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Mushoku Tensei: Jobless Reincarnation – Volume 15 – Capítulo 9

Rei da Espada Berserker vs. Deus Dragão

Vários dias antes desses eventos, duas mulheres apareceram nos portões da Cidade Mágica de Sharia. Uma delas era uma mulher-fera de cabelos grisalhos e músculos impressionantes. A outra era uma humana com uma magnífica juba de cabelo carmesim. A mulher-fera era uma cabeça mais alta que sua companheira, mas ambas usavam casacos idênticos e carregavam espadas na cintura.

Eris Greyrat e Ghislaine Dedoldia finalmente chegaram ao seu destino, após uma longa jornada partindo do Santuário da Espada.

A viagem não foi fácil, para dizer o mínimo. Eris estava com tanta pressa para ver Rudeus depois de tanto tempo que escolheu um atalho através de uma floresta, onde elas rapidamente se perderam e foram parar em um ninho de monstros, que levou um tempo para matar. Quando finalmente conseguiram sair da floresta e chegaram à cidade mais próxima, um grupo de bandidos locais imprudentemente provocou Eris, levando a uma grande briga, que as tornou inimigas de um monte de gente, o que levou a outra grande briga, que levou a problemas na fronteira, os quais as duas resolveram com violência mais uma vez. Honestamente, em grande parte foi culpa de Eris, mas elas acabariam levando algum tempo para chegar em Sharia, de qualquer forma.

Ainda assim, tanto Ghislaine quanto Eris já foram aventureiras. No decorrer da jornada, eventualmente pegaram o jeito das coisas e, após entrarem no Reino de Ranoa, o trajeto para a cidade foi relativamente tranquilo.

Quando chegaram em Sharia, também agiram de forma eficiente. Ajudou bastante o fato de que muitas pessoas na Guilda de Aventureiros local soubessem exatamente onde era a residência de Rudeus Greyrat. Pelo que parecia, todos nesta cidade conheciam o nome de Rudeus. Um cidadão prestativo até as explicou que poderiam encontrar sua casa ao procurar por uma criatura incomum e escamosa oriunda de Begaritt em seu quintal – ou por seu companheiro, um Ente de aparência peculiar supostamente cultivado no Continente Demônio.

Na verdade, o lugar provou ser fácil de encontrar.

A residência de Rudeus não se comparava à enorme mansão em que Eris viveu quando criança, é claro, mas era grande o suficiente para facilmente se passar como algum tipo de pousada. O quintal também era espaçoso e parecia servir muito bem como um campo de treinamento.

Enquanto discutia suas impressões com Ghislaine, Eris, ao contrário do que normalmente faria, estava hesitante em passar pelo portão. Em vez disso, ficou bem defronte a ele com os braços cruzados.

Por um tempo, o silêncio reinou. Ghislaine não disse nada, assim como sua companheira. Com o queixo erguido, Eris simplesmente olhava para o prédio em sua frente. Pelo que parecia, estava convicta de que Rudeus de alguma forma sentiria sua presença e emergiria de dentro a qualquer momento.

Os pensamentos que surgiam em sua mente eram relacionados aos diversos rumores que ouviu sobre Rudeus ao decorrer de sua jornada.

Era dito que Rudeus “Atoleiro” Greyrat matou um dragão e derrotou um Rei Demônio. Como o mago mais poderoso da Universidade de Magia de Ranoa, causava medo e admiração; mas apesar de sua arrogância e ousadia, era amigo dos fracos, e havia muitas histórias cômicas sobre seu estranho comportamento. Em outras palavras, ele era uma figura relativamente popular.

Aqueles que o viram em ação tinham dificuldades para descrever a extensão de seus poderes. Ouvir os louvores a ele sempre fazia Eris sorrir, quase como se a estivessem elogiando. Porém, entre os muitos rumores que tinha ouvido até agora, foram algumas anedotas “cômicas” que realmente chamaram sua atenção.

Por exemplo: O cara é louco por sua esposa. Eles sempre fazem compras juntos no caminho de volta da Universidade.

Ou: Eu o vi agarrar a bunda da esposa no mercado. Ela ficou toda corada!

Ou: Ele se casou com uma mulher que parece ser uma criança, juro.

Ou: Ele já tem duas esposas, e quem sabe quantas mais vão entrar no harém. Com certeza não é um cara muito religioso.

Em outras palavras, eram os rumores envolvendo suas esposas. Toda vez que se lembrava dessas histórias, Eris franzia a testa profundamente.

Logo após cruzar a fronteira com Ranoa, descobriu seus nomes: Sylphiette Greyrat e Roxy M. Greyrat. Eris não tinha noção do que deveria dizer quando realmente as conhecesse. Tudo o que sabia sobre as esposas de Rudeus era baseado na carta que ele a enviou. Embora tenha ouvido rumores sobre elas em sua jornada e passado muito tempo pensando nelas… mas no fim, Eris simplesmente não sabia como obter os resultados que desejava.

