Depois de se soltar de Julius, e ficar sozinho, ele se voltou para enfrentar o “Teste”.
Diante dos olhos de Subaru, as figuras de inúmeras réplicas de Monólitos foram espalhadas pela extensão branca do coração do Monólito que ele havia tocado. Para ser honesto, havia tantos deles que ele ficaria tonto e cansado se fosse contar.
Subaru: “Este seria o “Teste” que você quis dizer….. certo, Shaula?”
Shaula: “Parece que é, né? Quero ver o Mestre ostentar seu forte”!
Subaru: “Não comece a dizer coisas que uma banda de rock diria em uma festa de bebida…..”.
Não tinha como ele saber, já que nunca tinha ido a uma, mas provavelmente era assim que as coisas aconteciam lá.
Subaru olhou ao redor da sala atrás de Shaula, que o aplaudiu com sua maneira descontraída. O chão ainda estava envolto em branco, deixando tudo impossível de identificar: desde sua capacidade de distinguir a distância até sua capacidade de distinguir a altura.
A única mudança que se chamava atenção foram os Monólitos que estavam pontilhados no lugar, mas esses também não eram particularmente diferentes do primeiro. Parecia haver uma pequena diferença de tamanho entre eles, mas apesar disso, eles eram os mesmos, pois ambos flutuavam em pleno ar e eram feitos de um material estranho.
Subaru: “Falando de coisas que nos foram dadas como uma pista além dessas, ainda há aquela coisa de antes”.
Ele havia lembrado da voz que ecoou dentro de seu cérebro quando ele tocou o Monólito.
???: “–Toque o mais brilhante dos heróis destruídos por Shaula”.
O som não tinha passado por seus tímpanos, mas sido sussurrado diretamente para seu cérebro dentro de seu crânio; era algo mais ou menos assim. A voz que ele tinha ouvido não tinha sido um som, então a ideia geral de ser “a voz de alguém” não podia ser usada aqui.
Se ele colocasse em outras palavras, era como se as palavras tivessem sido encravadas em seu cérebro como uma frase em que ele havia pensado. Não havia nenhum som em seus pensamentos. Assim, não se conseguia compreender a quem a voz pertencia. Se de alguém fosse, era de si mesmo.
Subaru: “Aquela voz que podia ser ouvida era a pergunta do teste, você acha? Se este é o caso…..”.
Julius: “Subaru, desculpe interromper enquanto você pensa, mas há algumas coisas importantes que tenho a dizer. Não acho que doerá ir em frente após ouvi-las”.
Julius, que tinha feito uma brincadeira com ele antes, disse isso a Subaru enquanto ele quebrava a cabeça. Perto das escadas que levavam para baixo, Emília e os demais estavam em volta do Monólito congelados em torno dele.
Todos eles pareciam intrigados. Subaru encolheu seus ombros em agradecimento a Julius, que os acenava para o seu lado, e disse “Oh?”
Subaru: “É verdade? Todos vocês desafiaram antes, enquanto eu dormia. Fizeram algum progresso?”
Julius: “Acho que não posso realmente chamar isso de progresso. De qualquer forma. Subaru, por favor, tente tocar a laje de pedra…… Quero dizer, o “Monólito” que está bem aqui”
Subaru: “Será que fazer isso lhe agrada assim tanto? Bem, claro, tanto faz…..”.
Subaru estreitou os olhos para Julius, que se referiu a ele como um Monólito, e caminhou até o Monólito que estava do seu lado direito. A laje era uma das réplicas do Monólito original. Ao se aproximar, ele pôde ver que esta era apenas um pouco menor do que a original.
Subaru: “E se for uma armadilha e no momento em que eu tocar meu braço é engolido”?
Beatrice: “Está tudo bem, na verdade. Se algo assim acontecesse, Betty se tornaria seu braço direito para o resto de sua vida, eu suponho”.
Emilia: “Ah, então eu me tornaria a mão esquerda de Subaru. Você pode descansar tranquilo”.
Subaru: “Ambos os meus braços desapareceriam, supondo que sim!”
Graças às promessas tranquilizadoras de Beatrice e Emilia, Subaru convocou sua coragem e estendeu sua mão para o Monólito. Ele não estava realmente preocupado com o ato de tocar a coisa.
Desde que seus companheiros o tivessem recomendado e não tentassem impedi-lo, ele não tinha motivos para duvidar de sua segurança. A questão era simplesmente a chance de que eles estavam ocultando a verdade como com os Monólitos se replicando…
Subaru: “Oh?”
Ainda cheio de ansiedade, assim que a ponta de seus dedos resvalou contra o Monólito, a laje de pedra negra brilhou de tal forma que quase lhe queimou os olhos. De fato, seu brilho havia feito com que Subaru prendesse a respiração e imediatamente cobrisse seu rosto com o braço.
Então, depois que a luz desapareceu, o que ficou diante dos olhos de Subaru foi…
Subaru: “Para onde foi o Monólito?”
Shaula: “Hehehe, atrás de vocêêÊ, Mestre”.
Subaru: “Atrás de mim…..?”
Depois daquele clarão de luz, Subaru confirmou que o Monólito que deveria ter estado à sua frente havia desaparecido. Surpreendido pelo que havia acontecido, ele se virou para olhar atrás dele para Shaula que havia gritado triunfantemente sem sentido.
Quando ele se virou, na frente das escadas – em outras palavras, no lugar onde o Monólito original havia ficado, o primeiro Monólito ficou sozinho. Todos os outros tinham desaparecido da sala.
Subaru: “Então, em outras palavras…… isto significa…”.
Julius: “Que tudo voltou ao seu estado original. Em poucas palavras, parece que o “Teste” nos confundiu. Claro……”.
Afastando-se do lado do abatido Subaru, Julius se aproximou descuidadamente do Monólito original. E então, imediatamente depois que ele estendeu sua mão e tocou sua superfície, aquela voz ecoou através de sua mente…
???: “–Toque o mais brilhante dos heróis destruídos por Shaula”.
Mais uma vez, ao mesmo tempo em que o desafio lhes foi lançado, Monólito após Monólito foram replicados do original e espalhados por toda a sala com a mesma força que antes. O “Teste” foi distribuído em torno dele.
Em outras palavras, eles poderiam chamar isto de um “Retry“.
Subaru: “Estou vendo. Deve significar que podemos pensar o quanto quisermos até encontrarmos uma resposta”.
