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Lord of Mysteries – Capítulo 1400

Capítulo 1400 - A vida diária de uma pessoa comum (6)

“Existência…” Assim que Barton ouviu Vernal, certas memórias escondidas no fundo de seu coração surgiram.

Isso tornou difícil para ele conter seu medo. Seus pés inconscientemente deram alguns passos para trás.

Naquela expedição arqueológica há muitos anos, todos os pesadelos começaram com descrições semelhantes!

No momento em que o corpo de Barton tremia e estava prestes a se virar e fugir, o vice-diretor do Departamento de Compliance, Pacheco Dwayne, fez uma pergunta:

— Já que você já sentiu a vontade daquela grande existência, por que não se reconciliou com os refugiados da Quarta Época que estão perseguindo você?

A respiração de Vernal de repente ficou mais pesada, como se uma leve névoa branca tivesse sido expelida.

Sua voz também ficou mais alta.

— A fé deles não foi aceita com todo o corpo e mente. Eles ainda hesitavam!

Enquanto Vernal falava, uma leve névoa branca se espalhou pela casa meio desmoronada, emitindo um forte cheiro de sangue.

Barton pareceu chegar a uma conclusão, mas não estava com vontade de pensar.

Ele só queria deixar este lugar e escapar do perigo que estava prestes a surgir.

Porém, Pacheco estava bastante calmo. Ele olhou para Vernal e perguntou calorosamente: — Você esteve visitando o Sr. Barton durante todo esse tempo e escrevendo cartas para a fundação. Que tipo de ajuda você deseja que forneçamos?

Ao ouvir isso, Barton ficou surpreso.

Se fosse outra ocasião, ele certamente imaginaria que Pacheco estava perguntando que tipo de aconselhamento jurídico Vernal precisava!

Num momento como este, ele não tinha apenas duas opções? Ele poderia escapar e denunciar à polícia, ou sacar sua arma e atirar em Vernal ou bater-lhe na cabeça com uma vara… Barton estava cheio de dúvidas sobre a maneira de Pacheco lidar com as coisas.

Com uma leve névoa branca permanecendo na ponta do nariz e com os olhos brilhando com uma luz cinza, Vernal não mostrou qualquer resistência a esse tipo de conversa. Sua expressão tornou-se solene quando ele respondeu em tom digno: — Duas coisas:

— Primeiro, leve este item para os subúrbios e volte à noite.

Enquanto falava, Vernal jogou uma garrafa de vidro com gargalo fino.

A garrafa de vidro parecia ser muito resistente. Mesmo quando caiu no chão, não pareceu danificada, apesar de ter batido em uma pedra.

Seu interior estava cheio de uma névoa branca pálida, fina e quase ilusória.

Naquele momento, Barton sentiu agudamente que o corpo do vice-diretor do Departamento de Compliance havia enrijecido um pouco, como se tivesse percebido algo incomum.

Vernal não observou as reações deles e continuou: — Em segundo lugar, quando você estiver procurando por artefatos antigos, ajude-me a encontrar itens semelhantes.

Enquanto falava, ele pegou um pedaço de papel e abriu-o.

Havia uma lâmpada de aparência estranha no papel. Era como um pequeno frasco de água com um pavio de vela saindo da boca.

— … Sem problemas. — Após dois segundos de silêncio, Pacheco respondeu em voz baixa, diferente do tom anterior.

— Isso é bom. Haha, você não acha que nosso encontro foi uma coincidência? — Então Vernal jogou o pedaço de papel de lado e saltou para o alto do prédio meio desmoronado.

Ele parecia um babuíno enquanto subia e pulava com agilidade, desaparecendo rapidamente da vista de Barton e Pacheco.

— O que faremos a seguir… — Barton virou-se para olhar para o vice-diretor do Departamento de Compliance.

Antes que pudesse terminar de falar, parou de repente. Percebeu que Pacheco ainda estava ali, respirando pesadamente.