Por consequência, ficou parada como uma estátua em frente ao portão.

Felizmente, o impasse acabou sendo quebrado por uma jovem e atenciosa empregada.

Quando Eris apareceu no portão, Aisha se perguntou: É a Eris? Deve ser, né? E começou a preparar as coisas. Ela queria estar pronta para mostrar a hospitalidade perfeita a Eris no momento em que batesse na porta.

No entanto, depois de quase uma hora de espera, ela finalmente decidiu tomar a iniciativa.

Aisha sentiu que tinha uma grande dívida com Eris. Embora não a respeitasse tão profundamente quanto seu irmão, era um fato que havia desempenhado um papel vital em salvá-la de seu cativeiro em Shirone. Lilia sempre lhe ensinou a pagar suas dívidas em dobro. Então, quando ouviu sobre a possibilidade de Rudeus tomá-la como sua terceira esposa, decidiu ajudar silenciosamente a fazer isso acontecer – presumindo que ela realmente amasse o seu irmão, é claro.

Graças à ajuda da pequena empregada, Eris finalmente conseguiu entrar na casa. Uma vez lá dentro, foi calorosamente recebida por Aisha e Lilia. Enquanto Aisha corria para a Universidade a fim de chamar Sylphie e Roxy, Lilia a informava sobre a situação atual de forma mais detalhada.

Eris ficou surpresa quando a apresentaram Lucie. Embora seu sorriso fosse um pouco estranho, seus sentimentos não eram particularmente negativos. Afinal, sempre poderia ter seu próprio bebê – e o seu poderia ser um menino.

Dado o quão incerta estava no início, essa foi uma atitude surpreendentemente confiante. A saudação amigável de Aisha e Lilia ajudou muito a acalmar seus nervos. Mesmo quando Sylphie, Roxy e Norn chegaram, a conversa permaneceu calma e pacífica. As duas esposas de Rudeus talvez ficaram um pouco chocadas ao se depararem com o corpo esbelto de Eris, mas estavam longe de serem hostis em relação a ela.

Claro que o fato de Aisha e Lilia terem deixado o clima mais tranquilo também ajudou, mas o mais importante foi que Sylphie e Roxy já haviam discutido sobre o assunto ao longo de várias conversas particulares.

Como esperado, a expressão de Norn sugeria que não estava muito feliz com a situação. Porém, como o problema estava essencialmente resolvido, não demonstrou abertamente nenhuma oposição. Norn sabia que Sylphie, Roxy e Rudeus estavam dispostos a aceitar Eris, e ela estava tentando levar a vontade deles em consideração. Além disso, em poucos minutos ficou óbvio que Eris estava apaixonada por Rudeus e o respeitava profundamente. Era um pouco embaraçoso apenas ouvi-la, mas todo mundo gosta de escutar elogios de outra pessoa direcionados a alguém que tem apreço.

No entanto, esse clima de paz não durou muito. Eris finalmente perguntou onde Rudeus estava, e as coisas tomaram um rumo turbulento. Quando soube que ele tinha ido lutar contra Orsted, Eris ficou extremamente zangada com suas esposas. No que lhe dizia respeito, era responsabilidade delas acompanhá-lo em batalha.

— Por que o deixaram ir sozinho? Estão tentando matá-lo?

— Nós tentamos ir junto, mas ele nos disse para ficarmos para trás! Disse que só atrapalharíamos! — Sylphie protestou em lágrimas.

Surpresa com essa reação, Eris parou para pensar por um momento – tempo o suficiente para se lembrar que havia treinado por anos a fio para poder lutar ao lado de Rudeus de igual para igual. Ocorreu-lhe que essas mulheres estiveram lá para ele durante o período que estava ausente. De acordo com sua carta, elas o ajudaram muitas vezes ao longo dos anos. Eris acabou sentindo ciúmes e uma leve sensação de superioridade.

Ela não seria um fardo; poderia ajudar Rudeus em sua luta contra Orsted.

Com essas palavras firmes e confiantes, convenceu Roxy, Sylphie e Ghislaine a acompanhá-la no resgate de Rudeus.

Desta forma, Eris chegou em cima da hora.

O grupo correu para a área da emboscada, mas acabou indo um pouco longe demais. Assustados com a grande explosão atrás deles, foram em direção aos sons do combate; Eris correu pela floresta, procurando desesperadamente por Rudeus.

Finalmente, o encontrou à beira da morte e saltou em sua frente para defendê-lo.

Por conseguinte, ficou cara a cara com Orsted.


Eris fixou os olhos em Orsted e ergueu a arma bem acima da cabeça. Esta não era uma espada comum. Seu nome era Espada do Dragão Fênix, e era uma das Sete Lâminas do Deus da Espada.

— Ghislaine! Me dê cobertura!

Orsted, em contraste, não assumiu nenhuma postura. Simplesmente olhou para Eris com uma expressão desconfiada no rosto. Não, não era só ela que tinha sua atenção. Também observava Rudeus, que estava caído, e as duas mulheres que correram para prestá-lo socorro.

