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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 5 – Capítulo 32

A Conferência dos Invasores da Prefeitura

Félix: “Ah, droga! A cura mágica não tem efeito! Sendo assim, só posso usar uma cura primitiva.”

Ferris, com o sangue manchando suas bochechas, cerrou os dentes com irritação, acenando com a mão. Deitada na frente dele, com o sangue ainda fluindo de seu corpo, estava a inconsciente Mimi.

De todo o coração, querendo parar o sangramento, ele usava um pano mágico para tentar conter a ferida, e várias camadas de bandagens cobriam a ferida.

Isso era algo normalmente usado para lesões nas mãos e nos pés, mas também poderia ser aplicado no peito para manter o fechamento de uma ferida e evitar sangramentos. Só que o ferimento no peito de Mimi estava logo acima do coração.

Subaru encostou-se na parede enquanto observava o tratamento desesperado e se preocupava com Garfiel. Olhando para baixo em vez de encarar Mimi, Garfiel estava sentado com as mãos ensanguentadas em seu cabelo loiro, e com o olhar baixo em pânico.

Obviamente o sangue que cobria seu corpo não era só o de Mimi, mas também aparentemente ele tinha suas próprias feridas. O canto de sua boca estava manchado de sangue, suas roupas estavam rasgadas, principalmente no joelho, onde podia ser ver a falta de carne enquanto em seus ombros escorria sangue.

Subaru: “Garfiel, Mimi pode ser tratada por Ferris por enquanto. Você precisa de tratamento especial também. Consegue administrar feitiços de cura?”

Garfiel: “Ah… Sim…”

Assentindo, Garfiel lentamente pressionou as palmas das mãos nas feridas e começou a enviar a mana curativa em seu próprio corpo. Observando as feridas cicatrizando, Subaru olhou para o espelho da conversa em sua mão. Refletido na superfície do espelho estava um velho e silencioso espadachim, de rosto enrugado e aparência complexa.

Subaru: “A ferida não pode ser curada… ou seja…”

Wilhelm: “Com toda probabilidade, deve ser por causa da Proteção Divina do Deus da Morte.”

Terminando a frase de Subaru, Wilhelm chegou à mesma conclusão que ele.

A terrível maldição da ferida que é incurável foi dada pela Bênção do Deus da Morte. O fato de que a ferida de Mimi não poder ser curada por magia, provavelmente se deve a essa benção.

Então, na mente de Subaru, apenas uma pessoa poderia ter feito isso.

Subaru: “Wilhelm-san, embora isso não seja algo que me alegro em lembrar… como está sua ferida?”

Wilhelm fechou os olhos brevemente, então arregaçou as mangas do casaco e mostrou o pulso esquerdo a Subaru.

O curativo enrolado firmemente em volta de seu pulso não apresentava vestígios de sangue, o que implicava que o responsável por ter feito aquele ferimento não poderia estar por perto. A muito tempo atrás, sua esposa havia causado aquilo. E se a pessoa que causou o ferimento de Mimi fosse a mesma que atacou Wilhelm?

Wilhelm: “Mesmo assumindo que o ferimento causado em Mimi-san tenha sido por alguém que tenha a mesma bênção que minha esposa… eu teria notado, já que meu ferimento se abriria novamente. Sendo assim, a vida do atacante não deve estar próxima.”

Ele estava frustrado ou aliviado? Subaru não sabia.

Wilhelm havia perdido sua esposa há quinze anos. Mesmo há um ano atrás, ele não tinha dúvidas de que ela estava morta. No entanto, se apegar a esperança era algo habitual de um ser humano, e mesmo que Wilhelm se apegasse a essa fraqueza, Subaru não o criticaria.

Portanto, neste momento, Subaru não encontrou palavras que pudessem dizer a Wilhelm que, é claro, não desejava nem conforto casual nem encorajamento.

E naquele instante, uma mudança ocorreu no lugar e isso foi,

Ricardo: “Ei, irmão. Não precisa se apressar enquanto cura suas feridas.”

Dizendo isso, Ricardo sentou no chão perto de Ferris, que conduzia as magias de cura desesperadamente.

O homem fera sentou-se na frente de Garfiel sangrento, olhando-o atentamente.

E para isso, Garfiel ergueu a cabeça lentamente para encontrar os olhos da fera.

