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Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu – Arco 5 – Capítulo 59

Regulus Corneas

Não pode não pode não pode ser. Mas o que diabos é isso? Eu não entendo. Por que eu tenho que passar por isso? Quem acha que eu sou? Eu sou o Arcebispo do Pecado da Ganância, Regulus Corneas, o ser mais satisfeito do mundo! O ser estabelecido da forma mais indiscutível possível e que não possui quaisquer aspectos vacilantes! Deveria ser assim, então por que eu tenho que passar por isso? Não brinquem comigo, isso não é brincadeira! O que há de errado com eles, aceitando tais absurdos como se fossem algo natural. Aquele homem, aquela mulher e aquele cavaleiro também, só porque mostrei um pouco de misericórdia, já ficaram cheios de si mesmos, se eu tivesse agido com seriedade desde o início, poderia tê-los despedaçado em um milhão de pedacinhos, mas eles não estão entendendo mal seus próprios poderes? É por isso que eu odeio me envolver com outras pessoas, elas ficam descaradamente cometendo mal-entendidos que, do meu ponto de vista, estão hilariamente errados! Lixo detestável, chato, irritante, enfurecedor, desprezível, sujo e feio. Sempre estive bem, durante anos, décadas, séculos, tudo desta mesma forma, tenho servido como um Arcebispo do Pecado mais fielmente do que qualquer outra pessoa. Quando fui escolhido para ser um Arcebispo do Pecado e recebi esse Fator da Bruxa, matei todos eles. O pai, que apesar de sua baixa renda era atormentado por seus maus hábitos com álcool, a mãe, que tagarelava sem parar reclamando dia e noite, e os gananciosos irmãos que olhavam com voracidade tudo aquilo que era meu por direito, foram todos mortos por mim, mais os aldeões que me olhavam como se eu fosse um idiota, mais os moradores daquela cidade que empurraram a mim e a minha família naquela aldeia sem esperanças, mais os incompetentes líderes da nação que descuidadamente abandonaram a aldeia e a cidade para começo de conversa, as deixando naquele estado. Eu despedacei cada um deles em um milhão de pedacinhos e, quando tudo se foi, finalmente encontrei uma maneira com a qual poderia viver! Eu não preciso de nada. Tudo é simplesmente irritante. Eu já estou satisfeito, Não é como se eu não tivesse nada, eu simplesmente não precisava de nada. Ao contrário do lixo intrusivo, nunca precisei de nada. Apesar disso tudo, me dar alguma coisa não significa que, do seu ponto de vista, você olhou para mim e me viu como um ser lamentável e carente? Todo mundo que quer impor coisas desnecessárias sobre mim deve morrer, de forma a permitir nesse mundo apenas aqueles que deixam o meu eu satisfeito em paz. Independente de quem seja, só falando essas bobagens egoístas, esses merdas. Quem tem o direito de sentir pena de mim? Quem tem o direito de ter pena de mim e me levar ao desespero? Como se eu fosse deixar isso acontecer. Não preciso de nada e nunca nem pedi por nada. Um pai que, apesar de sua baixa renda era atormentado por seus maus hábitos com álcool e ainda assim ocasionalmente comprava presentes para mim, não passa de lixo melhor morto. Uma mãe que tagarelava sem parar reclamando dia e noite, enquanto dizia coisas óbvias como “Desculpa, eu te incomodei”, não passa de lixo melhor morto. Os gananciosos irmãos que, apesar de  olharem com voracidade tudo aquilo que era meu por direito, costumavam dividir seu pão quando minha comida era derramada, não passam de lixo melhor morto. Parem com isso, seus merdas, sendo gentis comigo assim tão arbitrariamente. Ser gentil só pode significar que você está me achando inferior, que está me diminuindo. Aqueles que desprezam os outros, especialmente aqueles que desprezam familiares, é