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Apocalypse Hunter – Capítulo 97

A Guerra em Shane (2)

Zin foi lentamente até o menino e colocou seu pé na cabeça dele. Leona colocou sua AKM, que cumpriu seu dever, em seu ombro.

— Que jogo duro esse hein, menininho.

— Pooooorraaaaaaa!

A criança se agitava no chão e gemia, mas não conseguia se livrar do pé de Zin em sua cabeça.

Assim que Cho-Yul saiu, ele ficou pálido quando viu os dois cadáveres: um sem cabeça e o outro com buracos em sua cabeça e em seu pescoço.

Ramphil, por ter rolado no chão, tirou a sujeira de suas roupas enquanto saia.

— Seus filhos das putas! Todos vocês estão moooooortoooooos! — O menino gritou com toda a sua força, para tentar escapar da dor ou por raiva. Leona foi até ele lentamente, mordendo seus lábios e olhou para Zin.

Ele entendeu e removeu seu pé. O menino olhou nos olhos de Leona que estava menosprezando ele.

— Vai se foder, vadiaaaaa maluca! Você vai morrer agora!

O menino, sentindo seu fim chegar, gritou. Era a única coisa que ele podia fazer.

— As únicas pessoas mortas aqui são seus amigos.

Sem hesitar Leona pegou sua faca de seu braço e a inseriu no pescoço do menino dando chilique.

— Huh! Uhh! Huh-uh!

— Pronto. Um pouco mais quieto agora, finalmente.

*Bleh!*

Com sua mão esquerda agarrando seu pescoço, o menino cuspiu sangue e se contorceu por um bom tempo antes de parar de respirar. Leona limpou o sangue de seu rosto, esfregou a faca contra suas roupas para tirar o sangue e a guardou de volta em sua bainha.

Ramphil e Zin estavam bem, mas Cho-Yul estava chocado de ver Leona matar alguém sem hesitar. Leona olhou para Cho-Yul  com um grande sorriso em seu rosto.

— Você não sabia? Essa é a eu de verdade. — Ela disse como se não houvesse nada para se surpreender.

Claro, essa sentença chocou o homem ainda mais.

Graças aos reflexos rápidos de Ramphil, eles foram salvos da explosão e o julgamento rápido de Zin e a inteligência de Leona incapacitaram rapidamente os três atacantes.

Eles nunca falaram sobre isso antes, mas os três cumpriram seus deveres com peças de um relógio.

Cho-Yul estava começando a entender o motivo dos três viajarem juntos. Depois que Leona conseguiu sua arma, ela se tornou um membro importante do time. Era muito melhor ter duas pessoas atirando em vez de só uma.

Entretanto, era uma coincidência estranha que Leona entendeu as intenções de Zin e que as duas armas estavam mirando na mesma coisa. Pode ser a empatia crescente de Leona que permitiu que ela lesse as intenções de Zin durante uma batalha, quando havia angústia psicológica extrema.

Se fosse verdade, então Leona e Zin teriam todos os ingredientes para ser a dupla perfeita quando trabalhavam como um time.

Enquanto eles tentavam recuperar os projéteis dos cadáveres, eles ouviam tiros de todos os lugares. Leona murmurou.

— Que que tá acontecendo?

Essa era uma batalha entre experiência e poder de fogo e era difícil imaginar quem venceria.

*Bang!* *Bang!*

— As crianças parecem ter a vantagem. — Depois ouvir os tiros, Zin disse e Ramphil concordou.

Leona estava confusa, então Ramphil explicou.

— Se os Salteadores tivessem a vantagem nós ouviríamos tiros contínuos de ARs, mas o que nós ouvimos foi um único tiro, o que significa que os Salteadores não descobriram ainda para onde atirar.

Isso significava que o inimigo estava trocando de locais continuamente conforme atacavam os Salteadores. Em outras palavras, os Salteadores estavam em um lugar ruim. Os convidados no hotel estavam tremendo de medo e não ousavam sair do prédio.

— O que você vai fazer? — Leona olhou para Zin e perguntou.

— Vamos ir embora. Nossa localização foi descoberta.

Depois de empacotar tudo rapidamente, o grupo desceu até o primeiro andar. O dono do lugar estava tremendo. Talvez os meninos apontaram suas armas para ele a fim de perguntar onde o caçador estava e ele provavelmente disse a eles por medo.

Com medo de se meter em problemas depois disso, ele estava tremendo dos pés a cabeça debaixo do balcão. Todos foram para fora sem nem olhar para ele.

Entretanto, como se lembrasse de algo, Zin voltou até o balcão. O dono assustado parecia que iria se mijar quando o caçador voltou com um olhar sério em seu rosto.

— Ei.

— Ai, meu senhor! Por favor não me mate. Eles me ameaçaram com suas armas e eu…

Mas o que Zin disse para o dono, que estava implorando por sua vida, foi algo bem inesperado.

