O mundo circundante do branco evaporou, deixando para trás uma sala esculpida em pedra e prateleiras infinitas e incontáveis.
Sentindo que a pedra em que ele havia tocado desapareceu, Subaru considerou isso como o sinal de que sua resposta estava correta.
Então, nesse caso
Emilia: “Incrível! Subaru, bom…”
Subaru: “A personalidade do examinador, é muito perversa!”!
Emilia: “Eeeeh!? Essa é sua primeira reação!?”
Pronta para celebrar a resolução do terceiro andar [Taygeta], Emilia ficou atônita e sem palavras. O grito ácido de Subaru estava ecoando por toda a torre.
Olhando para a surpresa de Emilia e de todos os que o observavam, Subaru deu um “foi mal” enquanto continuava a falar.
Subaru: “Embora seja como todos suspeitavam, e eu de fato resolvi o enigma… mas resolver assim é um problema enorme. Ou melhor, é injusto com todos vocês”.
Emilia: “É mesmo? Subaru usou o conhecimento esotérico para resolver o enigma… é o que parece pra mim”.
Subaru: “Ao invés de dizer que resolvi o enigma com meu próprio conhecimento, o problema é que apenas alguém especificamente como eu pudesse resolver isto”.
Inclinando sua cabeça confusa, Emília encarou Subaru enquanto ele coçava a cabeça.
Considerá-lo em detalhes a melhor maneira de explicar isto, acabou sendo um pouco um problema.
O [Teste] do terceiro andar [Taygeta], foi exatamente como Subaru tinha respondido, o mito de Orion. A noção que ele havia posto de lado era “a pessoa que se livrou disto poderia ter sido um astrônomo ou um romântico”, sendo que o mito de [Orion] não existia neste mundo.
Seja Orion ou o nome celestial de Shaula, ou qualquer outra constelação, todos eles eram conhecimentos astronômicos do mundo original de Subaru.
E este mundo atual, talvez fosse o futuro distante, estabelecido depois que a civilização do mundo original de Subaru havia se perdido há muito tempo no passado. Subaru há muito afirmava que o céu noturno deste mundo continha estrelas diferentes daquelas que ele conhecia.
Subaru: “Então, a passagem do tempo mudou completamente a disposição das estrelas… nesse caso, não há outra opção senão acenar com as mãos em rendição, já que Orion ou o que quer que seja não existe mais”.
Após um longo período de meses e anos, Orion havia desaparecido há muito tempo do céu noturno, e qualquer informação sobre seus mitos também havia desaparecido. Se este fosse o caso, ele poderia ter uma hipótese.
O criador do enigma era alguém que conhecia o mesmo céu que Subaru.
Além disso, todos além daqueles que conheciam as estrelas do mundo anterior estavam naturalmente fadados a falhar no enigma do [Teste].
E aquele que havia projetado o enigma, segundo o relatório de Shaula, era sem dúvida o [Sábio] Flugel.
Subaru: “Seu mestre parece ter sido um homem com uma personalidade decididamente perversa”.
Shaula: “Nãnãninãnão, por que você diria iss ~ssu. Não é normal o Mestre ser autodepreciativo ~ssu! Embora não se possa negar a parte da personalidade perversa ~ssu, ainda é razoável que o enigma seja resolvido ~ssu! Se Reid tivesse feito, seria de fato insolúvel… algo sobre revelar outro eu e ser incapaz de passar sem a vitória em batalha?”
Subaru: “Isso é horripilante, de qualquer forma os testes não seriam resolvidos”
Em suma, os heróis do passado que tinham subjugado a Bruxa da Inveja tinham todos personalidades terríveis.
Com esta pessoa, usar o conhecimento de outro mundo provavelmente funcionaria melhor.
Anastasia: “Muito bem, e agora”.
Enquanto Subaru suspirava sobre a explicação de Shaula que não era uma explicação, Anastasia interrompeu a dupla para dar uma olhada ao redor. Afagando seu lenço, ela examinou as prateleiras lotadas de livros.
Anastasia: “Graças ao trabalho de Natsuki-kun, o “Teste” foi resolvido… Isso é excelente, mas qual é o objetivo da biblioteca? Que tipos de livros ela tem? Acho isto bastante curioso”.
Julius: “Segundo Shaula-san, este lugar é um tesouro de conhecimento sem limite e sem ruptura (aqui considerado ironicamente “lacuna”) – foi o que ela disse”.
Concordando com as palavras de Anastasia, Julius olhou em direção a Shaula. Com uma expressão em seu rosto como se ela tivesse esquecido o que disse antes, Shaula teve sua pele pressionada contra a de Meili enquanto ela brincava.
As expectativas não tinham sido altas para começar, mas parecia que não está tão fácil de vir a explicação de Shaula para esta biblioteca [Taygeta].
Beatrice: “Depois dessa reação, parece que esta é a primeira vez que [Taygeta] foi aberta, de fato. Vamos dar uma volta e dar uma olhada, suponho”.
Subaru: “De fato. Ei, você… tá se segurando, não é?”
Beatrice: “Esse… pode ser o caso, de fato”.
Agarrando seu vestido ao lado de Subaru, Beatrice parecia estar falando um pouco mais rápido do que o normal.
Seus olhos brilhando suavemente, olhando a biblioteca com fascínio – ao perceber o porquê, Subaru esqueceu suas circunstâncias e começou a rir.
