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Demon’s Virtue – Capítulo 474

Subaquático

Eiro abriu um buraco no pátio de novo, descendo no corredor subterrâneo que estava praticamente inundado de Diabretes. Eles eram os únicos que não avançaram de imediato no espaço em que os outros esperavam por Eiro. Ele conseguia sentir o cheiro dos Diabretes que foram derretidos pela Energia Sagrada, então Jess aparentemente usou a Pedra Mágica para se defender. Portanto, mesmo esses Diabretes pareciam espertos o suficiente para tentar evitar a perdição deles.

Bem, de qualquer forma, Eiro se livrou de todos esses Diabretes no lugar de seus companheiros, já que estavam o incomodando. Alguns deles estavam fugindo, mas não teria problemas, já que ele faria uma “limpeza” final mais tarde, na qual mataria todos os monstros que não levaria para expandir a Vila de Monstros. Eiro subiu alguns níveis com todos esses abates e esperava que esses últimos monstros o levassem para perto do nível 95. Nesse ponto, seria uma tarefa árdua encontrar formas de subir para o 100 e, finalmente, evoluir, mas seria possível se passasse uma semana ou duas caçando.

Eiro bateu na porta da sala onde seu grupo e todos os prisioneiros estavam. — Não ataquem, sou eu — disse rapidamente e abriu a porta. Claro, assim que entrou, todos os prisioneiros ficaram em choque, pois haviam sido informados que seriam libertados e, agora, outro Demônio entra na sala? Isso era algo que chocaria a maioria das pessoas.

— Não precisam se assustar, estou aqui para ajudá-los — reassegurou ele, virando-se para James. — Já levei algumas pessoas para um armazém lá em cima. Ele é grande e há muito espaço para elas se sentarem e se deitarem. Nós os levaremos lá, então eu vou terminar a caça enquanto vocês protegem e ajudam essas pessoas — sugeriu Eiro, e James acenou a cabeça.

— Parece bom, mas tem certeza de que não precisa de ajuda? — perguntou o Elfo da Luz, e Eiro sorriu. — Não se preocupe, ficarei bem. Vou com tudo, então não deve demorar muito. Especialmente porque o sol está nascendo, portanto, há muitas sombras.

— Certo, continuo me esquecendo que você pode viajar por elas rapidamente — comentou James. — Sério, estou com um pouco de ciúmes. Essa é uma habilidade que eu gostaria de ter — ele riu levemente, e Eiro deu de ombros.

— Eu posso ser capaz de ajudá-lo com isso assim que eu conseguir controlar os Circuitos Mágicos de outras pessoas. E quando eu… você sabe… recebeu muitas habilidades. Uma delas pode ajudar com isso — comentou Eiro, e James o olhou com um sorriso irônico. — Cara, você já me deu muito mais poder do que eu tinha, eu me sentiria mal se-

— James, só cale a boca e aceite a oferta — interrompeu Krog, batendo nas costas do seu amigo, antes de ir ajudar a levantar alguns dos prisioneiros.

James olhou para o guerreiro pesado com olhos semicerrados, e Eiro virou a cabeça para Nelli. — Poderia ficar e ajudar Jess a curar todos?

— É claro. Este era o plano, não é? — respondeu a Náiade, e Eiro assentiu, virando-se para a porta.

— Bem, de qualquer forma, acho que está na hora de eu começar. Nelli e Lugo os levarão ao armazém — explicou o Demônio, esticando as asas, enquanto infundia seu corpo com o ar ao redor.

Com uma batida de asas, uma forte rajada de vento atingiu o rosto das pessoas reunidas aqui, e Eiro desapareceu antes que percebesse. O que ele fez foi simples: ele realmente foi com tudo. Pela primeira vez, Eiro acessou todas as dez lâminas do Três de Espadas.

Os anéis apareceram em sua mão esquerda e se encaixaram perfeitamente na manopla. Neste instante, decidiu comprimir o ar em um ponto e fundi-lo com cada uma das lâminas, criando ‘garras de vento’.

Usando-as, devido à velocidade com que estava se movendo, ele foi capaz de fatiar a maioria dos monstros que caçava. Seus pescoços foram transformados em discos, enquanto seus corpos caíam sem vida no chão. Não demorou muito para que conseguisse eliminar todos os Diabretes nesta área, sem uma única exceção. Em seguida, prosseguiu opara as outras partes da cidade. Bloco por bloco, Eiro libertou esta cidade dos monstros, com exceção daqueles que levaria com ele.

