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Super God Gene – Capítulo 623

Ossos Brancos e Videiras Murchas

Alguns ossos de cem metros de comprimento estavam espalhados pela encosta, e grande parte da área estava cheia de videiras. Estranhamente, estavam todas murchas e secas; além disso, estavam emaranhadas em grande parte dos ossos espalhados.

Han Sen observou curiosamente os ossos. Eles tinham uma aura difusa e antiga de poder, uma que estava inativa, como se estivesse adormecida. Parecia que esse poder impedia as criaturas de se aproximarem deles também.

Não era normal que meros ossos fossem tão opressivos. Por causa disso, Han Sen questionou se eram de uma Super Criatura morta há muito tempo.

‘Será que dá para fazer um ensopado com os ossos? Vai que eu ganhe uns Pontos de Gene Super.’ Han Sen se perguntou isso, só que desistiu da ideia após ver esses ossos sinistros de novo.

Ainda assim, ele se aproximou deles para ter uma visão melhor.

Chen Ran viu os dois examinarem os restos esqueléticos do Cão Guardião com grande interesse. Não disse nada, mas se aproximou deles.

Han Sen os inspecionou e descobriu que pareciam pilares cinzentos de pedra. Alguns eram do tamanho de um barril, enquanto outros do de uma casa.

Os restos mortais estavam quase todos completos, e parecia que a antiga criatura tinha acabado de morrer na encosta da montanha.

Chen Ran chamou um tal de Xu Dongjin para se apresentar. Ele invocou uma espada de Alma de Besta e atingiu o osso com ela. Um grande som soou através dos vales e montanhas da região, mas não deixou nem mesmo um arranhão no osso.

— Esses ossos são duríssimos. Não são danificados nem mesmo com uma Arma de Linhagem Sagrada — Xu Dongjin desinvocou sua espada enquanto explicava.

Esta era quase uma confirmação para Han Sen de que eram de fato os restos de uma Super Criatura. Se não fossem, o ataque poderoso do Xu Dongjin certamente deixaria um corte profundo.

Porém, isso era um enigma intrigante; como uma Super Criatura simplesmente morreu aqui sem sinais de luta, com seus ossos espalhados pela encosta da montanha?

Os companheiros do Chen Ran discutiram vários tópicos com a Rainha, enquanto Han Sen caminhava ao longo da coluna da criatura. Quanto mais caminhava, mais videiras pareciam estrangular os ossos. O que o fez se perguntar quanto tempo levou para a criatura se decompor e para as videiras se emaranharem tanto para cima quanto para baixo do que restou.

Quando alcançou o crânio da criatura, parecia ser o de um cachorro. Os dentes eram tão aterrorizantes ao ponto que sentiu calafrios só de imaginá-los um dia rangendo para vítimas indefesas.

Han Sen suspirou por dentro, dizendo para si mesmo: ‘É uma pena que apenas os ossos permaneçam. Só Deus sabe há quanto tempo esses ossos estão aqui. Eles são inúteis agora.’

Quando ia se afastar dos ossos, avistou uma noz pendurada nas videiras que asfixiava o crânio. Parecia seca, amarelada como as videiras às quais se agarrava.

Han Sen foi dar uma olhada mais de perto e viu que era, na verdade, uma cabaça. Também era pequena e podia ser facilmente carregada em uma mão. Parecia ter brotado quando as videiras secaram.

Pessoas comuns não se importavam muito com plantas ou botânica, mas era um assunto de grande interesse para Han Sen. Com tantas videiras cobrindo o crânio, ele se perguntou se aquela cabaça era especial de alguma forma.

Han Sen colocou as mãos ao redor da cabaça e tentou arrancá-la das videiras. Apesar de exercer toda a sua força, não conseguiu removê-la. Com grande surpresa, teve que perguntar em voz alta: — Por que essa cabaça é tão “teimosa”?

— Desista, amigo. Por mais que tente, essa coisa nunca vai sair. Essa cabaça morta é tão dura quanto os ossos em que está presa. Vai ser em vão mesmo se usar uma arma. Você não é o primeiro a perguntar sobre essa coisinha. Muitos já vieram tentar a sorte de remover, chegaram até a usar fogo. Só que nada funcionou. — Xu Dongjin riu enquanto caminhava.