Julius: “Esse é o nosso palpite agora mesmo. Acontece que existe este Monólito, mas posso dizer que mesmo quando andamos por aí tocando Monoliths ao acaso…. Não conseguimos encontrar uma resposta”.
Subaru: “Ah, então você já tentou forçá-lo brutalmente?”
Subaru quebrou a maneira branda de falar de Julius. Emilia e Meili, que tinham ouvido essa explicação, estavam afagando a cabeça com o que parecia ser um olhar de vergonha acerca deles.
Bastava tentar tocar e verificar cada um deles, certamente parecia que eles tinham tentado executar essa tática. No entanto, não parecia ter funcionado.
Subaru: “Afinal de contas, é um “Teste”. Significa que temos que resolver e responder o problema”.
Julius: “Parece que nosso examinador não aprecia respostas que são apenas dadas aleatoriamente”.
Subaru: “Sim, parece que sim. Assim como um Sensei que não lhe dá crédito a menos que você anote todo o seu trabalho, e não permite que você simplesmente coloque respostas na coluna de respostas do teste. Mas as medidas anti-cola certamente aparecem rapidamente”.
Chegar a uma resposta sem mostrar como você chegou a ela só poderia vir como resultado de uma trapaça ou um chute. Muitas vezes, até na escola primária, ele se deparava com problemas que encontrava respostas para usar seus palpites, mas o ponto principal da Matemática era aprender a resolver o problema, e não regurgitar o problema intencionalmente, a nulo, na prova.
Uma vez, durante a Escola Primária, quando ele foi chamado atenção pela falta de clareza em seu trabalho, ele se lembrou de como tinha ficado ressentido com isso, mas…
Subaru: “Depois de todo esse tempo, parece que meu Sensei estava certo….”.
Anastasia: “Sinto muito por me intrômetê quando cê ainda tá absorvido nos teus pensamentos, Natsuki-kun, mas sua vez não é daqui. Vamos, volte pra realidade, volte”.
Subaru: “Huh, ah, oh, foi mal. Mas, o que você quer dizer com “minha vez”?
Anastasia chamou Subaru, cujos olhos tinham vidrado de volta à realidade, e depois bateu palmas nas costas dele. Enquanto Subaru inclinava sua cabeça para o apelo dela, todos se olhavam ao redor, e começavam a murmurar.
O que eles estavam dizendo era a mesma coisa, então combinando-o e parafraseando-o em outras palavras:
“Cabe a Subaru descobrir quem é o herói destruído por Shaula”.
Emilia: “Nós desafiamos o “Teste” muitas vezes até que o Subaru acordou. Entretanto, aquela garota nem mesmo nos disse se ela era Shaula ou não quando nós desafiamos”.
Beatrice: “No que nos dizia respeito, Shaula era a “Sábia”, na verdade. Nós pensamos que ela era a pessoa no desenho gravado na Moeda de Prata, então não conectamos esta mulher com Shaula, suponho”
Essas foram as respostas de Emilia e Beatrice, ambas não tinham conseguido ouvir a historia de Shaula até então.
Desde que Subaru acordou, ele tinha visto Shaula se comunicar com ele com um ar de super familiaridade que estava muito longe dos jeitos típicos de simpatia, e por causa disso era difícil de acreditar que ela se recusasse a dizer nada a eles. No entanto, ela não dizer nada não pôde ser evitado, já que ela manteve a boca fechada para todos o que estavam na torre.
Dito isto, porém, Subaru ainda estava preocupado.
Mesmo que Shaula tivesse soltado a língua, e se tornasse capaz de falar sobre isso…
Subaru: “Acho que não custa perguntar. Ei, Shaula, se você sabe alguma coisa, por favor, me conte tudo sobre o herói que você destruiu”.
Shaula: “Pode deixar comigo. Lembrar coisas como cada um dos nomes dos caras que eu matei é trabalho de segunda classe….. Para um indivíduo de primeira classe como eeeeeu, não me lembro de ter passado da marca dos 100”.
Subaru: “Claro que você diria isso!”
Shaula mostrou o polegar e depois piscou o olho. Recebendo essa resposta vigorosa, Subaru bateu no seu joelho.
Assim como ele esperava e temia, sua resposta foi uma tolice típica de Shaula.
Ele havia suspeitado que isso provavelmente iria acontecer dada a forma como ela havia agido e falado até agora. Havia a chance de que ela, que aparentemente saberia a resposta para “O herói que Shaula destruiu”, não se lembrasse em nenhum lugar de sua cabeça.
Julius: “No entanto, não faremos nenhum progresso se terminarmos com isso. Srta. Shaula, você realmente não se lembra de nada? Não importa, mesmo que seja um pequeno detalhe”.
Shaula: “Isso é mais fácil falar do que fazer. Eu sóóó do um Hell’s Snipe em todos que se aproximam da torre, e seus cadáveres acabam sendo limpos pelos Majuu do lado de fora”.
Anastasia: “Está bem, mas isso num é estranho? Poderia ser um “Teste” para ver se podemos revelar o conhecimento da torre em primeiro lugar? Seria uma sequência estranha de eventos, pois isso exigiria que a gente mostrasse algo que aconteceu depois que Shaula-san começou a proteger a torre”.
Shaula fez careta, dizendo que não tinha nenhuma pista, mas Anastasia apontou o sentimento estranho no que ela havia dito. Todos, exceto Shaula, tinham concordado com sua opinião dizendo “tá certo”.
Com certeza, era difícil imaginar que o problema existente dentro da torre surgiu após o início de sua estadia na torre. Então, naturalmente, isso significou que o período de tempo que “Shaula tinha destruído o herói” veio antes da construção da torre.
Beatrice: “Em outras palavras, isso significa que é de antes de começar a atirar nas pessoas aleatoriamente, de fato. Vamos, lembre-se, eu suponho. É como se toda a sua alimentação acabasse apenas nas nádegas e nos seios, então sua memória ficou ruim, de fato”.
Shaula: “Esta aparência foi escolhida por minha mãe…”. Mas, mesmo que você diga “lembre-se”, minha memória não vai sinceramente voltar. Antes da torre ser construída, certo?”
Emilia: “Sim, é verdade. Antes da torre ter sido construída. Durante esse tempo, por acaso você sabe de alguém que você matou…..I quer dizer “destruído”?”
