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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 5 – Capítulo 33

Estratagema na Prefeitura

Andando em cima da laje de pedra, Subaru vislumbrou o curso de água.

A água que corria lá dentro era clara e livre de poluição. Mesmo agora, fluía em seu caminho constante e bem estabelecido.

O mecanismo que dividia o fluxo entre esquerda e direita ainda estava bem vivo e intacto.

Garfiel: “Ei, capitão, cê não deve mexer muito sua perna, sabe.”

Subaru: “Eu sei, eu sei. Mesmo não sentindo dor alguma, ainda posso sentir o sangue escorrendo, mas por enquanto consigo me mover? De qualquer forma, os níveis de perigo que a cidade enfrenta aumentam 10% a cada segundo.”

Ricardo: “Nesse caso, estamos condenados após o décimo primeiro segundo, não é? Bem, isso provavelmente é verdade, na verdade.”

Garfiel, que assumiu a liderança do grupo, lançou um olhar preocupado a Subaru, antes de espiar Ricardo que levantou a voz que ecoou no ar. No entanto, a expressão do homem-fera não estava nem um pouco desanimada.

Carregando seu facão afiado, ele avançava vigorosamente. Mas nem mesmo com sua atitude cavalheiresca foi suficiente para aliviar a tensão e culpa em Garfiel.

Ainda assim, mesmo que Ricardo estivesse em seu estado habitual, ele não poderia estar em um estado de espírito calmo no momento. Isso ficou bem claro no abrigo. Afinal, três de seus familiares estavam correndo risco de vida.

Por outro lado, a autoconfiança e a imprudência de Garfiel haviam desaparecido, e o que restava era uma atitude cautelosa e mais tímida.

Subaru: “… Bom, também não posso dizer que me sinto melhor.”

Não foram apenas aqueles dois que não conseguiram manter o seu estado de espírito.

A própria condição ferida de Subaru, a inconsciência de Beatrice, e o mais importante: a segurança de Emilia. Tudo isso pesava e muito em sua mente.

Mesmo que ele se apressasse em buscar uma vingança rápida, a experiência lhe ensinou que isso só traria resultados terríveis.

Essa era a filosofia do grupo, os Invasores da Prefeitura, que buscavam o melhor resultado possível.

Não tendo encontrado nenhum cultista no caminho, eles chegaram com sucesso ao ponto de encontro, e lá,

Wilhelm: “Subaru-dono!”

Subaru: “É ótimo ver que vocês estão seguros.”

As figuras de Wilhelm e Crusch se aproximaram, assim como Julius enquanto acariciava seus cabelos.

Julius: “Tenho certeza que você deve estar louco de preocupação com Emília-sama. Tem certeza que quer nos acompanhar?”

Subaru: “Em termos de prioridade, estar aqui é mais importante no momento. Mais ainda estou ansioso. Não ter informações sobre ela me deixa inquieto, e se eu ficasse para trás, eu poderia acabar fazendo alguma besteira.”

Julius: “Eu entendo. Se Anastasia-sama estivesse na mesma situação, eu não conseguiria me manter calmo.”

Depois de assentir às suas respostas preocupadas, Subaru se virou para olhar Wilhelm.

O velho espadachim exercitou os braços com os olhos fechados, aquecendo o corpo.

O quão turbulenta devia estar sua mente naquele momento… isso estava além da compreensão de Subaru.

E como se sentisse o olhar de Subaru, ele tirou de dentro de seu casaco um espelho e o entregou a Subaru.

Wilhelm: “Subaru-dono, aqui, pegue o espelho da conversa. Durante a batalha duvido que haja uma margem de manobra para eu operá-la, então deixarei para você.”

Subaru: “Entendido, vamos seguir como planejamos.”

Colocando o espelho cuidadosamente no bolso, Subaru endireitou as costas.

Agora ele tinha a responsabilidade de manter contato com os outros dois grupos.

