Tradutor/Revisor: miggigibe
— Preciso ir a um lugar. Vocês duas podem ficar aqui e conversar sobre os detalhes da guilda. Volto em breve. Juliet, garanta que Griselda não faça nenhuma loucura. Riyala, espere por mim aqui, certo?
A última frase foi dita em radagano. Riyala se animou e assentiu. Ela não entendera quase nada da conversa anterior e passara o tempo todo observando em silêncio, perdida. Não se sentia confortável sozinha com estranhas, mas, se Jason confiava nelas, ela tentaria se manter discreta.
Griselda resmungou ao ouvir Jason pedir que Juliet a vigiasse. Como se ela fosse uma criança.
Quando Jason saiu, Griselda voltou a atenção para Riyala. Aproximou-se devagar, com ar conspiratório.
— Então você é de outro país, é? E passou a noite sozinha nesta casa com Jason, sem a namorada dele para vigiar vocês dois… Interessante.
Riyala soltou um pequeno grito e recuou. Griselda ergueu a sobrancelha. Não era como se fosse devorá-la.
Ela pegou o telefone e abriu um aplicativo de tradução.
— Vamos lá. Tenho tradutor. Hora de uma conversa de garotas…
O sorriso de Griselda ficou sinistro.
Riyala deu um soluço de medo e continuou recuando. Ela realmente não gostava de ficar sozinha com estranhos.
—
[Substituto do Rei] foi ativado.
O corpo de Jason desapareceu diante da casa e foi transportado para o Portal Laranja onde sua Legião estava. No lugar dele, surgiu Lupin, o Macaco-Aranha Torre. A criatura soltou um som baixo e mergulhou nas sombras antes que alguém a visse.
Jason respirou fundo enquanto a sensação da troca desaparecia. Estava em um pântano tomado por árvores retorcidas, água verde e musgo. Insetos e sapos cantavam ao longe. Ele estava sentado sobre uma raiz grande o suficiente para servir de plataforma.
À esquerda, Formigas Adamantinas e Macacos-Aranha haviam reunido corpos de Víboras do Pântano. À direita, um grupo de super-humanos o encarava em choque.
Jason reconheceu madame Rose.
Ela apontou para ele, boquiaberta.
— Você…?
Jason apenas olhou.
— O Portal deve estar aberto agora que o Chefe morreu. Se tiverem feridos, levem-nos e sigam aquela formiga. Ela vai guiar vocês até a saída.
Uma Formiga Adamantina avançou e guinchou.
Os super-humanos começaram a murmurar. Então o líder dos Portadores da Luz deu um passo à frente, irritado.
— O que quer dizer com ir embora assim? Está tentando ficar com todo o crédito por limpar este Portal?
Jason estreitou os olhos.
— O que você disse?
O homem quase recuou diante da raiva no olhar de Jason, mas forçou coragem.
— Você é o invocador que mandou os monstros nos salvar, certo? Somos gratos, mas isso não significa que não fizemos nada. Matamos várias feras antes de você chegar. Merecemos alguma compensação.
— É, deveríamos receber cristais!
— Membros nossos morreram aqui!
— Se você não viesse, ainda assim teríamos vencido!
Jason sentiu uma irritação gelada subir.
Ele salvara a vida deles, e a primeira reação era exigir pagamento.
Uma Formiga Adamantina se aproximou com a bolsa de Cristais Mágicos. Os olhos dos super-humanos brilharam. Jason pegou a bolsa, abriu a Dimensão Alternativa e a guardou.
— Ei, para onde foram!?
Jason encarou o líder dos Portadores da Luz.
— Gente como você me faz perguntar por que ainda me dou ao trabalho de ajudar estranhos. Vocês estariam mortos se meus subordinados não tivessem vindo. Em vez de agradecer, exigem cristais pelos quais não trabalharam. Querem tanto assim? Estou bem aqui. Venham pegar.
A aura de Jason se tornou sombria.
Todos recuaram. O líder caiu sentado, pálido e suando frio.
Jason olhou para madame Rose. Ela ergueu as mãos, deixando claro que não pediria nada. Talvez achasse justo receber compensação, mas estava viva e sabia o bastante para não desafiar quem a salvara.
Jason virou-se.
— Não vou repetir. Levantem essa bunda do chão e saiam daqui. Agora.
A Formiga Adamantina guinchou, e desta vez ninguém discutiu. Todos foram conduzidos em silêncio até a saída.
Jason suspirou.
Se Gina estivesse ali, provavelmente teria dado um tapa naquele homem por ser tão idiota.