natural serem odiados. É natural estarem mortos. Não é minha culpa. Não fiz nada de errado. A culpa é de vocês, vocês ficam com pena, compenacompenacompena de mim, me tratam como se eu fosse patético e me deixam só. Experimentem como é fazerem você se sentir a pessoa mais inútil do mundo. Ao meu redor devem estar apenas aqueles que não têm pena de mim. Aqueles que sentem pena de mim devem desaparecer da face da terra. Eu ouço risos. Vocês estão olhando para mim, não estão? Olharam para mim e riram, não é mesmo? O que eu tenho de tão engraçado? O que vocês viram em mim para rir desse jeito? Todos eles só rindo e rindo. Um bando de escória impotente que só é boa em falar mal dos outros. Por que o meu coração tem que partir tanto por causa deles? Não fique no meu caminho não me atrapalhe não sinta pena de mim não sou eu nãosoueu quem merece pena, são vocês seus ignorantes e sem salvação mas ainda com 『Ganância』! Vocês precisam rastejar a vida toda apenas para satisfazer seus eus incompletos, a ganância lamentável aqui são vocês! Eu não sou assim eu sou diferente eu não quero nada. O meu eu isento de desejos é melhor do que o eu incompleto de vocês. Não sintam pena de mim. A verdade é que vocês estão com ciúmes de mim, com inveja de mim, me admiram e já que não conseguem chegar aos meus pés ficam tagarelando da boca para fora. É isso mesmo tem que ser isso mesmo é claro que é isso mesmo. Espere, espere, apenas espere, apenas pare. Não olhe para mim não diga meu nome não fale de mim. Bom ou ruim, seja o que for, não preste atenção em mim, me ignore e me deixe em paz. Mesmo com um ser pleno tendo um coração que não deve ser pisoteado, como pode gente da laia de vocês insistir tanto em interagir comigo? Não consigo compreender nem um pouco. Você e eu somos pessoas diferentes. Até mesmo pensar em conseguir um retorno por meio de riscos, não importa como você olhe, nunca seria sensato e sempre seria um erro. Vocês não batem bem da cabeça. Se acalmem e pensem nisso que devem conseguir entender. Todos os humanos a não ser eu estão delirando em febre. O simples ato de ir em busca de outras pessoas é fútil, inútil e sem sentido por si só, o que deve ser fácil de entender. É tudo uma fantasia de vocês que ficam chamando de paixão de amor de amizade de confiança tudo uma tamanha idiotice estúpida, as atividades reprodutivas por si próprias são os atos mais repulsivos de todos. Eu não entendo o significado por trás delas. Por que fazer isso? Não importa se é por um companheiro ou por um filho ou que forme uma família, mesmo se for ornamentado com tais palavras, ainda vai ser diferente de mim, se aquela coisa morrer ou não, o que isso tem a ver comigo? Se continuar vivendo depois de eu morrer, é o fim para mim. Se morrer enquanto eu sigo vivo significa apenas que persisto. Amor e carinho só fazem com que as pessoas não consigam ser independentes. Para início de conversa, toda pessoa é independente. Por consideração com aqueles que operam sob tais devaneios reuni companheiras, ser menosprezado pelos outros é tolice e portanto escolhi mulheres de bela aparência, e para não ser traído peço apenas por virgens, o que mais você quer de mim? Não seja tão egoísta. Você está infringindo a mim até este ponto e ainda se pergunta se pode me infringir ainda mais? E pensar que chegaria nesse ponto! E pensar que seus pensamentos pudessem ser tão distorcidos! Impondo tudo isso sobre mim, o que mais você sequer poderia pedir de mim? O que é que tenho que fazer para não ser mais lamentado? A pessoa mais lastimável do mundo ou seja lá o que for! Não há como justificar as palavras de uma prostituta impregnada com tão vulgar 『Ganância』que quer se conectar com aquele que gooosta!