Eris, por sua vez, começou a analisar cuidadosamente Orsted.

Ele estava nu da cintura para cima, parecia letárgico e sangrava de uma centena de ferimentos, inclusive de sua cabeça. A ponta de seus cabelos estava chamuscada, e havia um grande hematoma perto de seu ombro. Ele sofreu danos significativos. No entanto, também havia uma espada longa e curva em sua mão direita.

Eris nunca tinha visto a lâmina de Orsted antes. Embora não fosse uma especialista em avaliar armas, podia dizer que havia algo de muito especial nela. Sua espada era um tesouro do Estilo Deus da Espada, mas nem mesmo seu poder se comparava ao que estava escondido naquela coisa.

Na última vez que se enfrentaram, Orsted não havia usado nada do tipo. Não foi necessário, é claro. Ele havia os esmagado com as próprias mãos. Rudeus não apenas feriu o Deus Dragão significativamente, como também forçou o homem a desembainhar sua espada. Esse fato liberou adrenalina por todo o corpo de Eris.

Agora é a minha vez de mostrar do que sou capaz…, mas não posso ser impaciente. Tenho que ganhar algum tempo primeiro…

Com esforço, Eris conseguiu suprimir sua excitação. Ela não conseguiria derrotar Orsted. Percebeu isso instintivamente no momento em que ficou cara a cara com ele, e aceitou essa realidade com bastante facilidade.

Quando criança, a diferença de poder era tão grande que nem conseguia medi-la com precisão. Era como olhar para uma torre centenas de vezes mais alta que você: tudo o que realmente consegue dizer é que aquela coisa é muito alta. Eris acreditava que poderia escalar até o topo daquela torre.

Porém, as coisas eram diferentes agora. Ela havia crescido e podia ver a verdadeira altura de Orsted. Eris estava muito mais alta do que antes. No entanto, Orsted ainda era mais alto. Muito mais alto. Olhar para ele era quase estonteante.

Não era uma altura que ela poderia ter esperanças de escalar.

— Eris Boreas Greyrat… Rudeus é tão precioso para você? E Luke?

— Luke?

— O homem que estava destinado a se tornar seu marido.

— Isso é novidade para mim.

Eris desconsiderou as palavras de Orsted com bastante facilidade. Não sabia quem era esse Luke, mas o único homem que era “precioso” em sua vida, era Rudeus. Ela não desejava mais ninguém, e nunca iria.

— Não me surpreende.

Orsted ainda não havia assumido uma postura de combate. Ele só estava assistindo enquanto as outras curavam os ferimentos de Rudeus. Pelo que parecia, havia baixado a guarda completamente. Porém, Eris sabia que era exatamente isso que o homem queria que pensasse. Ele se deixou vulnerável, esperando que ela atacasse.

— …

Eris se recordou de seu último encontro com o Deus da Espada.


Após mostrar seu quarto para Eris, o Deus da Espada Gall Falion colocou três espadas em sua frente e fez uma pergunta simples.

— Qual será?

Eris pegou as espadas em sua mão e as examinou uma por vez. Por um lado, queria dizer que a espada que ganhou no Continente Demônio muito tempo atrás era tudo que precisava. Porém, à medida que crescia, a arma começou a parecer pequena demais. Ela honestamente queria algo mais longo. Além disso, suspeitava que sua lâmina não seria capaz de ferir Orsted.

Um Santo da Espada poderia ter objetado que apoiar-se no poder de sua arma refletia a falta de orgulho em suas próprias habilidades. Porém, Eris sabia que orgulho não servia de porra nenhuma em uma luta até a morte.

— Esta.

A espada que Eris escolheu era a mais simples das três. Sua lâmina era fina e apenas ligeiramente curvada. Não havia nada de ameaçador ou intimidador nela; na verdade, sua superfície limpa e polida era uma visão muito agradável.

— É a Espada do Dragão Fênix.

A arma que escolheu foi um presente para o primeiro Deus da Espada do lendário artesão conhecido como Imperador Dragão. Era uma espada feita para os Deuses da Espada, projetada para maximizar o potencial de seu Estilo ofensivo.

— Boa escolha, criança.

— Importaria de me dizer o motivo?

— Esta é uma Espada Mágica. À primeira vista, não parece ter nenhuma habilidade especial, mas há pequenos canais de mana correndo por toda a lâmina. Eles basicamente neutralizam a Aura de Batalha do seu oponente. A Aura do Deus Dragão é insanamente forte, então a espada não vai anulá-la completamente…, mas vai enfraquecê-la um pouco.

Em outras palavras, pode ser possível perfurar suas defesas com isso.

— Nunca gostei dela, mas aposto que você vai usá-la bem.

Aliás, a razão pela qual Gall só mostrou a Eris três das Sete Lâminas do Deus da Espada foi porque as outras quatro já tinham dono. Ele carregava uma, assim como os dois Imperadores da Espada e a Rei da Espada Ghislaine. As outras duas, sem dúvida, acabariam nas mãos dos dois jovens e promissores Santos da Espada deste Estilo, uma vez que tivessem progredido um pouco mais em seu treinamento.

