Switch Mode

Supreme Harem God System – Capítulo 398

Não sei…

— Bastardos!!!

Crash!

Clank!

O Rei gritou de raiva e frustração enquanto jogava um jarro de vidro no chão, quebrando-o em pedaços.

Na frente dele estava um homem de preto ajoelhado e, ao lado, um homem de pé usando as mesmas roupas.

— Keeve, o que aconteceu? Quando seus subordinados se tornaram tão inúteis? Eu fiquei leniente demais? É isso?

Ricardus, que estava tentando ao máximo conter a raiva, questionou.

— Não é isso, Vossa Majestade.

Keeve negou.

— Então, o que é? O que aconteceu? Você começou a recrutar inúteis de merda para minha Unidade das Sombras?

O Rei indagou novamente, olhando para o homem ajoelhado na frente dele com raiva.

— Não, não é isso também, Vossa Majestade.

— ENTÃO O QUE É?!

Crash!

Clank!

O Rei jogou outro jarro e rugiu.

— Vossa Majestade.

Diferente do subordinado, Keeve não ficou intimidado pelas ações de Ricardus e respondeu com calma.

— Você precisa entender, estamos falando sobre a Consorte Amaya. Você sabe melhor que ninguém o tipo de mulher que ela é.

O Rei olhou para Keeve e este último continuou.

— Ontem, ela veio aqui informar sobre como ia sair de fininho do Palácio. Note nas palavras que ela usou, Vossa Majestade. “Sair de fininho”.

— Ela não diria aquelas palavras se não tivesse confiança em si própria.

— Você precisa entender, não é culpa sua e nem da Unidade das Sombras. É só que os oponentes que estamos enfrentando são fortes ou espertos demais desta vez.

— Então, você está dizendo que é fraco demais para cuidar dos inimigos?

O Rei caminhou até Keeve e questionou enquanto seus olhos brilhavam com crueldade.

— Não, o que estou dizendo é que nossos inimigos se tornaram imprevisíveis demais. No entanto, não significa que não podemos cuidar deles. Só precisamos de um pouco mais de tempo.

— E Vossa Majestade, ouso dizer que nós, a Unidade das Sombras, somos os únicos que podem enfrentar estes inimigos. Você também sabe disso.

— Portanto, Vossa Majestade, acredito que, em vez de culpar e xingar seus subordinados só por raiva, seria melhor tentar descobrir como a Consorte Amaya saiu de fininho e descobrir uma maneira de garantir que algo assim não se repita no futuro.

Keeve não afastou o olhar do Rei.

A competição de encarada continuou por alguns minutos e Keeve recuou e se curvou.

— Peço perdão por meu comportamento rude, Vossa Majestade. Acho que estive no limite ultimamente. As coisas… não estão indo da minha maneira…

Ricardus olhou para Keeve por um tempo e estreitou os olhos.

— Teria executado você por falar comigo assim se não tivesse provado seu valor.

Keeve manteve a cabeça abaixada e não retrucou.

O Rei bufou e se virou para o homem ajoelhado.

— Então? O que aconteceu? Como perdeu o rastro dela? Ela não deveria ter conseguido usar o cultivo, então não é diferente de um mortal.

— Como você deixou uma mortal escapar de sua vigia?

— Eu fui atacado… por trás…

— Quem atacou você?

Keeve perguntou.

— Não sei…

— Diga-me o que aconteceu, desde o começo.

Keeve mandou.

Seu subordinado assentiu e começou.

— Como você me ordenou, comecei a ficar de olho na Consorte Amaya desde ontem. Tudo que aconteceu foi o de sempre, após beber chá, ela voltou ao quarto e deitou na cama.

— Trinta minutos depois, aquela Névoa Negra aterrorizante começou a sair de seu corpo. Pela sua expressão, sabia que estava com dor. Logo, seu corpo foi coberto pela Névoa Negra e ela parou de se mover.

— O resto do dia passou e, de manhã, a Névoa cercando o corpo da Consorte Amaya começou a desaparecer. Então, ela se levantou.

— Após se lavar, ela comeu e…

— Começou a caminhar…

— Caminhar?

Keeve franziu a testa.

— Sim, caminhar…

— Ela começou a andar sem rumo. Primeiro, foi ao jardim e depois caminhou pelo palácio. Isto continuou por trinta minutos e olhou para mim de repente.

— Ela olhou para você?

— Sim, ela olhou para mim, sorriu e… desmaiei.

— …

Keeve estreitou os olhos.

— Alguém atacou você por trás, correto?

Ricardus perguntou.

— Sim.

O homem assentiu.

— E, é claro, você não viu o rosto, certo?

— Não… eu não vi…

— Heh.

O Rei riu com condescendência.

— Bem, podemos dizer que seja lá quem for, estava relacionado a Amaya.

— Sim, também é isso que presumo.

O homem assentiu.

— Mas… mas como Amaya sabia que você estava de olho nela?

O Rei não conseguiu entender.

— É a caminhada.

De repente, Keeve falou.

— Hmm? O quê?

— Sim, sua caminhada.

— Não foi uma caminhada sem sentido. O plano da Consorte Amaya era descobrir quem estava de olho nela e onde ele ou ela estava.

— Se ela se movesse, você também se moveria. Assim, os subordinados dela o rastreariam. Não importa quão longe se esconda, se segui-la por trinta minutos, até uma criança poderia dizer que você é quem está olhando para ela.

— E bem, quando ela descobriu… a única coisa que precisava era te tirar da cena.

— Quando isso foi feito, ela saiu do Palácio.

— Mas como ela saiu? Por que ela não foi vista por ninguém?

— Ela é uma mortal, como pode enganar tantos cultivadores e sair sem ser vista?

O Rei perguntou.

— Ou talvez, ela não “enganou” ninguém. Ela não precisava fazer isto.

Keeve falou.

— Você quer dizer…

— Sim… os guardas que a viram simplesmente não disseram nada porque…

— Já estavam do lado dela.

— …

— …

— …

Os três ficaram quietos.

Alguns minutos se passaram.

— Precisamos pegar aqueles desgraçados traidores.

O Rei declarou.

Keeve, contudo, balançou a cabeça.

— Não podemos fazer isso. Não temos pistas e existem milhares de guardas no Palácio. Não podemos capturar cada um deles.

— Primeiro precisamos descobrir quem são.

— Como faremos isso?

O Rei expressou.

No entanto, Keeve balançou a cabeça.

— Não sei…

— …

A sala ficou quieta de novo.

Comentários

5 1 voto
Avalie!
Se Inscrever
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais Antigo Mais votado
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários

Opções

Não funciona com o modo escuro
Resetar