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Super Detective in the Fictional World – Capítulo 80

Reforço, Xerife e Tiroteio

Era difícil de dizer o que era o fedor; cheirava com uma mistura de fezes, podridão e outras coisas, e evidentemente vinha desta clareira vazia.

Luke logo descobriu que era de um fluido preto-avermelhado no chão.

Não sabia o que era, mas estava por toda parte e estendida até as profundezas da floresta.

Luke franziu a testa. Encontrou um celular satélite na SUV mais luxuosa, antes de correr para sua picape.

Após entrar, pisou no pedal e acelerou para o outro lado do lago.

Selina ainda estava por conta própria agora. Luke sentiu que havia algo de errado com o lugar.

No caminho, ligou para Thomas.

Um momento depois, a ligação foi atendida: — Quem é?

Luke respondeu: — Chefe, é o Luke. Encontrei uma situação aqui…

Ele tentou resumir o que aconteceu o mais sucinto possível. Após um breve silêncio, Thomas perguntou: — Onde você está agora?

Luke respondeu: — Não tenho ideia, mas nos pegaram a cinquenta quilômetros de Wolfkyle. Também dirigiram por meia hora na selva.

Thomas disse: — Mantenha contato. Vou pedir reforços.

Luke: — Okay, chefe. Certo, suspeito que o casal desaparecido que estávamos procurando também esteja relacionado a estas pessoas. Parece que fizeram isto várias vezes.

Thomas: — … Entendido. Vou informar o FBI.

Thomas sabia por que Luke trouxe este assunto.

Se fosse um caso simples, a polícia de Wolfkyle seria responsável.

No entanto, se fosse um caso de assassinato em série que envolvia várias vítimas, o envolvimento do FBI seria justificado.

Luke queria que o FBI fosse envolvido porque os jogadores possivelmente não poderiam influenciar uma agência nacional, independente de quão poderosos sejam em Wolfkyle.

Mais importante, o Departamento de Polícia de Houston não tinha autoridade para investigar este caso. Não estava em sua jurisdição, afinal de contas.

Thomas teria que contatar o FBI via conexões próprias, o que seria uma enorme ajuda para Luke.

Em todo caso, Luke já havia eliminado metade dos criminosos, então seria muito fácil para o FBI lidar com o resto.

Thomas não estava realmente pedindo por ajuda, estava fazendo um favor ao FBI; contanto que não fossem idiotas, certamente chegariam rápido.

Thomas perguntou de novo: — Você acabou de dizer que alguém foi gravemente ferido?

A mente de Luke apagou. Ele disse isso? Foram os jogadores que estavam principalmente feridos. As feridas de Bobby eram suaves, e seu pai foi morto.

Porém, pensou rapidamente, e percebeu por que Thomas perguntou isto: — Sim, um estudante do ensino médio está num estado terrível e precisa de tratamento.

Thomas: — Tudo bem, enviarei um helicóptero de Houston assim que possível.

Luke respondeu: — Obrigado, chefe.

Thomas não disse mais nada e desligou.

Luke ficou maravilhado internamente — Thomas era realmente o melhor amigo de Robert!

Com esta desculpa, conseguiria enviar policiais no helicóptero.

Luke assim teria a proteção de pessoas confiáveis.

Guardando o celular satélite, ele acelerou.

Quando a picape passou pelo esconderijo de Asel, Luke olhou para ela e não encontrou nada de errado, então apressou.

Bobby também estava quieto quando Luke passou.

Para Luke, a segurança de Selina era a que mais preocupava.

Ele já havia feito o bastante pela família de Bob ao salvar os dois.

Luke saiu quando chegou no outro lado do lago.

A floresta era grossa demais para uma picape passar. Só podia continuar a pé.

Naquele momento, dois carros de polícia surgiram.

As luzes e sirenes não estavam ligadas, porém, Luke havia notado bem antes.

Só podia parar e esperar próximo do carro pelos recém-chegados.

As duas viaturas pararam, e uma pessoa saiu de cada veículo.

Um policial velho em seus quarenta proferiu: — Somos do Departamento de Polícia de Wolfkyle. Não se mova, ou atiraremos.

Luke ficou impotente.

Ele não podia matar os dois policiais, e ainda tinha um longo caminho pela frente. Teria que enfrentá-los quando retornasse com Selina?

Ele não estava com medo de lutar, só que matar dois policiais causariam muitos problemas.

— Sou Luke Couson do Departamento de Polícia de Westside Houston. Enviei ao Departamento de Polícia de Wolfkyle um aviso ontem — expressou Luke.

Os policiais se entreolharam e um falou: — Abaixe a arma e deixe-nos confirmar sua identidade.

Luke franziu a testa: — Tenho que resgatar minha parceira. Ela ainda está sozinha na floresta.

O velho policial rebateu: — Sou York Brown, Xerife de Wolfkyle. Este é Nicholas Crewe, Xerife adjunto. Você deve nos conhecer se está aqui para ajudar com um caso.

Luke olhou neles por um momento, e finalmente abaixou sua M1911.

— Sua outra arma — disse Crewe.

Luke sacou lentamente a Beretta do coldre sob a axila e jogou a três metros de distância.

Os dois policiais se entreolharam e se aproximaram dele.

Luke perguntou: — Por que está aqui?

Calmamente, Brown respondeu: — Alguém chamou a polícia e disse que ouviram disparos por aqui.

Luke disse: — Onde estamos? Minha parceira e eu fomos drogados antes de chegarmos aqui. Ainda não sei que lugar é este.

— Está a cerca de cinquenta quilômetros de distância de Wolfkyle — respondeu Crewe casualmente.

Luke perguntou: — Bem, alguém está gravemente ferido e precisa de tratamento. Quão longe está a rodovia daqui?

Crewe disse: — Cerca de vinte minutos de carro.

Luke estreitou os olhos e rolou para o lado de repente.

Contudo, parecia que os dois policiais haviam antecipado este momento. Eles dispararam nele quando estavam a dez metros de distância.

Bang! Bang! Bang! Bang! Bang! Bang! Bang! 

O braço de esquerdo de Luke ficou dormente, antes de sentir dor excruciante.

Não pôde deixar de grunhir, porém, não parou, agarrou a Berretta no chão enquanto rolava.

Bang! Bang! Bang! Bang! 

Os dois policiais imediatamente caíram.

Era praticamente suicídio envolver Luke num tiroteio em menos de dez metros.

Mesmo que Luke não tivesse uma arma, sua força e reflexos tornavam impossível de travar nele.

Contudo, calculou errado quão merda Crewe era no disparo. A bala do cara deveria ter errado o alvo, mas aconteceu de atingir Luke no braço esquerdo.

Ignorando a dor, Luke pegou a arma e disse sombriamente: — Se não largarem as armas, cabeças vão explodir no próximo segundo.


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