Ricardo: “Não sei o que aconteceu, mas eu sei que se o irmão não tivesse trazido ela até aqui, Mimi não seria capaz de escapar sozinha.”

Garfiel: “–“

Ricardo: “Realmente… obrigado. Estou profundamente agradecido.”

Com os dois punhos no chão, Ricardo se ajoelhou e curvou a cabeça.

Quando a testa de Ricardo beijou o chão agradecendo Garfiel, por ter salvado sua família, o tigre pareceu chocado.

O estado de Mimi não era otimista. Claro que Ricardo esperava o retorno seguro de Mimi. Era compreensível que Garfiel sentisse culpa em relação a isso, por não conseguir proteger e defender Mimi com sucesso. Mas isso não foi culpa de Garfiel, do que adiantaria culpá-lo?

É claro que, após ter recebido ela de volta naquele estado, ele não podia estar calmo. No entanto, vendo a reação dele, Subaru pôde dizer que a postura arqueada dele era completamente sincera.

E obviamente ao mesmo tempo, ele também nutria uma raiva implacável daqueles que deixaram Mimi naquele estado. E portanto,

Subaru: “Garfiel, embora deva ser desagradável para você falar sobre isso… Conte-me exatamente o que aconteceu… até mesmo você estando neste estado, o que é inimaginável, deve ter sido difícil…”

Ao pedir uma explicação de Garfiel, uma ideia de enraizou na mente de Subaru.

Foi antes, enquanto ele classificava as informações dele com Julius e Wilhelm sobre toda a situação, que a ideia passou por usa mente por um breve momento.

Tomando as cinco torres de controle, o Culto da Bruxa tornou a cidade inteira refém.

Cada lugar deve ter sido controlado por uma força poderosa. Assumindo que sua ideia estava certa, Subaru chegou a conclusão que esse lugares provavelmente eram protegidos por – Ganância, Luxúria, e Ira. Também há a possibilidade da Gula estar presente.

– A Gula era precisamente o principal alvo de Subaru.

Então resumidamente, Ganância tinha Emilia consigo, a Ira era uma lunática que confundia Subaru com seu interesse romântico, Petelgeuse. Luxúria cuja natureza horrenda ele havia ouvido antes. E por fim a Gula que ele por muito tempo estava caçando.

Embora a situação fosse a pior possível, ao mesmo tempo, era uma situação onde muitas oportunidades surgiram. Na verdade, não havia um momento melhor que esse para exterminar cada um dos inimigos em uma única cajada só.

Ficar preso na teia de aranha era mais precisamente o momento certo para criar uma oportunidade para exterminar todas as aranhas.

Subaru: “De qualquer forma, precisamos atacar esses caras. Afinal, se não o fizermos, nunca seremos capazes de ficarmos são e salvos.”

Garfiel olhou para Subaru, espantado, e ele assentiu de volta, encorajando-o a falar.

Garfiel: “Depois de ouvir a transmissão, meu espantoso eu e Mimi fomos até o centro da cidade. Nós dois tivemos um pressentimento ruim daquela voz na transmissão.”

Ricardo: “Ah, também estávamos pensando em uma maneira de chegar até o centro da cidade. Parece que você teve a chance de ser o primeiro.”

Garfiel: “No começo não havia aparições de sentinelas na prefeitura, nem a aparição de nada em nosso caminho, então, eu fui direto até a prefeitura, onde lá eu…”

Houve uma pausa em suas palavras quando ele cerrou os dentes e apertou os punhos.

Subaru pôde notar que ele estava com raiva, mas aquele ódio não era dirigido ao seu oponente, e sim a si mesmo.

Soltando um suspiro pesado, Garfiel continuou…

Garfiel: “Eu me encontrei com duas figuras… dois Inimigos surgiram. Um deles era um homem enorme que carregava duas espadas gigantes. A outra era uma mulher magra e tinha uma espada esbelta. Não importa o que eu fizesse mesmo que eu desse o máximo de mim, eu não teria chances… Eles provavelmente, se tornassem um, acabariam comigo.”

Subaru: “Ainda mais forte que você… um deles foi o transmissor?”

Garfiel: “Provavelmente, não.”

Garfiel era provavelmente o mais forte da facção de Emilia, sendo assim, ele deveria enfrentar o Culto da Bruxa assim que eles surgissem. No entanto, nem mesmo ele foi capaz de se defender de meros cultistas comuns.