Regulus: “Ra-ah!”

Cada vez mais alto, junto com o vento, o corpo de Regulus voou para o céu noturno.

No instante em que sua axila foi atingida por Reinhard, Regulus ativou o “Coração de Leão” e parou seus batimentos cardíacos para entrar em um estado de invencibilidade. Como resultado, embora o dano do golpe tenha sido neutralizado—

Regulus: “Ku,–hk.”

Regulus ofegou e gemeu quando sua visão ficou turva de dor.

A parada de tempo de Regulus, junto com seu coração, podia durar até cinco segundos no máximo.

Embora durante este período ele pudesse entregar o “Coração de Leão” para uma esposa sem problemas, ir mais longe significava que o corpo de Regulus seria incapaz de se recuperar.

Além disso, uma vez que o “Coração de Leão” fosse ativado, a dor sempre presente da liberação repentina de um coração parado era inevitável. Qualquer coisa relacionada à dor ou sofrimento não era sentido a mais de cem anos.

Regulus: “Você está brincando…”

Tossindo dolorosamente de ódio como se fosse sangue, Regulus não conseguia mais falar de maneira compreensível. Seu corpo no ar ficou preso em órbita, infundido de quem sabe quanto impulso, atingindo uma altura que lhe oferecia uma visão panorâmica da cidade de Pristella.

A cidade das comportas, Pristella — ali, ao ver a escrita do Evangelho dizendo que o cargo vazio de esposa poderia ser preenchido, claramente havia apenas alegria em seu coração.

Regulus: “Que… desenrolar tolo…!”

Perdendo aquelas esposas que haviam sido conquistadas com tanto trabalho, com isso até seu status como a “Ganância” havia sido afetado, insultado por um maldito garoto cujo único talento estava em sua boca suja, e lamentado por uma mulher vergonhosa que havia acabado de conhecer.

Para ele não havia vergonha maior. Ele não conseguia lembrar-se de ter experimentado tamanha humilhação antes. Não foi precisamente por isso que ele não queria saborear esse sentimento asqueroso que ele se tornou um Arcebispo. Ainda recebendo esse tipo de tratamento, não era diferente do que havia sido previsto.

Regulus: “Chega, chega, chega… hk!”

Não havia necessidade de pensar em ser misericordioso. A demonstração de indulgência terminaria aqui. Isso não tinha nada a ver com o “Coração de Leão” sendo descoberto por um oponente ou com aquele extraordinário espadachim.

Contanto que ele pudesse parar seu coração por cinco segundos, Regulus poderia matá-los muitas vezes. Ele se conteve até agora por que não queria ver expressões desesperadas ou ouvir gritos de dor e morte.

Usando o efeito do “Coração de Leão” para criar um estado de invencibilidade, Regulus poderia ignorar todas as leis físicas do mundo se assim desejasse. Alcançando velocidades que poderiam ultrapassar o vento, naquele momento que desafiava a lógica; com um poder tão opressor que os habitantes deste mundo não podiam conceber, transformá-los-ia em cadáveres.

Se ele usasse a autoridade da “Ganância” para ficar ainda mais alto no céu, seria fácil matá-los espalhando areia pela cidade. Embora os outros Arcebispos do Pecado também estivessem na cidade, ele não se importava se eles viveriam ou morreriam. No momento, lavar sua própria humilhação era a prioridade. Ele queria que o rosto daqueles tolos que se gabavam de sua vitória se enchessem de horror.

Uma vez que aquele impulso inútil chegasse ao fim, sua queda de volta à terra significaria a morte daqueles indivíduos. Antes que isso acontecesse, na melhor das hipóteses, eles poderiam estar entusiasmados com uma vitória superficial—

Regulus: “— Aaaaah?”

Regulus, que continuava odiosamente recitando suas palavras, gritou quando um ataque atingiu suas costas.

Olhando de lado, seria determinado que o impulso crescente de Regulus havia parado repentinamente, tendo ficado preso no ar. Como se algo do céu tivesse pisado nele para prendê-lo no lugar.

Reinhard: “Se este fosse um duelo normal, eu iria retirar minha lâmina assim que meu oponente perdesse a vontade de lutar.”

O dono da voz subiu nas costas de Regulus enquanto dizia vagarosamente.

Regulus entendeu instantaneamente de quem era a existência do ser que pisou em suas costas sobre o ar. Estremecendo ao chegar nessa conclusão, ele percebeu o quão alto ele estava naquele instante.

Como ele conseguiu chegar naquela altura mais rápido do que Regulus, que foi atingido?

Reinhard: “Embora eu não tenha a intenção de me gabar, tenho bastante confiança em minha habilidade de salto. Uma vez eu até pulei do chão para pousar nas costas de um dragão voador.”