— Nós não passamos a noite inteira, então eu acho que você devia me dar o dinheiro de volta.

Não era exatamente errado e o dono não ousou desafiar o caçador segurando uma espingarda automática.

— Ah, sim! Aqui está.

— Tudo certo, mantenha o bom trabalho.

Zin, com mais quatro lascas em seu bolso, voltou para seus companheiros confusos.

— Você tinha mesmo que fazer isso agora?

Apesar de Leona tentar dar uma bronca nele, Zin respondeu de forma séria.

— Se você quer ser uma caçadora, mantenha isso em mente: calcule seus gastos com precisão.

— Aff… tá. — Com um rosto azedo, Leona assentiu.


Enquanto isso, os Salteadores estavam mantendo suas posições no prédio do governo e continuando sua operação de se esconder e se proteger de tiros.

— Ajuda! Socorro! Alguém está atirando em mim!

*Ba-bang!* *Bang!*

Uma criança emergiu de um lugar com muitos tiros e um dos Salteadores gritou.

— Ei, olá menininho! Venha aqui! Rápido!

O líder do esquadrão foi quem gritou para o menino assustado e o menino rapidamente correu até onde os Salteadores estavam. As crianças estavam atirando tanto em civis como em Salteadores sem ligar para nada.

Era surreal ver um Salteador lutar e se esconder para proteger civis.

— Me ajudeeeeem!

Assim que o menino chegou no esconderijo dos Salteadores, ele colocou sua mão em suas roupas e puxou uma corda.

*Zip!*

Dentro de suas roupas estavam quatro granadas de lasca. O menino usando a roupa explosiva gritou com ódio.

— Morram malditos!

Nem um momento depois que o rosto do menino mudou, os dos Salteadores também se contorceram.

— Mas que por…

*Ba-ba-bam!*

Ambos o menino e o esquadrão inteiro de Salteadores foram incinerados em uma luz azul.

As crianças estavam com raiva ao ponto de que elas tinham suicidas. Essa não era só uma guerra para reganhar honra, era um grito furioso contra o Grupo que tomou tudo deles. Elas estavam pensando que era melhor serem queimadas vivas com o inimigo honoravelmente, do que viver sob a perseguição das crianças que eram nada antes.

Crianças que acreditavam fortemente em algo eram algumas vezes mais assustadoras do que adultos.

Apesar dos Salteadores terem armas melhores, eles eram impotentes contra as táticas de guerrilha das crianças, que conheciam muito bem as ruas.

O dano se espalhou rapidamente e os Salteadores se reuniram no escritório central do governo para entrar em formação. Entretanto quase metade do poder dos Salteadores foi danificado quando o ataque começou.

Originalmente, o propósito da operaçãoera  expulsar o Grupo, mas conforme a guerra ficava mais favorável, as ações de guerrilha mudaram dramaticamente.

— Nã-não me matem!

— Ha, quando não há Salteadores por aí, vocês são assim! Mas ainda, vocês andam como se fossem os fodões.

— É isso que você pensa, seu maldito.

— Matem eles.

*Bang!*

Quando as crianças provaram o gosto do sangue, elas de repente começaram a atacar a população civil. Elas abriram as portas com granadas, entraram lá dentro e matariam as crianças que as menosprezaram e as espancaram, assim como suas famílias/

Porque os Salteadores já voltaram para o escritório central a fim de se reagrupar, Shane se transformou em um lugar sem lei. Todas as armas dos Salteadores mortos foram tomadas pelas criança e os civis desarmados foram expostos a todas as ações de guerrilha indiscriminadas.

— Malditos loucos…

O corpo de uma criança que foi esfaqueada uma centena de vezes e estava quase irreconhecível, chocou Leona. A criança que foi esfaqueada com uma baioneta até ela morrer depois de ser tirada forçadamente de sua casa parecia mais um pedaço de carne.

Os corpos dos membros de suas famílias também estavam lá, cheios de furos.

O corpo morto da criança era o líder das crianças e aquele que reuniu as crianças civis para se vingar contra as crianças das gangues.

O derramamento de sangue levou a mais sangue derramado e que levou a ainda mais sangue derramado. A retirada temporária dos Salteadores criou a ilusão que as crianças venceram e as crianças tomaram o controle da cidade toda, exceto do escritório central, por um curto tempo.

Seguindo as ordens do Grupo, todos os cidadãos estavam desarmados e agora impotentes.

Os tiros eram agora o som de tiros contra civis em vez de Salteadores.

— Isso… nunca será perdoado.

Cho-Yul estava tremendo com punhos cerrados.

Os três, não incluindo Zin, tinham seus corações cheios de raiva, conforme eles assistiam a guerra se transformar em um massacre de civis.

Cho-Yul segurou as mãos sangrentas da criança morta e murmurou em tom estranho.

— Hoje a noite, quem matar inocentes será punido de acordo com a Vontade do Céu.