— Agora, vamos ao que interessa. Primeira regra para lutar contra Orsted…

O Deus da Espada fez uma pausa para dar ênfase, olhando Eris nos olhos.

— Nunca ataque primeiro.

Eris não perguntou o porquê. Ela mesma já sabia muito bem a resposta.

— O Estilo do Deus da Água dele é de nível divino. Ele vai te matar em um único contragolpe.

Uma lembrança amarga passou pela mente de Eris; na qual saiu voando com um único soco.

— Faça-o vir até você. Esse é o primeiro passo.


Os praticantes do Estilo Deus da Espada sempre buscam acertar o primeiro golpe. Para derrotá-los, é necessário só esperar e contra-atacar. De acordo com o Deus da Espada, essa estratégia simples era a essência da técnica inigualável de Orsted.

Então, Eris não se moveu. Não podia arriscar atacar primeiro um mestre praticante do Estilo Deus da Água. O Estilo do Deus da Espada era inerentemente agressivo, e o Estilo do Deus da Água defensivo. Isso a colocou em grande desvantagem. Os contra-ataques do Estilo Deus da Água não falham. A menos que o estudante do Estilo do Deus da Espada fosse superior até certo ponto, o Estilo Deus da Água sairia vitorioso.

Eris tinha aprendido essa lição muito bem, graças ao seu treinamento com a Rei da Água Isolde. E, portanto, não cometeria o erro de atacar primeiro.

Naturalmente, ficar parada não era fácil para a notoriamente agressiva “Cão Louco”. Porém, ela faria isso de qualquer maneira.

— Hmm…? Não vai atacar?

Enquanto Eris estava ali, apenas mantendo sua postura, Orsted estreitou os olhos em perplexidade. O Estilo Deus da Espada sempre busca acertar o primeiro golpe. Era a base de todas as suas técnicas. No entanto, ela não estava fazendo absolutamente nada.

— Tudo o que preciso fazer é esperar. — Eris respondeu calmamente. — Quando Rudeus se recuperar, podemos atacá-lo juntos.

— Bem, isto é uma surpresa. Eris Boreas Greyrat falando em lutar ao lado de aliados? Outra mudança, ao que parece. Achei possível que pudesse se tornar diferente, se aprendesse a esfriar a cabeça e treinasse com o mestre certo… Acho que eu não estava enganado.

— Não sou mais uma Boreas. É apenas Eris Greyrat.

— Uma mulher diferente da Eris que conheço, então…

Movendo-se de forma lenta e deliberada, Orsted finalmente assumiu uma postura.

Com a mão esquerda ainda pendendo frouxamente, levantou o braço direito para mirar a ponta de sua lâmina em direção a Eris.

— Muito bem. Sendo assim, irei até você.

Embora nenhum dos dois tenha feito nenhum movimento até então, agora a batalha estava entrando em seu segundo estágio.


Mais uma vez, Eris se recordou de sua conversa com o Deus da Espada.

Com a mão nua, Orsted pode usar sua Espada de Luz como uma lâmina. Porém, depois de todo o seu treinamento com Nina, acho que sabe como lidar com esse movimento. Basta cortar seu punho antes que atinja a velocidade máxima.

Dito isto, não há como dizer se ele usará a mão esquerda ou direita. Se erguer as duas, você terá que adivinhar. Ele também pode atacar por cima ou por baixo. Então, escolha direita ou esquerda, cima ou baixo – esse é o passo dois.

Essas foram as palavras exatas de Gall Falion.

Eris não pôde evitar de fazer uma pequena careta. Orsted já havia sacado sua espada. Com sua própria mão, ele estaria usando a verdadeira Espada de Luz, não uma imitação dela. A questão era se Eris seria capaz de contra-atacar.

Ela chegou à conclusão de que era possível. Orsted não era invencível. Ele estava respirando com alguma dificuldade e estava coberto de feridas. Mesmo agora, sangue escorria do braço que segurava a espada.

Além disso… ele estava estendendo apenas o braço direito, e sua espada estava baixa, assim como ela esperava. Apesar de seus ferimentos, Orsted ainda estava segurando sua arma com uma única mão.

Ele realmente acha que não sou nada demais…

A Eris de sempre teria ficado furiosa, mas desta vez não se deixou abalar e permaneceu calma. A seu ver, parecia até estranho, considerando os anos conturbados que passou exigindo medo e respeito do mundo, mas hoje, estava agradecida por ser subestimada.

— Estilo do Deus da Espada – Espada de Luz.

A mão de Orsted cortou o ar em uma velocidade assustadora. Porém, simultaneamente…

— Estilo do Deus da Espada – Lâmina Reflexiva.

Eris também balançou sua espada para baixo.