Reunidos perto da escadaria com Shaula no meio deles, o grupo tentou desesperadamente despertar as memórias de Shaula.
No entanto, Shaula, que se deleitava nas expectativas de todos, não deu nenhum sinal de que eles conseguiriam, e ela gemeu com um “Ahiiin”.
Subaru: “É verdade ou não que você está por aqui desde 400 anos atrás? Se eu disser o nome de um grupo de pessoas notáveis naquela época, por acaso você não teria matado 2 ou 3 deles, teria?”
Shaula: “Mestre, você está pensando isso sobre eeeeu? Eu sou uma donzela que gosta de se dedicar às flores, sabe?”.
Subaru: “Isso não é uma donzela, é parece mais uma lagarta”.
Emilia: “Subaru, acho que a sua maneira de falar, há pouco, foi tão rude. Se ela não quer se lembrar, então não a force a …..”.
Subaru: “Emilia-tan, sua bondade é sua super-virtude, sua melhor qualidade, mas esta mulher, quanto mais você a mimar, mais inútil ela se torna, não acha!? Eu posso dizer! Porque eu sou assim!”
Emília tinha estufado firmemente o peito e declarou isso. Mas não era que Shaula não conseguisse se lembrar porque não queria, mas sim que sua memória era tão ruim que simplesmente não conseguia.
Este era um assunto que ele queria tratar delicadamente, já que um de seus membros tinha um monte de problemas difíceis com relação às memórias, mas era um assunto diferente quando se tratava de Shaula.
Subaru: “Praticamente, não será problema se eu disparar alguns nomes aleatórios, certo? Mas não sei como um deles reagiria com os Monólitos”.
Anastasia: “Tem que ser definitivamente como diz Natsuki-kun. Mas, mesmo se descobrirmos a resposta’, como podemos tocar “O Mais Brilhante”?”.
Considerando que o Monólito que ele tinha tocado havia desaparecido, e o “Teste” parecia tê-los julgado como tendo feito algo errado, ele poderia prever que a resposta final deles seria provavelmente “Tocar o Monólito correto”.
A questão então era como eles encontrariam o “Monólito Correto”. Mesmo que eles cavassem as memórias de Shaula, ele não tinha a sensação de que isso se tornaria claro, poderia se dizer.
Meili: “M-mas, mesmo que a gente pense para sempre, não faremos nenhum progresso, Cer~to? Como a Onee-san Peladona é bastante cooperativa, é melhor perguntarmos a ela”.
Ainda agarrada aos ombros nus de Shaula, Meili se meteu entre os adultos que estavam com dificuldades no que fazer. Ela olhou para o grupo de Monólitos com um olhar de tédio no rosto enquanto ela brincava com o rabo de escorpião de Shaula.
Meili: “Não tem nenhum daqueles incômodos Majuus ao redor, não há progresso, e não é realmente divertido a~qui. Acelere as coisas, quero voltar para a Mansão”.
Todos: “—-“.
Todos estavam sem palavras com o que a Meili havia proferido. Logo em seguida, Meili disse “”O que é fo~i?”, enquanto Subaru lhe dava tapinhas na cabeça.
Meili: “O que foi que eu disse?”.
Subaru: “Nada, eu só acho que é como você diz. Você está certo. Este lugar é arenoso como o inferno e, além disso, há um monte de Majuus assustadoras rondando por fora. Vamos cuidar rapidamente das coisas aqui, resolver todos os nossos problemas….. acordar Rem, encontrar um meio de salvar as pessoas necessitadas, e então sairemos daqui”.
Zanzar pelas as coisas com ansiedade antes de tentar pôr em prática foi um desperdício de tempo valioso. Parecia-lhe que o “Teste” tinha sido feito por alguém bastante mal-humorado e que ele estava dançando na palma de suas mãos.
Shaula: “Mestre, Mestre. Você sabe que há uma cabeça fácil de golpear bem ao lado daquele mordedor de tornozelo”.
Subaru: “Eu já disse isto. Você é o mesmo que eu, pois é do tipo que, quando mimado, cai sem cessar na vagabundagem. É por isso que daqui em diante estamos fazendo isso à maneira espartana. Apresse-se e lembre-se”.
Shaula: “Preciso meeeesmo?”
Estufando suas bochechas em insatisfação, Shaula parecia estar em pleno deleite. No entanto, ela seria fácil de lidar, pois após algumas dezenas de segundos ela começou a cantarolar como se tivesse esquecido.
Julius: “Bem, então, nossa jovem senhorita também o pede. Vamos tentar continuar testando as possibilidades que temos diante de nós sem vacilar?”
Anastasia: “Mhm, isso provavelmente é uma boa idéia. É um alívio que não há problema, mesmo que falhemos um bucado de vezes. Na maioria das vezes na vida humana, as coisas são decididas em apenas um único tempinho…… Então, este é um problema bastante exagerado, né?”
Apesar de Meili ter apressado as coisas, Julius e Anastasia também tinham chegado a um acordo com ela. Assim, era hora de fazê-la recordar “O Herói destruído e esquecido por Shaula” mais uma vez.
Subaru: “Por agora vamos com um nome que você se lembra……Yeah. Ah, e que tal Reid? Aquele cara foi o primeiro “Santo da Espada”; você o matou, não foi?”
Shaula: “AIIIIIIIIIIIIIEEEEEEEE!”!
Meili: “GYAAAA!”
Subaru: “Terceira Base Limpa”
Nota TL: Uma referência de beisebol. Parece ser uma referência a esta manga que foi traduzida como “3rd Base 4th”: Fonte
Logo após ele ter jogado esse nome de forma despreocupada, Shaula soltou um grito alto e deu um salto para trás. Subaru fez uma pegada de mergulho em Meili, que tinha sido largado por não ter sido capaz de suportar aquele impulso.
Depois que ele trouxe Meili de volta ao chão em segurança, Shaula, que havia saltado e fugido para longe na sala, tinha ficado pequena vista de longe.
Subaru: “Ei, desculpe! Eu realmente não sei por que você está agindo assim, mas volte pra cá”!
Shaula: “Por favor, não diga coisas tão assustadoras. O mestre é um cara muito mau. O pior dos piores. A angústia de uma donzela. Uma questão de irresponsabilidade”.