Subaru: “Parece que a Biblioteca Proibida não era uma lembrança desagradável para você”.
Beatrice: “… não é uma memória particularmente agradável, eu suponho. Entretanto, de qualquer forma, é um lugar onde Betty passou quatrocentos anos, de fato. Além disso…”
Subaru: “Além disso…?
Beatrice: “Foi onde Subaru disse a Betty para ‘Me escolha’, eu suponho. Não é um lugar que pode ser tão facilmente esquecido, na verdade”!
“――”
As palavras inesperadas fizeram os olhos de Subaru revirar, e Beatrice virou o rosto para longe. Mas mesmo por trás de suas orelhas avermelhadas, havia um sinal claro de vergonha.
Subaru: “Dizendo espontaneamente palavras que te deixariam com vergonha, o que exatamente você está tentando alcançar?
Beatrice: “Betty se lembra de tudo sobre a Biblioteca Proibidade, e isso prova as memórias que Betty tem de Subaru… é tudo, de fato”.
Subaru: “Você é… tão fofa!”
Beatrice: “Kya-, eu suponho!”
Na súbita declaração de afeto, Subaru gentilmente começou a acariciar a cabeça de Beatrice. O grito felino de Beatrice suavizou gradualmente, e Subaru viu uma expressão cheia de satisfação. A cena fez Anastasia e os outros olharam para eles com espanto.
Subaru: “Muito bem, chega de conversa fiada, vamos dar uma olhada na biblioteca agora”.
Anastásia: “Que visão maravilhosa. Parece realmente uma troca de afeto entre pai e filha, não é…”.
Subaru: “No mínimo seria considerado irmão e irmã, não seria?”.
Colocando sua língua de fora na opinião de Anastasia, Subaru se endireitou e olhou de relance ao seu redor.
Subaru e os outros estavam localizados no centro de uma sala circular esculpida em pedra. A estrutura em si era uma extensão da torre, e o projeto expansivo passou a sensação de não ter limites.
Além da grande escadaria em espiral, o quinto e sexto andares não tinham características particularmente marcantes para preencher os vastos espaços vazios. E o quarto andar estava de fato dividido em várias salas, o que Shaula havia descrito como um ninho versátil.
No entanto, o terceiro andar preenchia o mesmo espaço vazio com fileiras sobre fileiras de prateleiras, cada prateleira alta lotada de incontáveis livros. A sala circular foi projetada para formar pequenos andares. O grupo do Subaru estava localizado no mais baixo, cercado por camadas que se elevavam para fora.
Os livros eram tão numerosos a ponto de serem incontáveis. A Biblioteca Proibida de Beatrice também estava bastante lotada, mas se houvesse uma disputa de qual dos dois tinha mais livro, este lugar ganharia de lavada.
Subaru: “Para encontrar o livro que você quer, seria bom se você pudesse procurar com um computador”.
Beatrice: “Dentro da Biblioteca Proibida, Betty sabia exatamente onde cada livro estava, de fato”.
Subaru: “Incrível. Você é uma gênia!”
Depois de elogiar o pequeno espetáculo de presunção de Beatrice, Subaru aproximou-se da estante de livros ao seu lado.
Olhando para o lado, Emília e os outros também se aproximaram, embora não parecesse que alguém se sentisse suficientemente ousado para arrancar um livro da estante.
Emilia: “Não foi Subaru quem resolveu o enigma? Talvez alguma coisa se desviasse se não fosse Subaru que o tocasse”.
Subaru: “Ah, de fato tudo pode acontecer, mas se só aquele que respondeu ao enigma tivesse permissão para ler qualquer coisa, não seria fora de questão que Emilia-tan e o resto não fossem autorizados a entrar na biblioteca”?
Emilia: “Ah, certo. Então, parece que entrar neste lugar já é uma permissão”.
Subaru: “Mm, isso é o que eu acho – ei, Emilia-tan!?”
Na teoria de Subaru, Emilia, que manteve a guarda levantada, acenou com a cabeça, concordando. Então, baixando a guarda, ela imediatamente puxou um livro da prateleira.
Então, começou a folhear o conteúdo do livro, bem antes de Subaru, que havia ficado mudo.
Emilia: “Hmm, é apenas um livro normal… Subaru, o que foi?”
Subaru: “Não, nada, é só que a ousadia de Emilia foi chocante, mas rapidamente se tornou hipnotizante. Eu só disse que ‘isso é o que eu penso’”.
Emilia: “-?? Subaru disse que sim, então não seria ok? Eh, dizer isso é assim tão estranho?”
A expressão consciente de Emilia gerou uma confusão que deixou Subaru sem palavras. Com sentimentos complicados, Subaru levantou uma mão para cobrir seu rosto com um “aaah-“.
Subaru: “Eu constantemente sinto como se esse olhar penetrante de confiança fosse doloroso”.
Julius: “Você o construiu pouco a pouco, é assim que é. Além disso, que você resolveu o enigma [Taygeta], algo que ninguém mais poderia fazer, é um fato. Tal conquista é inegável”.
Subaru: “Aquilo foi como um gato cego que esmaga um rato morto. Que eu resolvi foi apenas coincidência”.
Na perplexidade de Subaru, Julius encolheu os ombros, com as palavras do cavaleiro fazendo Subaru desviar seu olhar.