Garfiel: “Esses dois não emitiram a mesma aura de malícia como na transmissão. Tivemos sorte de escaparmos porque consegui abrir uma brecha… Eles devem ter algum tipo de etiqueta de um espadachim experiente, ou algo assim.”

Garfiel ainda em um estado lento, devido ao baque com Mimi, encarou seus oponentes com algo como reverência.

Ricardo que o ouvia, deu um baque nos joelhos com as mãos, e se levantou. Então ele agarrou o ombro de Garfiel,

Ricardo: “Forte ou não forte já posso entender com mais clareza. O que eu quero saber é: quem deixou o irmão em tal estado? Quem fez isso com Mimi? E de quem devo me vingar? Apenas isso.”

Garfiel: “As minhas feridas foram causadas pelo cara alto, a mulher era apenas uma distração. No entanto, por causa dessa mulher, Mimi…”

Wilhelm: “Você poderia deixar essa mulher para mim?”

Ricardo foi incendiado por vingança em relação à Mimi, e Garfiel jurou o mesmo objetivo com vergonha. No entanto, quem interveio foi Wilhelm, que ouvia silenciosamente através do espelho.

Para ele, isso não era algo que ele pudesse deixar de lado. Mas foi cruel com os dois que não sabiam de sua intenção.

Ricardo: “Por quê? Isso não tem nada a ver com você, Wilhelm-san. Nem você tem o direito de tirar a oportunidade de me vingar daqueles que prejudicaram a minha família.”

Wilhelm: “Eu… não posso afirmar com certeza se o que penso é verdade. No entanto, se aquela mulher é quem eu imagino que seja, então, ela é de muito importância para mim. Eu devo insistir.”

Ricardo: “Você…se me irritar não poderei poupar você.”

Embora Ricardo tenha rosnado de agitação, Wilhelm também recusou teimosamente.

Precisamente porque ele entendeu a situação de ambos os lados, Subaru não conseguiu determinar quem estava certo. Sendo assim quem separou a briga foi,

Crusch: “Wilhelm e Ricardo-sama. Agora, como companheiros, vocês não devem brigar num momento como esses. Não quando tantas vidas estão expostas ao perigo.”

Wilhelm: “Crusch-sama…”

Com vergonha, Wilhelm se curvou enquanto ajustava seu smoking.

Com uma voz fria, cheia de coragem, Crusch repreendeu os dois.

E enquanto isso, considerando opções que evitariam conflitos internos,

Anastasia: “Ok, ok, vamos nos acalmar e tomar uma decisão.”

Batendo palmas suavemente, Anastasia pegou o espelho e apontou para Subaru. Rindo dele, ela acariciou seu cachecol de raposa.

Anastasia: “Antes de tudo, queria discutir e pôr em ação o ataque a câmara municipal, proposto por Natsuki-kun e a facção de Crusch-san. Afinal, se apenas atacarmos as torres de controle, ainda teremos a principal base no comando da cidade e isso pode piorar nossa situação, embora isso seja um pouco precipitado…”

Subaru: “Não, estou pensando a mesma coisa, se a prefeitura nos atacar primeiro, reduzirá nossas escolhas. Se queremos agir, quanto mais cedo melhor.”

Anastasia: “… Você mudou bastante em relação ao ano passado, não é? De qualquer forma é exatamente como Natsuki-kun disse. Graças ao espelho da conversa, nosso grupo pode conversar e se comunicar, e felizmente cerca de 70% de nosso poder de combate pode ser suficiente. Seria razoável dizer que nosso ataque a prefeitura se sairia bem, certo?”

Subaru olhou para Garfiel e Ricardo.

Para recuperar a prefeitura de uma só vez, seria necessário dividir suas forças de combate. Precisavam do máximo de forças possíveis e próximas para isso, sendo eles Garfiel e Ricardo. Então do outro abrigo Wilhelm e Julius viriam. Além disso, também poderiam adicionar as presas de ferro de Anastasia, junto com Ton e kan e também os grupos de aventureiros que descansavam e se hospedavam na cidade. Isso melhoraria a eficácia da batalha.

Subaru: “Honestamente, se Reinhard estivesse aqui as coisas seriam bem mais fáceis… Devemos pedir que tom e kan o enviem um sinal pedindo ajuda?”