Subaru que, estava envolvido pela batalha, segurava um espelho, enquanto o outro estava sob posse de Ferris que caminhava de abrigo a abrigo, e o último estava nas mãos de Anastasia, que serviu como força de inteligência.

Idealmente, esses três poderiam trabalhar juntos se necessário.

Crusch: “Então, para confirmar, estamos indo em direção ao campo de batalha identificado por Garfiel-sama, onde dois dos cultistas estão guardando o lugar. Um é um gigante com duas longas espadas, e o outro é uma mulher magra com uma espada longa e esbelta, certo?”

Garfiel: “Sim, isso mesmo. Acredito que nenhum deles são espadachins comuns. Se eles fossem pessoas normais, eu os teria cortado ao meio, mesmo se eles estivessem lutando a sério.”

Sendo a primeira a falar, Crusch acenou a cabeça em resposta à afirmação de Garfiel, ela voltou-se para Julius e Wilhelm…

Crusch: “A prefeitura está sendo controlada pela Luxúria e por esses dois cultistas. Provavelmente outros inimigos podem surgir. Algum de vocês já ouviram falar sobre a Luxúria?”

Julius: “Sinto muito, mas infelizmente eu não conheço nada a respeito. Mesmo como membro dos cavaleiros, meu conhecimento é escasso. A Preguiça e a Ganância são muito mais famosos, felizmente ambos foram encontrados por Subaru.”

No meio da fala, julius se virou para encarar Subaru, que assentiu em resposta.

Subaru: “Embora eu tenha visto a Ganância pessoalmente, não creio que as histórias sobre ele sejam falsas. Mas… derrotar uma cidade inteira… é difícil de acreditar. Ele é forte, mas em termos de proeza de combate, até eu poderia igualá-lo. Embora ele possa negar qualquer ataque.”

Ricardo: “Mas isso não foi devido a força de combate dele?”

Subaru: “Acredito que não. Embora a Ira tenha engolido ele em chamas, não o machucou nem um pouco. Suas roupas estavam intocadas. Ele nem sequer soltou um pingo de suor.”

O poder de Regulus poderia facilmente ser chamado de invencibilidade.

Se isso fosse verdade, os Invasores da Prefeitura seriam obrigados a enfrentar o pior tipo dos inimigos. Embora ele quisesse acreditar que tal possibilidade não existisse, numa hora dessas toda consideração era bem vinda.

Subaru: “Certamente estamos com problemas com a ganância… mas não vamos nos preocupar com isso por enquanto…”

Julius: “Reinhard nunca estaria ausente em um momento desses, principalmente quando civis inocentes estão em perigo. Acho que agora ele deve estar enfrentando um problema que o impede de agir. Como nós, ele deve estar em um encontro com os cultistas.”

Apenas julius pareceu compartilhar do mesmo pensamento que Subaru. Antes de tudo acontecer, Reinhard e Felt foram convocados por Heinkel. Ele só queria acreditar que a idéia que se enraizou em sua mente ao saber do encontro estivesse errada.

Subaru: “Fora isso, há algo que eu gostaria de entender e confirmar. O nome da Lúxuria…”

Capella Emerada Lugnica. Por qual motivo ela se chamaria Lugnica?

Ricardo: “Ela deve estar zombando de nós. Todos os membros da família real eram bem conhecidos.”

Crusch: “Ainda pode não ser desinformação. Ainda é cedo para descartar como apenas uma mera brincadeira.”

Crusch e Ricardo foram os primeiros a darem suas opiniões a Subaru.

Sendo o Culto da Bruxa, qualquer possibilidade devia ser considerada. O caráter podre da Luxúria era bem visível apenas ouvindo sua voz. Poderia ser apenas uma zombaria com a família real, mas também poderia ser algum tipo de enigma.

E diante dessas duas propostas Wilhelm levantou a mão.

Wilhelm: “Eu me lembro de uma coisa.”

Subaru: “O que seria?”