Embora ela tenha falado de modo banal, a voz de Shaula ao se afastar estava tremendo fracamente. Ela agiu com firmeza, mas não foi só isso. Incontestavelmente, o medo e o pavor a haviam levado a reagir daquela maneira.
Naturalmente, a razão por trás de seu medo só podia ser apenas uma.
Subaru: “O primeiro “Santo da Espada” é uma pessoa tão assustadora?”.
Julius: “Que tolice. Reinhardt, Wilhelm-sama e tais são indivíduos estimados e dignos do antepassado da família Astrea. Ele definitivamente não era apenas hábil com a espada, mas também um homem de caráter. Certamente, há algumas partes salpicadas nas anedotas que foram deixadas para trás como boatos que indicam que ele era bastante forte – o que não se supera Reinhardt e o resto, mas…… Se não é assim, então isso não significaria que a história da família Astrea foi distorcida até esta geração atual?”.
Subaru: “Na verdade não, mas quando você desvendar a história, e o ponto de vista de estadistas proeminentes também mudar, você verá que a história japonesa também é suficientemente cruel. Se a compararmos com isso, então quero dizer que não podemos realmente começar a falar de definições aqui…..”.
Julius”: “Caro Deus, não vamos mergulhar neste tipo de conversa. Está tudo bem. Podemos obter um esclarecimento para a história se conseguirmos que ela fale, pois ela é uma testemunha viva aqui. Venha agora, vamos ouvi-la”.
Julius começou a divagar com tremendo vigor em Subaru, que tinha arriscado um palpite sobre o temperamento de Reid com a reação de Shaula. E, para piorar a situação, ele tinha resolvido as coisas dispensando Subaru, que tinha tentado defender seu ponto de vista com uma gargalhada.
Depois de tanto tempo, Subaru pôde mais uma vez ver um vislumbre da figura daquele cavaleiro gaudento que ele havia visto pela primeira vez na Seleção Real. Agora ele sabia que sua atitude naquela época se resumia a ele fazendo-se de vilão. Embora, sempre que ele o via assim, com certeza tinha a impressão de que ainda estava como quando se conheceram pela primeira vez.
De qualquer modo,
Julius: “Suas impressões sobre O Primeiro “Santo da Espada”, Reid Astrea. Srta. Shaula, gostaria que nos dissesse sua impressão franca sobre ele”.
Shaula: “Ele era um lixo humano”.
Julius: “Gostaria que nos dissesse sua impressão franca sobre ele.”
Subaru: “Não finja que ela não disse nada!”!
Subaru empurrou o ombro de Julius, que havia tentado ignorar esse inconveniente e o fez encarar os fatos. Apontando seu dedo para Shaula, que tinha um olhar atribulado no rosto dela, Subaru continuou.
Subaru: “Ei, escutem bem. A verdade sobre a história que você queria saber está bem aqui. Ela é uma testemunha viva disso. Continue, conte-me quantas anedotas sobre Reid Astrea quiser, daquele magnânimo homem de caráter habilidoso na espada”.
Julius: “……Os que possuem um talento excepcional acabam tendo confiança em si mesmos, mais ou menos. Isso não deve ser castigado, mas sim algo de que você se orgulha. Se você acabar se tornando o maior espadachim registrado na história, mesmo agindo como tal é, sim, quando você leva em conta como as coisas eram na época, seria adequado…”
Subaru: “É a primeira vez que te vejo tão desesperado”.
Julius também ficou nervoso como se estivesse considerando o quão pouco convincente ele parecia.
Pondo Julius de lado, que havia sido traído pela história que ele tanto amava, a “Verdade de Reid Astrea” de Shaula estava se desvanecendo dela sem um fim à vista.
Shaula: “Bem, de qualquer forma, ele era um cara desagradável. Sua personalidade era como a de um pirralho indisciplinado na forma adulta, e ele adorava intimidar os fracos. Ou eu acho que se olharmos do ponto de vista daquele lixo, quase todos os seus oponentes eram fracos, então ele estaria intimidando os fracos, não importando contra quem ele lutasse. Ele fez isso muito para mim também”.
Emilia: “Mas, ele foi capaz de continuar fazendo isso com você, mesmo sendo tão forte? Ah, já que isso aconteceu há mais de 400 anos, você ainda deve ter sido pequenininha também”…
Shaula: “Eu tenhooo sido assim desde que nasci. Portanto, entre agora e naquela época, eu não mudei, entretanto….. Aquela coisa era simplesmente fora do comum. Um pedaço de merda total”.
Lixo, pedaço de merda, o herói de outrora havia sido duramente avaliado como tal.
A escuridão não estava desaparecendo da atitude de Shaula, como se muitas lembranças odiosas tivessem voltado para ela. Era o mesmo que quando uma pessoa que havia sido intimidada se lembrava do que o agressor havia feito a ela.
Shaula: “Você deve sempre ficar alerta com aquele pedaço de merda. Mesmo que o bully se esqueça, aquele que foi intimidado nunca esquecerá, e isso é um fato…..”.
Subaru: “Não estou realmente surpreso, já que há um precedente em Reinhardt, mas seria preciso um monstro e tanto para derrubar algumas cavilhas, e o Reid Astrea também”.
Shaula: “Ele foi realmente o pior. Mas, consegui fazer com que ele usasse ambas as mãos uma vez a cada dez vezes que lutávamos”.
Subaru: “……Entendo”.
Ele só conseguia responder com isso. Teria ela estabelecido seus objetivos altos ou baixos ao fazê-lo usar as duas mãos uma vez a cada dez vezes, e não conseguir a vitória uma vez a cada dez vezes?
Subaru sentiu que ele não seria capaz de fazer Reinhardt usar as duas mãos mesmo uma a cada cem vezes, para que ele pudesse admitir que ela tivesse dado uma luta daquelas já era suficiente.
Subaru: “Bem, podemos adiar as perguntas sobre Reid. É inútil para nós perguntarmos se você não o destruiu”.
Julius: “――. ――――. Eu concordo. Há outras coisas que devemos priorizar agora mesmo”.
Subaru: “Você não perdeu tempo fazendo isso agora mesmo?”
Subaru não sabia dizer se ele tinha um interesse acadêmico ou se era uma curiosidade estimulada por um simples hobby, mas ele julgou que, por enquanto, talvez Julius não teria nenhuma utilidade.
Embora ele sentisse pena de Julius, que tinha tido suas ilusões desfeitas, infelizmente para ele, Subaru não tinha motivos para se importar com o ancestral de Reinhardt neste momento.