Era um movimento que havia praticado milhares e milhares de vezes, bem como a melhor maneira de neutralizar a Espada de Luz. Com sua espada na velocidade máxima, mira-se no punho mais lento de seu oponente e o corta antes que consiga completar seu golpe.

A espada de Orsted saiu voando – junto com a sua mão direita.

Peguei ele!

  Por um momento, Eris pensou que a luta havia acabado.
Porém, antes que pudesse continuar, Orsted respondeu de forma surpreendente. Estendendo a mão para cima, pegou o membro decepado, pressionou-o contra o punho e o realocou instantaneamente. Em seguida, aproveitou do movimento que havia realizado para executar um chute giratório.

Eris conseguiu desviar este ataque bizarro dando meio passo para trás, mas só porque o Deus da Espada a advertiu que havia uma possibilidade de que ele tentasse algo do tipo.

— …!

Sem perder tempo, Orsted desferiu um golpe cortante com a mão nua, mas Eris bloqueou-o com a espada.

Nenhum desses ataques apressados tinha sido uma Espada de Luz. Como resultado, a investida de Eris não feriu Orsted. Sua lâmina atingiu o alvo com um tinido, redirecionando com sucesso a mão dele, mas não deixou um arranhão sequer em sua pele.

Logo em seguida, a espada de Orsted bateu com a lâmina no chão atrás dele.

Pelo que parecia, a mão direita do homem estava novinha em folha. Os ferimentos que Rudeus lhe infligiu também foram curados. Em um piscar de olhos, se restaurou completamente com uma variedade incrivelmente poderosa de magia de cura.

Que monstro, Eris pensou calmamente.

Seu último ataque pode não ter sido uma Espada de Luz, mas a velocidade e poder foram consideráveis. No entanto, foi ricocheteado pelo homem. A Espada de Luz era seu único meio de cortar a Aura do Dragão Sagrado, mesmo com a Espada do Dragão Fênix.

— Vejo a astúcia do Deus da Espada em suas táticas. Você deve ter sido uma aluna altamente favorecida, Eris Greyrat.

Eris havia reposicionado sua espada para cima da cabeça. Sua mente estava clara, e suas emoções firmes.

Porém, em vez de balançar sua lâmina, Orsted decidiu atacar de um modo diferente.

— Gall Falion contou histórias de suas façanhas enquanto você estava deitada na cama dele?

Considerando tudo que o Deus da Espada fez por ela, Eris o respeitava profundamente. Ao longo dos últimos anos, Gall Fallion se dedicou inteiramente a treiná-la e confiou-a seu sonho. O relacionamento deles tinha sido puramente platônico. Se resumia a uma relação de mestre e discípula. Ele a treinou porque seus interesses estavam alinhados.

Normalmente, Eris teria ficado furiosa com o comentário grosseiro de Orsted… Sobretudo porque ele falou de modo que as outras três mulheres e Rudeus pudessem ouvir. Porém, seu mestre havia dado um aviso claro: se as coisas começarem a correr bem, Orsted pode tentar te fazer perder a calma. Você não vai cair nessa, entendeu?

O Deus da Espada havia antecipado a tentativa de provocação de Orsted. Consequentemente, não teve nenhum efeito sobre Eris. Ela não tinha motivos para ficar com raiva. Orsted estava provando que Gall Falion o conhecia como a palma da mão.

— Hmph.

— Entendo. Você realmente ficou mais forte…

Enquanto Eris reprimia sua provocação com um bufo, Orsted murmurou estas palavras em um tom quase melancólico, e lentamente levantou ambas as mãos.

Ao ver isso, Eris se lembrou do último conselho que o Deus da Espada lhe deu.

Por qualquer motivo que seja, Orsted não pode ir com tudo. Ele é um mestre na magia e esgrima, mas tentará finalizar o combate só com sua Aura e artes marciais… Começa com chutes e socos, depois usa magia apenas se for realmente necessário. Porém, quando está enfrentando algo novo, por alguma razão, tende a recuar e estudar as técnicas que está vendo pela primeira vez. Isso tem que ser seu ponto fraco.

No momento, Orsted não estava atacando para matar. Ele parecia estar brincando lentamente com ela, como um gato batendo cruelmente em um rato exausto.

Eris rangeu os dentes audivelmente, largou a Espada do Dragão Fênix e, com a mão esquerda, pegou a lâmina que recebeu na vila Migurd.

Sua mão direita segurava a Espada do Dragão Fênix acima de sua cabeça, enquanto a esquerda segurava a espada sem nome, ainda embainhada atrás de sua cintura.

Era uma postura estranha. Ainda mais porque o Estilo do Deus da Espada não tinha o conceito de empunhadura dupla. Usar duas espadas ao mesmo tempo era uma técnica do Estilo Deus do Norte.

Mais importante – enquanto Eris segurava a espada, que era uma arma mágica mortal, acima de sua cabeça, não era capaz de usar a Espada de Luz com uma única mão. E como havia técnicas de saque rápido de espada, sua empunhadura invertida nunca seria a melhor escolha.