A fé de Emília, a proximidade de Beatriz, a sinceridade de Júlio – nada disso se alinhava com as expectativas de Subaru, e cada uma dessas palavras transmitia um inexplicável senso de cautela.
Subaru muitas vezes duvidava que esse tipo de valor fosse atribuído a si mesmo.
Anastasia: “Como Emilia-san disse, é apenas um livro comum. Não é um objeto estranho que imediatamente incendiaria seu corpo ao contato”.
“Do que o livro é feito… é difícil de discernir. Assim como o quão velho é. Quanto ao conteúdo…?”
Inspirados pela atitude proativa de Emília, os outros também começaram a pegar os livros um a um. Mesmo assim, folhear toda essa miríade de livros dificilmente seria uma tarefa tão fácil.
Anastasia e Julius examinaram a composição e encadernação do livro e afins.
Subaru: “Beako, o que você acha?”
Beatrice: “Parece que a composição dos livros é idêntica. Somente os títulos são completamente diferentes. Este é [Noah Libertas]. Este é [Libre Fermi]… Eles também não parecem seguir nenhum padrão particular em sua ordenação”.
Com sua alma de bibliotecária pingando sangue, Beatrice expressou insatisfação com aquele que tinha arranjado os livros de forma tão aleatória. A ausência de qualquer memória de sua ordenação através da Biblioteca Proibida, sugeriu que ele tinha sido organizado há muito tempo.
Deixando de lado a indignação de Beatrice por enquanto, Subaru subitamente notou algo sobre os espinhos dos livros.
Subaru: “Os títulos destes livros… poderia ser, que são nomes de todos os povos?”
“Mmm… parece que sim. Esta é [Palma Eule], e aqui está [Coyote]”.
Julius “Todos estes nomes do passado não são familiares. Não que eu tenha algum conhecimento, mas nenhum desses nomes eu conheço. É claro, olhar mais de perto pode render algum tipo de descoberta…”.
“Se você não os reconhece, é provável que ninguém aqui reconheça”.
Se isso era verdade ou mera humildade, Júlio tinha revelado mais o pedigree histórico de sua casa.
Se estes nomes não estivessem em seu conhecimento, talvez fossem apenas dados aleatoriamente.
Subaru também agarrou de improviso um livro para folhear. O texto escrito no interior era composto dos glifos comuns [イ(I)], [ロ (Ro) glifos], e [ハ (Ha) glifos], a linguagem única deste mundo.
Se fosse um texto sagrado, ninguém além do proprietário deveria ser capaz de lê-lo, e somente o texto composto do que parecia ser pictogramas teria sido visível, mas este livro não parecia usar tais truques mesquinhos.
Como o texto era minúsculo, e o conteúdo em si era muito chato, ele não registraria no cérebro, mesmo se lido corretamente, algo comum com livros desinteressantes.
Subaru: “Mais uma vez, para verificar com Anastasia-san… há algum nome que você reconheça?”
Anastasia: “Mm, nope?”
Subaru procurou a confirmação de Anastasia. Ou, claro, ao invés da própria Anastasia, seria melhor dizer que ele procurou confirmação de Echidna que tinha controle sobre seu corpo.
Echidna deveria possuir mais conhecimento do que Julius. E embora fosse possível que ela estivesse ocultando a verdade, desde o início o espírito não havia mostrado quaisquer indícios de hostilidade.
Acreditando em sua resposta por enquanto, Subaru começou a se sentir bastante impotente.
Subaru: “Já chega de truques, huh. Uma árvore escondida em uma floresta… pode ser que um livro de importância vital esteja escondido em algum lugar nestas prateleiras, isto é realmente problemático”.
Emilia: “Desistir na metade do caminho não vai levar em nada. Enfrentar um problema insolúvel significa que você tem que se esforçar ainda mais. Trabalhe duro”!
Diante de uma grande quantidade de livros, Subaru, que já se sentia inquieto, teve sua alma agredida pela exaustão. Emília levantou um pequeno punho para animar Subaru.
A pose encorajadora que Emilia fez tornou-se cada vez mais precisa, e Subaru virou-se para enfrentar a prateleira. Os títulos desses livros continham todos nomes desconhecidos. No mínimo, se ele se deparasse com um nome que reconhecesse, ele o examinaria com cuidado – pensando assim, Subaru escovou os dedos ao longo de uma fileira, livro por livro.
Subaru: “…?”.
De repente, os dedos de Subaru vieram a repousar em uma espinha.
Pegando a lombada do livro, depois o aliviaram da estante de livros empalhados. O título do livro era um nome que Subaru conhecia.
Subaru, tendo agarrado reflexivamente o livro, abriu-o. Então, o nome familiar do livro encontrou seus olhos – e depois veio.
――Um escurecimento da consciência.
――A mulher, uma única mulher existiu.
Uma mulher tão jovem, que se hesitaria em chamá-la de mulher.
Roupas humildes sobre uma figura esbelta, cabelos verdes junto com uma pele bronzeada no fulgor dos dias.
A mulher parecia estar em idade de ser chamada de menina; no entanto, seu coração era comandado por uma angústia interminável.
Incapaz de encontrar a resposta para ela por qualquer meio, para a mulher, era um argumento inato.
“―――”.