Regulus: “Maldito monstro!”

Reinhard: “Certamente. Eu sou um monstro que caça monstros. —  e, para você, também chegou a hora de aceitar o seu destino.”

Os pés de Reinhard deixaram suas costas.

Assim que o som de sua voz diminuiu, Regulus sentiu um espírito de luta. Ao longo de sua vida, embora Regulus tenha enfrentado adversários fortes repetidamente, ele não aprendeu absolutamente nada.

Até mesmo a parte dele que era assim cumprimentou com um bocejo aqueles adversários poderosos que vieram enfrentá-lo, e sua memória consciente era limitada. Confiando nessa memória, Regulus tentou reagir.

“Coração de Leão” foi ativado no mesmo instante em que recebeu o ataque.

Regulus: “Aaaaah!!!”

Em direção ao centro das costas de Regulus, Reinhard balançou a mão como uma lâmina.

Regulus recebeu um ataque ainda mais penetrante do que uma lâmina real o afetaria, mas ele suportou o impacto com sua invencibilidade e desceu para baixo com um único movimento.

Acelerando rapidamente, Regulus caiu no chão. No entanto, o efeito do “Coração de Leão” persistiu, e seu corpo continuou a se enterrar na terra como se estivesse sendo engolido.

O corpo de Regulus penetrou no pavimento em linha reta, perfurando uma sólida folha de rocha à medida que perfurava o solo. Enquanto ele continuava impotente sob o solo, Regulus percebeu de repente.

Se esse impulso fosse deixado intacto, seu corpo despencaria para o nível mais baixo da terra. Ele nunca havia considerado se havia ou não um nível mais baixo antes. Mas a terra deste mundo não era infinita. Cercada como estava pela Grande Cascata, no final dela estaria o lugar por onde corriam aquelas cachoeiras.

Se ele continuasse caindo daquele jeito, seria naquele lugar que ele iria parar?

Regulus: “Como eu poderia aguentar algo assim…Gaah!”

Literalmente, o horror ilimitado fez Regulus prender a respiração, chegando ao limite de seu coração.

Cinco segundos se passaram. As sirenes em sua mente começaram a soar enquanto Regulus se viu confuso em seus julgamentos. Parar seu coração dentro de seu próprio corpo por mais de cinco segundos não era viável. O número de segundos que ele conseguiria segurar, no máximo, seriam menos de dez segundos. E mesmo se ele pudesse estendê-lo, ele apenas diminuiria.

Mas o que aconteceria aqui se ele desativasse sua habilidade ao atravessar o solo?

— Não havia tempo para debater nem se preocupar. Fosse uma parada cardíaca, morte cerebral ou qualquer outra coisa, a estupidez deveria ter um limite.

Regulus: “Uuuuuuu–!”

Rangendo os dentes, preparado para o choque que estava prestes a atingi-lo, Regulus fortaleceu sua determinação.

Ouvindo o som de seu coração que exigia retomar as batidas novamente, Regulus suspendeu o efeito do “Coração de Leão”, largou sua invencibilidade e as leis da física foram restauradas.

Regulus: “Baaah–!”

Seu corpo inteiro, todos os seus ossos, despedaçados.

O corpo de Regulus foi atacado impiedosamente com o impacto.

Isso era uma coisa natural. O corpo de Regulus atingiu o solo com uma velocidade muito maior do que em queda livre, e o impulso continuou a perfurar a terra sem diminuir a velocidade. A razão de seu corpo não ter se quebrado de todas as maneiras era porque não havia espaço para ele se esparramar pelo subsolo.

No entanto, embora não pudesse se espalhar horizontalmente, verticalmente era outra história.

Regulus: “A–Ah!”

Junto com uma voz oca e ruidosa, lágrimas de sangue escorreram dos olhos arruinados de Regulus. O impacto penetrou em seu corpo, deixando-o completamente destruído.

Dizer que ele recebeu danos maiores do que um corpo despedaçado não era exagero, até mesmo os órgãos de dentro de seu estômago foram retorcidos. Seu cabelo branco, antes impecável, estava coberto de sangue e lama, e seu abdômen incontinente havia perdido sua função e liberado resíduos livremente.

