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Super Detective in the Fictional World – Capítulo 325

Extravagante Big Nick

Após uma breve hesitação, a recepcionista falou: — Três dias atrás, de manhã, alguém emboscou um carro blindado e quatro de nossos colegas morreram no dever.

Os rostos de Luke e companhia ficaram sombrios ao ouvir isto.

Aqueles ladrões realmente tinham coragem de matar quatro policiais ao mesmo tempo.

Não era à toa que a recepcionista parecesse ocupada e impaciente.

Sonia se desculpou em parte pelo equívoco de momentos atrás, antes de irem ao escritório que a recepcionista apontou.

Sonia chegou perto e perguntou num tom baixo: — Luke, não é um momento ruim visitarmos agora?

Luke respondeu impotente: — Como poderíamos saber que nos depararíamos com isto? Além disso, o ranger também era um policial. Não podemos desistir dele.

Sonia franziu a testa e ficou em silêncio.

Quatro policiais do Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles, morreram no dever, mas isto também aconteceu com o Texas Ranger chamado Mark.

Luke estreitou os olhos quando entrou no escritório. Puta merda! A quem você está declarando guerra?

O escritório era simples, com apenas partições de madeira e vidro, mas era bem espaçoso.

Numa sala com mais de 50 metros quadrados de largura, uma dezena de oficiais estavam checando agressivamente suas armas.

Eles não só tinham M4A1s e AR15s, também pegaram armas caras como a HK416, que era inacreditável.

Até as forças especiais só tinham submetralhadoras e espingardas como parte do conjunto todo, mas estes policiais do condado tinham armas de fogo pesadas. Um oficial notou Luke e questionou com uma carranca: — O que você quer?

Luke mostrou o distintivo: — Luke, da LAPD.

O homem ficou surpreso: — Por que está aqui?

Luke respondeu: — Estou aqui pelo assassinato do Texas Ranger.

Com um olhar feio, o homem se virou e gritou: — Big Nick, um detetive do LAPD está aqui num caso.

Quase todos no escritório pararam o que estavam fazendo para olhar para eles.

Um momento depois, um homem de meia-idade barbudo se aproximou com uma expressão desagradável: — O que quer?

Luke respondeu com calma: — Você lembra do Mark Owen, o Texas Ranger que foi morto na rua três dias atrás?

Nick franziu a testa: — Sim, o que tem?

Luke explicou: — Então, gostaria de saber quem aprovou a rota de transporte.

Nike ficou mais frio: — Fui eu. O que está implicando? Você quer me levar ao seu departamento para uma investigação?

Luke prosseguiu calmo como sempre: — Mark Owen era um policial que morreu no dever. Acredito que sua família iria querer uma resposta.

A expressão de Nick ficou mais feia, mas não ousou dizer nada ultrajante.

Ninguém gostava de um imbecil que ousaria desrespeitar um policial que morreu no dever, particularmente quando alguns de seus próprios colegas no departamento acabaram de morrer da mesma maneira.

— Posso ver que estão muito ocupados. Que tal arrumarmos algum tempo e conversar em particular por um momento? — propôs Luke.

Nick os levou a um canto do escritório e chutou um homem que estava preparando seu equipamento lá: — Sai daqui. Dê espaço para os nossos queridos colegas do LAPD.

O homem foi expulso, mas o sorriso que deu a Luke estava cheio de ridículo.

Luke nem se incomodou em olhar para ele.

Sabia que tendia a ser subestimado por causa da aparência, só que não contava com o rosto para ganhar vida.

Menos de dez minutos depois, Luke se despediu.

Sonia estava prestes a dizer algo após saírem do escritório, quando Luke a interrompeu: — Vamos conversar lá fora.

Sonia olhou em volta e calou a boca. Após saírem do prédio e seguirem rumo ao estacionamento, Luke finalmente perguntou: — Sonia, você notou algo?

Após uma breve hesitação, ela respondeu: — Luke, você notou o que estão usando?

Luke assentiu: — É tudo sob medida, não pode ser barato. O que mais?

Sonia continuou: — Seus sapatos. Não reconheci todos, mas sei da marca das botas de couro que o Big Nick estava usando. São de uma loja de calçados particular em Los Angeles.

Luke riu: — Deixe-me adivinhar. O preço é o olho da cara, certo?

Sonia assentiu: — Queria comprar um par como presente de aniversário para o meu pai antes, mas até o mais barato custa quase dois mil dólares. As botas de couro de bezerro do Nick, por outro lado, valem pelo menos o dobro.

Selina estalou a língua: — Isso não seriam semanas do nosso salário? — Ela então olhou para as próprias botas.

Bem, ela estava usando botas sob medida também, mas não eram de marca, porque foram modificados por Luke. As botas de couro de bezerro de Nick não eram nada comparadas ao par de botas genuinamente especiais dela.

A camada de liga especial neles sozinha valia quase dez mil dólares, e nem incluía a taxa de trabalho de Luke.

O jovem detetive Alessandro, que tinha o mesmo nome do filho de um traficante que Luke abateu, falou: — Muitos deles também estão usando relógios caros.

Luke olhou para ele: — Quanto valem?

Alessandro respondeu: — Alguns valem milhares de dólares e havia um casal que valia mais de dez mil.

Selina e Sonia ficaram perplexas.

Não era incomum um ou dois policiais mais velhos usarem um relógio caro, mas algo assim definitivamente estava muito fora do escopo dos oficiais.

Policial corrupto!

Todos pensaram na mesma coisa. Num sistema policial aparentemente rigoroso, muitos policiais, de fato, não eram limpos.

O Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles era o maior departamento do condado e o quarto maior departamento da América. Era responsável pelo maior distrito de LA, e fornecia serviços de aplicação da lei a 42 de 88 cidades do distrito.

Tinha tantos empregados quanto a LAPD, e o número de pessoas na sua jurisdição rivalizava com a população do centro de Los Angeles.

Definitivamente era impossível cada policial neste enorme departamento ser leal e obediente.

Sem diplomacia e habilidade suficiente, policiais honestos seriam incapazes de navegar pela rede complicada de afazeres e interesses no departamento. Dustin estava prestes a ser promovido a capitão, só que não ousava usar roupas ou relógios caros.

Big Nick era apenas um sargento, mas tinha coragem de usá-los em público.

Luke também notou ainda mais detalhes.

Com sua visão afiada, localizou facilmente tatuagens idênticas num monte de gente na sala.

Estas eram as únicas que conseguiu ver porque não estavam cobertas, quem poderia dizer que não havia a mesma tatuagem sob suas roupas?

Claramente, o Sargento Big Nick não estava sozinho e tinha um bando de subordinados ou irmãos leais.

Enquanto conversavam, chegaram no estacionamento e entraram em seus carros.

Sonia perguntou através da janela aberta: — Aonde agora?


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