Além disso, o corpo de Pacheco estava coberto por uma espessa pelagem preta. Seus músculos incharam, fazendo com que o casaco preto ficasse tenso.

“… Monstro… Monstro…” Os olhos de Barton se arregalaram como se quisesse ver claramente a aparência atual de Pacheco.

Num piscar de olhos, a anormalidade em Pacheco desapareceu. Ele soltou um longo suspiro e disse: — Vamos esperar aqui.

— … Você vai pegá-los? — Barton apontou para a garrafa e o papel no chão.

Os cantos da boca de Pacheco se contraíram quando ele disse: — Você pode pegar.

— Mas você tem que manter distância de mim mais tarde.

Barton deixou escapar: — A névoa naquela garrafa de vidro afetará você?

— Há coisas sobre as quais, mesmo que você não tenha certeza, é melhor não tentar fazê-las precipitadamente. — Pacheco ainda não deu uma resposta direta.

“É muito cansativo se comunicar com ele…” Depois de pensar um pouco, Barton deu alguns passos à frente e parou na frente da garrafa e do papel.

Assim que se abaixou para pegar os dois itens, seus olhos de repente se iluminaram com uma luz fraca.

Imediatamente depois, um par de botas apareceu diante de seus olhos.

A frente de uma das botas estava enrolada para cima. A outra era parecida com as botas de cano arredondado que são populares hoje em dia, como se pertencessem a duas pessoas diferentes.

O coração de Barton apertou. De repente, endireitou o corpo e olhou para frente.

Havia uma mulher parada em frente a ele.

Esta mulher usava roupas que poderiam ser consideradas dois vestidos. Um lado era complexo e o outro era simples. Um lado era colorido e o outro lado era preto puro.

Esse traje assimétrico fez Barton gritar instintivamente. Ele queria arrancar as roupas dela e dar-lhe um vestido normal e um par de botas normais.

Essa impulsividade não continha nenhum traço do desejo masculino de prejudicar as mulheres. Era puramente por causa de seu desgosto e sentimento repugnante por tal senso de estética.

Depois de suportar o desconforto, Barton olhou para a cabeça da mulher.

Ela tinha um rosto bonito, nariz fino, lábios carnudos e um par de olhos cinza-escuros que raramente eram vistos. Ela parecia ter vinte e poucos anos.

Barton não sentiu nenhum espanto. Em vez disso, sentiu que a aparência da mulher era bastante estranha.

Depois de alguns segundos, ele finalmente entendeu o motivo.

O rosto da mulher estava desprovido de expressão, ao contrário de uma pessoa real. Estava mais perto de uma estátua de cera.

— Vernal já foi embora. — O vice-diretor do Departamento de Compliance, Pacheco, parecia totalmente recuperado e tomou a iniciativa de falar.

O olhar da mulher percorreu a garrafa e o papel nas mãos de Barton.

— O que ele quer que você faça?

— Leve esta garrafa para o subúrbio e volte apenas à noite. Além disso, devemos ajudá-lo a encontrar o item desenhado no papel, — respondeu Pacheco com franqueza, assumindo uma atitude como se não estivesse disposto a ser inimigo da mulher.

A mulher assentiu e disse: — Dê-me a garrafa.

Assim que ela terminou de falar, Barton parecia ter ouvido uma ordem que não poderia ser desobedecida. Ele instintivamente jogou a garrafa de gargalo fino em sua mão para a outra parte.

Pacheco aproveitou a oportunidade e perguntou: — Você é membro da família Tamara?

A mulher pegou a garrafa e olhou para baixo.

— Eu não esperava que alguém se lembrasse de nós.

Pacheco respondeu com um sorriso: — Na verdade, desde o final da Quarta Época até agora, sempre houve membros ativos da família Tamara, mas são muito poucos.

— Você já ouviu falar da Ordem da Teosofia?

— Eles são eles. Nós somos nós, — respondeu a mulher simplesmente antes que seu corpo rapidamente desaparecesse.


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