Wilhelm: “Embora eu não conheça nenhuma Capella, conheço e ouvi um pouco sobre a reputação de Emerada Lugnica. Isso não significa que exista uma conexão direta… mas de fato havia alguém chamada emerada na história da família real em Lugnica.”

Surpreso com essas palavras, Subaru ficou com os olhos arregalados enquanto Wilhelm levou a mão ao queixo.

Wilhelm: “Seu nome remonta há muito tempo atrás, antes da guerra demi-humana, e antes de minha entrada no exército. A cerca de 50 anos atrás. Na época, Emerada-sama era conhecida como uma jovem muito bonita e inteligente.”

Subaru: “E a Luxúria se autodenominou Emerada? Por quê?”

Wilhelm: “Quanto as razões dele eu não sei. Mas ouvi dizer que Emerada-sama faleceu ainda jovem, devido a uma doença desconhecida. E por algum motivo… um funeral do estado que deveria ter ocorrido em sua homenagem nunca foi realizado.”

Negligenciar a realização de um funeral pela morte de uma realeza era praticamente impensável. Wilhelm franziu as sobrancelhas enquanto tentava explicar.

Wilhelm: “‘Foram tempos difíceis’, era a razão que eles haviam dado. No entanto, a verdadeira razão era que as pessoas não queriam vê-la.”

Subaru: “Não queriam? Por quê?”

Wilhelm: “Embora Emerada fosse bonita e inteligente, ela era… extremamente cruel, com uma quantidade imensurável de escuridão dentro de si. Portanto, até a família real de Lugnica a considerava… um herege, um fato oculto do público.”

Tendo apenas um testemunho não confirmado, dizer essas palavras duvidosas em relação ao seu reino que defendia e servia, provavelmente causou um gosto amargo na língua de Wilhelm.

Suas palavras começaram a vacilar na segunda parte da explicação.

Subaru: “Então… a Luxúria resolveu usar o nome de Emerada… mas por qual finalidade?”

Wilhelm: “Se eles estão tentando difamar a família real, o nome de Emerada não seria muito significativo. Já que nos dias de hoje quase ninguém a conhece.”

O resultado da conclusão de Wilhelm foi um suspiro de alívio. Ao contrário de Subaru, Garfiel e Ricardo… Julius, Crusch e Wilhelm serviam fielmente ao reino. Os sentimentos de ambos os três eram insondáveis.

Algo tão cruel quanto esse insulto ridículo com a família real não era permitido.

Subaru: “Apesar disso… Capella é…”

Julius: “Alguma opinião sobre este nome?”

Julius voltou sua atenção bruscamente para Subaru, que tinha uma expressão amarga no rosto.

Subaru: “Não é nada demais…”

Após uma breve pausa, Subaru coçou a cabeça enquanto pensava a respeito do assunto.

Subaru: “Não é apenas Capella… Regulus e Sirius também. E até mesmo Petelgeuse… mas dizer que isso é significativo é impossível…”

Garfiel: “Corta toda essa merda, capitão, e nos conte. O que há de tão especial nesses nomes?”

Subaru: “É que é estranho… dizer que eles têm o mesmo nome das estrelas que minha cidade natal…”

Crusch: “Ah, o nome relacionado as estrelas, não é?”

Subaru: “Meu nome, Subaru, também vem das estrelas… Ah, não, não importa. É um pensamento estúpido.”

Em resposta à fala de Subaru, Crusch arregalou os olhos, parecendo profundamente interessada. Vendo que todos compartilhavam da mesma reação, Subaru coçou a cabeça.

Subaru: “Não me olhem de maneira estranha, ok? Minha cidade natal nomeou essas estrelas, e os Arcebispos simplesmente compartilham os mesmos nomes, por algum motivo. Gosto muito de aprender sobre as estrelas e suas histórias, então é natural eu ter conhecimentos extras.”

Crusch: “Realmente, esse tipo de conhecimento vindo de um interesse como esse, não parece combinar muito com você. Estrelas, hein.”