Presente ali, estava apenas um pedaço de carne que havia perdido sua forma humana

E o que era mais surpreendente era que aquele pedaço de carne ainda tinha vida.

Regulus: “Aa…  uuh.”

Persistência incomparável no apego à vida — ou melhor, persistência essa que transcendeu em rancor e ressentimento.

Esse não era apenas um simples apego à vida. Desejar permanecer era apenas por rancor contra aqueles acima que permaneceram vivos. E ainda lutando em tal condição, estava aquela vaidade vazia.

“Se eu estivesse falando sério, seus filhos da puta…”

Regulus: “Aahh…”

No entanto, essa fixação não devia ser manchada.

Tendo exaurido uma vida inteira em busca de um ser pelo qual não simpatizavam, um mal cuja raíz permaneceu intacta depois de passar por mais de um século sofrendo ataques e espancamentos, fazendo os julgamentos mais adequados para sua própria sobrevivência.

Lamentavelmente, ao usar repetidamente seu “Coração de Leão” em rajadas curtas, Regulus cavou no chão. Se ele entrou em um estado de invencibilidade, seus ferimentos se tornariam insignificantes. Na ausência de dor, ele poderia até exercitar seu corpo ferido sem causar danos. Com as mãos vazias, Regulus cavou incessantemente o solo.

Seu corpo foi enterrado de cabeça para baixo e ele o ajustou cavando em um círculo. Uma vez que sua cabeça estava voltada para cima, ele só precisava lentamente traçar seu caminho para a superfície. E talvez, assim que conseguisse, veria aqueles vermes satisfeitos celebrando presunçosamente sua derrota.

Imperdoável. Nunca poderia ser perdoado.

Ser ridicularizado, desprezado e ser lamentado era uma dor sem paralelo. Que tais ferimentos são inadmissíveis em vida era desnecessário dizer. Mesmo na morte não poderiam ser tolerados. Ah, claro, atuar diretamente era tudo o que era necessário. Se ele se livrasse daqueles que o viram e daqueles que não viram, de forma limpa ninguém o incomodaria mais. Se ao menos ele tivesse feito isso desde o início. Desta vez, certamente ele não cometeria o mesmo erro. Voltar à superfície, matar aqueles três, seria o fim de tudo.

Regulus: “––”

Sendo incapaz de fazer sons, Regulus transformou seu ódio em força e continuou a cavar no chão.

Quando ele chegasse à superfície, ele teria a certeza de saborear a visão daqueles caras implorando por sua vida. Especialmente a mulher que continuamente o desprezava; ele certamente zombaria dela em igual medida. Ela deveria desempenhar o papel de esposa número 79. Por falar nisso, a mulher que originalmente deveria ocupar essa vaga era aquela elfa que vivia naquela floresta, onde o odioso Petelgeuse também tinha estado…

 ――。

 ――――。

 ――――――。

Aaaaaaaahh. Ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah, ah.

Ele lembrou. Agora, ele se lembrava.

Essa mulher! Na verdade, foi aquela mulher. Não, ela era uma criança naquela época!

Aquela pirralha que estava chorando e gritando sem parar quando fui recuperar a número 79! A pirralha daquela época se tornou a mulher de hoje!

Ele agora entendia a razão pela qual se sentiu instigado em preencher a vaga com ela no momento em que pôs seus olhos nela. Era um assunto simples. Era natural que a filha assumisse essa posição, servindo como substituta da mãe.

Era a pirralha do número 79, que me desprezava, e aquele idiota do Petelgeuse. Por que não percebi antes? Não, graças a Deus eu percebi agora.

Se ele os tivesse matado sem ter notado, não seria capaz de extrair a alegria adequada disso. Precisamente porque agora ele havia percebido claramente seus pecados, haveria valor em matá-los. Ele sentiria a realização de vingar sua humilhação. Ele experimentaria aquele sentimento há muito tempo perdido de realizar um desejo.

Observe-me manchá-la, número 79. Observe-me agarrá-la, Petelgeuse.