Sempre perturbando mais e mais a sua mente com isso estava o argumento supremo sem fim.
Era a lógica onipresente no mundo, aquele contraste entre o branco e o Negroーー, ou seja, o bem e o mal.
Retidão, atos de malícia.
Embora houvesse inúmeras escolhas no mundo, todos os atos acabavam decididos em qualquer um desses pólos positivos e negativos.
Para a mulher ainda jovem, havia um motivo para continuar a angustiar-se com essa lógica. Para ela, isso era inevitável.
Aquele que tinha dividido o mundo da mulher em branco e preto, o bem e o mal, os justos e os pecadores, era o pai da mulher.
“―――”.
O pai da mulher decapitou os pescoços dos pecadores, e ganhou a vida entregando castigos apropriados aos maliciosos.
Entregar o fim de sua vida, a punição adequada ao seu erro, aos pecadores que haviam pecado, significava o sustento de seu pai.
“――Carrasco.”
A mulher tinha visto as ações de seu pai, que foi nomeado assim, e o estado de coisas do local de execução, antes mesmo dos dias da juventude.
As ações repulsivas e cruéis, os gemidos de morte dos pecadores concedidos ao sossego, o local da execução regido pelo sangue e pela morte.
――O que fez com que a mulher testemunhasse a Morte lá, não havia nada além da vontade própria de seu pai.
Punição lançada sobre os pecados cometidos, as más ações alcançaram seu resultado através dos meios das más ações.
O pai tentou transmitir o legítimo estado das coisas em que acreditava, do bem e do mal do mundo, como um carrasco, para a mulher.
Nobre era a vontade de seu pai, uma ideologia pura e inquestionável.
No entanto, tendo em mente a juventude da mulher, isto parecia ser mera vaidade, e ainda era muito cedo para buscar ideais.
A mulher via a morte de muitos com seus próprios olhos, odiava o cheiro do sangue e, em sua memória, queimava o castigo lançado sobre os pecadores.
O resultado: a mulher, antes de poder estudar em profundidade o valor da vida e o princípio da vida e da morte, aprendeu as punições próprias dos pecados.
A benevolência deu à luz uma boa causa, as transgressões invocaram as raízes do mal, as almas dos pecadores foram corrompidas, dignas de punição.
Compreendendo os ensinamentos de seu pai através dessa interpretação, a mulher desejava a situação correta para 『Punições equivalentes ao Pecado』. Para isso ela buscava algo que se tornasse seu princípio orientador, o equilíbrio da virtude que estabelecesse as más ações como maldade.
“ーーー”.
Entretanto, o equilíbrio que a mulher buscava não existia em nenhum lugar dentro de sua esfera de busca.
O bem e o mal das coisas não tinham uma resposta simples, mas a correção, o pecado e a punição possuíam muitos fatores que os determinavam.
“―――”.
Entretanto, a mulher, ainda jovem e desconhecedora de concessões ou resignações, não parou.
Ela deve obter a resposta. Ela deve conceber o equilíbrio próprio do bem e do mal em seu coração.
Ela deve apresentar a resposta à dúvida não resolúvel presente no interior de seu peito.
“―――”.
Os dias de agonia continuaram, entretanto, ela ganhou a resposta de repente, como se uma benção tivesse sido concedida a ela dos altos céus.
A mulher, quebrando o copo de videira de seu pai, ficou muito assustada com o pecado que ela mesma havia cometido.
Preparando-se para enfrentar a decapitação, a mulher confessou seu próprio pecado a seu pai.
“――Confessar seus próprios pecados, e pedir desculpas por eles é correto”.
Disse o pai da mulher enquanto expressava um sorriso, perdoando o erro da mulher.
Ao sorriso de seu pai e à sensação da palma da mão dele batendo na cabeça dela, a mulher jovem veio a entender.
――O equilíbrio para medir o peso do pecado cometido não era nada, mas estava presente no coração do próprio pecador.
Mesmo que ninguém testemunhasse, o próprio coração do pecador sabe de seu pecado.
Ela não entedia o bem e o mal. Eles são complicados. As correções, não têm certas diretrizes. Elas não podem ser encontradas.
No entanto, a consciência do pecado está dentro de si mesma.
Não há padrões de punição adequados aos pecados. Entretanto, a consciência dos pecados merecedores de punição está dentro de si mesmo.
A mulher entendeu, ela ficou saciada e finalmente obteve o equilíbrio.
Permanecendo ignorante do valor da vida, e do princípio da vida e da morte das pessoas, a mulher jovem revelou castigos próprios dos pecados.
“―――”.
Sob a luz dos dias a mulher caminhava, aprendendo através da observação de seu pai carrasco, por entregar punições equivalentes aos pecados.
Por revelar os corações daqueles pecadores, que tinham sido julgados dignos de punição.
“―――”.
Para a mulher, a divisão do bem e do mal, as correções, a sinceridade e a falsidade em duas metades, era a ordem natural das coisas.
Na pergunta que a mulher jovem fez, alguns sorriram, outros ficaram perturbados, outros ficaram perplexos.
No entanto, o resultado da resposta à pergunta da mulher, foi o mesmo para todos.
――Os pecados dignos de punição jaziam dentro de si mesmos.
Ela olhou à sua volta. Ninguém estava lá. Não havia mais ninguém aqui presente, exceto os pecadores que tinham recebido punição.
