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Strongest Necromancer System – Capítulo 187

Não Precisa Saber

Tradutor/Revisor: miggigibe


— Senhor, temos um problema!

Alguém gritou à frente de Luthor, e ele voltou seu olhar duro para o Executor de patente inferior que corria em sua direção. O Executor apontou para dentro do prédio queimado e falou rapidamente em voz baixa.

— Há alguns homens lá dentro levando os corpos embora.

— O quê?

Luthor acelerou imediatamente e entrou no prédio com uma aura de raiva ao redor. Olhou em volta e viu mais de dez homens, todos usando ternos e óculos escuros, caminhando por ali como se fossem donos do lugar. Os homens carregavam dispositivos estranhos que usavam para escanear o prédio, e nenhum deles sequer se deu ao trabalho de prestar atenção em Luthor quando ele entrou. Luthor rosnou em tom ameaçador.

— Quem diabos vocês acham que são? Alguém responda antes que eu prenda todos vocês!

Os homens de terno olharam para Luthor com curiosidade antes que a maioria voltasse ao que estava fazendo. Apenas um deles se levantou e fechou o scanner que vinha usando para vasculhar a casa. Guardou o aparelho no bolso interno do paletó, ajeitou o terno e então se virou, caminhando até Luthor.

— Comandante Luthor. É um prazer. Estamos aqui apenas para resolver alguns assuntos. Assim que terminarmos, sairemos do seu caminho.

A testa de Luthor se franziu tanto que suas sobrancelhas quase se tocaram. A raiva começou a crescer, e uma aura de mana já o cercava. Ele falou com uma voz baixa e áspera.

— Eu disse: quem são vocês?

O homem sorriu.

— Quem somos não é importante, comandante. Tudo o que precisa saber é que estamos muitos níveis acima do senhor, então não há motivo para preocupação. Iremos embora muito em breve.

O homem era uma cabeça inteira mais baixo que Luthor, mas não parecia intimidado. Na verdade, era quase como se achasse toda a situação divertida.

— Vá chamar os outros. Vamos prender todos eles!

Luthor se virou imediatamente e deu a ordem ao Executor que o acompanhava, mas o homem de terno ergueu a mão de repente e os impediu antes que fizessem qualquer coisa. Enfiou a mão no bolso, tirou um pedaço de papel e o entregou a Luthor. O papel tinha apenas um número impresso, nada mais. O homem falou em tom tranquilizador.

— Ligue para esse número e terá tudo o que precisa saber sobre nós.

Luthor olhou para o número, franzindo a testa, antes de pegá-lo e entregá-lo ao Executor ao seu lado, mandando-o ligar. O homem rapidamente digitou o número no telefone. Chamou por alguns segundos até alguém atender. O Executor de patente inferior levou o celular ao ouvido e falou:

— Alô, sim, aqui é o Tenente George dos Executores Super-humanos. Temos algumas pessoas aqui que estão… Eu sinto muito, o quê? Ahm, não. Não, desculpe, senhor! Merda, desculpe, eu… Não, não há necessidade disso, senhor. Ahm, sim, há um oficial superior aqui! Imediatamente!

O tenente afastou o telefone como se fosse carvão em brasa e o estendeu depressa ao comandante, com pânico no rosto. O Comandante Luthor ergueu uma sobrancelha para o tenente, e ele sussurrou:

— É o Comandante-Chefe!

Luthor piscou, curioso, antes que sua testa se franzisse em nós. O quê? O Comandante-Chefe? O tenente sequer sabia o que estava dizendo? Não havia como o número do Comandante-Chefe ser tão fácil de conseguir. O Comandante-Chefe era o líder geral de todos os Executores dos Estados Unidos. Era o único com autoridade para mobilizar qualquer Executor para qualquer parte do país sem precisar passar por burocracia, o que o tornava o homem mais poderoso do país depois do presidente.

— Tire esse telefone de perto de mim. O Comandante-Chefe não é alguém aleatório que se contata em qualquer dia. É um truque.

Luthor afastou o celular com irritação, sem se dar ao trabalho de atender, e o tenente ficou chocado quando a chamada caiu sozinha. Luthor voltou-se para o homem à sua frente e ergueu uma sobrancelha ao ver que ele ainda sorria.

— Do que diabos está sorrindo? Acha que eu terminei com…

Ring! Ring! Ring!

O telefone de Luthor começou a tocar de repente, e ele olhou para o aparelho com surpresa. Lançou outro olhar para o homem sorridente à sua frente, franziu a testa de novo e se virou para pegar o celular. Viu o número na tela, e seus olhos se arregalaram de choque quando atendeu lentamente e levou o aparelho ao ouvido.

— Senhor.

[Luthor. Você não ouviu que eu queria falar com você?]

— Peço desculpas, senhor. Não achei que fosse realmente o senhor.

[Certo. Os homens aí não devem ser incomodados. Deixe-os concluir o trabalho e sairão do seu caminho em breve.]

— Mas, senhor. Eles estão levando os corpos.

[Sim. É isso que eles fazem.]

— E quem exatamente são “eles”, senhor?

[Isso é uma informação restrita a quem precisa saber, Luthor. A única coisa que você tem permissão para saber é que fazem parte de uma organização chamada Gaia. Agora faça o que eu mandei. Entendeu?]

— Claro, senhor.

Click!

A ligação caiu de uma vez, e Luthor apertou tanto a mão que quase esmagou o telefone. Inspirou fundo para se acalmar antes de se virar de volta para o homem. O desgraçado ainda sorria para Luthor como se não tivesse nenhuma preocupação no mundo. Depois de alguns segundos, Luthor o ignorou e se voltou para o tenente.

— Vá lá fora e ajude os outros a formar o perímetro. Quando eles terminarem, espere meu sinal antes de voltar.

O tenente não precisou ouvir duas vezes. Virou-se e saiu imediatamente. Luthor cruzou os braços e ficou de lado, paciente, enquanto o homem lhe dava um aceno de agradecimento e voltava ao trabalho.

Os homens escanearam a totalidade do que um dia fora o apartamento de Jason. Recolheram escamas estranhas e tufos de pelos que haviam caído no chão, além de todos os corpos espalhados e duas malas grandes que sobreviveram ao incêndio. Os corpos eram estranhamente inumanos. Mesmo queimados, ainda preservavam suas formas ou aparência gerais, e Luthor não pôde deixar de notar que alguns deles pareciam quase alienígenas.

Luthor se perguntou como planejavam levar os corpos embora, já que supostamente eram uma organização secreta. Não havia como permitirem que o público os visse carregando aqueles corpos estranhos, e também não conseguiriam sair despercebidos com tanta gente lá fora. Luthor esperou alguns segundos, e sua pergunta foi respondida quando todos os dez homens desapareceram de repente bem diante dele.

Teleportação? Isso tinha que ser uma habilidade especial rank S, pelo menos.

A testa de Luthor se franziu, e ele estalou a língua antes de simplesmente balançar a cabeça e chamar os outros homens para iniciarem a própria investigação. Luthor era um soldado, e entendia que havia coisas neste mundo que era melhor não saber.

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