Dependendo do seu opoente, ele mudaria o elemento com que estava infundido, usando bastante o Elemento Sombra, em especial quando precisava se mover por áreas estreitas ou no interior das construções. Algumas vezes, Eiro usou até Magia de Gravidade para puxar certos monstros em sua direção, para que não precisasse desacelerar. Dessa maneira, foi capaz de livrar a cidade da maioria dos monstros que vagavam por ela. Embora alguns conseguiram se esconder em partes que Eiro já havia limpado, então ele teve que percorrer a cidade algumas vezes para garantir que não houvesse mais nenhuma criatura se escondendo.

No entanto, logo, a cidade estava liberta, e isso significava que Eiro só tinha que lidar com os monstros em mais uma área. O Demônio correu para a borda da cidade e rapidamente pulou da ilha flutuante, aproximando-se do lado a cada segundo.

Mergulhou fundo na água enquanto se infundia com ela, permitindo que navegasse mais rápido do que normalmente o faria. Se estivesse fundido com Nelli, poderia ter sido capaz de se mover ainda mais rápido, mas isso pouco importava agora.

Quando afundou na água, foi a primeira vez que de fato viu o Deus do Lago. Na verdade, era uma serpente realmente enorme. Seu corpo era tão comprido que que cobria uma boa parte do fundo do algo, mesmo assim, ele era incapaz de se mover, já que estava magicamente acorrendo à ilha. Eiro precisava remover essas restrições mais tarde, mas, primeiro, queria se comunicar de alguma forma com o Deus do Lago.

Eiro não tinha ideia de quão poderoso ele era, mas queria garantir que o Deus do Lago soubesse que tanto ele quanto a cidade acima haviam sido libertados. Ou seja, para que ele não atacasse a ilha assim que fosse capaz de se mover de novo. Se isso acontecesse… certamente seria um desfecho muito ruim.

Bem, por enquanto, Eiro só precisava encontrar o líder desses monstros subaquáticos. Não que fosse muito difícil, já que eles haviam basicamente erguido um castelo, usando os corais que cresciam no lago. O Demônio se aproximou da área, tingindo parte da água ao seu redor de vermelho sempre que uma criatura tentava atacá-lo.

Assim, não demorou para que entrasse neste pequeno castelo subaquático e avistasse a criatura que o aguardava. Era uma Sereia. Ela tinha o tamanho de um humano normal e parecia muito similar à Náiade Solitária.

A parte inferior de seu corpo era uma cauda de peixe, enquanto a parte superior era mais humanoide, mesmo que ainda grande parte estivesse coberta por escamas. Ela tinha mãos palmadas e uma barbatana na parte de trás da cabeça que descai até o centro das suas costas. Seus olhos eram grandes, sempre abertos e sem vida, e piscava apenas com uma película translúcida, como um peixe comum. Além de ter dentes afiados e monstruosos e uma língua longa, quase serpentina.

Agora, só tinha que descobrir uma forma de se comunicar com ela. Eiro se aproximou da Sereia e olhou em seus olhos, enquanto ela apenas continuava sentada, sem muita reação.

— Venha comigo — Eiro tentou falar através da água, sobrepondo seu carisma em sua voz o máximo possível para que conseguisse pelo menos transmitir a ideia geral de suas palavras à Sereia. Outras criaturas também surgiram, havia todos os tipos de monstros subaquáticos, em vez de apenas Sereias. Os monstros tentaram atacá-lo, mas a Sereia os impediu ao levantar a mão por um instante.

Ela olhou para Eiro e acenou a cabeça. Eiro não sabia como, mas a Sereia claramente entendia o que ele tentava dizer e nadou para longe de seu trono, em direção ao Demônio. Surpreso com a facilidade com que tudo correu, o Diabrete nadou para fora do castelo subaquático e se aproximou da superfície. Criou uma caixa de gelo ao redor da Sereia e mais algumas ao redor de outros monstros que pareciam úteis. Eiro deixaria o resto para o Deus do Lago, caso ele quisesse comer algo depois e ficar preso por tanto tempo.

Assim, disparou para fora da água e carregou o máximo de monstros até a ilha flutuante, controlando as caixas cheias de água. Na superfície da ilha, Eiro manipulou a terra e fez uma lagoa para os monstros ficarem por enquanto. Ele a expandiria depois, se necessário.

Levou algumas viagens para levá-los todos até a ilha, mas, finalmente, era hora de Eiro falar com o Deus do Lago, e então ele concluiria o pedido da Náiade Solitária.

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