Tradutor: GePeTo | Revisor: BanKai
Casa de Victor.
“Então…” Leon coloca a mão na cabeça como se estivesse com uma forte dor:
“Vocês estão me dizendo que meu filho tem mais duas esposas, e vocês são elas?”
“S-Sim”
“…Sim”
Sasha gaguejou um pouco ao falar, estava muito envergonhada. Ruby conseguiu responder em um tom mais neutro e manter o rosto impassível.
“…” Mesmo depois de ouvir a confirmação das duas mulheres, Leon ainda não conseguia acreditar no que estava ouvindo.
“…E vocês concordam com isso? Quero dizer, vocês não sentem ciúmes ou algo assim?” ele perguntou novamente.
“…” Ruby e Sasha se entreolharam, então as duas olharam para Leon.
“Eu sinto ciúmes, mas como Ruby e Violet são minhas amigas de infância, não me importo tanto? Sinto que muita coisa não mudou, e que Victor simplesmente se juntou ao grupo?” Sasha falou com uma expressão confusa no rosto.
Era o que ela realmente sentia, e mesmo sem entender completamente esse sentimento, estar com Victor a acalmava muito, ela se sentia muito confortável; era a mesma sensação de quando estava com Julia…
“De fato… Eu me sinto da mesma forma. Tenho certeza de que, se não fôssemos amigas de infância, essa situação seria muito mais problemática.” Ruby falou enquanto pensava: ‘Se fossem outras mulheres, eu nunca deixaria que se aproximassem do meu Querido.’
“…” Leon apenas olhou para as duas mulheres com uma expressão chocada.
“Que ciúme…—” De repente, Leon sentiu um calafrio percorrer seu corpo; olhou para a esposa e, ao ver o brilho nos olhos dela, fingiu tossir, “Coff! Quero dizer, estou com ciúmes de como vocês três se dão bem com meu filho; espero que possam cuidar dele!”
“Oh! Obrigada.” Ruby agradeceu.
“Obrigada?” Sasha agradeceu, um pouco confusa.
“…Leon?”
“S-Sim, querida?” Ele respondeu com um sorriso forçado.
“Como foi o trabalho?” Anna perguntou com um leve sorriso.
“Hã…? Ah! O trabalho foi bom, tive poucos problemas, mas é o de sempre.”
“Enfim, fico feliz que meu filho tenha mais duas esposas adoráveis como vocês para cuidar dele.” Ele sorriu para Ruby e Sasha.
Os rostos de Sasha e Ruby se iluminaram, e elas sorriram felizes.
“Obrigada, Pai”, disse Sasha.
“Obrigada…” disse Ruby.
Leon não pôde evitar de se encantar com os sorrisos das duas, mas quando sentiu o olhar da esposa se intensificar como se estivesse perfurando cada centímetro do seu corpo, ele tomou a decisão mais sábia possível nesse tipo de situação:
“Tenho algo para resolver, sabe como é, o trabalho chama!” Ele se levantou do sofá e subiu as escadas calmamente, “Vejo vocês outro dia.”
Ele fugiu…
“Bom trabalho, Pai. Não se esforce demais, ou pode ficar doente.” Sasha foi gentil.
Leon parou de andar e respondeu olhando para ela: “Não vou, e obrigado pela preocupação, Sasha.”
Leon subiu e, quando não sentiu mais o olhar da esposa, agachou-se nas escadas e encostou a orelha na parede, pensando: ‘Quando meu filho virou um galã? Sei que herdou meus genes de pedreiro, mas até eu não conseguiria algo assim! Uma mulher já é um problema, imagina mais duas!? Nem pensar!’
Depois dos problemas iniciais e do choque de Anna ao descobrir que o filho tinha mais duas esposas, ela aceitou a situação mais facilmente ao perceber que as personalidades das mulheres eram bastante agradáveis.
Ruby era muito quieta e mantinha uma expressão fria o tempo todo, mas Anna via que havia uma mulher muito gentil por trás daquela fachada.
Sasha era mais falante que Ruby, mas se envergonhava facilmente com elogios sinceros. E, quando Anna a chamou de “filha”, pareceu ter encontrado um novo hobby: provocar Sasha. No entanto, ela se esforçaria para não exagerar.
Essa foi a primeira impressão de Anna sobre Sasha e Ruby.
E a opinião de Leon sobre o assunto…? Não importava, e Anna planejava conversar com ele depois…
Leon sentiu outro calafrio…
Anna estava um pouco irritada com Leon, mas não brava… Estava apenas frustrada com a mudança repentina do filho e sabia exatamente como resolver essa frustração — pensou que seria uma ótima hora para dar um irmão ou irmã a Victor.
Leon era um homem simples; vivia a vida sem complicações. Se gostava de algo, aceitava; se não gostava, mostrava o dedo do meio e dizia: “Vai se foder.”
Ele não era bom com palavras como a esposa — preferia resolver as coisas no soco. Mas era sensível o suficiente para perceber quando o filho estava com problemas e ajudá-lo quando possível; preferia agir a falar, um homem honesto.
E, por experiência, Leon percebeu desde o primeiro olhar que Ruby e Sasha eram mulheres muito gentis e de bom caráter — não eram do tipo que trariam problemas para o filho. Além disso, ele não se importava muito.
