? O único monstro que consegue fazer um grupo de bestas formar uma alcateia é um maligno. Eu estou certo sobre isso. Estou certo que o maligno fez a alcateia de Lobos Gigantes atacarem a cidade de Zados, e a exterminaram.

— … você sabe mesmo de algumas coisas aleatórias.

Zin estava sem palavras ao ponto de ficar espantado. Era surpreendente como um guarda caipira poderia ser tão desinformado sobre um maligno.

Zin pensou que era problemático que Baek-Goo acreditou que Lobos Gigantes formaram uma alcateia porque um maligno estava envolvido.

— Eu pergunto por aí sempre que um estranho visita, aprendi bastante depois de ouvir outros. Não acha que minha teoria faz sentido?

Olhando para Baek-Goo que acreditava firmemente que o maligno estava por trás dos acontecimentos, Zin balançou sua cabeça.

— Ei, Baek-Goo, você ao menos sabe o que é um maligno?

— Maligno? Um maligno é um maligno e é maligno?

— O que você descreveu é só um tipo de maligno.

Já que Zin ia passar a noite de qualquer jeito, ele resolveu contar algumas histórias ao ingênuo Baek-Goo.

— O termo “maligno” se refere a sete grupos de monstros.

— Sete grupos? Todos os malignos não são da mesma espécie?

— Não.

Baek-Goo estava focado demais no assunto, e Zin se sentiu desconfortável. Mas continuou. No passado, falar esse nome era uma maldição, mas agora era só uma coisa do passado.

— Dragão, Demônio, Vampiro, Fantasma, Imortal, Alien e Bruxa.

Baek-Goo estava perplexo depois de ouvir sobre os sete malignos.

— Eu não sei o que é o que, e não acho que eu já ouvido falar de algum desses aí antes.

— Claro. — Zin sussurrou baixinho. — Nenhum deles existe mais nesse mundo.

— Não existem mais?

— Dragões foram postos para dormir, Demônios foram exorcizados, Vampiros foram queimados até a morte, Fantasmas foram purificados, Imortais foram selados, Aliens foram exilados e Bruxas foram caçadas.

Zin decidiu contar isso a ele a fim de explicar o estado atual desse mundo. Baek-Goo não era esperto o bastante para entender o significado das palavras. Zin encarou Baek-Goo e disse:

— Dessa forma, esse acontecimento não pode ser um trabalho do mal. — Zin não estava brincando, e Baek-Goo assentiu lentamente.

— Então o que você acha que destruiu a cidade de Zado?

— Eu vou ter que ir lá para descobrir. Mas não há chance de um maligno estar por trás disso.

Baek-Goo assentiu.

— Você não é um caçador comum. Meus instintos são bem afiados.

— Bom, eu não acho que você seja um caçador comum também.

— Hah, eu sou apenas um tolo.

— Alguém que se chama de tolo geralmente não é um.

— Hah, tanto faz. De qualquer jeito, como eram chamados os caçadores especiais? Como era…

Baek-Goo pensou que o caçador na frente dele possa ser o caçador que ele ouviu falar. Não levou muito tempo para lembrar-se do nome.

— É isso! Eu acabei de lembrar! Caçador de malignos. Você é um caçador maligno!

Baek-Goo começou a ficar animado. Zin pensou que esse homem ingênuo não entendia o que era um caçador de malignos. Se soubesse, não ficaria feliz de encontrar um cara-a-cara. Zin não respondeu, e Baek-Goo, depois de um tempo, perguntou de novo.

— Você sabe?

— O que?

— Você disse que não existia mais malignos.

— Não, não existem mais.

— Então por que precisamos de um caçador de malignos? Hmm… bom, por que nós precisamos de uma ferramenta como uma foice, quando não há grãos para colher?

Zin se divertiu com a analogia de Baek-Goo – por que um caçador de malignos seria necessário em um mundo livre? Havia foices, mas nenhum grão. Qual era o uso de uma foice nesse mundo? A analogia era brega, mas estava certa.

— Bom, — Zin respondeu e adicionou: — Eu estou curioso sobre isso.

— Sobre o que você está falando… — Baek-Goo suspirou com essa bobagem, e Zin sorriu, entretido.

— Então, por que você está andando por aí?

— Eu estou tentando caçar o maligno. — Zin respondeu.

— Mas você não me disse que não existia mais malignos?

— Sim, isso é correto.

— Você está certo que não há mais malignos, mas por que você está procurando por um?

— Hmm… — Zin ponderou por um tempo, e respondeu calmamente. — Eu não pensei muito sobre isso.

Baek-Goo pensou consigo mesmo “Que tipo de homem maluco é esse?”, e balançou sua cabeça.


A noite chegou, e Zin estava deitado em um lençol confortável, encarando o teto da cela. Por causa das paredes grossas da prisão, ele não tinha que se preocupar demais com ameaças em potencial. Era uma benção não ter que se preocupar em estar alerta a noite inteira na selva.