Caminhando sob as pessoas que tinham sido dilaceradas em pequenos fragmentos, e finalmente sobre os fragmentos de seu pai, para satisfazer o desejo duradouro que lhe fora concedido, a mulher continuou caminhando mais adiante, buscando pecados dignos de punição.
——A 『Bruxa do Orgulho』 questionava os pecados, aplicava castigos e lançava julgamento sobre os pecadores.
Ao ver as origens da 『Bruxa』 que reconheceu, a consciência de Subaru retornou junto de uma dor.
Subaru: “Aaaa…!!”
A consciência de Subaru foi expelida do livro com um som repentino. Acompanhado de um sentimento de ter sangue drenado de um lado, e a sensação de ser externamente fragmentado em partículas do outro.
Dor ressoava não da cabeça ou do corpo, mas da alma.
Da alma entrar no livro, depois dolorosamente ser afastada deste.
Emilia: “Subaru!”
Subaru: “…Aaaa!”
Ao mesmo em que um grito veio de seu lado, seu punho recebeu um feroz golpe. Isso foi Emilia batendo no pulso dele com um golpe de caratê.
A mão de Subaru balançou devido ao impacto, e o livro que ele segurava caiu no chão. Aterrissou aberto para baixo, e Subaru tropeçou numa prateleira.
Subaru: “Oh, ah?”
Emilia: “Você, você está bem? Agora mesmo você pareceu suuuper desconfortável…”
Subaru: “De algum jeito, acabou… certo? Eu não entendi também.”
Acenando para Emilia que o sustentou com ansiedade nos olhos, Subaru recuperou o fôlego. Não obstante ele não tivesse executado corrida alguma, seus batimentos cardíacos estavam uma loucura.
Pressionando uma mão contra seu peito para sentir os batimentos que saltavam, Subaru respirou fundo. Seu olhar girou pelos arredores, finalmente parando em Emilia.
Emilia: “Está tudo bem?”
Subaru: “Admirar o rosto da Emilia-tan me faz relaxar. Você poderia me ajudar?”
Emilia: “Claro. O que é?”
Aceitando as palavras aduladoras de Subaru, Emilia sustentou o ombro dele e perguntou. Enquanto ela o questionava, Beatrice alcançava uma mão em direção ao livro no chão.
Beatrice: “Há pouco, sua expressão facial ficou estranha depois de ter tocado neste livro…”
Subaru: “Espera, Beatrice! Não toque nele!”
Beatrice: “――?”
Querendo chamar Beatrice para que parasse ao mesmo tempo em que ela alcançava o livro, ela pegou e o colocou no colo antes que ele pudesse fazê-lo. Colocando seu olhar para baixo, Beatrice leu o título do livro em voz alta sob o furioso olhar de Subaru.
Beatrice: “…Typhon. Este é o nome de alguém que o Subaru conhece, eu suponho?”
Subaur: “É, talvez você…”
À pergunta de Beatrice, Subaru queria dizer, ‘Talvez você não conheça’. Entretanto, quaisquer que fosse entre afirmativa ou negativa a resposta dela, já era óbvio, e Subaru franziu a sobrancelha enquanto considerava o que deveria ser dito a seguir.
Nesse tempo, Beatrice já havia aberto o livro para verificar o conteúdo deste.
Subaru: “Idiot–!”
Beatrice: “Idiota é uma coisa bastante rude de se dizer, na verdade. Não há nada de especial sobre este livro, ele é o mesmo que os outros, eu suponho.”
Beatrice teria a mesma chocante experiência que Subaru teve… embora isso fosse o esperado, a garota não teve absolutamente reação alguma em relação ao conteúdo do livro. Ela desapontadamente empurrou o livro de volta a Subaru. Ela estava insatisfeita com o livro e o mandou de volta a ele.
Beatrice: “Porém, Subaru não leu nenhum dos outros livros… é o que parece, na verdade.”
Subaru: “… Certo. Mas por que só comigo?”
Emilia: “Talvez seja como a charada da sala, que apenas o Subaru consegue ver? Ou só funciona com o Subaru, quem resolveu a charada…”
Subaru: “Se for isso, pessoalmente só parece mais e mais perverso, hein…”
Considerando as palavras de Emilia, Subaru balançou sua cabeça enquanto um palpite ficava claro. De qualquer forma, ele não tinha coragem de ler novamente o livro que lhe foi empurrado.
Nadando por sua mente, tudo tão vividamente, estava uma experiência em primeira mão das memórias da “mulher”.
Os aromas, o gosto do ar, o pisar no solo, assim como o peso de estilhaçar uma vida.
Acordar depois de tal imersão nas memórias de “uma pessoa” era verdadeiramente um milagre.
Era como beber de uma vez só a vida de outra pessoa.
Esse terror e aversão além da imaginação vieram à existência através da experiência.
Emilia: “Subaru, onde está essa Typhon?”
Subaru: “Seria difícil explicar apropriadamente… ou melhor, não deve ser tão difícil se for para a Emilia-tan? Talvez você a tenha visto no túmulo?”
Emilia: “Túmu–”
Ao ouvir essa palavra, Emilia e Beatrice congelaram simultaneamente.