Subaru: “É porque meu nome vem das estrelas. É esse o motivo. Desculpe se parece chato.”

Sentindo-se envergonhado, Subaru resolveu não se aprofundar nos detalhes.

No entanto, Crusch rejeitou as tentativas de Subaru em terminar a conversa.

Crusch: “Espere um pouco, por favor, Subaru-sama. Os nomes deles são realmente coincidentemente os nomes de suas estrelas?”

Subaru: “O que você quer dizer?”

Crusch: “Por exemplo, os nomes das estrelas podem estar relacionados as raízes dos inimigos? Desde a razão de sua fundação até as atividades que seguem e realizam, tudo relacionado ao Culto da Bruxa está envolto a muitas camadas de mistério. Não podemos descartar tão facilmente algo com o qual eles podem estar totalmente relacionados.”

Subaru: “–“

Subaru, ainda surpreso com o questionamento de Crusch, estava perdido em seus pensamentos.

Coincidentemente o nome “Subaru” também vinha de origem das estrelas. E, por algum motivo, os Arcebispos compartilhavam os mesmos nomes que as estrelas de seu mundo. Subaru sempre acreditou que os nomes relacionados às estrelas eram meras coincidências. Por quê?

Afinal de contas, este era um mundo diferente. Não havia mais ninguém aqui que compartilhasse o conhecimento das estrelas que Subaru conhecia. Mas ele poderia ter certeza disso? Neste mesmo lugar, na cidade de Pristella, Subaru testemunhou a arquitetura japonesa. E profundamente enraizada na cultura de Kararagi, mesmo refletida no dialeto Kansai, estava a influência japonesa, talvez de Hoshin.

Talvez o estabelecimento das ideologias do Culto da Bruxa tivesse alguma relação com o conhecimento moderno conhecido por Subaru. Os Arcebispos que receberam os nomes das estrelas, não eram necessariamente independentes.

Subaru: “Petelgeuse, Regulus, Capella, Sirius…”

Julius: “Subaru disse que esses eram os nomes das estrelas. Existem histórias ou anedotas por trás deles? Talvez haja algum tipo de conexão.”

Subaru: “Pensando nisso…”

Então, ouvindo Subaru sussurrando consigo mesmo, Julius falou quando todos voltaram a atenção para o garoto.

Ele vasculhou as memórias diluídas de seu mundo original, finalmente lembrando o que sabia das estrelas. Sabendo que seu nome existia nas estrelas, Subaru mergulhou avidamente em desenhos de constelações e gravou várias estrelas em sua mente.

E associando o nome daqueles terríveis pecadores abomináveis,

Subaru: “A mão de Órion…”

Crusch: “Eh?”

Ouvindo as palavras de Subaru, Crusch que parecia interessada no assunto, inclinou a cabeça para o lado.

No entanto, Subaru não captou sua reação enquanto se aproximava pensativo.

Subaru: “Isso mesmo! Chama-se as mãos de Órion!”

Crusch: “S-Subaru-sama o que… É essa mão?”

Subaru: “A origem do nome de Petelgeuse… veio de uma estrela. Sua autoridade eram as mãos invisíveis, e o outro nome dado a essa estrela é a mão de Órion.”

Era um absurdo. Mas isso era apenas uma coincidência divertida? Eles estavam relacionados?

Não o Arcebispo Petelgeuse, mas sim a estrela chamada Betelgeuse – esse era um nome extremamente familiar para Subaru. A pequena mudança na letra e a incompatibilidade tinham sido a razão dele não ter notado até então.

Subaru: “Outro nome dado para a estrela Sirius é: ‘brilhante’, e Sirius pode usar mágia de fogo, o que não e nada sútil. No máximo e literal…e Regulus e o ‘Pequeno rei’. Isso não pode se aplicar aos valores egocêntricos daquele bastardo!? E por último… Capella é…”

Crusch: “Capella é…?”