Sua postura, em outras palavras, era irracional. Não fazia nenhum sentido. Não era o tipo de erro que uma Rei da Espada, e uma mestra do Estilo do Deus da Espada, sob nenhuma circunstância, cometeria…

— Hum…?

Por isso mesmo, Orsted parou de se mover.

Com as mãos ainda no ar, ele a estudou minuciosamente. Seus olhos estavam focados apenas em Eris – com exceção de Rudeus, que estava sendo curado atrás dela.

Ela tinha toda a sua atenção no momento, mas não podia ficar na defensiva. A menos que tomasse alguma atitude, Orsted daria um passo à frente para atacar.

Felizmente, Eris havia improvisado um certo movimento para uma situação como esta. Era baseado em uma técnica que aprendeu com o Imperador do Norte Auber… embora só tenha visto uma vez. Ela treinou para que pudesse executar esse movimento com uma única mão, em velocidade máxima, no mesmo instante em que desembainhava sua espada. Era uma técnica imperfeita, mesmo assim, altamente letal.

Quando estiver contra a parede, um estudante do Estilo Deus do Norte jogará sua espada.

A mão esquerda de Eris se moveu grosseiramente, mas com confiança.

Seus dedos agarraram o punho da espada, puxando-o para trás, e no mesmo movimento, enquanto seu braço se lançava para frente, arremessou a arma em Orsted. A espada sem nome que a acompanhou por tantas provações e tribulações cortou o ar com precisão, com a ponta assestada para seu inimigo.

O impulso do arremesso levou a mão esquerda de Eris para cima – para a espada que ainda segurava no alto. Assim, pegou a Espada do Dragão Fênix o mais rápido que pôde e, sem um momento de hesitação, balançou-a para baixo com ambas as mãos, executando uma Espada de Luz impecável.

— …!

Seu temível ataque passou direto pela espada de Orsted, cortando o topo da cabeça do homem ao longo da mais curta trajetória, na maior velocidade possível.

Houve um tinido agudo.

— Tch…

Segurando sua espada e continuando o golpe até o final, Eris estalou a língua em irritação. Orsted havia agarrado sua lâmina entre as mãos. E a espada sem nome que atingiu o corpo dele, foi desviada pela Aura do Dragão Sagrado, e voou para trás dela.

— Você superou minhas expectativas, mas acho que agora é o fim.

— Não!

Com a lâmina ainda travada nas mãos de Orsted, Eris gritou sua resposta enquanto se virava para onde a espada sem nome havia caído.

Rudeus estava ali. As outras terminaram de curá-lo.

— Estamos apenas começando!

Levou um instante para Eris processar o que seus olhos estavam vendo. Era Rudeus, claro, e ele estava de pé. Porém, havia círculos escuros sob seus olhos, e seu cabelo castanho claro ficou branco. Suas pernas tremiam fracamente, seu rosto estava mortalmente pálido e seus lábios roxos. Roxy e Sylphie o apoiavam em ambos os lados.

— …

— Começando… com o quê, exatamente?

Rudeus não estava em condições de lutar, para dizer o mínimo. Sua mana havia se exaurido, seu vigor se foi e até mesmo sua força de vontade fraquejava. Ele estava acabado tanto fisicamente quanto emocionalmente.

— Você verá em breve.

A visão dele foi o suficiente para fortalecer a determinação de Eris.

Ela inalou profundamente e exalou três vezes. Quando o ar preencheu seus pulmões, agarrou sua espada com mais firmeza, consciente de cada gota de suor em suas palmas. Rangendo os dentes de trás com força por um instante, lambeu os lábios.

Por fim, retesou os músculos do estômago e rugiu o mais alto que pôde.

— Vocês três, tirem Rudeus daqui! Agora!

A voz de Eris trovejou pelo ar.

— Vou segurar Orsted, mesmo que eu morra!

Ela quis dizer isso literalmente.

Sylphie sentiu a força de sua determinação. Ela sentiu a mesma coisa de seus companheiros na jornada desesperada para Ranoa com a princesa Ariel. Eris estava preparada para morrer.

— E-Espere! Eu também vou lutar!

As pernas de Sylphie estavam tremendo, mas gritou as palavras mesmo assim.

Orsted era aterrorizante além da conta. Este era o primeiro encontro deles, mas ela sabia que ficar contra o homem significaria a morte. Ainda assim, a escolha não foi difícil. Não com a vida de Rudeus em jogo. No fundo, estava cheia de arrependimento por ter deixado o homem que amava partir sozinho para lutar contra um monstro como este. As palavras “Você está tentando matá-lo?” Ainda soava em seus ouvidos.

Essa nunca tinha sido sua intenção. Ela viu Rudeus recuperar sua energia e foco habituais, apesar de seus medos, e assumiu que tudo daria certo. Afinal, ele era um mago incrivelmente poderoso, e sempre dava um jeito de voltar para casa. Além disso, a Armadura Mágica parecia onipotente. Ela se convenceu de que nada, nem ninguém, poderia derrotar aquela coisa.