『Túmulo』era para Subaru, e Emilia e Beatrice além de um lugar carregado com significado. Assim, considerando a Festa do Chá das Bruxas que foi mantido naquele túmulo antigo, as outras duas sabendo sobre Typhon não seria tão estranho.
Com isso dito, talvez Echidna não tivesse sido tão sincera para com Emilia, e assim como para Beatrice, que provavelmente conheceu uma Echidna diferente daquela de Subaru.
Subaru: “Typhon foi uma das Bruxas históricas. A Bruxa do Orgulho que parecia uma loli tipo a Beako de pelo escura. Mas, ela era uma criança que podia materializar inocentemente palavras cruéis.”
Escutando a explicação de Subaru, ambas Emilia e Beatrice balançaram suas cabeças depois de considerar.
Parecia que a exibição das bruxas por Echidna foi especialmente reservada para Subaru. Embora tivesse sido apenas para fazer uso de Subaru, houve de fato muito preparo colocado nela.
Subaru: “Inocentemente cruéis, hã…?”
Enquanto falava, Subaru recordou que ele tinha tido um breve período de contato com Typhon.
Apesar de não ter acontecido no mundo físico, a sensação de seus braços e pernas sendo estilhaçadas por ela era inesquecível. Embora subsequentemente consertados, o impacto de ter seus membros tirados ainda atingia com força total.
Entretanto, após vislumbrar a anormal origem dela através da “leitura”, as razões para tais comportamentos podiam ser explicadas. Claro, instantaneamente entender o complexo nuance do raciocínio não era um feito fácil.
Subaru: “De qualquer maneira, o livro que acabei de ler era das memórias dessa criança… Typhon?” Vida? Origem? Em resumo era a experiência de toda a vida dela. Dificilmente algo leve de se aceitar.”
Emilia: “Fica óbvio ao se ver a reação do Subaru… experienciando a memória de outra pessoa. Isto parece mais e mais com algum tipo de 『Teste』.”
Subaru: “Nesse caso, foi só uma luta contra as próprias memórias. Bem, nada realmente tão difícil.”
Emilia: “I-isso. Uma vitória fácil.”
Quanto aos soluçantes apelos, incontáveis fracassos um após o outro, corpo e mente colapsando sob a pressão, Subaru e Emilia ambos acenaram e decidiram não fazer menção.
Enquanto perpassava seu olhar pela atitude do par, Beatrice apagava as marcas nos livros.
Beatrice: “Um livro mostrando experiências das memórias de outros… em outras palavras, é uma forma de acessar o passado, eu suponho. Então, o que precisamos saber possivelmente está contido na biblioteca.”
Subaru: “Beako, você pensou em algo…”
Escutando os murmúrios de Beatrice, Subaru levantou-se e se preparou para pergunta-la acerca dos pensamentos dela. No entanto, antes que Subaru tivesse a chance de falar, a voz de outra pessoa ressoou.
Julius: “――”
O som havia vindo da direção do grupo de Julius, o qual tinha estado examinando as outras prateleiras. Seguindo a direção do estrondo, estava uma visão de Julius ajoelhado no chão, com um livro em mãos.
Ao seu lado uma alarmada Anastasia balançava os ombros do cavaleiro, arrebatando o livro.
Anastasia: “Julius? Julius, recomponha-se! Você consegue ouvir a minha voz?”
Julius: “… Anastasia…-sama.”
Anastasia: “Sou eu, isso. Devagar, respire fundo… ‘Cê está bem?”
Precisamente na mesma maneira em que Subaru tinha estado, a consciência de Julius retornou ao presente. Fitando a silhueta de Julius que mesmo fatigado era elegante, alivio se exibiu na expressão de Anastasia.
Dizendo ‘Está tudo bem?’, Subaru correu em direção ao par.
Subaru: “A sua cabeça ‘tá girando depois de ler um livro difícil? Eu entendo, eu entendo.”
Julius: “Certamente até recentemente eu não havia lido nada. Um estado deplorável para um cavaleiro que devia ser versado em assuntos civis e militares. Eu tenho que aprender com você que conseguiu resolver os enigmas com tanta facilidade.”
Subaru: “Essas palavras, ditas desse jeito…”
Se ele tivesse sentido o que Subaru tinha, seu espirito teria consideravelmente carregado um fardo. Sendo assim, ele conseguir manter tal elegância depois disso era somente injusto.
Aos extrínsecos pensamentos contidos no coração de Subaru, Emilia agrediu a nuca dele com um golpe de caratê.
Subaru: “Gah!”
Emilia: “Não vá dizer coisas travessas em reflexo. Julius, está tudo realmente bem?”
Julius: “Minhas mais sinceras desculpas por tê-la preocupado. Tal reação exagerada sinceramente não pode ser justificada… Mesmo assim, esta é verdadeiramente uma experiência desagradável ao coração.”
Escondendo seu cansaço interno, a resposta de Julius para Emilia foi elegante. Entretanto, uma fina camada de suor que cobria sua testa era a evidência de um choque que não poderia ser ocultado. Anastasia levantou-se nas pontas dos pés, pressionando seu lanço na testa de Julius, enquanto Julius precipitadamente baixava a própria cabeça com um ar de consternação.
Anastasia: “Embora teimosia seja da natureza de um garoto, fale quando ‘cê estiver se sentin’o mal, ‘tá bom? Insistir em faze’ algo além do que é capaz vai causa’ problemas pra todo mundo.”