Subaru: “Uma cabra! Capella é uma cabra!”

Cavando através de sua memória, Subaru procurou alguma relação de significado que ligasse os mitos das estrelas com os Arcebispos do Pecado.

Um sorriso surgiu no rosto de Subaru. No entanto, Crusch que ouviu a resposta de Subaru, permaneceu com as sobrancelhas erguidas enquanto segurava os ombros de Subaru, e dirigiu um olhar para os outros companheiros que compartilhavam a mesma expressão complexa.

Julius: “A mão de Órion?”

Wilhelm: “Brilhante?”

Ricardo: “O pequeno rei?”

Garfiel: “O que diabos é uma cabra?”

Subaru: “Hein?”

Com a reação das quatro pessoas que se viraram para encará-lo, Subaru percebeu que seus pensamentos e especulações eram mais inúteis do que imaginava.

Crusch: “Desculpe, Subaru-sama. Parece que acabamos o pressionando demais. Meus pensamentos nos desviaram.”

Até Crusch parecia lamentar e desistiu.

Sem espanto, a correlação entre os simbolismos das estrelas e os nomes dos Arcebispos falhou relativamente.

No entanto, eles não tiveram tempo agora para lamentar a falha, pelo menos não antes de pôr em ação a operação.

Como resultado disso, eles atacaram depois de compartilhar e discutir suas habilidades e diferentes estilos de combate.

Os membros das Presas de Ferro que acompanharam Julius e Crusch, saíram como uma força de observação e precaução garantindo que o caminho até a prefeitura fosse seguro e aberto.

Assim, os seis haviam chegado em segurança.

Garfiel: “Sim, como da última vez, nada mudou.”

Com o nariz tremendo, Garfiel confirmou a falta da presença de novos inimigos.

De acordo com o que ele havia dito, ele foi emboscado pelas figuras de preto que o cercaram quando ele se aproximou da entrada para se preparar para invadir.

Mas nem o nariz de Garfiel, nem os olhos afiados de Subaru, detectaram a presença de um inimigo.

Se eles não estivessem aqui, então eles poderiam simplesmente seguir pela entrada principal. Garfiel equipou seu escudo e Ricardo segurou seu facão em posição de batalha, enquanto isso, Wilhelm observava um lago tranquilo da praça.

Para os três, particularmente essa batalha se tornaria bastante pessoal. Em especial para Wilhelm que ainda tinha coisas a confirmar.

Julius: “Pelo que vejo, esta área é bastante aberta. Embora meus quase-espíritos tenham sido enviados para patrulha-la, eles não encontraram nenhum outro caminho para que pudessemos nos esgueirar. Parece que a nossa única opção é seguirmos diretamente.”

Julius havia enviado seus amigos espíritos para explorar os arredores. Diante da geografia desse lugar, era difícil de lançar um ataque, também era difícil se defender.

Subaru: “Você não pode enviar seus espíritos lá dentro para explorar? Só para saber quantos inimigos existem. Isso tornaria as coisas mais fácies.”

Julius: “Minhas desculpas. Mas meus amigos não são capazes de executar uma ordem complicada. E o inimigo não deve ser incapaz de detectar a presença de espíritos. Então seria difícil.”

Subaru: “Isso não seria sua culpa. Ainda assim, é uma pena. Teria sido útil.”

O desconhecimento das circunstâncias da própria prefeitura aumentou novamente o perigo de um ataque direto.

Dito isso, ficar esperando só pioraria a situação. Embora o Culto da Bruxa estivesse afirmando que estariam abertos a negociações, isso era, na realidade, extremamente improvável.

Subaru: “Então agiremos como planejamos. Embora o inimigo tenha eficácia na batalha, nós temos a vantagem de força numerosa. São basicamente três contra um. Nós vamos lidar com isso rapidamente, e depois nos livraremos da pessoa que ocupa o lugar.”