Han Sen ficou mais curioso ao ouvir essas palavras, invocou a espada antiga e disse: — Se é mesmo como você diz, então agora quero testar.

Ele cortou a cabaça com muita força, mas parecia que estava batendo em borracha, já que sua espada era ricocheteada.

— Eu avisei. — Xu Dongjin voltou a rir.

— Tem razão. Essa coisa é dura! — A curiosidade dele só aumentou, pensando que a cabaça tinha que ser algo muito especial.

Era anormal uma videira de cabaça ser tão forte. Não fazia nenhum sentido ser tão difícil de remover. Han Sen guardou a espada e agarrou a cabaça com as mãos enquanto ativava em segredo seu bloqueio genético. Assim que se preparou para puxar com toda a força, a cabaça caiu nas suas mãos, o que fou um grande choque.

Xu Dongjin ficou ainda mais surpreso e não conseguia acreditar que a cabaça estava agora na mão do Han Sen, então só pôde perguntar: — Como você fez isso?

Por incontáveis anos, as videiras haviam se enrolado nesses ossos. Inúmeras pessoas vieram e desistiram, cada uma tentando a sorte em remover a cabaça, mas todas sem sucesso.

Todavia, Han Sen acebou de chegar e removeu com um puxão casual, o que deixou Xu Dongjin desnorteado.

— Não faço ideia do que fiz. Só puxei de leve e puf… caiu. — Han Sen ficou quase desapontado por ter removido a cabaça com tão pouco esforço.

Xu Dongjin observou Han Sen puxar a cabaça da videira com pouca ou nenhuma força e a surpresa que ele sentiu era imensurável. Tão imensurável, que ficou sem palavras.

— O que aconteceu aqui? — Chen Ran se aproximou com a Rainha e os demais seguidores para ver do que se tratava a comoção.

— Nosso novo amigo tirou a cabaça da videira com a mão — Xu Dongjin simplesmente contou a história.

Chen Ran e os outros não tinham certeza do que pensar, mas não ligaram muito, porque ainda acreditavam que era uma cabaça comum e nada mais.

— Han, você me parece um homem de boa sorte. Só Deus sabe quantos anos essa cabaça se agarrou às videiras murchas que a geraram, apesar da persistência dos outros de remover. Agora parece que, com sua chegada, aceitou a ti como seu portador — Chen Ran disse com um sorriso e continuou: — Você me permitiria dar uma olhada completa nela?

— Claro. — Sem hesitar, Han Sen passou a cabaça para ele.

Chen Ran inspecionou por um bom tempo, mas não conseguiu ver nada fora do comum, então deu ao Xu Dongjin para dar uma olhada, mas este chegou à mesma conclusão, de modo que passou de volta para Han Sen.

— Se o destino assim quis, então Han Sen deve ficar com ela. Talvez seja algum tipo de tesouro, cujo verdadeiro valor é desconhecido para nós — disse Xu Dongjin.

— É apenas uma cabaça morta, Xu Dongjin. Não é um tesouro. Troféu ou lembrança? Pode ser. Mas tesouro? Estou cético quanto a isso. — Han Sen então colocou a cabaça no bolso do peito.

Todos retomaram a caminhada até o topo da montanha. Com Chen Ran como guia, eles conseguiram evitar muitas áreas perigosas, onde residiam criaturas ferozes. Por causa disso, a velocidade deles foi boa e os obstáculos foram praticamente inexistentes.

No entanto, Han Sen começou a sentir como se algo estivesse errado, enquanto caminhava, porque a cabaça no seu peito começou a bater, como se possuísse um coração.

Han Sen ficou estarrecido e secretamente tocou a cabaça, tentando ter uma melhor noção do que estava acontecendo.

Uma sensação pulsante fraca veio da cabaça, como se realmente possuísse um batimento cardíaco. Mas, por ser tão fraca, Han Sen não teria sido capaz de notar sem o sétimo sentido.

Ficou tão perturbado com a pequena revelação que quase quis jogar a cabaça fora. Desde que viu as dezoito vespas de cristal de sangue nascendo daquela flor de lótus, começou a ter um leve medo de mexer em plantas estranhas.

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