Foi apenas sua confiança em Rudeus que a fez decidir ficar para trás.

Eris olhou silenciosamente nos olhos de Sylphie por um momento, e então assentiu.

— Tudo bem. Cuide da retaguarda! Ghislaine, tire Rudeus e Roxy daqui!

— Eris! Meu trabalho é protegê-la!

Agora foi a vez da Rei da Espada do Povo Fera protestar.

Ghislaine tinha visto Eris lutar durante toda a vida. Assistiu seu treino focado e obstinado. E, por essa razão, ficou recuada e assistiu o desenrolar da batalha, sem interferir ou objetar. Ela viu isso como uma maneira de retribuir o falecido avô de Eris, Sauros, a quem devia tanto.

— Quê?! Não vai me ouvir?! Estou te dizendo para proteger as pessoas que são importantes para mim!

— Não vou fazer isso! Eu nunca poderia encarar o Lorde Sauros ou Philip se deixasse você morrer aqui!

Mas agora, a garota planejava seguir um caminho que terminaria em morte certa, e Ghislaine não podia permitir isso. Sua recusa foi mais reflexiva do que racional. Ela não era muito boa em pensar e evitava pôr o cérebro para trabalhar, quando possível.

— Parem com isso! Todos nós precisamos fugir!

Dada a gravidez, Roxy sabia que não seria muito útil em combate. Ela veio para cá sabendo que só seria um fardo caso chegasse a essa situação. Seu plano era arrastar Rudeus até os cavalos que esperavam do lado de fora da floresta e fugir o mais rápido possível. Havia uma chance de que um movimento muito extenuante pudesse causar um aborto espontâneo, mas ajudar Rudeus a escapar era prioridade. Sinceramente, ela não tinha pensado muito no que fazer depois disso. Por ora, acreditava que tinham que correr e se reagrupar em um lugar seguro.

Eris e Ghislaine discutiam; Sylphie e Roxy se preparavam para agir. E enquanto via tudo isso com o canto dos olhos, Orsted soltou um suspiro longo e alto.

Todos, exceto Rudeus, ficaram em guarda. Quatro pares de olhos olharam ferozmente para Orsted. Indiferente a isso, o Deus Dragão aumentou o tom de voz para um berro.

— Rudeus Greyrat!

Rudeus estremeceu visivelmente ao som de seu nome.

— Enquanto servir ao Deus-Homem, não permitirei que escape. Mesmo que isso signifique matar todos aqui, e todos os outros esperando por você na cidade, vou te caçar e tirar sua vida!

Rudeus estava trêmulo agora, de maneira ainda mais clara do que antes. Com seus joelhos tremendo incontrolavelmente, olhou para o chão em sua frente.

— Embora eu não confie nas palavras do Deus-Homem… dado o que ele te disse, também sequestrarei seus filhos quando você estiver morto!

Com essas palavras, a tremedeira parou.

Os olhos de Rudeus acenderam em chamas novamente. Socando as pernas trêmulas com a mão esquerda, entendeu a mão direita para pegar seu cajado de Roxy, esquecendo que havia perdido aquela mesma mão há pouco tempo. Desequilibrado, poderia ter caído no chão se Roxy não o tivesse segurado rapidamente. Porém, mesmo quando se apoiou contra ela, seus olhos estavam olhando ferozmente para Orsted. Havia sede de sangue em seu olhar.

— No entanto, sua imitação da Armadura do Deus Lutador, a mana abundante concedida a você pelo Fator Laplace, e sua imunidade à minha maldição ainda podem ser úteis!

— …?

Com essas palavras, a raiva nos olhos de Rudeus vacilou um pouco. E enquanto olhava com uma expressão dúbia e cautelosa, o Deus Dragão continuou a falar.

— Traia o Deus-Homem e junte-se a mim!

Duas pessoas reagiram instantaneamente a essas palavras.

— Você  pode estar brincando!

— Rudy, não dê ouvidos a ele!

Eris e Sylphie estavam convencidas de que Orsted estava mentindo. Elas não acreditariam no homem, a não ser que tivessem uma razão clara para isso. Ghislaine e Roxy ficaram em silêncio, mas também sentiram que Orsted estava tramando alguma coisa – que alguma armadilha estava escondida em suas palavras.

— Se aceitar minha oferta, vou ignorar esta emboscada irracional e restaurar seu braço ferido à condição original.

— …

Mas Rudeus foi uma exceção.

Ele havia notado algo no tom de voz de Orsted. Percebeu que a garganta do homem estava tremendo levemente, e esse fato o intrigava.

— Eu sou o Deus-Dragão. Uma vez que esteja sob minha proteção, o Deus-Homem não achará tão fácil te tocar!

Dúvida e tentação se misturaram nos olhos de Rudeus.

— Não se preocupe, ele não pode ouvir o que estamos falando neste exato momento!