Julius: “Embora seja um pensamento otimista, estou ansioso pelo nosso sucesso.”

Julius deu uma resposta irônica ao discurso de Subaru. E sem precisar de sinal, eles correram para a entrada, na estrada reta, em direção a praça logo em frente da prefeitura.

Garfiel liderou, seguido por Wilhelm e Julius. Ricardo logo atrás os seguiu, e Subaru e Crusch guardavam a retaguarda.

Ele pôs as mãos sob sua perna. Embora não sentisse sensações desconfortáveis, ele podia correr livremente.

Garfiel: “Eles estão aqui!”

Duas figuras voaram em direção a Garfiel que estava na liderança. Enquanto o grupo observava, as grandes lâminas balançaram no ar e a espada esbelta tremulou o ar.

Um soldado entre eles sacou sua própria arma. O ataque dos cem homens foi desencadeado.

Crusch sacou sua espada e através da magia do vento, lançou um ataque cortante em direção ao inimigo.

Qualquer coisa que estivesse dentro de seu campo de visão poderia ser afetado por seu ataque. Essa era a espada de longo alcance de Crusch.

Até mesmo as mágicas de defesa da baleia branca foram danificadas pela lâmina cortante dela. O som de aço encontrando aço soou, e o gigante e a mulher giraram para longe.

Subaru: “Você os acertou?”

Crusch: “Não, eles desviaram.”

Seu ataque surpresa bem posicionado não conseguiu fazer contato.

Enquanto jogavam seus corpos para o lado, aterrissando ordenadamente sobre uma pedra, as duas figuras, vestidas de preto, sacaram suas respectivas armas em uma formação defensiva preparada.

Duas enormes lâminas gigantes, e uma longa e esbelta espada afiada. Dos pés as cabeças, estavam usando a desprezível roupa do Culto da Bruxa.

Eliminando o impacto do golpe, eles se inclinaram para a frente, se preparando para o ataque, mas antes disso…

Julius: “Embora tenham evitado o golpe cortante de crusch-sama, podem desviar disso?”

Três cores diferentes brilhavam em cima da cabeça dos cultistas. As luzes emitidas dos quase meio espíritos caíram sobre as duas figuras.

Os seis meio espíritos de Julius trabalharam em grupo de três, e atacaram o gigante e a mulher. Uma luz mágica a qual Subaru nunca havia visto antes jogava uma pressão tão grande sobre eles, que os forçou a se ajoelharem.

Contra essa pressão sobre os inimigos, Garfiel e Wilhelm se apressaram para agir enquanto avançavam em direção à mulher, enquanto Ricardo mirava sua lâmina no pescoço do gigante.

Garfiel: “Pega essa!”

Wilhelm: “Hhaaa!”

Ricardo: “Acabou!”

As forças desumanas de Garfiel e Wilhelm atacaram, prontas para abrir as defesas do inimigo.

Se eles pudessem matá-la nesse intervalo de tempo–

Mulher: “–“

A mulher ainda ajoelhada, girou a espada e seu punho, cortando as pernas de Garfiel e Wilhelm. Eles se esquivaram imediatamente, mas a mulher seguiu a mesma trajetória, girando e se contorcendo sem que Garfiel percebesse, ela envolveu o pescoço de Garfiel com sua perna e o moveu até a magia de Julius.

Garfiel: “O qu–?”

Envolto das pernas da mulher, Garfiel teve seu corpo controlado. Ela se protegeu de quaisquer efeitos mágicos usando Garfiel como escudo.

Então seu joelho quebrou o nariz de Garfiel quando ela tentou agarrar sua mão direita, para usar seu rosto como refém do ataque de Wilhelm.

Nessa profunda demonstração de habilidade, Garfiel gritou de dor, enquanto Wilhelm rangia os dentes.

Quebrando o impasse, ela chutou o velho espadachim, liberando Garfiel no processo.