Julius: ” ‘É estanho que ele não esteja por perto’, é isto que você está pensando?”

Julius afastou a ideia de Subaru de maximizar o combate com a ajuda do cavaleiro de cabelos vermelhos que até o momento não havia dado as caras.

Julius: “Antes de entrar no abrigo os dois dispararam magia no céu, enviando o sinal. No entanto, Reinhard não apareceu. E este não é um pensamento agradável, mas…”

Subaru: “Mas o quê…? Não enrole, você está hesitando agora?”

Julius: “Sinto ter que dizer que você terá que sentir a mesma ansiedade que eu.– Os seguidores de felt-sama foram separados dela pouco antes disso tudo acontecer, parece que eles foram vistos pela última vez com um homem ruivo.”

Subaru: “Homem ruivo…? Não poderia ser aquele bastardo, poderia?”

Julius: “Não posso negar nem confirmar sua pergunta.”

Subaru rangeu os dentes, indignado, enquanto ouvia a resposta elegante de Julius.

E agora, por que eles não estavam agindo? Reinhard já estava tomando alguma providência? Subaru estava confuso. Mas saber que eles não poderiam contar com a ajuda dele naquele momento era desagradável.

Os ombros de Subaru caíram em contemplação. Enquanto isso, Ferris havia retornado.

Suas roupas femininas estavam sujas de sangue preto, e ele bufou enquanto enxugava o suor com as costas da mão.

Félix: “Huu, isso foi cansativo.”

Ricardo: “E então? Como está a condição de Mimi? Você a salvou?”

Quando Ferris se pôs a frente deles, Ricardo questionou sem fôlego, e Garfiel lançou um olhar de pânico sem se levantar. E recebendo essa sinceridade, Ferris balançou a cabeça.

Félix: “Não posso dizer que a salvei, mas a ferida não piorou. Isso é tudo graças aos irmãos dela. Ao fortalecerem o vínculo, ela mal consegue se segurar.”

Ricardo: “Essa é a Proteção Divina dos trigêmeos… Nesse Caso, o que acontecerá com os irmãos?”

Félix: “A bênção deles significa que três filhos compartilham o mesmo fardo do cansaço e das lesões. O fortalecimento dos vínculos permite que os irmãos compartilhem dos ferimentos da irmã gravemente ferida. No entanto, nesse caso, embora a vida dela possa ser prolongada…”

Tivey: “Quando a vida da irmã estiver esgotada, nós também morreremos… Certo?”

Do outro lado do espelho, uma voz ecoou. Ricardo franziu a testa e pegou o espelho de conversa, que refletia Hetaro e Tivey, sentados lado a lado. Os dois irmãos também estavam segurando o peito com dor.

Ricardo: “Vocês são dois idiotas! Um grupo sem um pingo de esperança.”

Hetaro: “No entanto, quando eu penso que essa é a dor de nossa irmã, sabendo que estou sentindo a mesma dor que ela, juntos, me faz sentir melhor e mais feliz.”

Tivey: “Eu não sou tão forte quanto meu irmão. Então, chefe, acredito que logo você terá que fazer algo por nós. Porque se eu morrer, eu vou me tornar um fantasma e vou assombrá-lo.”

Vendo Hetaro e Tivey sentados lado a lado em seu abrigo, Ricardo deu um suspiro profundo e pegou seu facão na mão.

Ricardo: “Nesse caso, temos que nos mover rapidamente.”

Anastasia: “Envie os Presa de Ferro e mande-os proteger a estrada até a prefeitura antes de nosso retorno. Depois, dê o melhor de vocês para invadirem a prefeitura e tentem agir de uma só vez. Os inimigos são o homem alto e a mulher esbelta. Após isso, a seguir deve surgir a Luxúria.”

Subaru: “As elites aqui são Garfiel e Ricardo, e depois Julius e Wilhelm.”

Crusch: “– eu também irei.”

Isso veio de Crusch que amarrara o cabelo em um rabo de cavalo.

Ela ficou com a espada na mão, depois de trocar seu vestido para seu uniforme formal e habitual de um cavaleiro, sendo algo adequado para a batalha.

Subaru: “Crusch-san, dizendo que vai lutar, tem certeza? Quer dizer que pode lutar?”