Aquela que vocês todos amavam, aquela que ousou ter pena de mim — aquela garota.

Regulus: “Aah, hehe.”

Com um impulso que surgiu no fundo de sua garganta, Regulus ficou tonto de excitação.

Com a boca faltando dentes com lábios rachados, ele sorriu. Uma esperança de sobrevivência surgiu. Sentir alegria com a ideia de brutalizar quem ousou insultá-lo.

Subiu, subiu, subiu e então…

Regulus: “– –?”

Esforçando-se para subir, Regulus de repente sentiu as pontas dos dedos entrarem em contato com algo. Ele retirou a mão direita com os dedos não mais em posições compreensíveis. E com um olho cego tentou observar. Sua forma, ensanguentada e enlameada, estava ligeiramente molhada por algo diferente de sangue.

Ele tentou lamber. Embora tivesse tingido com um gosto amargo de lama, parecia ser água.

 —  Água. Era água. Depois de entender que era água, Regulus imediatamente sentiu uma sede secar sua garganta. Uma gota não foi suficiente. Ele queria aliviar sua garganta, encher seu estômago. O efeito do “Coração de Leão” foi interrompido, e o corpo de Regulus tendo voltado ao ciclo do tempo, finalmente teve a chance de ingerir novamente depois de um século.

Por enquanto, a água estava boa e tinha o suficiente. Tinha um gosto sublime. Enquanto ele pensava, como se estivesse de acordo com seus desejos, a água gorgolejou ao cair de cima.

Ele bebeu aquela água ligeiramente turva. Mesmo que todos os seus dentes tivessem caído, sua língua tivesse sido retalhada e seu sangue jorrado sem parar, essa água tinha um sabor incrível. Era tão satisfatório. Esse sentimento existiu ali.

— O fluxo de água vertendo cresceu repentinamente, e o corpo de Regulus mais uma vez afundou.

Regulus: “Aa, uu, aaah?”

Fluindo para baixo. Fluindo para dentro. Nesta terra sem para onde correr, a água gradualmente entrou.

Este era o subsolo, sem nenhum espaço anormal e estranho. Em um piscar de olhos, o corpo de Regulus afundou na água, onde ele perdeu a liberdade de movimento.

— Talvez até aquele momento, Regulus ainda não tivesse entendido o que estava acontecendo.

Essa água vinha de cima, dos canais de água de Pristella.

Devido ao ataque de Reinhard, Regulus caiu na rua e se espatifou no chão. Entre a cratera subterrânea que ele fez com seu corpo e o caminho que ele mesmo cavou, a água do canal inundou os arredores e as quatro correntes do canal foram bloqueadas. Agora estava fluindo em direção a Regulus sem pausa e submergindo completamente o assassino.

Como se expressasse fúria pela destruição da paisagem urbana, da cidade e de seus habitantes.

Regulus: “Kuu…”

Desnecessário dizer que Regulus, que estava se afogando na hora, naturalmente não percebeu.

Preso no solo, Regulus entrou em pânico com a pressão da água que jorrava diretamente para seus pulmões e começou a lutar com desespero. No entanto, não teve espaço para lutar dentro da terra. Tudo o que ele podia fazer era amontoar-se na lama e proteger-se com o “Coração de Leão”.

Quando seu “Coração de Leão” estava ativo, ele podia respirar livremente. O mesmo acontecia com a dor de sua carne destruída.

No entanto, o “Coração de Leão” só poderia durar apenas cinco segundos. Assim que sentisse seu coração atingir o limite, o medo da morte faria Regulus liberar o efeito e ser arrastado para o inferno mais uma vez.

A causa de sua morte foi alternada.

Não importava qual fosse ele, não poderia escolher entre os dos dois. Não importava qual, nenhum dos dois lados não poderia ser eliminado. No entanto, Regulus não teve escolha senão suportar. Tudo o que ele poderia fazer era ressentir-se dessa situação irracional.

O limite de tempo havia acabado.

Mesmo que ele pudesse usar o “Coração de Leão” repetidamente, esse não era o caso para respirar. E para reutilizar o “Coração de Leão”, ele precisaria esperar vários segundos.