Embora seus golpes tenham sido limitados, seu golpe foi forte sucificiente para fazer Wilhelm voar pelos ares. Quando ele recuperou o equilíbrio, ela já havia feito meia volta ao seu redor, dando-lhe um outro chute nas costas.

Gigante: “–“

Enquanto isso, o ataque de Ricardo foi evitado pelo enorme braço do gigante. Ainda ajoelhado devido aos efeitos da magia de Julius, o gigante descartou suas espadas, e levantou as mãos sobre a cabeça.

Ricardo: “Idiota, isso é inútil!”

Como resultado de seu julgamento impensável, seus braços seriam cortados. Embora o facão de Ricardo fosse contundente, ele continha um impulso e uma força incrível.

Os braços grossos do gigante foram amputados pelo impacto do golpe. Seus braços voaram pelos ares enquanto seus ossos vermelhos e brancos ficaram visíveis antes de caírem no chão.

Ricardo deu um passo atrás e levantou o facão, no objetivo de cortar o pescoço da enorme cabeça do homem. No entanto, o gigante apenas recuperou suas espadas que estavam no chão com seus braços extras, e bloqueou o ataque do homem fera que deveria ter sido fatal.

Ricardo: “O quê!?”

O gigante então ergueu os braços, permitindo que uma cortina de sangue jorrasse, dissipando a magia que Julius havia lançado. Livre dessa magia, o gigante foi novamente capaz de agir rapidamente.

Ricardo, incapaz de suportar as pesadas lâminas que se seguiram, teve seu braço atingido pela lâmina, não conseguindo recuar. Ele gemeu quando o punho do gigante colidiu com seu rosto, enviando o corpo do homem fera que voou para trás.

Contra os três oponentes que estavam agora na defensiva, a mulher e o gigante ergueram suas armas na intenção de matar. E finalmente alcançando os outros três,

Julius: “Goa!”

O encantamento de Julius foi lançado sob o vento cortante, que girava com chamas vermelhas brotando de dentro e em volta da figura da mulher.

O tornado de chamas rapidamente encontrou a mulher que se aproximava, afastando-a de Garfiel e prendendo-a em seu núcleo.

E então o som de uma barra de ferro se chocando contra o vento, e um apito de um chicote cortaram o ar.

A lâmina de vento de Crusch, juntamente com um golpe do chicote de Subaru, atingiu a enorme forma do gigante.

Claro, que para ele, aquele ferimento não era um assunto sério; mas uma ferida marcou seu peito.

Mesmo assim, eles conseguiram deter o ataque do gigante, e Ricardo caído chutou a mandíbula do gigante.

Ricardo: “Você se deu mal.”

Subaru: “É hora de dizer isso? Volte depressa, Ricardo!”

Levado pela onda do lançamento do chute desencadeado pelo gigante, Ricardo girou para trás; recuperando sua lâmina, ele limpou seu rosto do sangue, e se juntou a Crusch e Subaru na retaguarda, pronto para enfrentar o gigante novamente.

Vendo que a mulher estava envolta de uma gaiola de vento em chamas, Subaru arregalou os olhos involuntariamente.

Subaru: “Wooow, você realmente pode usar uma magia tão conveniente e espetacular como essa?!”

Julius: “Só irá segurar durante um tempo. Ainda não sou proficiente o suficiente para tornar o ataque letal.”

Julius respondeu amargamente ao comentário de Subaru. Confirmando suas palavras sobre o espetáculo que se seguia diante de seus olhos.

Enquanto a mulher se banhava naquele tornado de chamas, a espada em sua mão brilhou sob os raios do fogo quando ela ergueu a lâmina no ar e desencadeou um movimento leve perfurando a gaiola, ela se quebrou.

O esgrima elegante daquela mulher… e a fisiologia especial do gigante…

Subaru: “Você só pode estar brincado…”

A frente da túnica preta do homem se abriu, e os muitos braços do gigante foram revelados. Despreocupadamente, ele pegou seus dois braços decepados do chão, e os levou até os tocos enquanto pressionava o corte que aos poucos se uniram com um som doentio de regeneração.