Para começar, o próprio Reinhardt já era mais do que surpreendente o suficiente, por mais incrível que fosse sua linhagem. Ao menos considerando a natureza de seu “pai”, ele tinha certeza de que Reinhardt tinha sido abundante nela.
Subaru: “Então, vamos deixar toda a especulação sobre quem é o herói para o cara que melhor sabe”.
Julius: “Entendi. Eu humildemente aceitarei”.
Subaru: “Eu ainda não estava falando de você, mas claro. Vá em frente. Beako, ajude-o com isso”.
Beatrice: “Certo, de fato.”
Ele deixou a tarefa para Julius, já que estava disposto a fazer isso. E fazer com que Beatrice o ajudasse como ajudante, que ostentava 400 anos de conhecimento, era o ideal.
Emilia: “Então, o que devemos fazer?”
Subaru: “Vamos dar uma olhada mais de perto no entorno”.
Ele deixaria as coisas relacionadas ao herói para Julius e Beatrice, que ficariam por Shaula, e enquanto isso ele queria dar uma olhada na questão do arranjo.
Em outras palavras, como os Monólitos replicados estavam dispostos―― Se havia alguma significância na disposição desigual deles, então levar um tempo para procurar um padrão nisso não seria em vão.
Subaru: “Antes de mais nada, o primeiro… está na frente das escadarias.”
Emilia: “É o Monólito que apresenta o teste, certo?”
Os Monólitos não estavam alinhados em um espaço estreito o suficiente ao ponto de eles terem que ser cuidadosos para não esbarrar neles, todavia, Subaru levou Anastasia e Emilia e olhou ao redor dos Monólitos na sala.
Houve uma diferença surpreendente em tamanho entre os Monólitos espalhados quando ele verificou novamente. No entanto, não havia nenhum deles que fosse tão grande quanto a série original de Monólitos, inúmeros Monólitos que eram uma ou duas vezes menores estavam espalhados atrás daqueles.
Subaru: “Olhando de relance… Deve ter cerca de 7 ou 8 Monólitos que são aproximadamente do mesmo tamanho que o primeiro Monólito?”
Emilia: “Acho que sim? Sim, eu também acho. Acho que os que estão muuuuito longe são bem pequenos. Mas nós vamos acabar reiniciando as coisas se também tocarmos neles.”
Subaru: “Pelo jeito que você está falando, parece que você já fez isso antes… Ah, desculpa. Deixa pra lá.”
Ao ver a tristeza surgir nos olhos de Emilia, Subaru se interrompeu antes que falasse além da conta. Retornando diante do primeiro Monólito, Subaru se virou para as duas garotas e mergulhou em pensamentos.
Subaru: “Toque a mais brilhante do herói destruído por Shaula… Parece-me que isso está tentando dizer algo ‘maneiro’.“
Anastasia: “Imagino que esteja dizendo algo abstrato. Infelizmente, não podemos ignorar a questão quando levamos em conta o resultado de depender da memória da Shaula-san.”
Subaru: “Bem, suponho que sim…”
Em suma, é injusto rotular de “teste” se para obter a resposta deve-se depender de outros, ou depender do ser deixado para trás como a guardiã da torre.
Subaru e os outros não esperavam entrar em contato amigavelmente quando chegaram na torre―― Contudo, eles acabaram chegando na torre sem terem que entrar em conflito com a Shaula; se não tivesse sido assim, eles teriam caído em um atoleiro de massacre. Neste caso, mesmo se tivessem chegado com sucesso na torre, provavelmente eles não conseguiriam derrotar a Shaula.
Emilia: “Se fizermos isso, será impossível passar no ‘teste’, não é?”
Subaru: “Isso é correto se você estiver dizendo que eles não têm a intenção de nos deixar resolver o ‘Teste’. Eles poderiam colocar um Guardião forte como mecanismo de defesa, e pior, se matássemos esse Guardião, eles poderiam colocar uma barreira cruel que não nos deixaria passar……”
Emilia: “Mas você não pensa que é assim… não?”
Subaru: “Hm, sim.”
Emília virou seus olhos em antecipação para Subaru, que havia abordado a questão da segurança. Recebendo este olhar, Subaru confirmou os pensamentos dela com uma risadinha.
Esses olhos eram a fraqueza de Subaru. Subaru ficava fraco sempre que a Emilia e a Beatrice lhe davam aqueles olhares. Rem, Garfiel e Otto também olhavam-lhe desse jeito às vezes. Junto a Petra, eram muitos. Os únicos que não o olhavam assim eram a Patrasche e a Ram.
Subaru: “Ahh, de alguma forma sinto como se eu pudesse ver uma tendência.”
Emilia: “――?”
Subaru: ”Não é nada, só estava pensando alto.”
O blefe de Subaru não teria funcionado contra aqueles que podiam ver seu eu verdadeiro. Evidentemente, ele foi socorrido graças ao fato de Emilia não ser uma das que o questionavam sobre isso.
Enfim, deixando isso de lado e voltando para o problema do formato do “Teste”――,
Subaru: “Fora as exceções, o problema foi fundamentalmente construído com a pressuposição de que ele pode ser resolvido. Se realmente quisessem esconder as coisas direito, seria mais inteligente não deixá-las em um lugar que dê para encontrá-las.”
Anastasia: “Mas Subaru-kun, você não observou este lugar como não sendo assim?”
Subaru: “O que foi que a guardiã deste lugar, a Shaula, disse? Ela disse que esta é uma Grande Biblioteca onde você pode obter todo o conhecimento que quiser. Eu acho que a própria Shaula não conseguiria inventar uma frase tão inteligente, por isso eu acho que ela está dizendo as palavras que foram ditas a ela por outra pessoa. Isso quer dizer que o ‘Flugel’, que construiu esta biblioteca e a confiou para Shaula, tinha a intenção dessa frase ser usada.”
Quanto mais ele desvendava as possibilidades, mais anormal se tornava a situação atual para ele.
O criador desta Grande Biblioteca Plêiades deve ter tomado medidas para configurá-la de forma que a finalidade desta estrutura funcione. Ele deixou para trás o “teste” e a Shaula aqui com o propósito de selecionar as pessoas para isso.
Subaru: “Antes de mais nada, isso quer dizer que só quem se dá bem com a Shaula pode usar a biblioteca?”