Crusch: “Embora eu não seja tão forte quanto antes, tive Wilhelm como meu professor. Além disso, posso usar o vento para aumentar meus ataques, pretendo não ser um fardo.”

Embora as habilidades de Crusch terem sido de enorme ajuda na batalha contra a baleia branca há um ano, Subaru estava hesitante em confiar nela em seu estado atual de amnésia. Não sabia de suas façanhas agora, já que perdeu as memórias,

Wilhelm: “O talento de Crusch-sama no campo de batalha não diminuiu. Isso eu posso afirmar.”

As palavras de Wilhelm cortaram as preocupações de Subaru. Do outro lado do espelho, ele observava sua mestre que assentiu em agradecimento pela confiança.

Wilhelm: “No entanto, peço que tenha cuidado. Por favor, coloque sua segurança em primeiro lugar.”

Crusch: “É obrigação da nobreza suportar o fardo e derramar sangue pelo povo. Se as pessoas inocentes chorarem e estiverem em perigo, eu as protegerei. Eu irei lutar, Wilhelm.”

Wilhelm: “… Honestamente. Mas é por isso que eu lhe ofereço minha espada.”

Crusch falou com determinação em resposta à lealdade de Wilhelm.

Ferris levantou a mão enquanto observava, com o rosto cheio de admiração.

Félix: “Sim. Sim. Ferris-chan também! Se Crusch-sama irá lutar, permita-me acompanhá-la.”

Crusch: “Ferris, viajou entre os abrigos para lançar feitiços de cura para as pessoas necessitadas. Estou muito orgulhosa de suas conquistas e contribuições. Mas não se confunda em qual lugar deve lutar.”

Félix: “Gaah.. “

Silenciado dessa maneira, Ferris abaixou a cabeça, procurando qualquer retaliação. Incapaz de encontrar uma, ele levantou uma bandeira branca com uma expressão chorosa de rendição.

Félix: “Will-ji. Proteja Crusch-sama, ok? Definitivamente estou contando com você.”

Wilhelm: “Hmmmm, entendido. Mesmo que eu esteja em perigo, mesmo que eu esteja queimando, farei isso.”

Essa foi a resposta determinada de Wilhelm, essa confiança entre esses dois não poderia ser abalada.

Ricardo balançou a espada gentilmente, e Garfiel havia terminado sua cura, e apoiou suas costas contra a parede.

Através do espelho, Wilhelm segurava sua espada na cintura, e Julius ajustava seu uniforme enquanto acariciava seu cabelo. Este foi o início da batalha decisiva – que também incluiria Natsuki Subaru.

Subaru: “Gaah! Ai…”

Félix: “S-Subaru-kyun, o que está fazendo?”

Mordendo seus molares para suportar a dor na perna direita, Subaru se pôs de pé, levantando-se. Ferris com o rosto vermelho de raiva, deu um tapa na cabeça de Subaru, enquanto encarava os pés enfaixados dele.

Subaru: “Ferris, isso dói!”

Félix: “Claro que sim! Eu disse que você precisa descansar. Então por que se levantou? Quer que seu pé apodreça?”

Subaru: “Mesmo que isso seja necessário, eu ainda preciso agir. Você deve entender meus sentimentos, Ferris. Você realmente acha que eu devo ficar aqui esperando resultados?”

Ferris levou a mão à boca quando Subaru o pressionou.

Enviando seus companheiros para um lugar onde a sobrevivência era improvável, e depois aguardar os resultados. Subaru nunca poderia suportar uma coisa dessas.

Mesmo ele não sendo forte, ele poderia criar estratégias que funcionem durante a batalha. Sabendo que ele poderia ajudar alguém com isso, como ele poderia ficar aqui parado?

Subaru: “Você tem seu objetivo, e está sendo útil, sendo assim, por que eu também não posso desempenhar esse papel? Beatrice me protegeu, e Emilia corre perigo nas mãos da Ganância. E em um momento desses você quer que eu recue?”

Felix: “… Isso significa que você não vai se arrepender de perder seu pé?”

Subaru: “Claro que vou. Mas eu me arrependeria mais ainda se eu não lutasse.”

Félix: “mm hehe… então, Subaru-kyun também quer desempenhar um papel legal.”

Com uma expressão exausta Ferris levou a mão até a perna de Subaru, onde se encontrava a ferida.

Félix: “Vou lhe dar um consolo.”