Insuficiência cardíaca.

Afogamento

Insuficiência cardíaca.

Afogamento

Insuficiência cardíaca—

Afogamento—

A dor e o sofrimento continuaram como se não tivessem fim.

Regulus abriu a boca, e a água e a lama foram despejadas juntas para dentro de sua boca aberta. Com essa violação repetida de seus pulmões e órgãos internos, Regulus gritou. Com uma voz que não conseguia emitir nenhum som, ele continuou gritando.

Sem resposta. Não houve retorno, não havia ninguém ao redor dele.

Mesmo assim, ele continuou a gritar. De seus gritos, um ódio foi derramado na esperança de que a humanidade morresse.

Depois que ele perecesse, o riso zombeteiro teria que ser dissipado.

Para aquela garota que se alegrava em vingar sua mãe e Petelgeuse, também seria um pedido de paz.

O mero pensamento do deleite daquela garota que ficaria radiante de excitação com a morte de Regulus, era digno de vômito.

O objetivo de uma vida, uma motivação para continuar vivendo, certamente traria alegria.

Sua existência, sendo movida pela morte de Regulus, emitindo um brilho… Dizer que esse significado era desconhecido não seria exatamente incorreto.

A ideia de satisfazer aquela garota com uma alegria irracional e completamente errada era insuportável.

Sua morte teria um grande impacto no coração da garota.


Regulus Corneas caiu na rua de pedra e afundou na terra.

Em direção à sepultura cavada pelo corpo do assassino, a água da Cidade das Comportas fluiu abundantemente em direção ao vilão. O quão fundo o assassino havia afundado era desconhecido. No entanto, considerando os limites de sua autoridade, era impossível ele ter caído do outro lado do mundo.

Com toda a probabilidade, o efeito havia se exaurido em algum lugar no subsolo e assim ele foi esmagado pelo impulso. Mesmo que de alguma forma ele não tivesse sido esmagado, a água que foi derramada, nunca permitiria que ele escapasse.

O assassino que se entregou a sua poderosa autoridade finalmente se afogou em homenagem à cidade que ele havia destruído.

Subaru: “… Emilia-tan, você parece triste.”

Emilia observou a caverna onde Regulus afundou, imóvel. Vendo um traço de luto em seu rosto, Subaru falou em resposta.

Para aquele assassino, não deveria haver um único pingo de simpatia. Emilia deveria compartilhar esse sentimento, e não se sentir mal com sua morte no subterrâneo, deveria ter sido a coisa certa a fazer.

Subaru: “Embora a bondade de Emilia-tan seja maravilhosa, não acho que deva ser desperdiçada com ele. Realmente um cara tão sem esperança existiu.”

Emilia: “… Obrigada por se preocupar comigo. Mas não é isso. Não é assim.”

Subaru: “Não?”

Emilia balançou lentamente a cabeça de um lado para o outro em direção ao Subaru preocupado.

Então, ela ficou em silêncio por um longo tempo enquanto olhava para baixo com os olhos, dos quais pendiam longos cílios …

Emilia: “Regulus parecia… que quando o vi pela primeira vez, senti como se já o tivesse conhecido em algum lugar antes.”

Subaru: “Então esta não foi sua primeira reunião com ele? Então, nesse caso, foi quando?”

Emilia: “Isso eu… não me lembro.”

Na pergunta de Subaru, ele inclinou a cabeça em dúvida.

Milagrosamente, isso coincidiu com o momento exato em que o Regulus submerso gritou.

Com uma voz que não podia ser ouvida, o assassino gritou para que Emilia não torcesse por sua morte.

A morte de sua mãe e a loucura de seu benfeitor — ele estava intimamente relacionado com ambos acontecimentos. Para uma jovem garota, esse talvez deveria ter sido um momento decisivo que ela nunca poderia esquecer, ele não queria que ela encontrasse satisfação em sua morte.

Tal era esse o último desejo do assassino, que não tinha como chegar à superfície.

Emilia: “— Regulus, onde você me conheceu?”

Regulus Corneas não havia deixado nenhuma impressão em Emilia.

De maneira irônica, esse fato se tornou verdade.

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