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Supreme Harem God System – Capítulo 746

Ela pode perder este.

Flap! Flap! Flap!

Um morcego bateu suas asas quando entrou na janela de um cômodo luxuoso. O cômodo estava meio escuro, a mobília parecia antiga e elegante, havia um carpete no chão, cortinas vermelhas perto da porta, várias pinturas penduradas na parede e uma cama king size com lençóis brancos e cobertor de veludo vermelho.

Neste cômodo meio escuro, estava uma mulher sentada numa cadeira com uma taça de vinho vermelho em suas mãos.

— O que descobriu?

A mulher perguntou. Como o quarto estava meio escuro, seu rosto não era visível, mas, pela voz calma, via-se que era uma mulher que tinha confiança e almejava conquistar mais na vida.

O morcego que entrou se transformou numa figura humanoide ajoelhada no chão.

Era Cassius.

— Minha Lady.

Ele cumprimentou.

— …

A mulher apenas tomou o “vinho” vermelho, aguardando sua pergunta ser respondida.

— Ele falou que precisa de tempo.

Cassius respondeu.

— Tempo?

O tom da mulher não mudou, mas soava um pouco confuso.

— Sim, ele falou que está preocupado com suas esposas e não entrará até você garantir sua segurança.

— E como devo fazer isso?

— Ele quer que você escreva uma carta que diz que garantirá sua segurança e quer que a carta contenha o emblema da Família Bloodheart e sua assinatura — Cassius relatou a condição de Nux.

— Isso é bem ousado dele.

A mulher respondeu. De novo, não houve uma mudança em particular no seu tom.

— Sim.

Cassius assentiu.

— E se ainda os matarmos após enviar a carta?

A mulher perguntou num tom levemente engraçado.

— Não fiz essa pergunta, mas, se tivesse que adivinhar sua resposta, então seria: “A poderosa Casa Ducal Bloodheart voltou com sua palavra para matar a gente. Acho que, como meros Imperadores, devemos ficar orgulhosos.”

— Você parece gostar dele.

A mulher comentou.

— Sim, fiquei impressionado.

Cassius não escondeu.

— Ele parece um leão solto.

A mulher comentou.

Em seguida, se levantou e caminhou na direção da janela que Cassius veio.

— Exatamente o motivo de querê-lo.

— Controlá-lo seria difícil — Cassius murmurou.

— Hmmm. Estou pronta para o desafio.

— Não, na verdade, pode não ser tão difícil.

De repente, a expressão de Cassius mudou.

— Ele parece se importar muito com suas esposas.

Um sorriso apareceu no rosto de Cassius quando sugeriu isso.

— Cassius. Faz quanto tempo que esteve trabalhando para mim?

— Faz duzentos e vinte e seis anos, Lady Melia.

— Então, como poderia assumir algo assim?

A mulher indagou.

— …

— Eu já falei antes, não? Eu não quero subordinados, preciso de uma equipe. Preciso de pessoas dispostas a desafiar minhas ordens e apresentar ideias melhores. Se eu usar a força para conseguir isso, só acabaria criando mais inimigos.

— Não tenho que “controlá-lo”, só preciso convencê-lo. Além disso, mantenha isto em mente: aquelas esposas não são sua fraqueza. Devem ser sua força. Você toca nelas e nem saberia o que atingiu você. Pode até ficar numa posição em que nem eu posso conseguir te salvar.

— Lady Melia fala como se conhecesse a personalidade daquele humano — Cassius expressou.

— Não, eu não conheço, mas espero que este humano seja exatamente como imagino ser.

A mulher sorriu.

— Tudo bem, Cassius, você pode sair, preciso conversar com meu pai.

A expressão de Cassius mudou.

— Você vai realmente dar o que ele quer?

— Vou.

— Lady Melia, ele está pedindo por uma carta marcada! Ele pode nem saber o que isso significa! Lady Melia, confie em mim, ele só deseja garantir a segurança de seu grupo; existem outras maneiras para fazer isso.

— Existem mesmo, mas esta é a mais autêntica.

— Porém, você não pode usar cartas marcadas desse jeito!

— E desde quando você tem autoridade para decidir isso?

— M-Me desculpe. Eu passei dos limites.

— Certifique-se de que isto não se repita.

Melia falou enquanto caminhava na direção da porta.

Cassius manteve a cabeça baixa. Uma vez que Melia chegou perto da porta, se virou.

— Você fez bem. Pode descansar pelos próximos dois dias, pois precisa entregar a carta para aquele humano.

— Ao seu comando, Lady Melia.

Cassius se curvou de novo.

Melia assentiu e saiu.

No momento em que ela saiu, outra pessoa apareceu no quarto atrás de Cassius.

— Para ela agir desse jeito por um humano que nunca conheceu antes, mostra que ela está ficando desesperada.

O homem comentou.

— Você acha?

Cassius perguntou.

— Você não acha?

O homem perguntou de volta.

— Estou com medo.

— Medo de que a Lady Melia fique decepcionada?

— Não, medo de que ela finalmente encontre seu páreo. — Cassius sorriu ironicamente.

— Hã?

A expressão do homem mudou.

— O que quer dizer?

Ele perguntou, seu tom definitivamente era diferente do calmo e imperturbável de antes.

— Estive de olho naquele homem pelos últimos três meses — Cassius falou.

— E o que descobriu? — indagou o homem; seu tom foi apressado, tendo dificuldades de se conter.

Cassius, por outro lado, tinha uma expressão estranha.

“Não confie no que seus olhos veem.”

As palavras de Nux soaram em sua mente e um sorriso irônico apareceu em seu rosto.

— Nada.

Ele respondeu.

— Você não descobriu nada?

O homem parecia chocado.

— MHm.

— E por que não relatou isto?

— Esse é o problema. Só percebi isto algumas horas atrás.

— O que quer dizer?

— Pelos últimos três meses, pensei estar de olho naquele homem e em suas esposas. Achei que sabia de cada coisinha sobre eles, mas hoje, quando finalmente interagi com eles, me senti… inferior… Aquele homem notou minha presença três meses atrás.

— Isso não é possível, você falou que ele é apenas um Imperador.

— Um Imperador que pode matar bestas de oito estrelas.

— …

O homem ficou calado.

— Como falei, aquele homem não é simples. A Lady Melia achou seu páreo e… estou com medo de que… ela possa perder este.

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