Emilia: “Mas a Shaula disse que ela atacava todos que se aproximavam da torre, não é?”
Sim, é verdade.
O comando dado para Shaula era que “Elimine todos que se aproximem da torre, sem exceção.”, foi por pura sorte que Subaru e os outros tiveram contato amigável com a Shaula. Se ele concluísse impudentemente que as pessoas não conseguiriam a qualificação para desafiar a torre a menos que tivesse acontecido muito por acaso, então…
Anastasia: “Então o que você precisa é de força, sorte, e charme pra poder fazer amizade com a Shaula-san? Acho que nossa formação é muito inadequada pra esse desafio.”
Subaru: “…Né?”
Se eles tivessem sido derrotados pela Shaula, mortos por ela, ou fossem incapazes de fazer ela cooperar, eles teriam perdido a qualificação para desafiar a Grande Biblioteca Plêiades.
Embora fosse irracional pensar assim, se ele listasse todas as condições dadas até agora, ele chegaria a essa conclusão.
No entanto, Subaru não podia deixar de ter uma sensação ruim em apenas aceitar isso.
E,
Emilia: “Ei, eei.”
Subaru: “Emilia?”
Emilia: “Estou me sentindo muuuito desconfortável. Estou com uma sensação muito ruim na região do meu peito.”
Emilia colocou a mão na boca do estômago e disse isso ansiosamente. Quando ele estava prestes a desviar os olhos para isso, Subaru se conteve antes de olhar a pele clara dela.
Pigarreando com um ham-ham, ele levantou as sobrancelhas para Emilia e disse, “Uma sensação ruim?”
Subaru: “Hãn, você está preocupada com algo?”
Emilia: “Para falar a verdade, sim. Mas isso não deve ter nada a ver com nada, e mesmo se eu dissesse em voz alta, eu acho que só você me entenderia…”
Subaru: “Acho que eu gostaria que você dissesse tudo que está na sua cabeça agora, você pode dizer para mim. Meus pensamentos não são necessariamente corretos, e sinceramente é positivo pensar sobre as coisas de vários ângulos diferentes.”
Emilia: “Sério?”
Por estar imersa em seus pensamentos sobre o que ela estava segurando, o rosto de Emilia brilhou um pouco ao ouvir as palavras dele. Então ela continuou a falar dizendo “Nesse caso”.
Emilia: “Quando você tocou no Monólito, vocês puderam ouvir uma voz nas suas cabeças, certo?”
Anastasia: “É isso mesmo. É uma engenhoca esquisita, mas me pergunto o que diabos é isso.”
Emilia: “Aquela voz lá… não é parecida com a voz que apareceu na ‘Provação’ do Santuário?”
Subaru e Anastasia: “――――”
Ambos Subaru e Anastasia ficaram quietos quando ouviram a ideia de Emilia. No entanto, mesmo que ambos acabassem por ficar em silêncio, o motivo de terem feito isso teria sido diferente.
Anastasia permaneceu em silêncio, pois não entendia o que estas palavras significavam, mas o silêncio de Subaru foi porque ele fora pego de surpresa, e entendeu as palavras dela.
As “Provações”―― Elas aconteceram no túmulo da Bruxa Echidna, que vivera no Santuário.
Aqueles fenômenos místicos que lhe faria enfrentar o passado e presentes diferentes, Subaru não conhecia todos os detalhes visto que ele fora desclassificado no meio do caminho, mas, de acordo com Emilia, também houve uma terceira “Provação” no Santuário que ela teve que superar.
Não, neste caso os detalhes e dificuldades daquela “Provação” não eram o que importavam aqui.
O importante era que aquele refrão que lhes informavam sobre os detalhes da Provação usando a “própria voz deles” era quase que o mesmo de quando desafiaram aquelas “Provações”.
Subaru: ”Agora que você falou, você está certa. Por que será que eu esqueci disso?… Talvez por serem memórias ruins.”
Emilia: “Subaru, é porque você reeeealmente odeia a Echidna.”
Anastasia: “――hk”
Subaru: “Passar pela experiência de ver seu salvador ser, na verdade, o cérebro por trás de tudo vai acabar lhe fazendo parecida comigo!”
Desde o Santuário, Subaru e Emilia só conversaram uma ou duas vezes sobre as Bruxas. Mesmo se tocassem no assunto das Provações, Emília gostava de contornar o assunto, por isso ele não abordou muito o tema.
O ponto que ambos compartilhavam em comum era que “Echidna era um demônio com personalidade desagradável”. Emilia escondia mais isso quando falava, mas Subaru falava sobre ela como ela era.
Anastasia: “Ahh, vocês quase me fizeram ter um treco quando mencionaram o nome da Echidna.”
Emilia: “Ah, entendi. O espírito artificial da Anastasia também se chama Echidna. Ela fala de uma maneira muuuito similar, não é? Que estranho.”
Subaru: “Sim, é estranho. Mas vamos resolver isso numa outra hora, ok? Então, é parecido com a Provação…”
Quando ele ouviu a palavra “Teste” ser mencionada, ele pensou que essa palavra tinha um significado parecido com “Provação”.
No que se refere às partes que lembravam a “Provação” até o começo, essa provavelmente era uma parte de um sistema, ou talvez era uma grande parte que lembrava àquele do túmulo.
Subaru: “Pensando bem, a ‘Provação’ também era praticamente ilimitada no número de tentativas.”
Emilia: “E, além disso, sobre os ‘testes’, há o Terceiro, o Segundo e o Primeiro Andar, também totalizando três, não é?”
Subaru: “――――”
Subaru e Emilia olharam um para o outro como se estivessem dizendo É, sem dúvidas é assim
O nome do “Sábio” e o período de 400 anos. Quando ele olhou para trás, parecia inevitável que a história se sobrepusesse à época das “Bruxas”.
Emilia: “Uhum, mas me desculpa. Mesmo que saibamos tudo isso, ainda não nos aproxima da resposta, né.”
Tendo pensado até ali, Emilia interrompeu sua história com uma cara de agitação.
Logo após ela concluir, mesmo que este lugar tivesse alguma relação com o cemitério, ainda assim não teria nada a ver com o “Teste” de “Tayget”.
Eles ainda dependiam da Shaula para saber o nome do “Herói destruído por Shaula”
Subaru: “…Errado, na verdade…”
Emilia: “Subaru?”