Subaru: “Consolo é… Ah, espere, ferris-san! A ferida realmente dói, então se esfregar de um lado para o outro não irá fazer piorar, não é?”

Com a mão na ferida, Ferris deu uns tapas na perna de Subaru, com isso uma dor enorme percorreu sua carne – era o que devia ter acontecido, em vez disso uma luz brilhante brilhou sob a lesão, tirando a dor que o atingia como uma lâmina.

Então, com uma expressão de surpresa diante dessa mágica, Subaru encarou Ferris que se levantou.

Félix: “Hm? Que expressão assassina é essa?”

Subaru: “Não é nada. Só acho que se você tinha uma magia tão conveniente, devia ter usado ela antes. Olha, agora consigo me mexer.”

Quando a língua afiada de Ferris o atingiu, Subaru pulou levemente com a perna direita.

Enquanto desfrutava da alegria de sua nova liberdade de movimento, ele começou a dançar no lugar. A dor não era mais um problema.

No entanto, ao rodopiar sentiu algo molhado nos pés, o sangue ainda escorria das bandagens.

Subaru: “Eh? Ei, você não curou?”

Félix: “Eu nunca disse que havia curado. Eu apenas perguntei se você não se arrependeria se perdesse seu pé. Ferris-chan apenas removeu a dor. Contanto que você tome cuidado, você pode manter sua perna se limitar a sua corrida.”

As pernas sangrando de Subaru tremiam quando Ferris reenfaixou a ferida e lançou novos feitiços. O sangue parou; Subaru, no entanto, sentiu-se ainda mais desconfortável, percebendo que não sentia nada da perna.

A dor é necessária para evitar a destruição do próprio corpo. Por uma questão de necessidade isso foi revogado mas…

Félix: “Claro que eu estou fazendo isso com relutância. Quando nos reencontramos de novo, definitivamente haverá alguns efeitos residuais. Por isso não se esforce tanto!”

Subaru: “Entendido. Você tem sido de grande ajuda, sou grato.”

Félix: “Subaru-kyun, está planejando ignorar as palavras de Ferris-chan.”

Ferris suspirou quando Subaru reexaminou sua perna enquanto assentia. Incapaz de manter uma promessa, ele agradeceu Ferris antes de se virar para encarar Garfiel e Ricardo.

Subaru: “Muito bem, eu também irei. É inútil me parar. Eu posso não ser muito útil no combate, mas certamente deve haver algo que eu possa fazer.”

Ricardo: “Por que eu pararia você? Você nos ajudaria com a força de mais de cem homens. Estarei contando com você.”

Subaru: “Eu poderia fazer… Hein?”

Como se esperasse por uma rejeição, Subaru estava pronto para se defender, no entanto, ele foi recebido no meio do alvoroço de braços abertos.

Ricardo: “A baleia branca e a Preguiça. Eu vi duas vezes seus esforços, mano. Você está errado se achar que apenas Wilhelm-san vê um valor em você. Também sei elogiar alguém quando digno.”

Subaru: “Woo, sério?”

Inspirado pelas palavras de Ricardo, Subaru se juntou a eles. E antes de sair do abrigo, ele se aproximou da cama onde nela estava Beatrice, e tocou gentilmente sua testa.

Subaru: “Beatrice… eu vou sair. Eu errei e deixei você nesse estado. Agora é a minha vez de trabalhar duro. Eu vou enfrentar esse culto e trazer Emilia de volta. Fique aqui e descanse.”

Confortado pela respiração pacífica dela, Subaru se levantou. Enquanto isso, Garfiel e Ricardo conversam com Mimi, que ainda desacordada provocava um sentimento infeliz nos dois. No entanto, ainda dava pra ver um vislumbre de determinação em seus rostos.

Subaru: “Vamos deixar o abrigo e seguir adiante até a hidrovia que nos levará ao caminho da prefeitura – então, animem-se, certo?”

Antes de partirem, todos trocaram olhares. Com determinação alimentada por seus respectivos juramentos, com o ímpeto feroz os impulsionando adiante.

A guerra para recuperar Pristella começaria com um ataque central ao prédio da prefeitura.

Os dois espadachins de capuz e o Arcebispo do pecado da Luxúria os aguardavam.

Gravando esses nomes em suas memórias, os soldados marcharam para o campo de batalha.

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