— Sangue do Submundo, Sangue do Submundo, mesmo neste momento, você ainda não aceita a impossibilidade de sua situação? Não sei se devo chamá-la de tola ou imprudente.
Konrad começou quando ele deu um passo em direção à cama.
Diante dessa cena, a Guardiã manteve seu silêncio.
— O que você faria se eu removesse as correntes? Pedir outra surra? Ou é assim que você gosta?
Konrad perguntou, fazendo com que as veias fumegantes da Sangue do Submundo aumentassem ainda mais. Se a derrota magistral que ela sofreu nas mãos de Konrad permanecesse fresca em sua mente, ela não testemunharia a batalha seguinte. Claro, não era preciso ser um gênio para descobrir que, se Konrad ainda estava de pé, o plano de Noturno fracassou. Os detalhes exatos, no entanto, a iludiram. Não que isso importasse.
— Mesmo se você tiver minha alma, mesmo se você me reprogramar, o Inarr-!
O chocalho das palavras da Sangue do Submundo encontrou um fim abrupto quando a palma da mão direita de Konrad apertou seus lábios.
— Shhhh. Seu marido acabou de se transformar em um cadáver vivo, retomando seu destino eterno como um fantoche. Ele não tem tempo para você.
Konrad afirmou, falando palavras que encheram a Sangue do Submundo de confusão. Os olhos dela se estreitaram para Konrad, procurando as mentiras escondidas em seus tons. No entanto, pela primeira vez, ele parecia totalmente direto.
— Não acredita em mim? Não importa, na verdade. Em vez de fazer um favor ao mundo e pular de uma ponte, seu marido idiota optou por se curvar e ser estuprado pelo inimigo. Que detestável!
Enquanto as boas pessoas do omniverso aguardam meu governo eterno, seus idiotas continuam atrasando os tempos de felicidade eterna. Você sabe quantos homens ainda precisam ganhar chifres e quantas mulheres tenho para abraçar calorosamente? Você pode entender o dano que causou?!
Mhm? Mhm?! Não?! Não consegue dizer nada? Que detestável!
Konrad rosnou com as mãos balançando em gestos erráticos, forçando a Guardiã a sair da meditação e a Submundo de Sangue a piscar em descrença. Ambas o encararam com uma incredulidade gritante, se perguntando se o Príncipe Profano havia enlouquecido por pressão.
— Agora estou com o peito cheia de raiva, não tenho como desabafar, e você ainda tem coragem de me confrontar? Excelente. Muito bom! Guardiã, palmatória!
Konrad ordenou, assustando a Guardiã que, por um segundo, não conseguiu processar as palavras.
— Oi? pode repetir?
Ela gaguejou, incapaz de acreditar que a ordem de Konrad estava realmente voltada para ela. Suas seguintes palavras quebraram toda a confusão.
— Cômoda do meio, gaveta mais à direita de cima a baixo! Ou, você viu uma segunda Guardiã aqui? E se você disser Dragão Guardião, eu vou te dar uma surra!
Agora convencida de que Konrad realmente enlouqueceu, por causa da segurança de suas nádegas, a Guardiã não se atreveu a atrasar e correu em direção ao banheiro, abrindo a gaveta pontiaguda para revelar uma variedade de dispositivos antigos que a fizeram tremer de medo.
Por um segundo, ela foi forçada a parar e se perguntar em que tipo de teatro decadente Konrad e suas consortes se entregavam. Então ela se lembrou de que o Reino Ctônico o saudou como o Príncipe Profano, e ela não ousou mais pensar.
Agarrando à palmatória, a Guardiã o trouxe diante de Konrad, entoando um mantra com uma conta de oração na mão esquerda enquanto a direita estendia o dispositivo tortuoso para seu dono. Vendo isso, os olhos de Konrad se estreitaram.
— Por que você está me dando? É você quem estará batendo!
Konrad exclamou, então afrouxou as correntes da Sangue do Submundo nua para girá-la de frente. Mas mesmo quando sua bunda tonificada apareceu para Konrad e o Guardiã perplexo, ela não teve tempo de se sentir envergonhada.
— Konrad, você está louco?! Pare com isso imediatamente!
A Sangue do Submundo rugiu de indignação. Mas embora a Guardiã não quisesse mostrar apoio verbal, ela involuntariamente assentiu com aprovação.
— Se estou louco? Eu nunca vi as coisas com mais clareza! Mesmo que o cérebro de toda a sua família tenha sido chutado por burros na infância, como se atreve a criar problemas para mim? Que cara de pau! Para não falar de você, quando Inarrepensível os expulsar, e ele o fará, terei Nebuloso e Noturno capturados, pendurados de cabeça para baixo e espancados diante da população!