Subaru: “Para começo de conversa, se presumirmos que este lugar deve ser resolúvel, não seria um erro dizer que ele não pode ser capturado a menos que a Shaula consiga?”
Esta era a torre do “Sábio”, e aquele fora o cemitério da “Bruxa”.
Ambos os examinadores compartilhavam o mesmo temperamento perverso, mas se não fosse só isso que eles tivessem em comum, eles tinham uma possível chance de superá-los
A “Bruxa” testara pessoas em suas “Provações”, mas ela não lhes dera nenhuma dificuldade que não pudessem produzir resultados.
Então se o “Sábio” testasse as pessoas em seus “Testes”, ele não deveria lhes dar dificuldades que não pudessem produzir resultados.
Subaru: “Uma chance para podermos capturar a torre sem precisar da Shaula…”
Anastasia: ”Natsuki-kun, cê teve alguma ideia…”
Emilia: “Xiu”
Mergulhando em pensamentos, Subaru colocou a mão no queixo, fechou um dos olhos e começou a ponderar. Enquanto fazia isso, Emilia acenou com as mãos e silenciou Anastasia, que vira um raio de esperança brilhar no que estava acontecendo e manifestou-se.
Emilia colocou seu dedo em seus lábios e fez um gesto “chiu” falando para ela ficar quieta, após isso, ela virou a cabeça e olhou de volta para Subaru. Seus olhos ametistas cintilaram em antecipação.
Sem perceber as expectativas de Emilia, a cabeça de Subaru girou em pensamentos.
A presença da Shaula neste “Teste” não era importante. Talvez até mesmo houvesse a chance de que os desafiantes da torre pudessem destruir a Shaula se ela los atacasse. Se ele presumisse que eles nem soubessem o nome dela…
Subaru: “Mesmo se não soubéssemos que a Shaula é a Shaula, se assumirmos que a Shaula estava envolvida…”
Emilia e Anastasia: “――――”
Subaru: “Nós acreditamos erroneamente que as conquistas do Flugel eram da Shaula. A conquista do Sábio foi a de selar a Bruxa com a ajuda do primeiro Santo da Espada e do Dragão Divino. Mas a Bruxa da Inveja não é alguém que poderíamos chamar de ‘Herói’, nem que ela foi destruída.”
Ele eliminou logo essa possibilidade considerando-a uma hipótese incorreta.
Talvez houvesse outra história heroica que o Sábio Flugel tinha forçado em Shaula que ele simplesmente não conhecia. Entretanto, não fazia sentido algum que a Beatrice e o Julius não se lembraram de nada assim―― Uma possibilidade inevitável flutuava em sua mente.
Subaru: “Mesmo se nós não soubéssemos que a Shaula é a Shaula, se assumirmos que alguma Shaula estava envolvida… é isso.”
Ele repetiu o que dissera novamente.
Aquilo não significava que seus pensamentos estavam dando voltas em círculos. Era o oposto. Ele eliminou uma das possibilidades, e outra havia aparecido. E o que aquilo significava era――
Subaru: “Beako! Venha aqui, rapidinho.”
Seguindo a possibilidade que surgiu em sua cabeça, Subaru levantou o rosto e chamou Beatrice.
Julius estava tentando de tudo para abrir a tampa das memórias de Shaula. Ao lado dele, Beatrice se levantou quando ouviu a voz de Subaru que indicava que ele conseguira encontrar algo. Ela correu até ele e disse,
Beatrice: “Esse rosto é o rosto de Subaru favorito da Betty, eu suponho.”
Subaru: “Não deveria ser todos eles?”
Beatrice: “Esse especialmente, de fato.”
Beatrice disse aquilo sem nenhum traço de vergonha nela, e Subaru estendeu a mão para ela quando ela estava na frente dele. Beatrice pegou a mão dele e olhou-lhe com seus olhos azuis e redondos.
Seus olhos estavam perguntando: “O que você quer que eu faça?”. Assim, Subaru assentiu e disse,
Subaru: “É bem simples, eu gostaria de pular um pouco mais alto com o Murak.”
Beatrice: “…Não me diga que você vai dizer ‘Desisti, então vamos quebrar o teto e ir subir por ali’, eu suponho.”
Subaru: “Não fique tão espantada. Claro que não, eu só quero olhar o Monólito de cima.”
Emilia: “Olhar o Monólito de cima…”
Atrás dele, Emilia virou-se para olhar o Monólito e murmurou isso.
Mesmo que ela não soubesse o que ele esperava obter com isso, Beatrice não mostrou nenhuma intenção de perguntar mais nada sobre isso. Ela soltou um leve suspiro e agarrou a mão dele com mais força.
Beatrice: “Murak, de fato.”
Ondas roxas claras e pálidas suavemente se envolveram ao redor do corpo de Subaru após seu encantamento.
Murak era uma magia que suprime os efeitos da gravidade e lhe torna mais ágil. Pular fracamente lhe faria flutuar por um metro, e se ele pulasse do chão com toda sua força, então…
Subaru: “E lá vamos nós!”
Segurando a mão de Beatrice, Subaru saltou em direção ao topo do salão.
Embora ele tenha atingido 6 ou 7 metros, seu corpo não bateu no teto como esperava.
O estrato se expandiu como se não houvesse nenhum teto nesta interminável vastidão branca. Assim, Subaru pôde olhar de cima toda a sala.
Subaru: “――É como eu pensei.”
Beatrice: “Você conseguiu encontrar o que estava procurando, eu suponho?”
Subaru: “Claro. Este lugar é o pior de todos.”
Subaru franziu o cenho e acenou com a cabeça ao ver o olhar de Beatrice que, em seus braços, ouviu seu murmúrio.
Os dois se viraram ao chão e desceram; a suavidade de seus corpos que lhes ajudaram a subir também lhes ajudaram a facilitar na aterrissagem. Eles aterrissaram sem nenhum problema, e ele colocou no chão a Beatrice que ele estava segurando como uma princesa.
Subaru: “Eu descobri o nome do Herói.”
Emilia: “Sério!?”
Subaru disse com convicção para Emilia, que lhe vira ele ponderar sobre isso e saltou. Emilia reagiu surpresa às suas palavras, e Anastasia também arregalou os olhos.
Ao ouvirem a voz deles, Julius e os outros ficaram absortos ao ouvir a conversa deles e se juntaram a onde estava Subaru e os outros.
