— Oh, antes que eu esqueça, deixe-me dizer sobre o outro motivo de eu estar aqui.
Amaya falou quando se virou para Ricardus.
— Hmm? O que é?
Ricardus perguntou.
— No futuro, gostaria de sair do Palácio.
— Hã? O que quer dizer?
O Rei franziu a testa.
— É exatamente o que falei, preciso sair do Palácio por um tempo. É claro, voltarei logo.
— Hã? Aonde você quer ir?
O Rei indagou.
Amaya raramente saía do palácio.
Na verdade, ela não saía do Palácio mais que cinco vezes nestes anos. Portanto, sua fala sobre sair era um pouco… estranha.
Especialmente numa condição dessas.
— Não posso contar isso.
Amaya, porém, não respondeu às perguntas.
— Por que você quer sair?
Ricardus mudou a pergunta.
— O Reino da Terra Sólida de alguma forma bloqueou minha rede, então preciso descobrir o que aconteceu. Não posso deixar isto continuar por mais tempo.
— Você está planejando ir lá sozinha?
Ricardus questionou com uma carranca.
— Consorte Amaya, você não pode fazer isto. Esta é uma decisão apressada.
Keeve falou.
Amaya olhou para Keeve e franziu a testa.
— Por que eu iria lá sozinha, especialmente com esta maldição irritante em mim? Você acha que sou idiota?
— Hmm… então o que planeja?
Keeve não conseguiu conter a curiosidade.
— Você não precisa se preocupar com isso. Apenas deixe comigo.
Dizendo isso, Amaya se virou e começou a caminhar na direção da porta.
— Oh, certo.
De repente, ela parou e se virou para Ricardus.
— Vossa Majestade, apreciaria se respeitasse minha privacidade e não enviasse seus homens atrás de mim.
Ricardus sorriu.
— É claro, com certeza respeitarei sua privacidade.
— Obrigada.
Amaya sorriu de volta e saiu.
— Fique de olho nela.
Logo após Amaya sair, o sorriso de Ricardus desapareceu quando ordenou.
— Ao seu comando, Vossa Majestade.
Keeve assentiu.
— Além disso, tente plantar alguns espiões no Reino da Terra Sólida e…
— Se isso falhar… contate a Dinastia Woods.
— Sim, Vossa Majestade.
Keeve assentiu de novo e a reunião continuou.
Por outro lado, Amaya, que saiu da sala de reuniões, sorriu.
Então, ela caminhou na direção do jardim e mandou.
— Prepare um chá para mim.
A empregada ordenada se curvou e ficou com uma expressão levemente temerosa no rosto.
— S-Sim, Lady Amaya.
Ela correu.
Ela claramente estava tentando ficar longe de Amaya, que estava “amaldiçoada”.
É claro, Amaya não se importou.
Era bem conveniente, para ser honesto.
Diferente de Allura, ela não gostava de conversar com pessoas aleatórias.
Tudo que precisava era de uma pessoa.
Contanto que tivesse ele para conversar, não se importava com mais ninguém, nem mesmo suas “irmãs”.
Pensando naquele homem, um sorriso apareceu no rosto de Amaya.
— S-Seu chá, Lady Amaya.
Enquanto Amaya estava perdida em pensamentos, a empregada colocou o copo de chá e alguns petiscos na mesa.
— Estou de saída agora, Lady Amaya.
Ela fugiu apressada.
De novo, Amaya não se importou.
Ela apenas pegou tranquilamente o copo e começou a beber o chá enquanto esperava um certo alguém vir.
O tempo passou e logo, Amaya ouviu uma voz.
— Lady Amaya! O que está fazendo aqui?! Você poderia ter me informado que estava aqui!
— Se acalme, Kelton, não sou uma criança.
Amaya respondeu com calma.
— Como pode dizer isso?! Você sabe que seu “tempo de liberdade” está prestes a terminar, não é?!
— Bem, tive uma reunião com o Rei.
Amaya respondeu.
— Hã?
Ouvindo aquelas palavras, Kelton franziu a testa.
— O Rei? Por quê?
No entanto, ao invés de responder à pergunta, Amaya perguntou.
— Kelton, o que acha? Quem se tornaria o próximo Rei do Reino de Skyfall?
— Hmm? Desde quando você ficou tão interessada nisso?
Kelton não conseguiu entender. Esta pergunta veio do nada.
— Bem, eu seria uma idiota não mostrar meu interesse neste tópico, não acha? Ricardus não viverá por muito tempo, afinal de contas.
Amaya riu.
— Hã? O que isso significa?
Kelton perguntou.
— Bem, ele está ficando mais velho. Até seu cabelo já começou a ficar branco, talvez daqui a vinte ou trinta anos…
— Ahh, então é isso o que quer dizer.
Kelton percebeu.
— É claro, o que acha?
Amaya perguntou com um sorriso.
— Nada…
Kelton ficou quieto.
Amaya riu e Kelton continuou.
— Bem, você está certa… Acredito que seja hora do Rei escolher o Príncipe Herdeiro, não é?
— Realmente. Quem acha que ele escolherá?
Amaya indagou.
— Bem, acredito que seja o Primeiro Príncipe.
— Por que acha isso?
— Bem, considerando seu avanço recente para o Estágio Especialista, ele tem esta vantagem absurda sobre os outros.
— A Segunda Princesa não está interessada no trono.
— O Terceiro Príncipe… bem, ele era uma boa competição. Ele com certeza é mais talentoso que o Primeiro Príncipe, só que, com mais de quarenta anos de diferença entre os dois, ele perde, especialmente agora que o Primeiro Príncipe está no Estágio Especialista.
— Mhm, também tive o mesmo pensamento.
Amaya assentiu repetidamente.
— Entretanto, o Rei parece pensar o contrário.
Um sorriso apareceu em seu rosto.
— Hmm? O que isso significa? O Rei não favorece o Primeiro Príncipe?
Kelton indagou.
— Bem, das suas palavras, tenho a impressão de que ele favorece o Terceiro Príncipe. O que, na verdade, faz sentido para mim.
— O Primeiro Príncipe tem cento e vinte e três anos e se tornou um cultivador do Estágio Especialista recentemente. Todavia, o Terceiro Príncipe só tem sessenta e quatro anos, mas já é um cultivador do Estágio Grande Mestre. Acredito que em mais quinze anos, ele se torne um cultivador do Estágio Especialista, que é quarenta anos mais rápido que o Primeiro Príncipe.
— Acredito que ele tenha potencial para ser um grande Rei.
Amaya elogiou.
— Isso é verdade…
Kelton também assentiu.
— Não importa quão forte seja o Primeiro Príncipe, se o Rei não o favorece, ele não se tornará o Rei, independente de quanto trabalhe.
— Realmente.
Amaya assentiu com o sorriso mais falso que conseguia dar.
É claro, ela não estava nem um pouco interessada na conversa.
O que a interessava era a empregada escondida atrás do arbusto.
Agora, minha borboletinha, espalhe o que ouviu para o mundo.
Espalhe para longe.
Um sorrisinho apareceu no rosto de Amaya.