Julius: “Certo. Tem minha gratidão pelos seus cuidados.”
Emilia: “Mmm, é como a Anastasia falou. Certo, Subaru?”
Subaru: “Apesar de eu não saber o porquê você precisa que eu concorde, é desse jeito mesmo!”
A interação entre mestre e súdito das duas chapas chegava a uma conclusão, a atenção de todos foi direcionada ao livro nas mãos de Anastasia.
Julius havia olhado o conteúdo do livro e talvez teve a mesma experiência que Subaru. Olhando para a lombada, o título gravado sobre ele era…
Emilia: “…Balroy Temegrif. Alguém que você conhece?”
Subaru: “Não é um nome que tenha ouvido. Com certeza.”
Subaru olhou de relance para Emilia a qual havia lido o título em voz alta ao lado dele, e depois respondido confiantemente.
De fato, Subaru estava confiante quanto sua excelente memória. Quando se tratava em lembrar sobre relacionamentos neste mundo, desde a Vila Arlam até o dono da barraca de frutas na capital, nem uma única pessoa era esquecida.
Contido na lista de memórias, não havia o nome de tal Balroy. No entanto, Anastasia virou sua cabeça após ouvir o nome, vestindo uma expressão pensativa.
Anastasia: “Esse nome é um que eu já ouvi. Talvez… hmm, isso, seja… um, é. Num é o nome do general do Império de Vollachia?”
Julius: “…Mais precisamente, ele é o general anterior.”
Para a resposta vinda de vagas recordações de Anastasia, Julius adicionou um complemento. Escutando tais palavras, todos adivinhariam que era alguém com o qual Julius possuía uma relação.
Ainda, a distância dessa relação fez Subaru franzir a sobrancelha.
Subaru: “Vollachia, é o país do sul? Você até conhece um general de lá?”
Julius: “Mais uma vez, ele é o general anterior. Isso é tão estranho? Eu sou no fim das contas um dos cavaleiros reais. Posto que Lugnica e o Império de Vollachia são vizinhos um do outro, não seria inesperado eu em tal posição conhecer o nome.”
Subaru: “Então esse é o caso, alguém conhecido por tal posição… huh.”
Aceitando a explicação de Julius, Subaru gesticulou. Em seguida ele respirou levemente e repentinamente alcançou uma mão para pegar de Anastasia o livro de Balroy.
Anastasia: “Natsuki-kun?”
Subaru: “Desculpe por te assustar. Mas tem algo que eu devo confirmar.”
Tendo pego o livro tirado de si, Anastasia arregalou seus olhos. Subaru verificou a capa do livro, em seguida virou a capa com um estalar para ler o conteúdo.
Nesse instante, Subaru havia se preparado para a realização do “viver indiretamente” que se podia seguir. Entretanto, ele também havia considerado a ideia de que possivelmente não ocorreria. A resposta correta provou ser a última.
Subaru: “Eu também tentei ler o livro depois de ter escutado o nome unilateralmente, mas nada aconteceu.”
Julius: “… Subaru.”
Subaru: “Agora mesmo, o que importa mais que tudo entre nós é a confiança, não? A confiança que você e eu compartilhamos… não seria inexistente, e somente eu pensei que ela estivesse lá?”
Julius: “…Que maneira horrenda de dizer.”
Em direção a Subaru o qual o encarou ferozmente, Julius fechou os olhos e respondeu assim.
Ele golpeou sua franja enquanto falava.
Julius: “Comparado às pessoas aqui, eu atualmente não possuo ninguém em quem confiar mais. O apoio de Anastasia-sama e o seu que provém o que nem mesmo Reinhard consegue, eu aceitaria claramente.”
Subaru: “… Por falar de mim assim, não consigo evitar de me sentir nojento de certa forma.”
Julius: “Dizê-lo faz minha língua pinicar também.”
Subaru coçou seu nariz, e Julius continuou a dedilhar sua franja com os olhos fechados. Em seguida procedeu para formalmente se curvar para Anastasia e Emilia.
Julius: “Eu me desculpo por meu impensadamente comportamento ofensivo, Anastasia-sama, Emilia-sama. Neste momento, eu permiti que meus próprios sentimentos obscurecessem respostas. Nestas circunstâncias, os conteúdos dos livros devem ser compartilhados entre todos nós, e portanto meu comportamento é imperdoável.”
Anastasia: “Se ‘cê vai ser ou não perdoado depende do humor meu e da Emilia. O que ‘cê acha?”
Emilia: “O que eu quero dizer já foi dito pelo Subaru e pela Anastasia-san. Por isso, pense sobre o que você deve fazer agora. Isso é tudo.”
Após Emilia e Anastasia prontamente aceitarem a resposta dele, Julius mais uma vez se curvou. Subaru sabia exatamente o que pairava no coração dele.
Depois de cometer um erro, conseguir mitigação daqueles que aceitaram um pedido de desculpas era uma fraqueza que podia ser perdoada. Subaru bem entendia este sentimento, o qual havia experenciado por conta própria antes.
Julius: “Balroy Temegrif. Um general do Império de Vollachia… é um falecido homem. E quem tirou a vida dele fui eu.”
Anastasia: “Te’ tirado a vida do general de outro país. Este é um choque pra absorver e tanto.”
Julius: “Anastasia-sama está… não, por favor esqueça o que acabou de escutar.”