Meili: “Onii-san, você descobriiiu?”
Subaru: “Eu resolvi. Junto à linha de raciocínio desse examinador malicioso, por enquanto.”
Shaula: “Como esperado do Mestre! Está me deixando animada! Ah, como eu esperava por isso!”
Com Meili em suas costas, Shaula fez um sinal de aprovação e respondeu, e então ela balançou a cabeça vigorosamente. Olhando isso de rabo de olho, Julius olhou para o grupo de Monólitos e disse,
Julius: “Não pretendo duvidar de você agora. Mas, por favor, me diga como você conseguiu obter a resposta.”
Subaru: “Não é nada especial. Vocês não precisam se sentir mal por não conseguirem resolver. Porque, pra começo de conversa, as pessoas com chance de resolver isso são poucas.”
Nesse sentido, esse problema era o mais desprezível.
Os desafiantes tinham que superar o obstáculo que era a Shaula, entender os detalhes do problema, e mesmo assim, desde o início, eles foram delimitados pelo “Probabilidade de saber a resposta do problema.”
Subaru: “O nome do herói destruído por Shaula é Órion.”
Todos: “Órion…?”
Todos olharam confusos para Shaula após ouvirem a palavra que Subaru dissera. Entretanto, Shaula balançou a cabeça vigorosamente enquanto o olhar de todos convergiam em direção a ela, e disse “Eu não o conheço!”
Shaula: “Nananinanão, não tenho ideia de quem seja esse ai. E mesmo se assumirmos que eu matei ele, que tipo de pessoa que nem consegue chegar aqui é chamado herói? Que ridículo! Entããão, acho que não sou eu quem deve ser culpada. Como que dizem, munida com o argumento embasado! Eu sou suuuuuuuper inteligente!”
Subaru: “Como vocês podem ver, esta mulher não é nem um pouco inteligente. A princípio, eu suspeitava que ela havia se esquecido, mas não é esse o caso. Para começar, a ‘Shaula’ em questão não é esta mulher.”
Shaula: “Euuuu sou a única Shaula! O Mestre me deu este nome!”
Subaru: “Até o nome que o seu Mestre lhe deu veio de outra pessoa.”
Ele pressionou seu dedo na ponta do nariz da Shaula que reclamava, e empurrou ela para longe antes que ela pudesse chegar mais perto. Em seguida, Subaru caminhou até o Monólito original e ficou diante dele.
Emilia: “Será que de novo… Apenas o Subaru que sabe a origem do nome da Shaula?”
Subaru: “Não sou o único que sabe, mas acho que nem todos saberiam. Tem uma estrela na minha cidade natal chamada ‘Shaula’. O significado deste nome é o ’Ferrão’, mas se tivesse que definir que tipo de ferrão, então seria o ferrão de ‘Escorpião’.”
Shaula insistira que chamassem o penteado dela de scorpiontail, será que aquilo era alguma dica ou será que era alguma bobice espontânea da Shaula? Qualquer que fosse, haviam algumas coisas que lhe fizeram lembrar que “Shaula” = “Escorpião” = “Ferrão”.
Subaru: “De acordo com a lenda, o Herói Órion foi picado por um escorpião que foi enviado para persegui-lo por causa de sua vanglória, e ele acabou morrendo. Após morrer, ele se tornou uma estrela. Então, o escorpião que matou Órion também se tornou uma estrela devido aos seus atos, e diz-se que até hoje Órion vive no céu com medo do escorpião…”
Beatrice: “Agora que você explicou as coisas, esta lenda também tem um clima bem deprimente, de fato.”
Subaru: “Enfim, pense na ideia de constelações nas quais as estrelas são comparadas com as aparências de pessoas e de animais. Vocês podem pensar nelas como um asterismo. Então, é assim que parece quando você olha os Monólitos de cima.”
Após ter se tornado praticamente sem peso devido à magia de Beatrice, ele pulou e olhou de cima para o grupo de Monólitos.
Os Monólitos pretos espalhados neste mundo branco, embora suas cores estivessem invertidas, uma série de estrelas pretas flutuavam neste mundo branco, formando um padrão que era familiar para ele.
Haviam oito Monólitos no total que possuíam o mesmo tamanho do Monólito original.
O número de estrelas principais e como elas estavam arranjadas correspondiam ao formato da constelação de Órion.
E então, quando ele associou isso a última parte de “Toque a mais brilhante”
Subaru: “O Monólito original está bem no meio. Bem, eu só devo manter os olhos na Alnilam, e se eu continuar seguindo a forma da constelação… se eu continuar seguindo a Órion, então…”
Emilia: “Então?”
Subaru: “A frase ‘A mais brilhante’ é meio complicada. Na realidade, as estrelas brilham de várias formas, às vezes elas estão continuamente brilhantes, outras vezes elas brilham com mais luminosidade periodicamente. Considerando isso, há duas estrelas que preenchem os requisitos para a mais brilhante de Órion…”
Quando visto de cima, as duas estrelas que atendiam este requisito eram o ombro direito de Órion, a “Betelgeuse”, localizada no canto superior esquerdo, e o joelho esquerdo “Rígel”, localizada na canto inferior direito.
“Rígel” era sempre brilhosa invariavelmente, já “Betelgeuse” era uma estrela variável que ocasionalmente brilhava mais intensamente que Rígel.
Escolher ambas as duas não era uma solução bonita, mas…
Subaru: “Acho que eu vou escolher a ‘Rígel’.”
Ele tinha memórias ruins de um nome similar a “Betelgeuse”.
Subaru: “――――”
Com a resposta decidida, Subaru tocou o Monólito no joelho esquerdo de Órion, “Rígel”.
Esta não era necessariamente a única resposta. Mas provavelmente deveria ser a resposta certa.
E, enquanto ele percebia isso, ele se preparou para a repentinidade e austeridade dos obstáculos que lhes esperavam Segundo e Primeiro Andar, ao considerar a maldade da pessoa que preparou estes “Testes”.
Subaru: “――――”
A sala branca estava coberta com uma luz deslumbrante.
Tanto som quanto paisagem foram deixados para trás, tudo se dissipou, até que…
Subaru: “…Uau.”
Quando as luzes se dissiparam, Subaru e os outros estavam em pé em uma sala feita de pedra, no centro de uma sala rodeada de incontáveis estantes.