Guardiã, bata! Caso contrário, você vai se juntar a ela!
A Guardiã não precisava ouvir duas vezes e fez uma reverência arrependida a Sangue do Submundo.
— Minhas desculpas.
Ela afirmou antes de armar a palmatória para as nádegas tensas da Sangue do Submundo. Infelizmente…
*PAH*
— Ah!
— Pelo que está se desculpando?! Espancar a indisciplina de garotas que se comportam mal é o dever de uma freira! Bata!
O pedido de desculpas da Guardiã foi recompensado com uma surra retumbante em suas nádegas, suas nádegas balançaram e, enquanto ela gritava, um arrepio percorreu sua espinha! Sem precisar de mais incentivo, ela atacou!
*PAH*
A palmatória de espancamento desceu sobre a bunda tonificada da Sangue do Submundo com um som trovejante e estrondoso. Seus olhos se arregalaram com mais vergonha do que dor, mas embora nenhuma corrente a prendesse por mais tempo, a vontade de Konrad a manteve presa. O melhor que ela poderia fazer era dobrar o pescoço para vislumbrar a Guardiã.
— Guardiã, como se atreve?! Eu não vou poupar você!
Sangue do Submundo rosnou, com as costas musculosas e a bunda tonificada se contraindo na cama.
*PAH*
— Ah!
Mais uma vez, a mão direita de Konrad encontrou a traseira confortável da Guardiã em um golpe retumbante.
— Você tá sem comer feijão?! Que tipo de palmada meia-boca foi aquela? Ela até se atreve a ameaçar você! Coloque seu coração nisso e bata!
O rosto da Guardiã ficou vermelha com uma mistura de vergonha e raiva, mas em vez de apontar para Konrad, ela descarregou tudo em Sangue do Submundo.
— Mulher bárbara, você é quem está pedindo! Para não falar do fato de que eu já não acho você agradável aos olhos, você realmente tem a coragem de puxar Esta Eminência para baixo com você? Eu não vou poupar você!
A Guardiã rosnou interiormente e ergueu a palmatória no arco mais bonito que Konrad já tinha visto.
*PAH* *PAH* *PAH* *PAH* *PAH*
Era como um festival. A palmada do Diretor choveu no traseiro da Sangue do Submundo em uma enxurrada de curvas hipnotizantes — imprimindo-se em cada canto de suas nádegas enquanto ela se sacudia na cama!
— Aaah! Como voc-ahhh!
Eu não vou fa-ahhh! Sua vagab-aaahhh!
Os gritos da Sangue do Submundo subiram contra as paredes, puxando acenos de aprovação de Konrad.
— Muito bem! Mais forte!
— A nádega direita está irregular, conserte isso!
— Espere, deixe-me aumentar sua sensibilidade em 100.000 vezes!
— Bela postura, continue!
Os incentivos de Konrad ecoaram ao lado dos gritos da Sangue do Submundo e das palmadas implacáveis da Guardiã! Mas quando sua sensibilidade foi ampliada em 100.000 vezes, até mesmo a Sangue do Submundo se viu incapaz de suportar!
— Aaaargh! Misericórdia! Misericórdia!
Konrad, por favor, poupe-me!
A Sangue do Submundo deu a súplica mais sincera de sua vida! E ouvindo isso, como Konrad poderia não mostrar misericórdia?
— Bom, me chame de vovô e eu vou te poupar.
Konrad ofereceu com grande magnanimidade. Naturalmente, a surra da Guardiã nas nádegas vermelhas e pulsantes continuou! Não tendo outra escolha, Sangue do Submundo cedeu!
— Aaaaai! Vô, vovô! Por favor, poupe-me!
A Sangue do Submundo implorou, e ampliada por Konrad, sua voz ecoou por todo o Vale das Miríades de Sonhos, alarmando todos os seus habitantes!
— Muito bem. Interrompi a sensibilidade. Deixei a dor se tornar prazer! Guardiã, bata com mais força!
Konrad ordenou enquanto invertia as percepções da Sangue do Submundo, fazendo a dor se transformar em felicidade!
*PAH* *PAH* *PAH* *PAH* *PAH* *PAH* *PAH* *PAH* *PAH* *PAH*
A surra da Guardiã na Sangue do Submundo só ficou mais frenética, com a palmatória descendo mais rápido que a velocidade da luz e enviando tremores por todo o quarto!
— Annnh… você não…ohhh…disse…ohhh…oooooh!
A cada golpe, Sangue do Submundo irrompeu em orgasmos violentos, tremendo sem fim!
— Eu menti!
Konrad respondeu alegremente.
— DEEESSPREEEZIIIVELLLL!!!