Seu pensamento era simples: ’Meu filho é adulto, e eu confio nele. Mas se vir que ele está seguindo um caminho errado, vou orientá-lo.’
E Anna, a mãe de Victor, pensava o mesmo.
…
Porão da casa de Victor.
“…De alguma forma, deu certo.” Sasha sentou-se no sofá, mentalmente exausta:
“Nunca mais quero passar por isso… Nunca imaginei que fosse tão cansativo…” Ela parecia estar derretendo no sofá.
Ruby sentou-se elegantemente e cruzou as pernas: “S-Sim, tudo saiu conforme o planejado”, ela gaguejou levemente.
Sasha olhou para Ruby de canto de olho — nem tinha energia para apontar isso agora.
Natalia apareceu de repente, trazendo uma xícara de chá com um líquido vermelho dentro.
“Obrigada, mas eu não quero —” Ruby ia recusar; não queria beber sangue de outra pessoa, mas parou ao sentir o cheiro.
“…Isso é sangue do meu Querido.” Ela engoliu em seco.
Sasha abriu os olhos e olhou para a própria xícara, seu rosto se contorcendo de repente em nojo.
“Quando você conseguiu isso?” Ruby perguntou, curiosa.
“Quando o Lorde Victor estava dormindo, coletei um pouco do sangue dele”, Natalia sorriu gentilmente.
Ruby olhou para ela com frieza: ‘Impossível. Ninguém entra no quarto do meu Querido sem que eu, Sasha ou Violet percebamos… Ah, ela usou seus poderes.’
“É certo usar seus poderes para algo tão… insignificante?” Ela perguntou, hesitante.
“Tenho poder; por que não usá-lo como bem entender?” Natalia respondeu.
“…” Ruby concordou com a lógica dela.
“Vai beber? Não recomendo”, Sasha interveio.
“Por quê…?” Ruby ficou confusa.
Sasha explicou: “Apesar de ser sangue do meu marido, por algum motivo o gosto é horrível — parecia comida estragada. É melhor beber direto da fonte.”
“Oh…? Você já experimentou?” Ruby perguntou e reclamou: “Não trate nosso marido como uma fábrica de sangue.”
“…Brincadeira. Você precisa relaxar mais, Ruby”, Sasha disse.
“Hmpf”, Ruby bufou, e por alguns segundos seus seios balançaram de um modo que hipnotizaria qualquer homem hetero.
Sasha revirou os olhos: “Respondendo sua pergunta… Sim, experimentei, e até hoje me arrependo.” Nunca tinha sentido tanto enjoo na vida.
Natalia olhou para Ruby com um sorriso doce: “A Lady Ruby quer chá?”
“….” Ruby a encarou sem expressão.
“Não… Não quero”, ela recusou. Apesar do cheiro tentador, decidiu confiar em Sasha.
“…Que pena”, Natalia comentou, retirando o chá e indo para a cozinha. Por um instante, olhou para Maria e pensou: ‘Esta empregada… Só está parada, não é? E nem fala nada… Devo colocá-la para trabalhar?’
“Vamos para casa?” Ruby perguntou a Sasha.
“Sim, vamos”, Sasha concordou, levantando-se. Mas então, Sasha, Maria, Ruby e Natalia olharam para o centro da sala.
Um círculo mágico apareceu subitamente:
“Ei! Ei! Ei! Voltei com informações chocantes!” A bruxa June surgiu com um sorriso.
…
Local atual: Norte do território da Condessa Scathach Scarlett.
Frente da mansão Scathach.
“Finalmente, cheguei!” Violet gritou, frustrada, olhando para o portão imponente da mansão. “Por causa da Natalia, tive que correr do Sul ao Norte! Droga, por que ela não abriu o portal para a casa da Ruby!?” Ela ficou furiosa de novo, mas então suspirou:
“Como sempre, este lugar é desolado.” Olhou ao redor, vendo apenas florestas e montanhas cobertas de neve. “Nunca entendi por que aquela velha escolheu morar num lugar tão isolado.”
“Tsc, tsc”, Violet ouviu uma voz feminina. “Você nunca aprende, pirralha.”
Ela olhou para cima e viu Scathach de pé, horizontalmente, encostada no portão.
“Onde está Victor!?” Violet perguntou, impaciente.
Scathach saltou ao chão e respondeu: “Está treinando com a Pepper.”
“O quê!?” Violet gritou, horrorizada. Lembrou-se da aparência de Pepper: ‘Aquela vadia vai seduzir meu Querido! Vou matá-la!’
Seus olhos começaram a ficar vermelhos, e seus dentes afiaram-se.
Vendo a expressão de Violet, Scathach se aproximou e deu um tapinha em sua cabeça.
“Ai!” Violet colocou a mão no local e olhou furiosa: “O que foi isso—”
“Pare com essa paranoia, pirralha. Não confia no seu marido?”
“Claro que confio! Não confio na sua filha!” Violet apontou para Scathach: “Suas filhas foram criadas por você! Elas podem sequestrar meu marido a qualquer momento e fazer isso e aquilo com ele!”
“…Faz sentido.” Scathach sempre criou as filhas para serem mulheres fortes e independentes — embora seus métodos fossem questionáveis hoje em dia…
Scathach virou-se e entrou em casa: “Ele está na floresta.”
Os olhos de Violet brilharam em vermelho — e então ela desapareceu.