Momentos depois, os braços desaparecidos do gigante foram recolocados, restando quase nenhum vestígio de lesão. Como se confirmasse a cura, ele agitou as espadas orgulhosamente. Ambos pareciam invencíveis.

Olhando de lado, Julius e Wilhelm, protegidos pela magia de Julius, estavam tendo seus ferimentos tratados por Garfiel.

A sensação de desespero ao ver Garfiel e Wilhelm, que trabalhavam juntos, sendo derrotados, não poderia ser facilmente apagada.

No entanto, seria um erro dizer que a situação era desesperadora.

Subaru: “Embora o ataque corpo a corpo não seja tão confiável… talvez ataques de longa distância sejam eficazes.”

Se era a magia de Julius ou a lâmina de vento de Crusch e até o chicote de Subaru, então eles ainda tinham chances.

O último não seria tão útil, mesmo que funcionasse – esse sentimento ainda jazia lá, mas ainda os outros dois ataques ainda podiam mudar a maré.

No comentário esperançoso de Subaru, Julius e Crusch assentiram.

Garfiel e Wilhelm também entenderam o poder de seus oponentes em combate corpo a corpo. Ricardo desde o início não tinha planos para enfrentar eles sozinhos, os lutadores corpo a corpo avaliaram os movimentos de seus inimigos, e qualquer lacuna seria preenchida com ataque mágico.

Esta foi provavelmente a melhor maneira de minimizar lesões e alcançar a vitória. E ainda assim, naquele momento…

???: “Caóticamente essa conspiração chegou! Como um mero pedaço de carne ridiculamente feia como você ousa superficialmente viver? Francamente, kyaagahahaha!”

O que atravessou no campo de batalha foi uma risada estridente e discretamente aguda.

O grupo estremeceu com aquela voz. E com essa aparição repentina, perceberam que a situação havia piorado.

Subaru desviou o olhar ao redor, procurando pela figura.

Onde ela estava? De onde vinha a risada?

???: “Para onde vocês estão olhando, seus pedaços de merda estúpidos? É por causa dessa tolice que vocês morrerão em pouco tempo. Suas atitudes são dignas de nojo e pena. Abram bem esses olhos de cachorros mortos e pensem um pouco com essas suas cabeças vazias. E, então, talvez essa dama gentil mostre misericórdia diante dessas suas almas imundas!”

Crusch: “–“

Enquanto procuravam pelo barulho, uma voz cruel e zombeteira caçoou do grupo.

Do lado de Subaru, cujo olhar se desviou, Crusch respirava com dificuldade.

Seus olhos cor de âmbar estavam fixos no alto. Subaru seguiu seu olhar com um sentimento de compreensão onde esperava encontrar a Luxúria. Sua linha de visão apontava para o telhado da prefeitura.

Lá, como se o dono da voz estivesse observando formigas a uma longa distância…

???: “Kyahahahaha, essas suas expressões patéticas, vocês as reservaram para o meu divertimento? Se esse é o caso, essa dama lhes dará bons elogios, seus macacos tolos!”

Gargalhadas ecoaram quando o grupo encarou o céu.

A mulher espadachim e o gigante não tiveram a menor reação quando um aliado se juntou a eles na batalha.

Uma enorme sombra surgiu sobre o telhado da prefeitura, ela continha chifres e longas asas negras, as garras se projetaram em volta das janelas do edifício, e a tal voz se apresentou:

??? “Esta adorável dama diante de vocês é uma dos Arcebispos do Pecado, representando a Luxúria.”

O dragão negro olhou para eles com um sorriso maldoso no focinho…

Capella: “SOU CAPELLA EMERADA LUGNICA, MORRAM, SEUS PEDAÇOS DE CARNE PODRES!!!”

– O Arcebispo do Pecado da Luxúria fez sua aparição repentina no campo de batalha.

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