— …

— Se sua lealdade ao Deus-Homem não for real, eu acharia essa oferta muito atraente!

— …

— Escolha agora, Rudeus Greyrat! Ficará do lado do Deus-Homem e perderá tudo em minhas mãos? Ou se juntará a mim e lutará contra ele?! Você é imune à minha maldição! Esta é uma escolha que é capaz de fazer!

O olhar de Rudeus encontrou o de Orsted.

Primeiro, exalou lentamente. E então, estudou o rosto do Deus Dragão, como se procurasse uma resposta nele. Rudeus estava tentando ver o que estava escondido por trás da expressão pétrea do homem. Porém, obviamente seus olhos não revelavam nada disso.

O silêncio se estendeu por vários segundos.

— Rudy?

Por fim, Rudeus cambaleou para longe dos braços de Roxy e começou a andar lentamente para frente. A cada passo, corria o risco de cair de cara. Tropeçou para o lado e se apoiou no ombro de Ghislaine. Quando perdeu o equilíbrio, se agarrou em Sylphie, que correu para pegá-lo. Eventualmente, passou por Eris. E então, caiu de joelhos aos pés de Orsted.

Ele não fez nenhum movimento para se levantar. Em vez disso, olhou para o homem em sua frente e falou.

— Realmente há… uma maneira de proteger a minha família do Deus-Homem…?

— Sim! Ele possui grande conhecimento do futuro, mas não é onisciente, muito menos onipotente!

— Tem… absoluta… certeza disso…?

—  Não, não tenho certeza absoluta. Eu não fingiria conhecer toda a amplitude de seus poderes.

Orsted não fez nenhuma promessa definitiva. Nem mesmo ofereceu palavras tranquilizadoras. No entanto, Rudeus olhou para ele com os olhos de um homem em busca de salvação. Havia lágrimas nos cantos de seus olhos, embora fosse difícil dizer o que havia as inspirado.

De um jeito ou de outro, havia tomado sua decisão.

— Eu vou te servir. Então, me ajude, por favor.

E foi assim que, deste dia em diante, Rudeus Greyrat se tornou aliado do Deus Dragão.


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Helder
Visitante
Helder
3 dias atrás

Eu ja sabia que isso ia acontecer, mas ler e imaginar acontecendo… eu to ficando doido

upyr
Visitante
upyr
27 dias atrás

O parágrafo que explica o motivo da viagem delas ter demorado é o puro suco de Eris.
“Absolute cinema” kkk

Simplesmente Eu
Membro
Simplesmente Eu
30 dias atrás

Uma batalha contra um cara que se cura inteiro em 2 segundos é difícil, mais ainda quando o mais forte já foi derrotado, sábia escolha caro mago.

Lucas BuenoD
Membro
Lucas Bueno
2 meses atrás

Vei, essa luta tem o potencial pra se tornar uma das maiores dos animes, essa porradaria foi insana demais, nunca vi um trem tão foda assim, se for bem animada, acho que esse embate vai ficar muuuuuito famoso

mecris
Visitante
mecris
1 mês atrás
Resposta para  Lucas Bueno

Introduzir uma armadura de 3 metros foi muito foda kkkkk

Gabriel Silva
Membro
Gabriel Silva
5 meses atrás

Eu imaginei que a luta seria longa pelo Orsted se segurar pra tentar tirar informações. Mas fiquei bem impressionado. As ideias do Rudeus funcionaram muito bem e ele realmente mostrou a capacidade dele ao limite com isso. Foi muito legal de ver isso. Apesar dele se achar patético. Ele se tornou uma excelente pessoa. Foi pra uma luta sabendo que não poderia vencer pra proteger a família e até o fim esteve determinado a cuidar das pessoas importantes mesmo que custasse mão, braço, dignidade, a própria vida.
Merece respeito!
Eris, finalmente você apareceu !! ;D

Rayzen
Visitante
Rayzen
6 meses atrás

Cara, antes de chegar aqui eu já imaginava essa situação. Já tinha suposto da chegada de Eris quando ele estivesse à beira de ser morto. Não acreditava no fato de ele e Eris vencer o Orsted mesmo lutando juntos. O cara é um tipo de Deus mermão. O verdadeiro vilão, Hitogami queria o Rudeus morto.

Dankkkjj.__
Visitante
Dankkkjj.__
6 meses atrás

Essa luta adaptada no anime vai ficar incrível

HidraD
Membro
Hidra
8 meses atrás

Mn se esse luta for pro anime vai entra no top 3 das maiores surras de todos os tempos dos animes

Gabriel Silva
Membro
Gabriel Silva
5 meses atrás
Resposta para  Hidra

Mano. Mas já era esperado né. Se alguém pensou que o Rudeus fosse ganhar tava muito drogado lendo.

Fhelipe pazuzu
Visitante
Fhelipe pazuzu
2 meses atrás
Resposta para  Gabriel Silva

Li aqui cheiradão e tinha certeza que não dava para ganhar e ele ainda iria se juntar a favor de Osted kkk

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