Que cara esperto. — Zin pensou que Baek-Goo era uma pessoa bem afiada. Se ele descobrisse como caçar eficientemente, poderia se tornar um caçador bem habilidoso depois de alguns anos.

Entretanto, um grande caçador não necessariamente significava uma boa pessoa. Se tornar um caçador não era uma benção. Era o destino de um caçador morrer na selva. Provavelmente, era muito melhor viver confinado dentro de uma muralha da prisão. O caminho até alcançar um Ninho de Caçador com algum tipo de sistema de educação era bem longe, e Zin não tinha intenção de levar Baek-Goo lá.

Depois de tudo, ele só era outra pessoa que Zin conheceu por acaso. Zin sabia que não fazia sentido em se apegar a tal relacionamento. Mesmo que os talentos de Baek-Goo fossem superqualificados como um guarda, como um caçador, ele morreria enquanto caçava uma besta que não podia ser caçada. Mais do que isso, Zin estava cansado demais para formar um novo relacionamento com outra pessoa. Era problemático demais.  Ainda mais quando se trabalhava em tarefas irritantes, e coisas enfadonhas aconteciam. Esse era um dos adágios de Zin com os quais ele vivia.

Zin acordou e partiu cedo no dia seguinte. Baek-Goo conseguiu para ele mais algumas batatas, e Zin foi embora, se sentindo refrescado pela hospitalidade raramente vistas pelas pessoas nesse mundo.

— Que vila estranha.

Ponto Ardente – uma vila construída em uma prisão – era calma, mas ainda estranha. A menos que fosse uma cidade de livre acesso, estranhos eram frequentemente ignorados, mas Zin não teve essa impressão durante sua estadia no Ponto Ardente. Ele não foi necessariamente acolhido, mas as pessoas pareciam em paz. O ancião tomava conta de suas pessoas, e as pessoas respeitavam o ancião.

No ponto de vista de Zin, das numerosas cidades e vilas em que já passou. Ponto Ardente era um bom lugar para se viver. Entretanto, Zin sabia de um fato. Uma vila que era acolhedora demais acabaria sendo destruída mais cedo ou mais tarde. Havia uma razão para as pessoas terem se livrado de sentimentos de generosidade. Generosidade era uma fraqueza, e fraqueza significava perigo.

— Eu dou a ele no máximo dez anos.

Humanos tratavam os outros cruelmente não porque eles queriam agir desse jeito, mas porque se tornou necessário para se sobreviver por um longo período de tempo. Humanos costumavam buscar jeitos de viver por mais tempo, e não era diferente nos dias de hoje. Mas, a fim de sobreviver em um mundo onde a civilização, havia desaparecido, desenvolver tecnologia era uma coisa do passado, a única opção que restou aos humanos era ser cruel.

Essa era a resposta para longevidade, assim como um plano de sobrevivência.

*Bang!*

Zin demonstrou isso ao atirar em um estranho andando longe dele. Ele lentamente foi até o cadáver com seu fuzil preso em seu ombro. O cadáver estava parado com um projétil enfincado no meio de sua testa.

Não existia muita diferença entre um caçador e um salteador. Para ser exato, todos os andarilhos era a mesma. Além de si mesmo, todo o resto era inimigo. Sempre ataque primeiro antes de ser atacado. Era difícil distinguir se o oponente era ou não um inimigo. Era melhor matar primeiro e depois pensar. Se fosse uma pessoa inocente, você sentiria o gosto ruim na boca ao matar alguém inocente, mas estaria grato por viver outro dia.

— Que sorte. — Zin murmurou ao olhar para as manchas de sangue vermelho escuro no cadáver. O andarilho sofria de um vício em Veneno do Caos.

— Cara… esse homem estava no processo de se tornar uma besta?

Ao ver o sangue começar a ferver, Zin pegou a pederneira de seu casaco.

*Pzzzzt!*

Zin criou fogo e o deixou cair na poça de sangue, então fugiu do cadáver.

*Boooom!!*

Logo, um fogo abrasador explodiu alto. Zin rolou algumas vezes para frente devido o choque da explosão, e, então, se levantou. Enquanto limpava a poeira de seu casaco, afastou-se da explosão atrás dele.

— Grrrrarrgghahhhhh!!

Um monstro prematuro saiu do cadáver, lutando e gritando, mas Zin não olhou para ele. De qualquer jeito, aqueles que andavam na selva eram caçadores, bandidos, salteadores, vagabundos e refugiados. Exceto os refugiados, o resto não era inocente, e até os refugiados estavam longe de serem virtuosos.

Só agora, o homem morto era um vagabundo que podia se transformar em monstro a qualquer momento, e Zin se manteve seguro ao sobrepujar seu oponente primeiro.

Ainda assim, havia mais quatro dias até seu destino – um longo caminho pela frente.

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