Anastasia: “――”
Às lembranças abertamente descritas de Julius, Anastasia estreitos os olhos.
Baseado na reação de Julius no momento, parecia que isto havia sido algo que ele já compartilhara com Anastasia, antes da tomada de memória e antes de Echidna ter assumido o corpo dela.
Naturalmente, que Anastasia era a primeira a saber não era surpreendente e, em vez disso, Subaru e Emilia estavam bem chocados.
Emilia: “Isso, se o que eu me lembro dos meus estudos estiver correto, eu conheço o relacionamento entre Lugnica e Vollachia é beeem fraco, mas…”
Subaru: “Matar o general do império não deveria ter iniciado uma guerra ou algo assim?”
Para as simples e sinceras perguntas do par, a expressão de Julius tornava-se mais segura ao passo que ele acenava levemente.
Julius: “Este é o resultado de uma situação bem delicada. Reinhard e Ferris também forma pegos por ela, colocando de outra forma, o general havia preparado um golpe de estado. E me encontrei cara a cara com ele e fiquei no império por breve período.”
Subaru: “Então esses dois estavam lá também. Reinhard não é proibido de ser exportado?”
Julius: “Visto que o imperador estrangeiro gostaria de conhecê-lo, ele recebeu permissão… Além disso, você não acha que as palavras ‘exportar Reinhard’ são erradas?”
Subaru: “Apenas um equívoco de linguagem. Do que mais eu poderia chamar. Contrabando?”
Algo que não podia ser levado para o estrangeiro, tal frase não estava errado em seu uso. Para dizer a verdade, após ter presenciado a habilidade de combate contraria à lógica de Reinhard, em Pristella, não era difícil imaginar que Reinhard seria um pesadelo de competir para as forças de outros país.
Não permitir que se aproximasse da fronteira era uma estipulação perfeitamente compreensível no que tange ameaças internacionais.
Julius: “Em poucas palavras, o nome desse general era Balroy Temegrif. Minhas desculpas. Devido a natureza sensível do assunto, detalhes do incidente não podem ser compartilhados e, além disso, a memória é dolorosa para mim também.”
Subaru: “Então é algo que não pode ser abertamente discutido, huh. Entendi. Eu vou manter a minha boca fechada.”
Emilia: “Mm, entendido. Eu também vou manter isso em segredo.”
Com as circunstâncias de Julius elucidadas, Subaru e Emilia juraram sigilo quanto a esta confidencia compartilhada.
E o que permitiu Julius “viver indiretamente” também foi esclarecido…
Beatrice: “Faz sentido agora, na realidade. Os livros daqui são livros que permitem o leitor experenciar a vida de um conhecido, eu suponho.”
Subaru: “Eu tive a 『bruxa』, e Julius teve o general. Parece quase certo.”
Anastasia: “Parece como se eu tivesse escutado palavras que não posso deixa’ passa’. Natsuki-kun, ‘cê é conhecido de uma bruxa? Não existe tão boas relações. Eles são todos têm relação com o Culto da Bruxa.”
Subaru: “Eu mesmo estou assustado, mas o relacionamento com essa é superficial, então, por favor, não se preocupe. Recentemente não tem havido tanto contato pra ser um incomodo.”
Subaru deu de ombros para as palavras de Anastasia. No entanto, as expressões de Emilia, Beatrice e finalmente Julius pareciam como se eles tivessem acabado de deglutir algo azedo.
As inesperadas reações deixaram Subaru franzindo o rosto, ao mesmo tempo em Anastasia suspirou profundamente e continuou:
Anastasia: “O significado dos livros e desta biblioteca parecem claros agora. Pra compartilha’ isso eu vou te’ que dizer algo assustador, tudo bem?”
Subaru: “Escutar isso seria realmente desagradável, mas o que você tem a dizer?”
Anastasia: “Cada livro desta biblioteca está com um nome escrito, né?”
Dizendo este fato que todos sabiam, Anastasia olhou para Subaru por para continuar. Enquanto Subaru acenava em consentimento, ele pensava no que estaria por vir seriam aquelas palavras assustadoras.
Assim, Anastasia apontou um dedo para o livro de Balroy e de Typhon, atualmente segurado por Beatrice.
Anastasia: “O general do império e a amiga 『bruxa』 do Natsukin-kun.”
Subaru: “Ei, amiga coisa nenhuma!”
Anastasia: “O ponto em comum com o livro dessa amiga 『bruxa』 é que é o livro de alguém morto.”
Subaru: “――”
Ter Typhon sendo citado como falecida era na realidade desagradável, mas o lugar onde o chá das bruxas do túmulo foi feito já não existia, então ele podia pensar nela como morta completamente.
Em relação a Echidna, visto que muitas dúvidas permaneciam sobre Eridna, Subaru não podia sentir-se à vontade sobre ela.
Deixando de lado os pensamentos internos de Subaru por ora, Anastasia estendeu as mãos para gesticular a totalidade da biblioteca enquanto continuava.
Anastasia: “Os livros aqui incluem os nomes de cada pessoa do passado e do presente do mundo, correto? Portanto… quanto tempo levaria pra acha’ um livro específico?”
…Correção. Quem construiu esta biblioteca não tinha uma péssima personalidade.
… Ou melhor, ele tinha a pior.