Foi um cântico silencioso, mas todos  que o ouviram saberiam que era uma maldição poderosa de um feiticeiro de alto nível. Então, de repente, uma rajada de vento varreu a área ao redor de Cho-Yul.

Foi só por um breve momento, mas até o ar ao redor dele ficou frio. Leona, mais uma vez, sentiu uma rajada de vento ao redor de Cho-Yul e isso começou a se espalhar ao redor dela.

Hoje a noite, quem matar inocentes será punido de acordo com a Vontade do Céu.

— Éee, o que é isso?

Ramphil e Leona também podiam ouvir o que Leona estava ouvindo. O vento que varreu Leona sussurrou em seu ouvido como um eco. Já que ela nunca experimentou algo como isso antes, Leona estava confusa.

— Uma maldição que só funciona quando é anunciada.

Mesmo depois de Zin explicar, Leona e Ramphil ainda não conseguiam entender o que isso significava. Cho-Yul se levantou lentamente com seu rosto assustadoramente sério.

Zin começou a andar e todos os seguiram.

— Eu não sei o que é, mas… eu acho que nós estamos ferrados, não?

Quando Cho-Yul, o mais quieto de todos eles, ficava bravo, até o ar mudava. Sentindo seus pêlos arrepiarem, Leona olhou para Zin e ele sorriu amargamente.

O vento que Cho-Yul invocou estava se espalhando por toda Shane.


Havia muitos tipos de maldições. Quanto a Zin, ele tinha que usar oferendas de sacrifício para começar uma praga. Entretanto, as coisas eram diferentes para Cho-Yul. Em alguns casos, oferenda de sacrifício podiam ser usadas, enquanto em outras, maldições podiam ser feitas através de rituais.

A maldição de Cho-Yul foi um pouco diferente.

O tipo que ele ativou funcionava ao estabelecer o tabu e punir quem o quebrar. Quanto mais difícil de quebrar e quanto mais profano ele era, mais forte era a punição. Como um feiticeiro de alto nível, ele lançou um feitiço forte nessa terra.

Era mais um tabu poderoso do que uma maldição e tabus tinham quatro seções.

Hoje a noite. Em Shane. Quem matar inocente. Será punido.

O ritual era mais fácil quando um tempo e lugares específicos eram estabelecidos, e de um jeito, Cho-Yul estava usando o sangue das vítima, as muitas mortes de pessoas inocentes cercando ele e as mentes vingativas das crianças como uma forma de oferenda de sacrifício.

E tabus tinham que ser anunciados. A maioria dos feiticeiros reuniam todos para estabelecer tabus, mas Cho-Yul soltou o seu no vento e o soprou para toda a Shane.

O vento iria tocar todo lugar onde havia ar e o sussurro do feiticeiro de alto nível podia ser ouvido por toda a cidade.

Hoje a noite, quem matar inocentes será punido de acordo com a Vontade do Céu.

Todos ouviram o anúncio como se estivessem alucinando.

— O que é isso?

Não só as crianças que estavam matando os civis, mas também aqueles que estavam se escondendo e os Salteadores, todos ouviram o sussurro. As crianças olharam ao redor, mas elas não conseguiam determinar de onde o som vinha. Elas só sentiram que o vento tinha passado por elas.

O tabu foi anunciado e qualquer um que o quebrasse seria punido.

Entretanto, mesmo depois de ouvir o sussurro, as crianças que sentiram o gosto do sangue não pararam. Elas sabiam que algum feitiço foi ativado, mas se isso as assustasse, elas não teriam pensado em começar uma guerra com o Grupo.

Apesar de ser questionável se os que morriam eram realmente inocentes ou não, matar aqueles que não estavam envolvidos na luta era o bastante para satisfazer as condições do tabu.

*Tick!*

— O que é isso?

— Emperrou!

A criança que tinha terminado uma execução estava tentando recarregar sua arma, mas sua arma tinha emperrado. Ele empurrou e puxou o ferrolho de sua arma, mas o gatilho estava duro e não se movia nem um milímetro. As três crianças checaram suas armas enquanto estavam paradas na frente de corpos mortos.

O medo de sangue se foi a tempos, as crianças estavam perdidas no prazer da vingança e seus olhos queimavam com o desejo de sangue.

— Deixa eu ver.

Perdendo sua paciência, o menino pegou a M1 e colocou seu dedo no carregador.

*Clip!*

Assim que o menino colocou seu dedo lá dentro, o ferrolho recuou e encravou eles.

— Aah! Aahh!

— Merda! O que é isso?

O menino, com seus dedos indicador e médio presos no ferrolho, gritou, mas o metal durou já havia explodido seus dois dedos.

— Ei! Você tá bem?

— Meus dedos! Meus dedos! Dedos! — O menino, cujos dedos foram explodidos, estava balançando sua mão e gritando.

Aqueles que matassem o inocente serão punidos.

E isso era apenas o começo.

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